Oftalmologiaonline - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/oftalmologiaonline/ Notícias sobre saúde Thu, 09 Jul 2026 09:03:40 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Oftalmologiaonline - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/oftalmologiaonline/ 32 32 Primeiro bevacizumab oftalmológico aguarda decisão da FDA https://saudeonline.pt/primeiro-bevacizumab-oftalmologico-aguarda-decisao-da-fda/ Tue, 07 Jul 2026 14:42:45 +0000 https://saudeonline.pt/?p=188320 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Primeiro bevacizumab oftalmológico aguarda decisão da FDA aparece primeiro em Saúde Online.

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Inteligência artificial mostra potencial para prever a progressão do glaucoma, mas persistem desafios https://saudeonline.pt/inteligencia-artificial-mostra-potencial-para-prever-a-progressao-do-glaucoma-mas-persistem-desafios/ https://saudeonline.pt/inteligencia-artificial-mostra-potencial-para-prever-a-progressao-do-glaucoma-mas-persistem-desafios/#respond Tue, 07 Jul 2026 14:11:51 +0000 https://saudeonline.pt/?p=188295 Uma revisão sistemática concluiu que os modelos de inteligência artificial conseguem prever a progressão do glaucoma com precisão moderada a elevada. Apesar dos resultados promissores, os investigadores alertam que ainda existem limitações que impedem a sua utilização rotineira.

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A inteligência artificial (IA) continua a afirmar-se como uma ferramenta promissora na Oftalmologia, mas a sua integração na prática clínica ainda enfrenta vários desafios. Esta é a principal conclusão de uma revisão sistemática recentemente publicada, que analisou 46 trabalhos provenientes de 43 estudos dedicados à previsão da progressão do glaucoma.

Segundo os investigadores, os diferentes modelos de IA demonstraram uma capacidade de previsão globalmente moderada a elevada, recorrendo a informação proveniente de exames como a tomografia de coerência ótica (OCT), campos visuais, fotografias do nervo ótico e outros dados clínicos.

No entanto, a revisão identificou uma grande heterogeneidade entre os estudos, quer na metodologia utilizada, quer na forma como os resultados foram avaliados. Os autores apontam ainda limitações relacionadas com a falta de validação externa, a reduzida transparência de alguns algoritmos e a dificuldade em integrar estas ferramentas nos fluxos de trabalho clínicos.

Apesar destes obstáculos, os especialistas consideram que a IA poderá desempenhar um papel importante na identificação precoce dos doentes com maior risco de progressão, permitindo um acompanhamento mais personalizado e decisões terapêuticas mais informadas.

Os autores defendem que futuras investigações deverão apostar em metodologias mais uniformes, validação em populações reais e maior explicabilidade dos modelos, de forma a facilitar a sua adoção pelos profissionais de saúde.

SO

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“O objetivo do meu mandato é deixar de olhar para o glaucoma como um problema inultrapassável”

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Projeto EyeImpact quer tornar a cirurgia da catarata mais sustentável https://saudeonline.pt/projeto-eyeimpact-quer-tornar-a-cirurgia-da-catarata-mais-sustentavel/ https://saudeonline.pt/projeto-eyeimpact-quer-tornar-a-cirurgia-da-catarata-mais-sustentavel/#respond Mon, 06 Jul 2026 11:22:21 +0000 https://saudeonline.pt/?p=188289 A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia lançou o projeto EyeImpact para avaliar o impacto ambiental da cirurgia da catarata em Portugal. A iniciativa pretende identificar boas práticas, reduzir o desperdício e desenvolver um índice nacional de sustentabilidade para esta intervenção.

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Projeto EyeImpact quer tornar a cirurgia da catarata mais sustentável

A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) lançou o projeto EyeImpact, uma iniciativa destinada a avaliar e promover a sustentabilidade da cirurgia da catarata em Portugal, uma das intervenções cirúrgicas mais realizadas no Serviço Nacional de Saúde e no setor privado.

O projeto parte do reconhecimento de que a atividade cirúrgica tem um impacto ambiental significativo, nomeadamente através da utilização de materiais descartáveis, da produção de resíduos e do consumo de recursos. O objetivo é identificar oportunidades para reduzir esse impacto sem comprometer a segurança dos doentes nem a qualidade dos cuidados prestados.

Durante seis semanas, os diretores de serviço e coordenadores das unidades que realizam cirurgia da catarata serão convidados a responder a um questionário sobre a atividade cirúrgica desenvolvida, a composição dos kits utilizados, os materiais descartáveis e reutilizáveis e as práticas de gestão de resíduos adotadas pelos respetivos blocos operatórios.

Com os dados recolhidos, a SPO pretende traçar um retrato nacional das práticas existentes e desenvolver um índice de sustentabilidade específico para a cirurgia da catarata. A informação permitirá identificar boas práticas e definir recomendações que apoiem os serviços na adoção de soluções mais sustentáveis.

Segundo a sociedade científica, a iniciativa procura alinhar a Oftalmologia portuguesa com os desafios atuais da sustentabilidade em saúde, promovendo uma utilização mais eficiente dos recursos e contribuindo para reduzir a pegada ambiental da atividade cirúrgica.

SO

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“O objetivo do meu mandato é deixar de olhar para o glaucoma como um problema inultrapassável” https://saudeonline.pt/o-objetivo-do-meu-mandato-e-deixar-de-olhar-para-o-glaucoma-como-um-problema-inultrapassavel/ https://saudeonline.pt/o-objetivo-do-meu-mandato-e-deixar-de-olhar-para-o-glaucoma-como-um-problema-inultrapassavel/#respond Mon, 22 Jun 2026 09:58:13 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187769 Luís Abegão Pinto é o primeiro português a presidir à Sociedade Europeia de Glaucoma. No próximo biénio, o também responsável pelo Departamento de Glaucoma da ULS de Santa Maria vai apostar na divulgação das novas guidelines da doença, mas também alertar para a necessidade de se rastrear os doentes assintomáticos com o apoio da inteligência artificial (IA). Em entrevista, destaca ainda o pioneirismo de Portugal nesta área da Oftalmologia.

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O que é que sente perante este novo desafio de ser o presidente da Sociedade Europeia de Glaucoma?

Por um lado, a pessoa fica sempre contente com estas distinções, mas, por outro, eu já sabia com 2 anos de avanço. Há sempre aquela noção de que somos o presidente eleito, o que permite alguma continuidade, nomeadamente na passagem de pastas. É verdade que a tomada de posse é sempre um momento de novo empenho e de uma nova responsabilidade e sente-se alguma alegria pelo trabalho reconhecido.

Já há um trabalho de fundo como vice-presidente, cargo que exerci durante o último biénio. É muito confortante sentir que a sociedade confia em mim para os desafios dos próximos dois anos. É gratificante saber que os melhores da área, os gigantes desta sociedade – que eu creio ter os melhores da Europa -, confiam em mim para liderar as decisões, sempre em equipa. Ter este mérito reconhecido é muito gratificante.

E quais são os seus objetivos para este mandato?

Temos vindo a implementar várias estratégias e há aqui uma continuidade de projetos que têm sido fantásticos. Acabámos de lançar a 7.ª edição das guidelines do glaucoma, que já aborda temas como a inteligência artificial (IA) e define diretrizes para cirurgias, solidificando o raciocínio clínico sobre os vários tipos de glaucoma. Agora, o trabalho é de implementação: fazer chegar ao oftalmologista no terreno, e às sociedades científicas, que mudou o paradigma destas guidelines.

Por outro lado, estamos focados no potencial da inteligência artificial. Pessoalmente, sou um adepto das novas tecnologias, mas são ferramentas que têm de ser bem usadas. Temos um conjunto de task forces na sociedade que tentam explicar, por exemplo, se os rastreios passam a ser possíveis com estas tecnologias e se a forma como trabalhamos as imagens e os diagnósticos pode ser otimizada. Esse é um dos nossos esforços: como sociedade científica, temos de dar resposta ao que se sabe, ao que ainda é experimental e ao que já está validado.

Do ponto de vista institucional, estamos a reforçar a ligação à Europa. É espantoso como as pessoas se voltam cada vez mais para este continente. No nosso recente congresso em Bruxelas, um em cada quatro participantes já era extraeuropeu – vindos da América Latina, Ásia e Médio Oriente – , procurando a Europa como fonte de crescimento e colaboração. Os horizontes da ciência não têm limites geográficos e, quando produzimos bons materiais educativos e temos boas reuniões, as pessoas olham para a Europa como líder. Isso aumenta a nossa responsabilidade, mas é muito gratificante.

“Por exemplo, em 2023, realizámos um estudo-piloto em Lisboa com IA para rastreio. Chamámos cerca de 1.000 doentes e, dos que foram positivos, um terço já apresentava glaucoma moderado a grave”

Relativamente ao glaucoma, o que é que o preocupa mais hoje em dia?

O que é crítico, e que discutimos em todas as reuniões, é o facto de ser o “ladrão silencioso da visão”. Não tem sintomas e tem a perversidade de que 50% das pessoas que têm a doença não sabem que a têm. É preciso ir ao oftalmologista, mas se a doença é silenciosa, porque é que a pessoa há de ir? Quando nos procuram, muitas vezes é porque já não veem, e como a doença é irreversível, já só conseguimos gerir o dano. O glaucoma é o exemplo paradigmático do que devia ser uma doença preventiva: deveríamos ir à procura dela antes de causar problemas.

Por isso, estamos muito preocupados com os rastreios. Trabalhamos com organizações de doentes – que são key stakeholders – para perceber as suas necessidades. Por exemplo, em 2023, realizámos um estudo-piloto em Lisboa com IA para rastreio. Chamámos cerca de 1.000 doentes e, dos que foram positivos, um terço já apresentava glaucoma moderado a grave. Mesmo em Lisboa, quando vamos à procura da doença em assintomáticos, percebemos que o sistema não está a funcionar bem. O objetivo do meu mandato é deixar de olhar para o glaucoma como um problema inultrapassável. Já temos ferramentas; agora temos de escolher a melhor solução, não apenas identificar o problema.

Não deveria haver uma maior interligação com a Medicina Geral e Familiar?

Essa é uma boa observação. Portugal é um dos países que faz rastreios nos cuidados primários para a retinopatia diabética, a segunda causa de cegueira, com retinógrafos e sistemas de gestão de doentes. O que propomos, e já temos um centro pioneiro no Hospital de Santa Maria, é: se já temos o setup montado para a segunda causa de cegueira, porque não rastrear a causa principal, que é o glaucoma? Antes, não era possível fazer isto com humanos, mas agora temos a IA. Estamos anos-luz à frente de muitos países que se consideram líderes, mas que não têm isto de forma estruturada.

Considerando o seu trabalho com a inteligência artificial, acha que deveria haver mais legislação?

O problema não é a legislação. Portugal é, aliás, o único país da Europa que prevê que se deveriam fazer rastreios ao glaucoma. O problema é tecnológico e de eficiência. Imagine, temos X oftalmologistas; se a doença atinge 4% da população, teríamos de rastrear 100 pessoas para encontrar 4 casos. Isso não é eficaz, porque não temos tempo médico para isso.

A IA ajuda porque pode fazer este primeiro passo de forma contínua, sem fadiga. Se a máquina triar essas 100 pessoas e me enviar 8 casos suspeitos, eu já consigo absorver esse volume. O que torna o processo exequível é a IA conseguir filtrar a população.

“Há subtilezas, como as diferenças anatómicas entre populações (asiáticos, africanos, europeus), que podem levar a erros se a máquina não tiver sido treinada com uma base de dados diversa”

E quanto à formação dos profissionais de saúde nesta área?

Esse é um problema transversal. Como as pessoas muitas vezes não sabem como os algoritmos são feitos, confiam cegamente no resultado. O risco na saúde é saber até que ponto estas ferramentas estão validadas. É aí que as sociedades científicas entram: temos de explicar que a IA será tão forte quanto o treino que foi dado à máquina. No glaucoma, é um reconhecimento de padrões complexo.

Há subtilezas, como as diferenças anatómicas entre populações (asiáticos, africanos, europeus), que podem levar a erros se a máquina não tiver sido treinada com uma base de dados diversa. Garantir a segurança é fundamental para, primeiramente, “não lesar”. Mas o copo está meio cheio: só estamos a discutir os desafios da implementação do rastreio com IA, porque já o conseguimos realizar.

Estar à frente da Sociedade Europeia do Glaucoma será uma forma de dar ainda maior destaque ao que se faz em Portugal?

É prestigiante ter sido o primeiro português a liderar esta sociedade, mas sou o último de uma longa linhagem de oftalmologistas portugueses com lugares de soberania na oftalmologia internacional, como a professora Filomena Ribeiro ou o professor Cunha Vaz. Somos um país pequeno, mas com uma educação médica muito boa e uma mentalidade de resolver problemas. Lá fora, reconhece-se essa atitude proativa. Não é um caso isolado; é o resultado de décadas de trabalho da Oftalmologia portuguesa.

Maria João Garcia

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Luís Abegão Pinto é o novo presidente da Sociedade Europeia de Glaucoma https://saudeonline.pt/luis-abegao-pinto-e-o-novo-presidente-da-sociedade-europeia-de-glaucoma/ https://saudeonline.pt/luis-abegao-pinto-e-o-novo-presidente-da-sociedade-europeia-de-glaucoma/#respond Tue, 16 Jun 2026 10:09:00 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187673 Assumir a presidência da Sociedade Europeia de Glaucoma é mais um passo importante na carreira de Luís Abegão Pinto, que sempre se dedicou a esta patologia que poderá levar à cegueira.

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Luís Abegão Pinto foi eleito Presidente da Sociedade Europeia de Glaucoma (European Glaucoma Society – EGS), durante o mais recente congresso da sociedade, realizado em Bruxelas. A Sociedade Europeia de Glaucoma é uma organização científica dedicada ao desenvolvimento da investigação, formação e boas práticas clínicas na área do glaucoma.

O responsável exerce, atualmente, funções como Coordenador do Grupo Português de Investigação da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) para o mandato 2025–2026, é professor de Oftalmologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e responsável pelo Departamento de Glaucoma da Unidade Local de Saúde de Santa Maria.

O seu trabalho clínico e científico centra-se sobretudo no diagnóstico, tratamento e investigação do glaucoma, uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. Tem publicado dezenas de artigos científicos internacionais e é particularmente conhecido pela investigação em fatores de risco do glaucoma e em cirurgia desta doença. Além disso, integrou órgãos dirigentes da World Glaucoma Association.

SO

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Primeiro doente recebe terapia genética destinada a rejuvenescer células e tratar glaucoma https://saudeonline.pt/primeiro-doente-recebe-terapia-genetica-destinada-a-rejuvenescer-celulas-e-tratar-glaucoma/ Tue, 16 Jun 2026 09:58:37 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187671 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Primeiro doente recebe terapia genética destinada a rejuvenescer células e tratar glaucoma aparece primeiro em Saúde Online.

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