Covid-19 - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/covid-19/ Notícias sobre saúde Fri, 22 Sep 2023 10:39:18 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Covid-19 - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/covid-19/ 32 32 Ex-ministro da Saúde defende avaliação independente da gestão da pandemia https://saudeonline.pt/ex-ministro-da-saude-defende-avaliacao-independente-da-gestao-da-pandemia/ https://saudeonline.pt/ex-ministro-da-saude-defende-avaliacao-independente-da-gestao-da-pandemia/#respond Mon, 18 Sep 2023 09:55:11 +0000 https://saudeonline.pt/?p=148334 O antigo ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, afirmou que o país “ganharia muito” em haver uma avaliação independente sobre a gestão de pandemia de covid-19, que considerou ter sido “um desastre”.

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pandemia

De acordo com o ex-ministro, Portugal “ganharia muito em haver uma avaliação independente, em retrospetiva, sobre o que se passou na pandemia”, defendeu Adalberto Campos Fernandes, que falou em Coimbra, num encontro promovido pela Associação Nacional de Assembleias Municipais (ANAM) para debater a saúde, a propósito do livro “Municípios e Saúde – Entre as lições da covid-19 e os desafios da descentralização”.

Para Adalberto Campos Fernandes, “a gestão da pandemia em Portugal foi um desastre”, considerando ser fundamental que se reflita e se avalie a forma como o país respondeu à covid-19.

“Não confundamos a logística vacinal e distribuição de vacinas nos pavilhões gimnodesportivos e o trabalho notável de 30 mil enfermeiros que, sem dormir, estiveram dias a fio a administrar vacinas, com aquilo que foi o encerramento dos centros de saúde, uma espiral de cancros por diagnosticar”, vincou.

O antigo ministro da Saúde alertou ainda para as “doenças crónicas [que ficaram] por resolver e até o acréscimo de morte por enfarte agudo do miocárdio e por doenças cardiovasculares”. “Não devemos negar a realidade, mesmo que sejamos parte ativa dos erros que foram cometidos”, apontou.

Adalberto Campos Fernandes considerou que falta uma tradição em Portugal de avaliação e de exercício de autocrítica, vincando que a “última coisa que o país precisa é de tranquilidade”.

Durante a sua intervenção, o antigo ministro também realçou a importância da transferência de competências na área da saúde para as autarquias, afirmando que “o poder local faz bem à saúde”, sendo um instrumento “mais ágil e potente” para reformar o Estado.

Também presente na sessão, o presidente da Câmara de Coimbra e antigo bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, considerou que a descentralização e consequente transferência de competências tem sido feita sem o pacote financeiro necessário.

“As câmaras podem fazer melhor e até mais naquilo que são as áreas que foram descentralizadas, mas o orçamento insuficiente coloca-nos problemas”, constatou, referindo que a transferência de competências não aumenta a coesão face à falta do “devido pacote financeiro”, podendo até “agravar as diferenças” entre municípios com diferentes capacidades económicas.

José Manuel Silva constatou ainda algumas incoerências nas políticas da saúde em que, se por um lado o Governo defende a descentralização, por outro, promove a criação de “organizações gigantes”, como é o caso das unidades locais de saúde.

LUSA

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Não há mais margem na Saúde “para não fazer bem”, alerta ex-ministro

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Covid-19: OMS insiste no reforço da vacinação face a novas variantes https://saudeonline.pt/covid-19-oms-insiste-no-reforco-da-vacinacao-face-a-novas-variantes/ https://saudeonline.pt/covid-19-oms-insiste-no-reforco-da-vacinacao-face-a-novas-variantes/#respond Fri, 15 Sep 2023 09:44:23 +0000 https://saudeonline.pt/?p=148232 A Organização Mundial da Saúde (OMS) insistiu na necessidade do reforço da vacinação contra a covid-19, face ao aparecimento de novas variantes virais, salientando que pouco mais de metade da população global tem uma dose de reforço.

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De acordo com a líder técnica da resposta à Covid-19 na OMS, Maria Van Kerkhove, que falava na conferência de imprensa regular da organização, “ainda há uma grande brecha na cobertura de reforço”, uma vez que “apenas 58% da população mundial tem uma dose de reforço”. Esta percentagem baixa para 30% no Sudeste Asiático e 8% em África.

Maria Van Kerkhove frisou que os idosos “são grupos de idade críticos” que necessitam das doses de reforço para “prevenir a doença grave e a morte”, salientando que em vários países da América e da Europa estão a aumentar as hospitalizações e os internamentos em unidades de cuidados intensivos.

“O vírus está a evoluir, a mudar. Continuamos a monitorizar as variantes em circulação”, afirmou Maria Van Kerkhove, realçando que a variante EG.5, uma mutação da variante Ómicron do SARS-CoV-2, representa “cerca de 39%” das sequências genéticas feitas globalmente ao coronavírus.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) já publicou a norma da vacinação sazonal de reforço contra a covid-19, que indica que a vacina é adaptada à época 2023-2024 e será pela primeira vez administrada nas farmácias para pessoas a partir dos 60 anos.

De acordo com a norma, as pessoas não elegíveis para reforço contra a covid-19 que não tenham o esquema vacinal recomendado atualizado (esquema vacinal primário ou reforço) devem atualizá-lo na primeira oportunidade de vacinação.

A coadministração da dose de reforço da vacina contra a covid-19, durante o próximo outono-inverno, com a vacina inativada contra a gripe deverá ser realizada como medida de adesão à vacinação.

Da lista de pessoas elegíveis para a vacinação sazonal contra a covid-19 fazem parte idosos, profissionais de saúde, utentes e trabalhadores de lares de idosos, reclusos, grávidas, doentes de risco, bombeiros que transportam doentes e cuidadores.

A covid-19 é uma doença respiratória pandémica causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, um tipo de vírus detetado em finais de 2019 na China e que assumiu várias variantes e subvariantes, umas mais contagiosas do que outras.

LUSA

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Covid-19: Publicada norma da campanha de vacinação sazonal

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Covid-19: Publicada norma da campanha de vacinação sazonal https://saudeonline.pt/covid-19-publicada-norma-da-campanha-de-vacinacao-sazonal/ https://saudeonline.pt/covid-19-publicada-norma-da-campanha-de-vacinacao-sazonal/#respond Thu, 14 Sep 2023 09:36:21 +0000 https://saudeonline.pt/?p=148104 A Direção-Geral da Saúde publicou hoje a norma da vacinação sazonal contra a covid-19, que indica que a vacina é adaptada à época 2023-2024 e será pela primeira vez feita nas farmácias para os maiores de 60 anos.

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vacinação

A vacinação terá início a 29 de setembro e decorrerá em simultâneo nas farmácias comunitárias, para as pessoas com 60 ou mais anos, e nos estabelecimentos de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS), para as pessoas com menos de 60 anos e com doenças de risco.

A norma define que as farmácias comunitárias vacinarão as pessoas com 60 ou mais anos de idade que tenham já levado anteriormente uma vacina de tecnologia mRNA Comirnaty ou Spikevax (comercializada pela Moderna), e não tenham história de reação de hipersensibilidade ou reações adversas graves após vacinação anterior.

Nos estabelecimentos de saúde do SNS será feita a vacinação das pessoas com menos de 60 anos com patologias de risco, das grávidas e dos profissionais dos serviços de saúde (públicos e privados) e de outros serviços prestadores de cuidados de saúde, estudantes em estágio clínico, bombeiros envolvidos no transporte de doentes e prestadores de cuidados a pessoas dependentes. Haverá ainda vacinação nos lares, na rede de cuidados continuados integrados e nas prisões.

A norma indica ainda que serão os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) a identificar as pessoas a vacinar no SNS e que a vacinação ocorrerá em paralelo, por critério de idade, nas farmácias comunitárias, e, por critério de patologias de risco, nas unidades de saúde do SNS.

No caso das pessoas com patologias de risco que não sejam seguidas no SNS, a norma indica que os médicos assistentes devem emitir uma declaração médica da elegibilidade para vacinação. Esta declaração é emitida eletronicamente através da Plataforma de Prescrição Eletrónica de Medicamentos, de acordo com um formulário disponibilizado pelos SPMS.

Para a vacinação sazonal de reforço contra a covid-19 são elegíveis os profissionais e residentes/utentes em estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPI), instituições similares, Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) e estabelecimentos prisionais; pessoas com 60 anos ou mais; pessoas entre os 5 e os 59 anos com patologias de risco; grávidas; profissionais dos serviços de saúde (públicos e privados) e de outros serviços prestadores de cuidados de saúde; estudantes em estágio clínico; bombeiros envolvidos no transporte de doentes e prestadores de cuidados a pessoas dependentes.

Entre as patologias de risco consideradas para vacinar os menores de 60 anos estão as neoplasias malignas ativas, a transplantação, infeção por VIH, doenças neurológicas, doenças mentais, doença hepática crónica, diabetes, obesidade, doenças inflamatórias/autoimunes sistémicas crónicas e pessoas sob terapêutica crónica com medicamentos biológicos.

Estão igualmente incluídas a doença cardiovascular (insuficiência cardíaca, miocardiopatias, hipertensão pulmonar e doença coronária / enfarte agudo do miocárdio), as doenças renal crónica, pulmonar crónica e outras como, por exemplo, a trissomia 21.

A campanha sazonal abrange também a recomendação de vacinação primária das crianças entre os 6 meses e os 4 anos com patologias de risco, com a vacina Comirnaty 3µg adaptada à época outono-inverno 2023-2024.

Na norma hoje publicada, a DGS indica que as pessoas não elegíveis para reforço sazonal contra a covid-19 que não tenham o esquema vacinal recomendado atualizado (esquema vacinal primário ou reforço) devem atualizá-lo na primeira oportunidade de vacinação.

A coadministração da dose de reforço de vacina contra a covid-19 com a vacina inativada contra a gripe deve ser realizada como medida de adesão à vacinação, é referido.

Indica-se ainda que as Administrações Regionais de Saúde, os Agrupamentos de Centros de Saúde e as Unidades Locais de Saúde “devem implementar todas as estratégias locais possíveis” para a “vacinação em equidade” de pessoas acamadas e pessoas em situação de sem-abrigo, nos locais e/ou instituições onde estas pessoas se concentram.

 

LUSA

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Mais de 2.100 farmácias já aderiram à campanha de vacinação contra a covid-19 e a gripe

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Taxa de infeção por SARS-CoV-2 em enfermeiros foi o dobro da dos médicos na Europa https://saudeonline.pt/taxa-de-infecao-por-sars-cov-2-em-enfermeiros-foi-o-dobro-da-dos-medicos-na-europa/ https://saudeonline.pt/taxa-de-infecao-por-sars-cov-2-em-enfermeiros-foi-o-dobro-da-dos-medicos-na-europa/#respond Mon, 14 Mar 2022 08:10:16 +0000 https://saudeonline.pt/?p=129456 A exposição ativa nos cuidados ao paciente e a composição das equipas pode justificar o número significativo de infeções nos enfermeiros, diz um relatório da OMS.

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Do total de infeções por covid-19 confirmadas em profissionais de saúde da Europa – onde se estima em 10% tenham contraído o vírus -, metade correspondeu a enfermeiros e um quarto dos casos a médicos. As restantes aconteceram em auxiliares de ação médica, fisioterapeutas, auxiliares de limpeza das unidades de saúde e outros profissionais ligados ao setor, analisa o Público.

O relatório, publicado pela Organização da Mundial da Saúde (OMS) que analisou os dados de 53 países que compõem a região europeia, reconheceu que esta prevalência “está provavelmente abaixo da realidade”.

Ainda assim, a taxa significativa de infeções em enfermeiros pode ser justificada pela sua exposição mais ativa “nos cuidados diretos ao paciente” e pela “composição das equipas em unidades de cuidados intensivos ou a idade dos elementos das equipas”, refere, ainda, o “Relatório Europeu da Saúde 2021 – Ponto de Situação sobre os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável na Área da Saúde na Era da Covid-19 sem Deixar ninguém para trás”.

Além do desconhecimento do número oficial de casos, também o número de mortes de profissionais de saúde devido à infeção por SARS-CoV-2 foi subestimado. “As estimativas da OMS indicam que o número de mortes de profissionais de saúde por covid-19 está muito acima do conhecido oficialmente”, diz o documento. De acordo com a diretora para Políticas e Sistemas de Saúde da OMS, Natasha Azzopardi-Muscat, os óbitos foram acentuados pela “maior proximidade com a doença, quando ainda não havia vacinas, nem testagem em larga escala e quando ainda não estavam disponíveis equipamentos de proteção individual em número suficiente”.

SO

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Estudo. Até a infeção leve por SARS-CoV-2 pode provocar alterações cerebrais https://saudeonline.pt/estudo-ate-a-infecao-leve-por-sars-cov-2-pode-provocar-alteracoes-cerebrais/ https://saudeonline.pt/estudo-ate-a-infecao-leve-por-sars-cov-2-pode-provocar-alteracoes-cerebrais/#respond Thu, 10 Mar 2022 12:27:08 +0000 https://saudeonline.pt/?p=129272 Pessoas que tiveram covid-19 perdem uma percentagem mais elevada de massa cerebral ao longo dos anos em comparação com os indivíduos não-infetados.

O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Estudo. Até a infeção leve por SARS-CoV-2 pode provocar alterações cerebrais aparece primeiro em Saúde Online.

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Pessoas que são infetadas por SARS-CoV-2 podem sofrer alterações estruturais, funcionais e cognitivas no cérebro, mesmo se a infeção não for considerada moderada ou grave, mostra um estudo publicado na revista Nature.

Para explorar os efeitos da covid-19 na saúde cerebral, a equipa de investigação liderada pela professora da Universidade de Oxford, Gwenaëlle Douaud, avaliou imagens cerebrais de 401 pessoas que tiveram a doença entre março de 2020 e abril de 2021, as quais foram obtidas antes da infeção e, em média, quatro meses e meio após o resultado positivo.

Após compararem estas imagens com as de 384 pessoas não infetadas (semelhantes em idades e outros fatores), os investigadores relataram que, apesar de ser normal que as pessoas percam entre 0,2% e 0,3% de massa cinzenta todos os anos – nas áreas associadas à memória -, foi possível confirmar que as pessoas infetadas perderam mais 0,2% a 2% de tecido em comparação com aqueles que não tiveram covid-19.

Além desta análise, os participantes também foram testados quanto à sua função executiva e cognitiva, através do Trail Making Test: uma ferramenta que permite detetar deficiências cognitivas associadas à demência e testar a velocidade e a função do processamento cerebral. De acordo com a sua observação, aqueles que registaram maior perda de tecido cerebral como resultado da infeção tiveram piores resultados neste exame.

“Como as mudanças anormais que vemos nos cérebros dos participantes infetados podem estar parcialmente associadas à perda do olfato, é possível que recuperá-lo possa fazer com que essas anormalidades cerebrais se tornem menos acentuadas ao longo do tempo. Da mesma forma, é provável que os efeitos nocivos do vírus diminuem ao longo do tempo após a infeção. A melhor forma de descobrir seria promover a mesma análise nestes participantes passado um ou dois anos”, disse Douaud.

Estes resultados “levantam a possibilidade de que as consequências a longo prazo por infeção por SARS-CoV-2 possam contribuir para o desenvolvimento de doença de Alzheimer ou outras formas de demência”, sugere, ainda, a líder da análise.

Conheça o estudo na íntegra aqui.

SO

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Casos de covid-19 voltam a subir mas sem “necessidade de alarmismo” https://saudeonline.pt/casos-de-covid-19-voltam-a-subir-mas-sem-necessidade-de-alarmismo/ https://saudeonline.pt/casos-de-covid-19-voltam-a-subir-mas-sem-necessidade-de-alarmismo/#respond Tue, 08 Mar 2022 12:00:44 +0000 https://saudeonline.pt/?p=129086 Durante a semana passada, o número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 aumentou 8% face à semana anterior.

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covid-19

Depois de um mês de descida contínua em todas as regiões do país, os diagnósticos de covid-19 estão de novo a aumentar em Portugal. No entanto, a inversão da tendência observada ao longo do último mês surge “sem necessidade de alarmismo”, confirma o matemático Carlos Antunes ao Jornal de Notícias.

Ao comparar os dados publicados diariamente pela Direção-Geral da Saúde no que concerne a situação epidemiológica da covid-19, é possível observar uma subida de 8% nos diagnósticos de infeção por SARS-CoV-2 em Portugal continental durante a semana passada face à semana anterior (75 188 vs. 69 440).

Desagregando os dados, as regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Alentejo representam a subida mais expressiva, sendo na capital que os diagnósticos parecem estar a disparar a um ritmo mais elevado. Ainda, a nova subida de casos deve-se sobretudo ao aumento de infeções nos grupos etários dos 10 aos 19 anos e dos 20 aos 29, com subidas de 36% e 26%, respetivamente, relativamente à semana antecedente.

Vários são os fatores que podem estar a contribuir para esta inversão, analisam os especialistas. Além da alteração da tendência coincidir com o aumento da circulação da variante BA.2 da Ómicron, também o fim do isolamento de contactos de alto risco, como de coabitantes, pode justificar um maior número de infeções.

O impacto da alteração das regras traz “um risco que era assumido, como também quando se reduziu o período de isolamento de dez para sete dias”, sugere, ainda, o matemático Manuel Carmo Gomes. Será necessário, assim, fazer-se um “compasso de espera” quanto à possível passagem para o nível zero de restrições.

SO

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