Cancro - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/cancro/ Notícias sobre saúde Tue, 02 Feb 2021 17:07:59 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Cancro - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/cancro/ 32 32 A importância do exercício físico para o doente oncológico https://saudeonline.pt/a-importancia-do-exercicio-fisico-para-o-doente-oncologico/ https://saudeonline.pt/a-importancia-do-exercicio-fisico-para-o-doente-oncologico/#respond Tue, 02 Feb 2021 14:24:09 +0000 https://saudeonline.pt/?p=106252 Dia Mundial do Cancro faz alertar para a importância do exercício físico no doente oncológico, especialmente em períodos de confinamento.

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exercício físico

Na semana em que se assinala o Dia Mundial do Cancro, a 4 de fevereiro, o objetivo é alertar para a importância do exercício físico no doente oncológico. Esta preocupação, acrescida com o período de confinamento, levou médicos e outros profissionais de saúde do projeto ONCOMOVE(R), programa para a promoção da reabilitação do doente oncológico desenvolvido pela Associação de Investigação de Cuidados de Suporte em Oncologia (AICSO), a dar continuidade ao projeto através de aulas online.

O ONCOMOVE(R), que foi criado para otimizar o tratamento da pessoa que vive com o cancro, é um programa multidisciplinar que integra médicos oncologistas, cardiologistas, fisiatras, bem como psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, fisiologistas, técnicos de exercício físico e enfermeiros de reabilitação e de saúde mental dedicados à Oncologia.

“Este projeto é muito importante para estas mulheres e para estes homens. Não podíamos ficar parados, até porque estamos todos muito envolvidos. Já em 2020 tínhamos feito aulas online e regressámos agora. Não só mantemos o convívio social, que é muito importante do ponto de vista psicológico e emocional, como evitamos o sedentarismo num grupo de pessoas que precisa de se manter ativo”, explica a médica oncologista do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho e vice-presidente da AICSO, Ana Joaquim.

Deste projeto fazem parte o MAMA_MOVE Gaia Comunidade em parceria com o Solinca, um programa de exercício físico destinado a mulheres sobreviventes de cancro da mama que decorre nos ginásios desde novembro de 2017, e o PROSTATA_MOVE Comunidade, um programa baseado no walking football destinado a homens sobreviventes de cancro da próstata que decorre num pavilhão desportivo da Câmara Municipal de Gaia. Atualmente, são cerca de 60 pessoas inscritas em ambos os programas.

“O isolamento leva facilmente à diminuição da atividade física. Sem o estímulo das aulas presenciais, sabemos que os participantes correm o risco de ficar mais sedentários e mais suscetíveis a patologias do foro cardiovascular, o que agrava o prognóstico de doentes oncológicos”, acrescenta a vice-presidente da AICSO. “Por este motivo, é ainda mais importante envolvermo-nos, enquanto profissionais de saúde e de reabilitação, promovendo os treinos online”.

De acordo com Ana Joaquim, a realização de três sessões de atividade aeróbia moderada a vigorosa por semana com a duração de 30 a 60 minutos e duas a três sessões por semana de exercícios de força tem um impacto positivo nos sintomas de fadiga, na ansiedade e depressão, assim como na aptidão física, capacidade funcional e qualidade de vida.

Para reduzir o comportamento sedentário, a médica deixa alguns conselhos para os sobreviventes de doença oncológica nesta fase de confinamento, tais como evitar permanecer mais de 30 minutos na posição sentada, reclinada ou deitada, quando estiver acordado; caminhar pela casa enquanto conversa ao telemóvel, por exemplo; participar nas tarefas domésticas; brincar ou realizar jogos ativos com as crianças ou realizar atividades no exterior como tratar do jardim.

 

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Teste ao sangue permite detetar cinco cancros antes do diagnóstico tradicional https://saudeonline.pt/teste-ao-sange-permite-detectar-cinco-cancros-antes-do-diagnostico-tradicional/ https://saudeonline.pt/teste-ao-sange-permite-detectar-cinco-cancros-antes-do-diagnostico-tradicional/#respond Fri, 24 Jul 2020 10:07:51 +0000 https://saudeonline.pt/?p=95434 Desenvolvido por investigadores nos EUA, o teste ao sangue chama-se PanSeer e permite detectar sinais de cancro no estômago, esófago, colo-rectal, pulmão e fígado de forma precoce.

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falsos negativos

No artigo publicado na revista Nature Communications, os investigadores explicam que o teste procura sinais de uma modificação química no ADN (metilação) no sangue, que está associado à presença de um tumor.

Foram analisadas amostras de plasma de 605 indivíduos que não apresentavam sintomas, dos quais 191 foram posteriormente diagnosticados com cancro. Foram também analisadas amostras de 223 doentes com um cancro diagnosticado e 200 amostras de tumores primários e tecidos normais.

“Nos doentes com pré-diagnóstico de cancro, observámos uma sensibilidade geral de 95% no conjunto de testes. A sensibilidade foi semelhante nos doentes que acabaram por ser diagnosticados com cancro em estádio inicial e nos doentes diagnosticados com cancro tardio e variou de 91% no cancro de esófago a 100% no cancro de fígado”, referiram os investigadores.

O PanSeer detectou precocemente, em pessoas sem sintomas de cancro, 91% dos casos de cinco tipos de cancro diferentes, até quatro anos antes de um diagnóstico tradicional. Para além disso, o teste detectou também 88% dos casos de pessoas que já tinham um tumor diagnosticado e definiu correctamente 95% dos casos em que os participantes testados não desenvolveram qualquer lesão maligna.

 

PanSeer poderá vir a ser usado como rastreio de primeira linha

 

Os investigadores alertam que, apesar das suas descobertas promissoras, é necessário esperar por mais dados de estudos longitudinais para o teste poder ser utilizado num contexto clínico. Este teste não irá servir para detectar doentes que ainda não tenham qualquer lesão maligna, mas que possam vir a ter um tumor mais tarde, uma vez que o que o PanSeer reconhece são sinais de cancro numa fase muito inicial. Contudo, a lesão tem de estar presente.

Existem, actualmente, vários projetos de investigação com diferentes abordagens mas com o mesmo objetivo de desenvolver um teste sanguíneo para detecção precoce do cancro. Os investigadores e autores do estudo antevêem “um contexto clínico em que o PanSeer poderia ser usado como rastreio de primeira linha“, em que o doente com teste positivo no PanSeer iria depois realizar um exame mais completo para “mapear o tecido de origem”, seguido do exame patológico para confirmar a presença de cancro.

O estudo tem ainda “várias limitações“, admitem os investigadores que apresentam, no artigo, oito frentes do trabalho que ainda terá de ser realizado e de aspetos a melhorar no futuro. Os cientistas referem que falta realizar um estudo longitudinal prospectivo mais completo e aproveitar melhor a técnicas de preservação do plasma que minimizam o risco da contaminação das amostras de sangue.

AR/Público

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Adiamento de endoscopias põe em causa diagnóstico e tratamento de cancros https://saudeonline.pt/adiamento-de-endoscopias-poe-em-causa-diagnostico-e-tratamento-de-cancros/ https://saudeonline.pt/adiamento-de-endoscopias-poe-em-causa-diagnostico-e-tratamento-de-cancros/#respond Mon, 15 Jun 2020 08:55:44 +0000 https://saudeonline.pt/?p=92657 O presidente da Soc. Eur. de Endoscopia admite que o adiamento de um largo número de exames poderá prejudicar o rastreio e a vigilância de alguns dos cancros mais frequentes na população portuguesa.

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adiamento de endoscopias

De acordo com o responsável, “a covid-19 está a afetar a endoscopia gastrointestinal, quer a nível do diagnóstico, quer da terapêutica, e irá continuar a afetar no futuro”.

Esta possibilidade é reconhecida por Mário Dinis-Ribeiro, que é também professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e investigador do CINTESIS, num artigo que assina na Nature Reviews – Gastroenterology & Hepatology, a que a Lusa teve hoje acesso.

O responsável defende que “a solução é adaptar as práticas diárias, realizando uma triagem e uma estratificação do risco em todos os doentes que necessitam de endoscopia e até adiando os procedimentos considerados não urgentes”.

O objetivo, segundo o especialista, é proteger os profissionais de saúde, que estão especialmente expostos à infeção, sobretudo perante a escassez de equipamentos de proteção individual (EPI), e os doentes, especialmente os de maior risco, como os que sofrem de doença cardíaca, doença pulmonar, cancro e os que têm o sistema imune comprometido.

“Os médicos devem pesar cuidadosamente, caso a caso, os benefícios da endoscopia e o risco de infeção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). Isso pode ter um impacto significativo nos cancros diagnosticados e tratados com endoscopia, como o cancro gástrico e o cancro colorretal”, afirma Mário Dinis-Ribeiro.

Além dos doentes que viram as suas endoscopias e colonoscopias adiadas, existem muitos doentes que cancelaram os exames ou não compareceram por medo de serem infetados pelo novo coronavírus, assim como profissionais das unidades que foram alocados a outros serviços ou que estiveram em isolamento ou em quarentena por causa da covid-19.

Mário Dinis-Ribeiro admite que “a falta de rastreio destes cancros possa afetar milhões de pessoas em todo o mundo e que os efeitos a curto prazo são ainda desconhecidos”.

“Um dos maiores receios é que muitos cancros deixem de ser detetados em fases iniciais, o que terá um impacto substancial no tratamento e na sobrevivência dos doentes”, acrescenta.

Espera-se que os exames de diagnóstico e vigilância possam ser reagendados “o mais rapidamente possível”. Contudo, acrescenta, “ainda há muitas questões em aberto, como, por exemplo, a da priorização de doentes para realização de endoscopia, enquanto a pandemia durar”.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde emitiu uma norma que sublinha o elevado risco destes procedimentos, devido à “proximidade com a via aérea, contacto com secreções contaminadas e geração de aerossóis”, e recomenda medidas específicas a adotar por doentes e profissionais na reorganização destes serviços, de modo a diminuir o risco de transmissão do novo coronavírus e controlar a disseminação da covid-19.

SO/LUSA

 

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Cancro do pulmão: Nicotina contribui para formação de metástases no cérebro https://saudeonline.pt/cancro-do-pulmao-nicotina-contribui-para-formacao-de-metastases-no-cerebro/ Fri, 05 Jun 2020 09:15:40 +0000 https://saudeonline.pt/?p=91949 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Cancro do pulmão: Nicotina contribui para formação de metástases no cérebro aparece primeiro em Saúde Online.

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Rastreios do programa para as doenças oncológicas com mais adesão https://saudeonline.pt/rastreios-do-programa-para-as-doencas-oncologicas-com-mais-adesao/ https://saudeonline.pt/rastreios-do-programa-para-as-doencas-oncologicas-com-mais-adesao/#respond Wed, 04 Sep 2019 08:30:48 +0000 https://saudeonline.pt/?p=76864 O rastreio do cancro da mama e do colo do útero teve uma adesão a rondar os 90%. No entanto, existem outros cancros que ficam aquém do esperado. Tal deve-se, segundo o coordenador das doenças oncológicas da DGS, devido à falta de médicos.

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O número de pessoas que se submetem aos rastreios do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas tem aumentado, mas na região sul os exames permanecem “incipientes” devido à falta de atribuição de médicos de família.

Em entrevista à agência Lusa, José Alexandre Diniz, coordenador das doenças oncológicas da Direção-Geral de Saúde afirmou hoje que dos três rastreios oncológicos abrangidos pelo Programa Nacional para as Doenças Oncológicas (PNDO), o exame do colo do útero continua a ser “o mais maduro” e com maior adesão.

“O rastreio do colo do útero é o exemplo do que se quer de um programa. A nível nacional já está numa fase mais consolidada, tem uma aplicação e chega às pessoas de forma mais consistente”, frisou.

De acordo com o responsável, entre 2017 e 2018, a taxa de adesão ao exame do cancro do colo do útero passou de 72,5% para 88%, o que significa que mais 39.536 portuguesas se submeteram ao rastreio.

De igual modo, a cobertura geográfica também aumentou, passando de 83% em 2017 para 98% em 2018, números que para José Alexandre Diniz representam o “tratar de forma mais precoce a doença”.

Contudo, apesar de o Programa Nacional para as Doenças Oncológicas “dar a oportunidade a toda a população do país realizar o exame”, nem todas as pessoas se “convencem a aderir”, como se verifica no rastreio do cancro da mama e do cólon e reto.

Segundo José Alexandre Diniz, a taxa de adesão das mulheres portuguesas ao rastreio do cancro da mama ronda os 63%, sendo que, em 2018, foram detetados 1.744 casos positivos.

“Existem por ano, cerca de seis mil casos de cancro da mama diagnosticados, 1.744 foram do rastreio, que na zona centro e norte já está numa fase de implementação mais madura”, salientou.

Apesar de o exame do cancro da mama abranger 84% das regiões do território nacional, na zona de Lisboa e do Alentejo o processo “está mais incipiente”.

“Quem está a executar na zona norte e centro o rastreio do cancro da mama é a Liga Portuguesa Contra o Cancro e no Algarve é a Associação de Doença Oncológica do Algarve. Por sua vez, na região de Lisboa parece que foi lançado um concurso para que a Liga Portuguesa Contra o Cancro tome conta do rastreio, só que agora por exigências europeias, o processo tem de ser um concurso público internacional, o que atrasa mais a situação”, explicou.

Por sua vez, o rastreio do cólon e reto é o mais “embrionário de todos” dos exames oncológicos abrangidos pelo programa, uma vez que, à semelhança do exame do cancro da mama, está “numa fase mais atrasada” na região sul do país e apenas 30% da população aderiu.

“As pessoas são convidadas (a partir dos 50 anos) a fazer o exame, no caso do teste ser positivo e existir sangue oculto nas fezes, isso justifica um segundo teste mais complicado que é a colonoscopia. Para fazer uma colonoscopia é preciso uma logística muito maior e, enquanto no norte e entro do país as pessoas já são referenciadas para os serviços hospitalares, nas outras zonas do país não”, salientou.

Para José Alexandre Diniz, as assimetrias entre as diferentes regiões do país estão intimamente relacionadas com a cobertura de médicos de família, questão que considera que se for resolvida “rapidamente” faz com que o rastreio do cancro da mama e do colón e reto “atinjam a performance” do exame do cancro do colo do útero.

“Esta é a explicação mais gritante, se não temos médicos de família é muito complicado ir a rastreios. A melhora deste problema, da cobertura de médicos de família, vai estar ligada à melhoria da cobertura e da adesão dos rastreios oncológicos”, concluiu.

SO/Lusa

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Mulheres com Apneia Obstrutiva do Sono têm maior prevalência de cancro https://saudeonline.pt/maior-prevalencia-de-cancro-em-mulheres-com-apneia-obstrutiva-do-sono/ Thu, 29 Aug 2019 08:31:05 +0000 https://saudeonline.pt/?p=76602 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Mulheres com Apneia Obstrutiva do Sono têm maior prevalência de cancro aparece primeiro em Saúde Online.

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