Gravidez - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/gravidez/ Notícias sobre saúde Tue, 31 Jul 2018 15:02:04 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Gravidez - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/gravidez/ 32 32 Ensaio clínico com recurso a Viagra mata 11 bebés na Holanda https://saudeonline.pt/ensaio-clinico-com-recurso-a-viagra-mata-11-bebes-na-holanda/ https://saudeonline.pt/ensaio-clinico-com-recurso-a-viagra-mata-11-bebes-na-holanda/#respond Thu, 26 Jul 2018 14:20:03 +0000 https://saudeonline.pt/?p=57973 Investigadores acreditavam que o viagra pode melhorar a circulação sanguínea e ajudar ao desenvolvimento da placenta. 11 bebés acabaram por morrer e, pelo menos, outros 17 ficaram com problemas pulmonares.

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gravidez hipertensão

Um ensaio clínico, levado a cabo na Holanda, administrou viagra a mulheres grávidas e acabou por levar à morte de 11 recém-nascidos. O objetivo era utilizar este medicamento para melhorar o crescimento dos fetos mas o teste acabou por ser fatal para, pelo menos, 11 bebés. Há também registo de outros casos em que os bebés desenvolveram doenças pulmonares.

Os responsáveis pelo ensaio tinham a convicção de que as propriedades do sildenafil (vendido com o nome de Viagra) iriam ajudar a dilatar os vasos sanguíneos e melhorar a circulação do sangue na placenta das mães. As mulheres que aceitaram submeter-se ao teste tinham uma gravidez em que a placenta não estava suficientemente desenvolvida, o que pode comprometer o crescimento do feto e potenciar um nascimento prematuro, o que coloca em risco a vida do bebé.

O ensaio decorreu em 2015 e envolveu 93 grávidas que tomaram viagra. Três anos depois, o grupo de investigadores, do Centro Médico da Universidade de Amesterdão, responsável pela experiência, vem revelar que 17 bebés desenvolveram problemas pulmonares e 11 morreram devido aos efeitos da medicação. Registou-se ainda a morte de oito bebés por razões não relacionadas com o ensaio clínico.

O teste, que foi entretanto suspenso, estava a decorrer em dez hospitais holandeses e deveria ficar concluído em 2020.  “Queríamos mostrar que esta é uma maneira eficaz de promover o crescimento do bebé. Aconteceu o oposto. Estou chocado. A última coisa que queríamos era prejudicar os pacientes”, disse o líder do grupo de investigadores, o ginecologista Wessel Ganzevoort, em declarações ao jornal holandês De Volkskrant.

Os investigadores holandeses garantem que já contactaram um grupo de colegas no Canadá, que estava, naquele país, a desenvolver um teste idêntico. Também este ensaio já foi suspenso. Ao De Volkskrant, o médico que liderou o estudo disse que o recurso a esta substância era uma solução discutida em conferências de medicina e que muitas das suas pacientes lhe pediam que lhes receitasse sildenafil.

Há ainda 10 a 15 mulheres que participaram no ensaio e que têm agora de esperar para perceber se a gestação vai chegar ao fim e se os bebés vão nascer saudáveis. A comunidade médica na Holanda pede agora uma investigação ao caso para determinar, em concreto, o que aconteceu.

Saúde Online

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Puberdade precoce nas raparigas pode estar ligada ao excesso de peso das mães na gravidez https://saudeonline.pt/puberdade-precoce-nas-raparigas-pode-estar-ligada-ao-excesso-de-peso-das-maes-na-gravidez-2/ https://saudeonline.pt/puberdade-precoce-nas-raparigas-pode-estar-ligada-ao-excesso-de-peso-das-maes-na-gravidez-2/#respond Tue, 08 May 2018 10:45:59 +0000 https://saudeonline.pt/?p=54541 Um novo estudo americano concluiu que raparigas com mães que tiveram excesso de peso ou obesidade durante a gravidez estão propensas a iniciar a puberdade mais cedo.

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O grupo de investigadores analisou relatórios clínicos de 15.267 pares de mãe-filha, entre 2003 e 2017, de forma a verificar se existia relação entre a massa corporal das mães na gravidez e o tempo em que as filhas iniciaram a puberdade, bem como perceber de que forma esse fator pode variar consoante a etnia, idade da mãe, educação e tabagismo durante a gravidez.

A equipa de investigação conclui que, no geral, as raparigas com mães que foram obesas durante a gravidez estavam mais propensas em 39% a desenvolver os seios mais cedo, nomeadamente, sete meses antes do normal, em comparação com outras jovens cujas mães tiveram um peso normal.

No caso de filhas com mães que tiveram apenas excesso de peso, e não obesidade, as filhas estavam mais propensas ao desenvolvimento precoce dos seios em 21%. Este fator também se verificou nas jovens com mães que tiveram pressão arterial alta durante a gravidez.

A relação com a etnia foi notória no que diz respeito ao aparecimento dos pelos púbicos. As raparigas caucasianas e asiáticas com mães obesas na gravidez foram as que desenvolvem esta característica mais cedo do que as restantes. Contudo, nas mesmas condições, as afro-americanas e hispânicas verificaram o crescimento dos pelos púbicos muito mais tarde.

“Sabe-se que a obesidade durante a gravidez ou o excesso de peso gestacional podem levar a complicações na gravidez, bem como a resultados (negativos) no nascimento e obesidade infatil”, afirma o autor principal do estudo Dr. Ali Kubo do Kaiser Permanente Northen California Division of Research em Oakland, EUA, citado pela agência Reuters.

“Os nossos estudos ampliam o conhecimento prévio que mostra que a obesidade e a pressão arterial alta podem influenciar o timing da puberdade”, acrescenta. Em declarações à Reuters, o especialista referiu que “a idade jovem na puberdade nas raparigas está associada a numerosos resultados adversos a nível emocional e comportamental, incluindo um risco elevado de ansiedade, depressão, insatisfação corporal, início precoce da sexualidade e gravidez na adolescência e, a longo prazo, risco de problemas cardíacos, mortalidade por todas causas, e cancro de mama e no sistema reprodutor”.

Ainda que este estudo não comprove a relação direta entre a obesidade ou excesso de peso durante a gravidez com a puberdade precoce nas raparigas é, sem dúvida, um ponto de partida para focar as atenções ainda mais nas complicações que podem surgir não só para a mãe, mas também para o feto, a curto e longo prazo.

O estudo foi publicado no American Journal of Epidemiology.

Fonte: Reuters

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Puberdade precoce nas raparigas pode estar ligada ao excesso de peso das mães na gravidez https://saudeonline.pt/puberdade-precoce-nas-raparigas-pode-estar-ligada-ao-excesso-de-peso-das-maes-na-gravidez/ https://saudeonline.pt/puberdade-precoce-nas-raparigas-pode-estar-ligada-ao-excesso-de-peso-das-maes-na-gravidez/#respond Tue, 08 May 2018 10:40:11 +0000 https://saudeonline.pt/?p=54537 Um novo estudo americano concluiu que raparigas com mães que tiveram excesso de peso ou obesidade durante a gravidez estão propensas a iniciar a puberdade mais cedo.

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O grupo de investigadores analisou relatórios clínicos de 15.267 pares de mãe-filha, entre 2003 e 2017, de forma a verificar se existia relação entre a massa corporal das mães na gravidez e o tempo em que as filhas iniciaram a puberdade, bem como perceber de que forma esse fator pode variar consoante a etnia, idade da mãe, educação e tabagismo durante a gravidez.

A equipa de investigação conclui que, no geral, as raparigas com mães que foram obesas durante a gravidez estavam mais propensas em 39% a desenvolver os seios mais cedo, nomeadamente, sete meses antes do normal, em comparação com outras jovens cujas mães tiveram um peso normal.

No caso de filhas com mães que tiveram apenas excesso de peso, e não obesidade, as filhas estavam mais propensas ao desenvolvimento precoce dos seios em 21%. Este fator também se verificou nas jovens com mães que tiveram pressão arterial alta durante a gravidez.

A relação com a etnia foi notória no que diz respeito ao aparecimento dos pelos púbicos. As raparigas caucasianas e asiáticas com mães obesas na gravidez foram as que desenvolvem esta característica mais cedo do que as restantes. Contudo, nas mesmas condições, as afro-americanas e hispânicas verificaram o crescimento dos pelos púbicos muito mais tarde.

“Sabe-se que a obesidade durante a gravidez ou o excesso de peso gestacional podem levar a complicações na gravidez, bem como a resultados (negativos) no nascimento e obesidade infatil”, afirma o autor principal do estudo Dr. Ali Kubo do Kaiser Permanente Northen California Division of Research em Oakland, EUA, citado pela agência Reuters.

“Os nossos estudos ampliam o conhecimento prévio que mostra que a obesidade e a pressão arterial alta podem influenciar o timing da puberdade”, acrescenta. Em declarações à Reuters, o especialista referiu que “a idade jovem na puberdade nas raparigas está associada a numerosos resultados adversos a nível emocional e comportamental, incluindo um risco elevado de ansiedade, depressão, insatisfação corporal, início precoce da sexualidade e gravidez na adolescência e, a longo prazo, risco de problemas cardíacos, mortalidade por todas causas, e cancro de mama e no sistema reprodutor”.

Ainda que este estudo não comprove a relação direta entre a obesidade ou excesso de peso durante a gravidez com a puberdade precoce nas raparigas é, sem dúvida, um ponto de partida para focar as atenções ainda mais nas complicações que podem surgir não só para a mãe, mas também para o feto, a curto e longo prazo.

O estudo foi publicado no American Journal of Epidemiology.

Fonte: Reuters

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Dieta pobre em hidratos de carbono aumenta riscos de malformações nos bebés https://saudeonline.pt/dieta-pobre-em-hidratos-de-carbono-aumenta-riscos-de-malformacoes-nos-bebes/ https://saudeonline.pt/dieta-pobre-em-hidratos-de-carbono-aumenta-riscos-de-malformacoes-nos-bebes/#respond Thu, 08 Feb 2018 17:09:42 +0000 https://saudeonline.pt/?p=49528 Restringir a ingestão de hidratos de carbono durante a gravidez aumenta em 30% o risco de o feto desenvolver malformações congénitas

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PMA

Hoje em dia as dietas pobres em hidratos de carbono são cada vez mais populares. Contudo, se está grávida fique a saber que uma alimentação com essas características pode prejudicar a saúde do seu bebé. Pelo menos é isso que indica um estudo recente, feito pela Universidade da Carolina do Norte (nos EUA) a mais de 11 mil mulheres grávidas e publicado na revista Birth Defects Research.

Os cientistas descobriram que restringir a ingestão de hidratos de carbono durante a gravidez aumenta em 30% o risco de o feto desenvolver malformações no cérebro, na coluna vertebral ou na medula espinal quando ainda se encontra no ventre da mãe. Dentro destas malformações congénitas cabem as chamadas NTD´s, um grupo de doenças onde inclui a espinha bífida (malformação congénita que faz com que a coluna não feche completamente) ou a anencefalia (doença em que partes do cérebro não se desenvolvem).

Na base do problema está o ácido fólico. Esta vitamina, que podemos encontrar em abundância no pão, nos cereais ou nas massas – ou seja, em alimentos ricos em hidratos de carbono – diminui consideravelmente o risco de o feto nascer com NTD´s. A relação entre o ácido fólico e este tipo de doenças tem sido sugerida por várias investigações feitas nas últimas décadas – levou até a Food and Drug Administration, a agência que regula o setor alimentar nos EUA, a ordenar a adição de 140 microgramas desta vitamina por cada 100 gramas de cereais em 1998.

No entanto, só agora foi levado a cabo um estudo de grandes dimensões para comprovar o efeito benéfico do ácido fólico nos fetos. Um grupo de cientistas da Universidade da Carolina do Norte, liderados pela professora Tania Desrosiers analisou dados referentes a 11.285 mulheres grávidas, cujos bebés nasceram entre 1998 e 2011.

Utilizando dados de um questionário, os investigadores concluíram que a ingestão de ácido fólico em mulheres que praticavam dietas com défice de hidratos de carbono era menos de metade da das outras mulheres e que isso aumentava as em 30% as probabilidades de o bebé nascer com uma malformação.

Embora muitas mulheres tomem suplementos de ácido fólico durante a gravidez, este tipo de malformações congénitas desenvolve-se geralmente numa fase inicial da gestação. Como uma grande parte das gravidezes não são planeadas, quando a gravidez é descoberta muitas vezes é tarde demais para prevenir muitos casos de NTD´s.

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