Diogo Ayres de Campos - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/diogo-ayres-de-campos/ Notícias sobre saúde Wed, 27 Nov 2024 15:57:29 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Diogo Ayres de Campos - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/diogo-ayres-de-campos/ 32 32 “O COGI é uma oportunidade para os médicos portugueses interagirem com os melhores especialistas mundiais” https://saudeonline.pt/o-cogi-e-uma-oportunidade-para-os-medicos-portugueses-interagirem-com-os-melhores-especialistas-mundiais/ https://saudeonline.pt/o-cogi-e-uma-oportunidade-para-os-medicos-portugueses-interagirem-com-os-melhores-especialistas-mundiais/#respond Wed, 20 Nov 2024 15:25:27 +0000 https://saudeonline.pt/?p=164855 O COGI - World Congress on Controversies in Obstetrics, Gynecology & Infertility regressou a Portugal. Em entrevista, Diogo Ayres de Campos, presidente local do evento e da Federação das Sociedades Portuguesas de Obstetrícia e Ginecologia, destacou os desafios da organização e a importância de debater temas inovadores e controversos, sublinhando a relevância de envolver os médicos portugueses no panorama científico global.

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Ginecologia e Obstetrícia

Como presidente português do COGI, qual foi a sua visão e os objetivos para esta edição do Congresso?
O COGI tem já várias décadas de evolução e realiza-se todos os anos na Europa, após ter tido um período em que se fazia por todo o mundo. Esta é a segunda vez que se realiza em Portugal. É um congresso internacional que conta sempre com palestrantes de renome mundial. Este ano, conseguimos incluir vários especialistas portugueses no programa, o que considero uma experiência muito importante para os médicos mais promissores a nível nacional.

 

E quais foram os principais desafios na organização de um evento internacional desta magnitude
O principal desafio é a gestão do número elevado de participantes, que costuma rondar os 1.500. Além disso, os congressos internacionais em Portugal atraem sempre muitos participantes nacionais. A organização exige uma atenção muito detalhada à programação científica, aos eventos sociais, bem como lidar com problemas de última hora que surgem sempre nestas grandes organizações. Todas essas questões são desafiantes, uma vez que temos muitos palestrantes e participantes oriundos de diferentes países.

 

A temática central desta edição é “Controvérsias em Obstetrícia, Ginecologia e Infertilidade”. Qual é a importância de abordar estas controvérsias e quais são os principais temas discutidos?
Este congresso centra-se sempre em temas inovadores e controversos nas áreas da Medicina Materno-Fetal, Ginecologia e Infertilidade. Os temas são abordados em sessões paralelas porque há quem se interesse mais por alguns temas do que por outros, mas também há médicos mais generalistas que pretendem assistir a sessões de várias áreas. São palestras que abordam os aspetos mais inovadores na evolução da especialidade. Existem áreas da Obstetrícia e Ginecologia onde o conhecimento está bastante estabilizado, em que mantemos as mesmas abordagens clínica há vários anos, pois não surgir evidência suficiente para que haja necessidade de mudança. Mas há também áreas emergentes, onde surgem novas terapêuticas e novos procedimentos, e é preciso avaliar os riscos e os benefícios dessas inovações. Este congresso dedica-se precisamente a discutir os temas de vanguarda, abordando novas práticas e questionando as abordagens atuais. Discutem-se inovações e a forma como estas podem melhorar as práticas clínicas, enquanto outras, eventualmente, se provam ineficazes.

 

Quais são os maiores desafios que a área da saúde da mulher enfrenta atualmente?
Existem muitos desafios, incluindo inovações importantes na área da Genética e do diagnóstico pré-natal, na aplicação da inteligência artificial, no tratamento do istmocelo, na reprodução medicamente assistida, no tratamento da endometriose, na síndrome génito-urinária, na gravidez múltipla, na indução do trabalho de parto, na prevenção do parto pré-termo, entre outras. Enfim, estas são algumas das áreas inovadoras e onde existe ainda mais controvérsias.

 

Quais são as mensagens principais que gostaria de deixar aos participantes?
Como presidente da Federação das Sociedades Portuguesas de Obstetrícia e Ginecologia, acredito que este congresso é uma oportunidade única para os médicos ginecologistas e obstetras portugueses interagirem com os maiores especialistas mundiais da especialidade, tanto a nível europeu como mundial, sem a necessidade de sair do país. A participação de médicos nacionais nas apresentações e nas discussões é uma mais-valia e uma oportunidade única para se expandir a experiência no panorama científico internacional. Essas interações são também muito enriquecedoras e importantes para os médicos mais jovens, que estão a começar a ter contacto com estes eventos internacionais, para poderem expandir a sua capacidade de comunicação com colegas de outros países, para aprofundarem os seus conhecimentos e alargarem a sua rede de contactos internacionais.

 

Sílvia Malheiro

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Ginecologia e Obstetrícia

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Ginecologia e Obstetrícia

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Fecho rotativo das urgências “não é uma solução civilizada para um país europeu” https://saudeonline.pt/fecho-rotativo-das-urgencias-nao-e-uma-solucao-civilizada-para-um-pais-europeu/ https://saudeonline.pt/fecho-rotativo-das-urgencias-nao-e-uma-solucao-civilizada-para-um-pais-europeu/#respond Thu, 05 Jan 2023 10:45:43 +0000 https://saudeonline.pt/?p=139230 Esta solução "quebra a ligação entre os hospitais e as grávidas", admite o coordenador da Comissão de Acompanhamento de Resposta em Urgência de Obstetrícia e Blocos de Parto.

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O médico Diogo Ayres de Campos considerou que o fecho rotativo das urgências de obstetrícia e ginecologia “não é uma solução civilizada para um país europeu”, porque quebra a ligação entre os hospitais e as grávidas.

No dia em que o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Fernando Araújo, anunciou que as maternidades e blocos de partos vão continuar a abrir de forma rotativa nos primeiros três meses deste ano, num esquema semelhante ao que aconteceu no Natal e no fim de ano, Diogo Ayres afirmou no parlamento que esta medida pode ser boa “como solução temporária”, mas não a longo prazo.

Diogo Ayres de Campos, que coordenou a Comissão de Acompanhamento de Resposta em Urgência de Ginecologia, Obstetrícia e Blocos de Parto, foi ouvido na Comissão de Saúde de pedido do PSD sobre o fecho de serviços de obstetrícia e foi questionado por deputados sobre quem teve a iniciativa dos encerramentos alternados.

O especialista referiu que a iniciativa é da direção executiva do SNS, mas disse que foi solicitada à comissão uma opinião sobre este plano, que considerou que “os encerramentos alternativos não são solução”.

“Como solução temporária pode ser uma boa coisa para este período mais complicado, em que há pessoas que estão de férias, mas não acho que seja uma solução civilizada para um país europeu, porque quebra a ligação entre os hospitais e as grávidas”, declarou.

Como não se consegue programar a maior parte do partos, disse, quebra-se “essa ligação e as grávidas vão mais para os cuidados privados ou então que vão procurar esses cuidados noutros hospitais”.

Na qualidade de diretor do departamento de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, Diogo Ayres de Campos disse que isso foi observado no seu hospital, que registou um aumento de cerca de 250 partos, “por causa dos encerramentos” à volta da instituição.

Além disso, esta medida também possibilita que nas horas que antecedem esse encerramento haja transferência de grávidas em trabalho de parto.

“Acho que nenhum de nós quer transferir grávidas em trabalho de parto, a não ser que não tenha outra alternativa. Não acho que seja uma solução sustentável”, defendeu, adiantando que a comissão de acompanhamento está a trabalhar com a direção executiva do SNS na avaliação de soluções alternativas a esta medida.

Segundo o especialista, o “cerne do problema” são as equipas que estão reduzidas, porque que “o SNS não é atrativo” para os médicos e enfermeiros.

Disse ainda que será “muito difícil” atrair profissionais para o SNS, devido há diferença de salários com o privado.

“Acho que podemos eventualmente conseguir que os médicos que estão a fazer prestação de serviços venham novamente para o SNS, criando algumas condições, mas no resto é difícil”, admitiu.

Diogo Ayres de Campos considerou também que o aumento de vagas do internato de ginecologia e obstetrícia para 54 “foi muito pequeno” para as necessidades.

A comissão de acompanhamento fez várias propostas ao ministro da Saúde, muitas das quais sobre salários e progressão na carreira, mas sublinhou que essa matéria é negociada com os sindicatos.

Alertou, contudo, que “sem uma rede de referenciação hospitalar, não se consegue organizar nenhuns cuidados de obstetrícia e ginecologia”.

Para o especialista, a situação que se está a viver “é o resultado de planeamento ou falta dele na última década ou mais do que isso”.

LUSA

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“Falta de médicos é aflitiva”. Peritos recomendam concentração de urgências e blocos de partos https://saudeonline.pt/falta-de-medicos-e-aflitiva-peritos-recomendam-concentracao-de-urgencias-e-blocos-de-partos/ https://saudeonline.pt/falta-de-medicos-e-aflitiva-peritos-recomendam-concentracao-de-urgencias-e-blocos-de-partos/#respond Fri, 16 Sep 2022 09:46:14 +0000 https://saudeonline.pt/?p=134977 A Comissão de Acompanhamento de Resposta em Urgência de Obstetrícia e Bloco de Parto, liderada por Diogo Ayres de Campos, esclarece, no entanto, que esta situação não implica o encerramento de maternidades.

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A concentração de urgências e blocos de partos é uma das propostas do documento que a comissão de acompanhamento de resposta em urgência de Ginecologia/Obstetrícia vai entregar no sábado ao Governo, disse à Lusa o seu coordenador.

A possibilidade de haver a junção de alguns serviços com a concentração das urgências de obstetrícia e ginecologia e blocos de partos foi acordada na quarta-feira numa reunião da Comissão de Acompanhamento de Resposta em Urgência de Ginecologia, Obstetrícia e Bloco de Parto, adiantou Diogo Ayres de Campos.

O coordenador explicou que esta situação não implica o encerramento de maternidades: “Pode na mesma funcionar em determinado hospital consultas e internamento, mas a urgência e o bloco de partos desse hospital será num hospital ao lado”.

A proposta faz parte do relatório de revisão da rede de urgências de obstetrícia e blocos de parto, cujos “aspetos principais” ficaram concluídos na quarta-feira à noite na reunião da comissão constituída por seis elementos, designadamente o coordenador nacional e outros cinco clínicos em representação de cada região do país.

“Ficaram apenas alguns aspetos de edição para terminar até sexta-feira à meia-noite”, disse, acrescentando que vai estar pronto para entregar no sábado ao Ministério da Saúde”.

O documento resultou de vários estudos feitos pela comissão e do levantamento da situação atual nesta área, disse, referindo como a situação “mais gritante” deste levantamento “a ausência de médicos e enfermeiros especialistas nalguns hospitais do SNS”.

Segundo o especialista, a situação é mais grave nos hospitais do interior de Portugal, distanciados dos grandes centros, mas também nalguns hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo, em todos os hospitais com maternidade no Alentejo e também nos do Algarve.

 

Falta de médicos

 

“Nalguns hospitais a falta de médicos é aflitiva. Noutros, a situação está mais equilibrada e é possível manter toda atividade”, mas sobretudo há “uma assimetria enorme” nos hospitais destas regiões em que “a situação é muito preocupante”.

Diogo Ayres de Campos adiantou que existem cerca de 800 especialistas em obstetrícia e ginecologia em Portugal continental no Serviço Nacional de Saúde, sendo necessários mais cerca de 200.

“Este levantamento foi feito com base em dados de julho deste ano e, entretanto, já saíram alguns médicos sobretudo da região de Lisboa e Vale do Tejo”, revelou, adiantando que estes números de especialistas necessários também têm em consideração a perda nos próximos tempos de alguns médicos do SNS para a medicina privada.

Questionado se o documento contém propostas para atrair médicos para o SNS, Diogo Ayres de Campos disse que existem algumas propostas genéricas, porque é um assunto entre o Governo e os sindicatos.

A comissão de Acompanhamento foi criada em junho pela ex-ministra da Saúde, Marta Temido, na sequência de encerramentos temporários de serviços de urgência de obstetrícia e ginecologia e bloco de partos de vários pontos do país devido à dificuldade dos hospitais em completarem as escalas de serviço de médicos especialistas.

SO/LUSA

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