Helena Canhão - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/helena-canhao/ Notícias sobre saúde Wed, 19 Oct 2022 10:22:06 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Helena Canhão - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/helena-canhao/ 32 32 Helena Canhão. “Há um caminho a percorrer na valorização das doenças reumáticas” https://saudeonline.pt/helena-canhao-ha-um-caminho-a-percorrer-na-valorizacao-das-doencas-reumaticas/ https://saudeonline.pt/helena-canhao-ha-um-caminho-a-percorrer-na-valorizacao-das-doencas-reumaticas/#respond Mon, 10 Oct 2022 11:30:12 +0000 https://saudeonline.pt/?p=135978 A presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR) pede que estas doenças sejam consideradas prioritárias nos cuidados de saúde primários e em termos de saúde pública. Em entrevista, Helena Canhão, fala ainda das expectativas para o XXIV Congresso Português de Reumatologia (que vai decorrer de 12 a 15 de outubro no Algarve), num ano em que a SPR completa 50 anos de atividade.

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Quais as suas expectativas para o XXIV congresso português de Reumatologia?

O Congresso Português de Reumatologia é o ponto de encontro de eleição dos reumatologistas, internos de reumatologia, médicos de outras especialidades que acompanham doentes reumáticos, outros profissionais de saúde que lidam com doentes reumáticos, associações de doentes e doentes reumáticos. Neste ano em que comemoramos os 50 anos da Sociedade Portuguesa de Reumatologia, esperamos um congresso muito participado, em que as atualizações em doenças reumáticas, estão a par da consolidação de conhecimentos já existentes e sobretudo de muita partilha.

Que temas destaca na edição deste ano? O que diferencia esta edição das anteriores?

Como já referi esta edição do congresso é especial, uma vez que estamos a comemorar os 50 anos da Sociedade Portuguesa de Reumatologia. É especial também, por o Congresso ter inicio a 12 de Outubro, o dia mundial das doenças reumáticas.

Começo por destacar os 2 cursos pré-congresso, um sobre vasculites e outro sobre ecografia músculo-esquelética. O congresso caracteriza-se também por ter sessões especiais dedicadas aos médicos de medicina geral e familiar, com workshops práticos sobre doenças reumáticas comuns. No programa do congresso há mesas redondas, debates, comunicações orais selecionadas entre as centenas de trabalhos submetidos, simpósios satélites suportados pela industria, apresentação de pósteres e muitos períodos para troca de conhecimentos e fortalecer relações. As mesas são dedicadas a doenças reumáticas com impacto como a artrite reumatoide, espondilartropatias, osteoporose, Lupus e ainda destaque para o Reuma.pt, o registo nacional de doentes reumáticos.

Este ano temos ainda eleições para a nova Direção da SPR. E no sábado, após o CPR, têm lugar as Jornadas da Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas.

Que desafios ainda há a ultrapassar no diagnóstico das doenças reumáticas por parte da MGF e referenciação, quando necessário, para a consulta hospitalar? Há um subdiagnóstico na MGF? É necessário sensibilizar mais os especialistas em MGF para estas doenças e para a necessidade de referenciação?

Apesar das doenças reumáticas serem muito frequentes, são muitas vezes subdiagnosticadas. A semiologia nem sempre facilita o diagnostico preciso da doença. Ainda é frequente ouvirmos diagnósticos como “reumatismo”, “doença autoimune” que são termos vagos e que não identificam a doenças especifica como por exemplo Artrite reumatoide, Osteoartrose das mãos, Lupus Eritematoso Sistémico, etc.

É muito importante que a doença seja diagnosticada corretamente, para se proceder ao seu adequado seguimento e plano terapêutico.

Frequentemente as doenças reumáticas manifestam-se com dor, tumefação, alteração da mobilidade articular, incapacidade. Mas há que olhar para o ritmo da dor, a topografia das articulações envolvidas, sintomas e sinais extra-articulares, para se identificar a patologia especifica que afeta o doente. Além do diagnóstico correto, há também um caminho ainda a percorrer na adequada valorização das doenças reumáticas.

O impacto nos doentes é profundo. Ainda que não sejam doenças consideradas mortais, são doenças crónicas, progressivas e incapacitantes, com impacto em varias dimensões da vida dos doentes e impacto na sua qualidade de vida. Também em termos sociais, são doenças que acarretam carga e custos significativos. É por isso urgente que estas doenças sejam consideradas prioritárias nos cuidados de saúde primários e em termos de saúde pública.

SO

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XXIII Congresso Português de Reumatologia “marca o reencontro” da especialidade

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“Depois de termos estado dois anos a promover as nossas formações e eventos em formato online, queremos que o Congresso Português de Reumatologia seja o momento em que as pessoas se voltam a reunir para discutir as principais doenças e atualizações na área da Reumatologia”, começou por afirmar a presidente da comissão científica do evento, Helena Canhão.

“Achamos que vai ser uma oportunidade para o convívio, para momentos sociais e de conversa, porque é importante as pessoas estarem juntas”, revelou a especialista, sublinhando que o Congresso não recebe “só reumatologistas, mas também médicos de Medicina Geral e Familiar, associações de doentes e outros profissionais que tratam e que lidam com a doença reumática. Ainda, contamos com a presença da própria indústria farmacêutica e de outras especialidades afins, como a Dermatologia, a Ortopedia e a Medicina Física e de Reabilitação”.

Segundo acrescenta, além deste evento “marcar o reencontro” da especialidade, é um “momento que permite abordar práticas e sobretudo as atualizações nesta área, quer em recomendações clínicas, quer em novas terapêuticas, novos fármacos no mercado e novos modos de diagnosticar o doente”.

“Vamos ter várias mesas-redondas que vão oferecer destaque às principais doenças reumáticas, desde as doenças autoimunes – como a artrite reumatoide, o lúpus e a espondilite – às doenças mais comuns – como é o exemplo da osteoartrose e a osteoporose”. Ainda,” gostaria de destacar também a reumatologia pediátrica, que é sempre uma das áreas que nós abordamos”, confirma Helena Canhão.

Adicionalmente, “dos 249 trabalhos submetidos ao congresso e que foram aceites, 12 vão ser comunicações orais e os restantes 237 vão ser apresentados sobre a forma de posters”. Também com destaque no programa, estão o curso pré-congresso dedicado ao Registo Nacional de Doenças Reumáticas (REUMA.PT) e a atribuição dos Prémios Reuméritos relativos aos anos 2020 e 2021.

O evento da especialidade que “beneficia destes dias de overview anuais e que representa uma oportunidade de ter a comunidade junta a atualizar-se” vai realizar-se entre os dias 13 e 16 de outubro em formato presencial, com lugar na Herdade dos Salgados, no Algarve.

Consulte o programa aqui.

SO

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“Precisamos de um Plano Nacional de Saúde Musculoesquelética” https://saudeonline.pt/precisamos-de-um-plano-nacional-de-saude-musculoesqueletica/ Fri, 16 Jul 2021 07:11:51 +0000 https://saudeonline.pt/?p=118658 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> “Precisamos de um Plano Nacional de Saúde Musculoesquelética” aparece primeiro em Saúde Online.

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Confinamentos pioraram casos de osteoporose https://saudeonline.pt/confinamentos-pioraram-casos-de-osteoporose/ https://saudeonline.pt/confinamentos-pioraram-casos-de-osteoporose/#respond Mon, 10 May 2021 08:46:59 +0000 https://saudeonline.pt/?p=114440 Confinamentos levaram à diminuição do exercício físico, o que resultou na perda de massa muscular e massa óssea.

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A Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR) alertou que os confinamentos prejudicaram a mobilidade de quem sofre de doenças músculo-esqueléticas e pioraram os casos de osteoporose, doença que afeta acerca de 800.000 portugueses.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da SPR, Helena Canhão, disse que os números de casos terão aumentado não só pelo envelhecimento da população, mas também pelos confinamentos, durante os quais muitas pessoas deixaram de fazer o pouco exercício que habitualmente faziam, perdendo massa muscular e massa óssea.

A responsável falava à Lusa no dia em que arranca nas farmácias comunitárias uma ação de rastreios para atualizar os dados sobre quem sofre desta doença e chamar a atenção para a importância de conhecer a saúde dos ossos, lembrando que a osteoporose é responsável por cerca 40 mil fraturas ósseas, incluindo cerca de 12 mil fraturas da anca, responsáveis por quase 1.500 mortes todos os anos.

“Temos notado, por exemplo, nos idosos que faziam as suas compras, com o confinamento e com receio de serem contaminados, acabaram por ficar isolados. Em muitos casos a família ia levar a comida a casa, aliás, no primeiro confinamento até ficavam à porta”, explicou a especialista.

Helena Canhão disse ainda que com esta perda de massa muscular e massa óssea – “que é estimulada pelo exercício de carga, como caminhar“ – os idosos caem mais.

O confinamento também teve efeitos a nível cognitivo. A pessoa fica com maior mais confusão mental e mais dificuldade de se equilibrar. Temos visto um agravar destes problemas”, acrescentou.

A presidente da SPR explicou que, como a osteoporose, por si só, não provoca dor e se manifesta por fraturas, “às vezes as pessoas não fazem a ponte e não percebem a relação entre a fratura e a doença”.

“Ainda há muito trabalho a fazer nesta área”, considerou a especialista, que adiantou que a osteoporose é mais frequente na mulher (uma mulher por cada quatro homens), sublinhando que “quanto mais junto da idade da menopausa maior é a diferença entre os sexos”.

 

“Notamos um aumento enorme [da osteoporose] com a menopausa”

 

“Notamos um aumento enorme com a descida dos estrogénios na menopausa”, lambrou.

Com o avançar da idade, “quando as pessoas já não amparam a queda com os pulsos, mas caem para ao lado e acabam por quebrar o colo do fémur”, a diferença entre homens e mulheres com osteoporose já não é tão significativa.

Helena Canhão explicou ainda que nos idosos, como as pessoas já têm menor mobilidade, “estas fraturas limitam-nas ainda mais, pois obrigam muitas vezes os doentes a ficarem imóveis, na cama, e muitas acabam por morrer de outras complicações, como por exemplo as infeções respiratórias”.

Segundo explicou, “20% destes doentes morrem logo no pós-complicação da fratura e no primeiro ano de vida, quase metade acaba por falecer porque fica acamada e infeta e a maior parte delas não volta a ter a capacidade funcional e autonomia que tinha antes”.

Helena Canhão explicou que o osso, independentemente da idade, “está sempre a ser remodelado, sempre a ser formado e absorvido”, lembrando: “Se tivéssemos sempre o mesmo osso não conseguíamos lidar com os impactos que temos todos os dias”.

Disse ainda que até aos 25 anos a massa óssea vai aumentando com a idade e que o que determina o pico de massa óssea de uma pessoa tem que ver com três fatores: alimentação, exercício físico e genética.

Por isso, defendeu que tem de haver “um grande investimento com as crianças na alimentação e em terem uma vida saudável para atingirem no fim da adolescência e no início da idade adulta o maior pico de massa óssea”.

Lembrou que, por exemplo, “as crianças que são doentes e quem precisa de tomar corticoides durante a adolescência, assim como as pessoas que sofrem de problemas na tiroide (…) acabam por não conseguir atingir o pico de massa óssea e mais rapidamente têm osteoporose”.

A presidente da SPR recordou que o pico de massa óssea vai descendo com a idade, uma queda que é mais brusca nas mulheres na menopausa e, por isso defende uma primeira avaliação nesta altura (em pessoas saudáveis e sem problemas anteriores que aumentem o risco da doença).

“Se for uma pessoa com menopausa precoce, tiver tido anorexia ou se for fumador, tudo isto são fatores de risco para ter osteoporose mais cedo”, acrescentou.

O rastreio nas farmácias é uma ação realizada pela Associação Nacional das Farmácias (ANF) e decorrerá durante o mês de maio. Após a iniciativa, será possível estimar a prevalência da população em risco de desenvolver osteoporose e fraturas por fragilidade, a nível nacional e regional, assim como realizar uma avaliação das características sociodemográficas da população rastreada.

LUSA

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Pandemia está a fazer aumentar doenças reumáticas https://saudeonline.pt/pandemia-esta-a-fazer-aumentar-doencas-reumaticas/ https://saudeonline.pt/pandemia-esta-a-fazer-aumentar-doencas-reumaticas/#respond Mon, 11 Jan 2021 09:50:58 +0000 https://saudeonline.pt/?p=104441 Maior sedentarismo e aumento do teletrabalho vão fazer aumentar a osteoporose, artroses e fraturas. Presidente da Sociedade de Reumatologia defende programa nacional.

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A Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR) alerta para a urgência de um programa nacional prioritário para as doenças reumáticas e musculoesqueléticas na década de 2020-2030, avisando que a pandemia está a fazer aumentar estas doenças.

Em declarações à Lusa, a presidente da SPR, Helena Canhão, avisa que os reumatologistas cada vez têm mais doentes a queixarem-se, por falta de computadores e cadeiras adaptadas ao teletrabalho, têm mais artroses e, adverte que “se o diagnóstico não for feito adequadamente e seguido de uma boa fisioterapia (…), no futuro haverá repercussões”.

“Mesmo os adolescentes estão mais sedentários, não vão atingir o pico de massa óssea, vai haver mais osteoporose, mais fraturas. Os idosos estão mais em casa a perder massa muscular e massa óssea e tudo isto acaba por diminuir a autonomia, ter influência na qualidade de vida e também na saúde mental”, explica.

 

“Tendinites e as dores cervicais e lombares estão aumentar imenso”

 

Helena Canhão afirma que “as tendinites e as dores cervicais e lombares estão aumentar imenso” e recorda que os idosos, antes da pandemia, ainda faziam alguns passeios que ajudavam a manter a mobilidade.

“Os idosos faziam algumas compras e davam os seus passeios e agora estão muito mais isolados, por causa da pandemia, perdem massa muscular, ficam mais desequilibrados, caem mais, aumentam as fraturas e tudo isto aumenta as outras complicações e aumenta a mortalidade. A maior parte dos idosos que tem fraturas ou fica dependente ou morre”, acrescenta.

A especialista sublinhou a necessidade de “voltar a chamar a atenção para estas doenças, nos cuidados de saúde primários – sobretudo nas áreas da reumatologia, ortopedia e reabilitação – e para a prevenção e diagnostico”.

“É preciso começar a pensar nisto: estas doenças causam dor e quem tem dor não dorme bem e isso vai depois contribuir para a ansiedade e para a depressão”, alerta considerando que se devia agora aproveitar, uma vez que estão a ser redefinidos os próximos programas prioritários, e incluir as doenças reumáticas e musculoesqueléticas.

 

Há seis anos que não existe Programa Nacional para as Doenças Reumáticas

 

Houve um Programa Nacional para as Doenças Reumáticas, entre 2004 e 2014, altura em que se fez um estudo epidemiológico nacional e se caracterizaram estas doenças. Mas depois, como ainda estavam a fazer efeito os alertas deixados pelo trabalho realizado, não voltou a existir.

A especialista, que é professora de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, cita o relatório do Retrato da Saúde 2018 para frisar o peso que as doenças reumáticas e musculoesqueléticas têm na população portuguesa, sublinhando também o peso económico e social, uma vez que a dor crónica provoca muitas ausências ao trabalho e perda de algumas capacidades.

Segundo o Retrato da Saúde 2018, as doenças musculoesqueléticas (lombalgias e cervicalgia), assim como a depressão, as doenças da pele e as enxaquecas, são os problemas de saúde que mais afetam os portugueses.

Sobre o acesso à especialidade, Helena Canhão lembra que, apesar da rede de referenciação ter previsto reumatologistas em todos os hospitais, neste momento, mesmo havendo especialistas, “os serviços que têm muitos continuam a ter cada vez mais” e nos hospitais mais recentes, onde não havia, é muito difícil ter reumatologistas, como acontece com o Hospital Amadora Sintra, por exemplo”.

O subdiagnóstico é outro dos problemas apontados, com a presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia a sugerir uma maior aposta na formação dos médicos de família nestas áreas para que possam ensinar aos doentes, por exemplo, a prevenir alguns problemas e a evitar a dor.

“É importante que as pessoas perceberem que o aparelho musculoesquelético é a base da nossa locomoção e da nossa autonomia”, disse a presidente da SPR, defendendo uma melhor articulação entre os cuidados de saúde primários e hospitalares.

Para alertar para a importância de ter, como prioritário, novamente, um programa nacional para as doenças reumáticas e musculoesqueléticas, a SPR, juntamento com outras sociedades, vai alertar a Direção-Geral da Saúde e o Ministério da Saúde.

Helena Canhão diz ainda que este programa deve estar interligado com os programas para o estilo de vida saudáveis (alimentação, exercício físico e envelhecimento ativo) e apostar no diagnóstico precoce, na prevenção e também na reabilitação.

“Há imensos idosos que depois de terem fraturas já não voltam a levantar-se. No norte da Europa é nisso [reabilitação] que se investe”, afirmou a especialista, lembrando que não basta estender o tempo de vida das pessoas.

Estas doenças “podem não causar a mortalidade do cancro e das doenças cardiovasculares, mas em termos de qualidade devida são das mais importantes, tanto para a produção das pessoas como para o absentismo laboral”.

LUSA

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