Geriatria - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/geriatria/ Notícias sobre saúde Mon, 15 Jun 2026 10:28:29 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Geriatria - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/geriatria/ 32 32 Estudo revela que só após os 65 anos a proteína animal tem vantagem no músculo https://saudeonline.pt/estudo-revela-que-so-apos-os-65-anos-a-proteina-animal-tem-vantagem-no-musculo/ https://saudeonline.pt/estudo-revela-que-so-apos-os-65-anos-a-proteina-animal-tem-vantagem-no-musculo/#respond Thu, 11 Jun 2026 09:45:38 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187598 A proteína de origem vegetal pode ser tão eficaz como a animal no aumento da massa proteica muscular em adultos mais jovens, segundo uma investigação portuguesa. Apenas a partir dos 65 anos se observou uma ligeira vantagem da proteína animal na estimulação do músculo.

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Estudo revela que só após os 65 anos a proteína animal tem vantagem no músculo

Um estudo realizado por investigadores portugueses concluiu que a proteína de origem vegetal e a proteína de origem animal apresentam efeitos semelhantes na promoção do aumento da proteína muscular em adultos mais jovens, verificando-se apenas uma ligeira vantagem da proteína animal nas pessoas com mais de 65 anos.

A investigação consistiu numa meta-análise que reuniu dados de 12 estudos dedicados à comparação entre os efeitos da ingestão de proteína animal e vegetal na síntese de proteína muscular.

Os investigadores analisaram diferentes grupos etários, períodos de observação e a interação entre a ingestão de proteína e a prática de treino de força.

Os resultados mostram que, em indivíduos mais jovens, as diferenças entre os dois tipos de proteína são praticamente inexistentes, mesmo quando associadas ao exercício físico orientado para o aumento da massa muscular.

Já entre os participantes com mais de 65 anos, a proteína de origem animal revelou uma maior eficácia na estimulação da síntese proteica muscular.

Em declarações à Lusa, Gonçalo Vilhena de Mendonça, orientador do estudo, explicou que esta diferença poderá estar relacionada com a presença de leucina, um aminoácido encontrado em maior quantidade nas proteínas de origem animal.

Segundo o investigador, com o avanço da idade torna-se necessário um aporte superior de leucina para estimular eficazmente a produção de proteína no músculo esquelético.

Quando a ingestão recai sobre proteínas com menor teor deste aminoácido, como acontece frequentemente nas fontes vegetais, a resposta muscular dos adultos mais velhos tende a ser menos eficiente.

O estudo foi desenvolvido no Laboratório de Função Neuromuscular da Faculdade de Motricidade Humana pela nutricionista e investigadora Brícia Mendes.

Relativamente aos adultos mais jovens, Gonçalo Vilhena de Mendonça destaca várias vantagens associadas às proteínas vegetais, sobretudo quando utilizadas sob a forma de suplementos.

Entre elas está o custo, uma vez que estes produtos tendem a ser mais acessíveis do que os suplementos de proteína de origem animal.

O investigador sublinha ainda os benefícios ambientais, considerando que as proteínas vegetais representam uma opção mais sustentável, além de serem compatíveis com regimes alimentares vegetarianos.

Outra vantagem apontada prende-se com as pessoas que apresentam intolerância à lactose. Muitos suplementos de proteína animal são produzidos a partir do soro do leite (whey protein), podendo não ser a opção mais adequada para quem tem dificuldade em digerir este açúcar presente nos lacticínios.

A meta-análise reuniu dados de 303 participantes, dos quais 121 tinham mais de 65 anos.

Os autores defendem que os resultados ajudam a clarificar o papel das diferentes fontes proteicas na manutenção da massa muscular e sugerem que, para a maioria dos adultos, a proteína vegetal pode constituir uma alternativa eficaz à proteína animal, reservando-se as principais diferenças para as faixas etárias mais avançadas.

LUSA/SO

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A inatividade física na população sénior em Portugal: um desafio urgente de saúde pública https://saudeonline.pt/a-inatividade-fisica-na-populacao-senior-em-portugal-um-desafio-urgente-de-saude-publica/ https://saudeonline.pt/a-inatividade-fisica-na-populacao-senior-em-portugal-um-desafio-urgente-de-saude-publica/#respond Wed, 13 May 2026 09:01:52 +0000 https://saudeonline.pt/?p=186893 Diretora Técnica Residência Cascais Farol da Guia

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A inatividade física é atualmente reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como um dos principais fatores de risco modificáveis para o desenvolvimento de doenças crónicas e para a mortalidade prematura. No contexto europeu, este problema ganha particular relevância face ao envelhecimento progressivo da população, tornando-se um dos grandes desafios contemporâneos da saúde pública. Em Portugal, esta realidade é especialmente evidente na população sénior, onde os níveis de sedentarismo atingem valores preocupantes.

De acordo com o Eurobarómetro Especial sobre Desporto e Atividade Física da Comissão Europeia, cerca de 92% dos séniores portugueses não praticam exercício físico de forma regular, um valor significativamente superior à média nacional, onde aproximadamente 73% da população refere nunca realizar atividade física ou desporto. Estes dados revelam uma tendência consistente de sedentarismo que se agrava com a idade e que coloca Portugal entre os países europeus com maior necessidade de intervenção nesta área.

Este cenário torna-se ainda mais relevante quando analisado à luz da realidade demográfica nacional. Portugal conta atualmente com cerca de 2,5 milhões de pessoas com 65 anos ou mais, o que corresponde a aproximadamente um quarto da população total. Este envelhecimento acelerado implica uma pressão crescente sobre os sistemas de saúde e reforça a urgência de estratégias eficazes de promoção da autonomia, prevenção da doença e melhoria da qualidade de vida.

A evidência científica é clara quanto ao papel da atividade física na saúde do idoso. As recomendações da Organização Mundial da Saúde sublinham a importância de uma prática regular que inclua atividade aeróbica moderada, exercícios de fortalecimento muscular e treino de equilíbrio. Estes componentes não têm apenas um impacto generalizado no bem-estar, mas atuam de forma específica em diferentes sistemas fisiológicos, contribuindo para a prevenção de múltiplas patologias.

O exercício físico regular está associado a uma redução significativa do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão arterial, obesidade e alguns tipos de cancro. Estes efeitos são explicados por adaptações metabólicas e fisiológicas, como a melhoria da sensibilidade à insulina, a regulação da pressão arterial e o controlo dos níveis lipídicos. Paralelamente, a atividade física desempenha um papel crucial na prevenção da sarcopenia, uma condição caracterizada pela perda progressiva de massa e força muscular associada ao envelhecimento, que constitui uma das principais causas de fragilidade e perda de autonomia.

Para além dos efeitos musculoesqueléticos, o exercício físico tem também um impacto direto na prevenção de quedas, um dos eventos mais frequentes e graves na população idosa. A melhoria do equilíbrio, da coordenação motora e da força muscular contribui significativamente para a redução deste risco, diminuindo hospitalizações e complicações associadas. Em termos neurológicos e psicológicos, a atividade física regular está igualmente associada à redução de sintomas depressivos e ansiosos, frequentemente subdiagnosticados nos idosos, bem como à preservação da função cognitiva, com evidência crescente de um possível efeito protetor contra o declínio cognitivo e a demência.

Neste contexto, as Residências Sénior assumem um papel determinante na promoção de um envelhecimento ativo. Mais do que espaços de cuidado e assistência, estas instituições devem ser encaradas como ambientes de promoção de saúde, autonomia e participação social. A integração de programas estruturados de atividade física adaptada permite responder às necessidades individuais dos residentes, respeitando limitações clínicas, mas incentivando sempre o movimento e a funcionalidade.

Na Residência Farol da Guia, em Cascais por exemplo, a promoção da atividade física é entendida como um pilar central do cuidado diário. São desenvolvidos programas personalizados que têm em conta a condição física, as patologias associadas e o nível de autonomia de cada residente, sempre com acompanhamento de profissionais especializados. O objetivo é transformar o exercício numa experiência segura, regular e, acima de tudo, significativa, onde o movimento é incorporado como parte natural da rotina diária.

As atividades implementadas privilegiam o movimento funcional, a mobilidade articular, o fortalecimento muscular ligeiro e o treino do equilíbrio, promovendo não apenas ganhos físicos, mas também benefícios emocionais e sociais. A prática em grupo, por exemplo, desempenha um papel essencial na promoção da socialização, ajudando a combater a solidão e o isolamento, fatores frequentemente associados ao declínio da saúde mental na terceira idade.

Num país que envelhece rapidamente, a promoção da atividade física deve ser encarada como uma prioridade estratégica de saúde pública. O aumento da esperança média de vida só terá verdadeiro significado se for acompanhado por mais anos vividos com autonomia, dignidade e qualidade de vida. Isto implica uma mudança de paradigma, em que a prevenção e a promoção da saúde assumem um papel tão importante quanto o tratamento da doença.

O envelhecimento ativo não é apenas um conceito teórico, mas uma realidade possível quando existem condições, motivação e acompanhamento adequado. Cada momento de movimento representa uma oportunidade de preservar capacidades, reforçar a independência e melhorar o bem-estar global. Na prática, investir na atividade física na terceira idade é investir na dignidade humana e na sustentabilidade dos sistemas de saúde.

Enquanto Diretora Técnica de uma Residência Sénior acredito que nunca é tarde para começar a cuidar do corpo e da mente, e que cada gesto de movimento contribui para uma vida mais plena, ativa e feliz. O envelhecimento pode e deve ser vivido com energia, propósito e qualidade, e o exercício físico é uma das ferramentas mais poderosas para alcançar esse objetivo.

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Universidade de Évora estuda prevalência de sarcopenia no Alentejo e encaminha casos para serviços de saúde

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Doença crónica cresce em Portugal e afeta mais os grupos desfavorecidos https://saudeonline.pt/doenca-cronica-cresce-em-portugal-e-afeta-mais-os-grupos-desfavorecidos/ https://saudeonline.pt/doenca-cronica-cresce-em-portugal-e-afeta-mais-os-grupos-desfavorecidos/#respond Tue, 05 May 2026 10:15:44 +0000 https://saudeonline.pt/?p=186596 A prevalência da doença crónica continua a ser mais elevada entre os mais idosos - com um aumento de 14 pontos percentuais no grupo dos 65 aos 79 anos -, mas registam-se também subidas significativas entre os mais jovens.

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A doença crónica está a aumentar em Portugal e o seu crescimento resulta sobretudo de um agravamento da carga de doença dentro dos próprios grupos etários, e não apenas do envelhecimento da população. A conclusão é de uma análise realizada no âmbito da Iniciativa para a Equidade Social, uma parceria entre a Fundação la Caixa, o Banco BPI e a Nova School of Business and Economics (Nova SBE).

O estudo baseia-se em dados de um inquérito a mais de 8.600 pessoas, realizado entre 2017 e 2025, e intitula-se “Doença crónica: inevitabilidade demográfica ou mudança estrutural? Uma decomposição da evolução da prevalência de doenças em Portugal (2017–2025)”. Entre as principais conclusões, destaca-se um “impacto particularmente desproporcional” da doença crónica nos grupos mais desfavorecidos.

Entre 2017 e 2025, a prevalência de doença crónica aumentou de 28% para 36%, enquanto a multimorbilidade atingiu os 19%, após um crescimento de 10 pontos percentuais. “Os resultados apontam para uma expansão da morbilidade ao longo de todo o ciclo de vida adulto, verificando-se que cerca de 71% do aumento da doença crónica resulta de um agravamento dentro dos próprios grupos etários (e não apenas do envelhecimento)”, refere o comunicado.

A prevalência continua a ser mais elevada entre os mais idosos — com um aumento de 14 pontos percentuais no grupo dos 65 aos 79 anos —, mas registam-se também subidas significativas entre os mais jovens, com crescimentos de cerca de 8 pontos percentuais nos grupos dos 15 aos 29 anos e dos 45 aos 64 anos. A alteração da estrutura demográfica explica apenas 29% do aumento global.

No caso da multimorbilidade, o padrão é semelhante: 87% do aumento deve-se ao agravamento dentro dos grupos etários, enquanto apenas 13% resulta de mudanças demográficas. Entre os homens, a percentagem com multimorbilidade aumentou 23,5 pontos percentuais nos indivíduos com 80 ou mais anos, 16,7 pontos percentuais entre os 65 e os 79 anos e 3,7 pontos percentuais no grupo dos 45 aos 64 anos. “Esta evolução indicia que a doença crónica não só surge cada vez mais cedo, como também evolui para formas mais complexas, acumulando-se ao longo da vida e exigindo respostas mais integradas e continuadas por parte do sistema de saúde”, sublinham os investigadores.

A análise evidencia ainda um agravamento das desigualdades sociais em saúde. A probabilidade de uma pessoa com maiores dificuldades económicas ter doença crónica quase duplicou, passando de 26% em 2017 para 49% em 2025. Em comparação com os grupos socioeconómicos mais favorecidos, os indivíduos mais desfavorecidos apresentavam, em 2025, uma probabilidade 23,5 pontos percentuais superior de sofrer de doença crónica. No caso da multimorbilidade, a diferença entre grupos aumentou de 4 para 27 pontos percentuais no mesmo período. Os dados apontam para um risco crescente de desigualdade cumulativa, em que os grupos com maior carga de doença são também os que enfrentam mais dificuldades no acesso aos cuidados de saúde.

O aumento da prevalência de doença crónica ao longo do ciclo de vida adulto, associado ao crescimento da multimorbilidade, traduz-se em perfis clínicos cada vez mais complexos, com maior acumulação de condições e necessidade de acompanhamento contínuo, integrado e centrado no doente.

Perante este cenário, os investigadores defendem o reforço de políticas públicas que respondam não só ao envelhecimento da população, mas também ao agravamento das desigualdades. Entre as recomendações estão o investimento na prevenção — com especial enfoque nas populações mais vulneráveis —, o desenvolvimento de modelos integrados de gestão da doença e a redução de barreiras no acesso a cuidados, nomeadamente ao nível da medicação e dos cuidados de saúde primários.

A análise foi conduzida pelos investigadores Carolina Santos e Pedro Pita Barros, este último responsável pela Cátedra BPI | Fundação “la Caixa” em Economia da Saúde, no âmbito da Iniciativa para a Equidade Social.

Maria João Garcia

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Envelhecimento com múltiplas doenças crónicas exige adaptação urgente do SNS

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Projeto “Hospital Sénior” da ULS do Oeste expande rede a mais quatro instituições https://saudeonline.pt/projeto-hospital-senior-da-uls-do-oeste-expande-rede-a-mais-quatro-instituicoes/ https://saudeonline.pt/projeto-hospital-senior-da-uls-do-oeste-expande-rede-a-mais-quatro-instituicoes/#respond Fri, 17 Apr 2026 08:51:26 +0000 https://saudeonline.pt/?p=186069 Segundo a ULS do Oeste, o objetivo do "Hospital Sénior" passa por aproximar os cuidados de saúde da população idosa, reduzindo deslocações desnecessárias ao hospital e garantindo uma resposta mais rápida e adequada.

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O projeto “Hospital Sénior”, desenvolvido pela ULS do Oeste nos concelhos de Caldas da Rainha, Bombarral, Óbidos e Peniche, vai alargar a sua rede a mais quatro estabelecimentos, anunciou a entidade. A iniciativa, que arrancou a 2 de janeiro, já acompanhou 30 dos 210 utentes de cinco estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPI), evitando deslocações ao serviço de urgência, e prepara-se agora para reforçar a resposta.

Durante o mês de abril, o projeto passará a incluir o Lar Nossa Senhora da Esperança, o Centro Social Padre Diogo, a Associação de Solidariedade e Educação de Salir de Matos e a Vitalia Healthcare, abrangendo um total de cerca de 390 utentes.

Segundo a ULS do Oeste, o objetivo passa por aproximar os cuidados de saúde da população idosa, reduzindo deslocações desnecessárias ao hospital e garantindo uma resposta mais rápida e adequada. “Com este modelo, pretende-se levar os cuidados de saúde mais perto das pessoas, evitar deslocações desnecessárias ao hospital e garantir uma resposta mais humana”, refere a instituição.

Na primeira fase do projeto, assegurada por uma médica e uma enfermeira com atendimento telefónico nos dias úteis, cerca de um terço das situações foi resolvido nas próprias instituições. Mais de um quarto dos utentes foi encaminhado para cuidados paliativos, enquanto outros beneficiaram de alternativas ao internamento, como a hospitalização domiciliária. O impacto do projeto foi particularmente visível em março, mês em que todas as situações sinalizadas foram avaliadas atempadamente e acompanhadas no contexto das próprias instituições.

A ULS do Oeste considera que o “Hospital Sénior” se afirma como uma resposta inovadora, com efeitos concretos na qualidade de vida dos utentes. Nos quatro concelhos abrangidos estão identificados cerca de 3.900 utentes, distribuídos por 68 estabelecimentos, incluindo ERPI, instituições particulares de solidariedade social e unidades privadas. A ULS  integra o Centro Hospitalar do Oeste e os agrupamentos de centros de saúde do Oeste Norte e Oeste Sul, abrangendo ainda os concelhos de Lourinhã, Cadaval, Torres Vedras e Sobral de Monte Agraço.

SO/LUSA

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Estudo da Universidade do Porto alerta para falhas na deteção de maus-tratos a idosos nos cuidados de saúde

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CNIS propõe residências transitórias para casos de internamentos sociais https://saudeonline.pt/cnis-propoe-residencias-transitorias-para-casos-de-internamentos-sociais/ https://saudeonline.pt/cnis-propoe-residencias-transitorias-para-casos-de-internamentos-sociais/#respond Tue, 07 Apr 2026 14:03:47 +0000 https://saudeonline.pt/?p=185514 A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade propõe a criação de pequenas residências transitórias, com acompanhamento especializado, centradas na socialização e na recuperação de autonomia em casos de internamentos sociais. O objetivo é preparar as pessoas para uma integração futura em respostas mais estáveis ou para o regresso à comunidade.

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Altas proteladas no SNS são “prioridade nacional”

A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) defendeu hoje a criação de residências transitórias para pessoas que permanecem internadas em hospitais sem necessidade clínica, alertando para situações em que doentes chegam a “vegetar” durante anos por falta de alternativas sociais. A proposta surge como resposta às chamadas “altas sociais”, casos em que os utentes recebem alta médica, mas não dispõem de condições para regressar à comunidade ou integrar outras respostas, prolongando o internamento por motivos não clínicos.

Durante uma audição sobre o programa Voltar a Casa, o presidente da CNIS, Lino Maia, destacou a existência de pessoas que permanecem longos períodos em contexto hospitalar, algumas durante anos, sem enquadramento adequado. Entre estas encontram-se pessoas em situação de sem-abrigo, que acabam por não ter solução de saída após o internamento. Segundo o responsável, o encaminhamento direto para lares ou unidades de cuidados continuados nem sempre é adequado, podendo gerar dificuldades de integração e conflitos, dado o perfil específico destes utentes.

Como alternativa, a CNIS propõe a criação de pequenas residências transitórias, com acompanhamento especializado, centradas na socialização e na recuperação de autonomia. O objetivo é preparar estas pessoas para uma integração futura em respostas mais estáveis ou para o regresso à comunidade. “São pessoas com a mesma dignidade que qualquer outra e precisam de tempo para voltar à vida”, sublinhou Lino Maia, defendendo que estas estruturas tenham caráter temporário, com permanência até dois anos, e funcionem em articulação com outras respostas sociais.

Também a dirigente da CNIS, Maria João Quintela, defendeu a necessidade de humanizar o processo de alta hospitalar, apelando a uma maior articulação entre o setor da saúde e o setor social para garantir continuidade de cuidados. A responsável alertou que as instituições sociais não devem ser encaradas como destino automático para estes casos, sublinhando a importância de respeitar a individualidade de cada utente e de definir planos de intervenção ajustados.

Segundo Maria João Quintela, muitas das situações conhecidas como “camas sociais” são complexas, envolvendo fatores de saúde, sociais e até legais, exigindo respostas integradas e acompanhamento continuado. Apontou ainda falhas na articulação entre hospitais e instituições, nomeadamente na partilha de informação e na definição de planos individuais, o que pode comprometer a recuperação e reintegração.

As residências transitórias são apresentadas como parte de um conjunto mais alargado de soluções, que inclui o programa “Voltar a Casa”, com o objetivo de promover a autonomia e evitar institucionalizações permanentes.

A CNIS defende que estas respostas devem privilegiar a proximidade territorial e a reinserção social, permitindo às pessoas recuperar ligações ao seu meio e evitar percursos marcados por sucessivas transferências entre instituições. Os responsáveis alertam ainda para o envelhecimento da população e para a crescente pressão sobre as respostas sociais, muitas já esgotadas, sublinhando a necessidade de investimento e planeamento estrutural.

A confederação considera que a criação destas residências pode passar pela adaptação de imóveis existentes, com apoio público, permitindo uma resposta mais rápida às necessidades identificadas. Mais do que libertar camas hospitalares, a CNIS sublinha que o objetivo central é garantir soluções dignas para pessoas em situação de grande vulnerabilidade, assegurando que ninguém permanece internado por falta de alternativas sociais.

SO/LUSA

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Associação de Farmácias de Portugal defende alargamento da vacina contra a gripe com maior concentração antigénica a partir dos 65 anos https://saudeonline.pt/associacao-de-farmacias-de-portugal-defende-alargamento-da-vacina-contra-a-gripe-com-maior-concentracao-antigenica-a-partir-dos-65-anos/ Fri, 13 Mar 2026 09:48:06 +0000 https://saudeonline.pt/?p=184478 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Associação de Farmácias de Portugal defende alargamento da vacina contra a gripe com maior concentração antigénica a partir dos 65 anos aparece primeiro em Saúde Online.

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