Laura Brum, autor em Saúde Online https://saudeonline.pt/author/laura-brum/ Notícias sobre saúde Fri, 08 Nov 2024 11:28:27 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Laura Brum, autor em Saúde Online https://saudeonline.pt/author/laura-brum/ 32 32 Prémio Almeida Ruas https://saudeonline.pt/premio-almeida-ruas/ https://saudeonline.pt/premio-almeida-ruas/#respond Thu, 07 Nov 2024 16:41:29 +0000 https://saudeonline.pt/?p=164188 Serviço de endocrinologia da ULS de Coimbra

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O prémio Almeida Ruas surgiu nas 25.as jornadas de Endocrinologia e Diabetes de Coimbra, organizadas pelo Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) em 2021, ano em que o Serviço comemorou 40 anos de existência.

O Dr. Almeida Ruas foi, em 1974, o fundador do Serviço de Endocrinologia dos HUC (na altura denominado Unidade de Endocrinologia e Doenças Metabólicas, tendo em 1976 passado a Serviço de Endocrinologia e Doenças metabólicas). Em 1979 organizou as Primeiras Jornadas de Diabetologia de Coimbra e o Simpósio Diabetes e gravidez, que se foi repetindo com a periodicidade de dois em dois anos, constituindo uma reunião com reconhecimento na área da Diabetes e Endocrinologia a nível nacional.

Colaborou na atividade docente pré-graduada de Endocrinologia a partir de 1974 até 1998, tendo realizado vários cursos pré-graduados, na época um ato muito inovador.

O Dr. Almeida Ruas foi um médico cuja grande característica era a de acompanhar a actualidade dos conhecimentos na Diabetes e Endocrinologia. Uma das áreas que podemos destacar, no Serviço de Endocrinologia dos HUC na  sua orientação, foi no tratamento da diabetes mellitus, foi um pioneiro no uso da medição da glicemia capilar, nas várias administrações de insulina nas pessoas com diabetes mellitus tipo 1, numa altura em que era usual a determinação da glicosuria e uma só administração de insulina nestes doentes, apercebendo-se desde cedo que o controlo glicémico era importante na prevenção das complicações da diabetes (altura em que não havia ainda o trabalho da Diabetes Control and Complications Trial DCCT 1993).

O Dr. Almeida Ruas colaborou, com os vários membros do Serviço de Endocrinologia, em numerosos trabalhos de investigação científica. Teve sempre a preocupação da permanente atualização científica, incentivando sempre os seus colaboradores à participação com trabalhos científicos nos vários congressos e reuniões nacionais e internacionais.

Dado o seu vasto e rico Currículo, aliado a uma visão clínica e científica aprofundado nas áreas da Diabetologia e Endocrinologia, foi criado o prémio Almeida Ruas e desta forma homenageamos um médico que foi um marco na existência do Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo dos HUC (atual ULS Coimbra).

O prémio Almeida Ruas será atribuído ao trabalho apresentado nas 28.as Jornadas de Endocrinologia e Diabetes de Coimbra que se revelar o melhor e mais inovador na área da Endocrinologia e Diabetologia.

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“A integração dos cuidados prestados leva a que o doente se sinta mais e melhor acompanhado”

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Levantamento das restrições: um teste à eficácia da vacina para a covid-19 https://saudeonline.pt/levantamento-das-restricoes-um-teste-a-eficacia-da-vacina-para-a-covid-19/ https://saudeonline.pt/levantamento-das-restricoes-um-teste-a-eficacia-da-vacina-para-a-covid-19/#respond Fri, 23 Jul 2021 12:36:46 +0000 https://saudeonline.pt/?p=119028 Virologista dos Laboratórios SYNLAB

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restrições

A Inglaterra levantou a maioria das restrições aplicadas devido à pandemia covid-19, apesar do número de casos continuar a aumentar. As máscaras deixaram de ser obrigatórias por lei, mas são recomendadas em alguns locais; o distanciamento social de um metro deixa de ser obrigatório; acabou o limite ao número de pessoas que se podem juntar, apesar de ser recomendado que o façam em espaços exteriores; as discotecas reabriram; os cinemas e os teatros já podem esgotar a sua lotação (muitos destes espaço exigindo o certificado de vacinação); quem está em teletrabalho deve começar a regressar gradualmente ao seu posto; e quem está vacinado deixa de ter a obrigatoriedade de cumprir a quarentena de 10 dias, quando regressa de um país da lista amarela.

O que se está a passar agora em Inglaterra é o maior teste que pode ser feito no que respeita à eficácia da vacina para a covid-19. Inglaterra está a arriscar, sim. Mas está a fazer um exercício que, efetivamente, é necessário ser feito. A população está vacinada e é chegado o momento de dar início à abertura para se viver com alguma normalidade. Inglaterra está numa fase crescente da quarta vaga da pandemia, os números estão a aumentar. Porém, está a ter a coragem de abrir. E é esta ideia de retorno à normalidade que todos devemos interiorizar. É algo que temos de fazer. É preciso voltar a conquistar o nosso quotidiano, com a segurança que a vacina nos vem dar.

Uma verdade absoluta: o combate à epidemia faz-se com a vacinação e está comprovado que a vacina é eficaz. O número de casos está a aumentar, mas essa subida não está a ser acompanhada por um aumento exponencial de hospitalizações, internamento em Unidades de Cuidados Intensivos, nem de mortes. Portanto, temos, agora, de ganhar confiança e transmiti-la à população, ajudando-a a perder o medo, e promover o retorno à sua vida normal. Olhando para Inglaterra como um exemplo a ser estudado, dado que esta medida foi muito pensada pelo Governo Inglês. Portugal e outros países da Europa devem acompanhar os resultados desta medida com muita atenção.

A abertura agora adotada pela Inglaterra leva a que se fale, também muito, do risco de contágio para os outros países. Portugal é um caso muito típico daquilo que foi a importação de casos de Inglaterra. Estes casos não foram a origem de todos as importações da variante delta do SARS-CoV-2 que se observaram no nosso país, obviamente, até porque já tínhamos registo de casos importados nos mês anterior.  Mas, claro que, a entrada turística dos ingleses aumentou a progressão da pandemia em Portugal.  Não considero que este levantamento das restrições em Inglaterra venha alterar o curso da pandemia na Europa. Claro que vai progredir e que vai levar a mais importações em outros países. Mas não nos tornemos reféns dessa situação.  Adiar mais a nossa vida, e uma série de atividades, vai ter uma grande repercussão, tanto a nível de saúde, como social, económico, entre outros.

Sei que as novas mutações são uma preocupação, falando-se, atualmente, muito da variante Delta com grande capacidade de transmissão. Em Inglaterra, tal como em Portugal, a variante Delta já é a estirpe dominante e, como tal, não haverá grande diferença no que à questão da abertura diz respeito.  Em Microbiologia já é sabido que, quando se desenvolve uma vacina para um agente, é normal que, passado algum tempo, surjam variantes desse vírus. Acontece com a vacina da gripe e com muitas outras.

É algo que vai acontecer com a vacina para o novo coronavírus. Não se sabe quando, se é já no próximo mês, se é dentro de seis meses ou um ano. Mas é normal que aconteça e, também, não será esse o motivo de condicionamento da nossa atuação. Não podemos ter medo desta situação e, assim, condicionar a abertura que todos pretendemos e a que todos queremos chegar.

Desde o início da pandemia que sabemos da existência de pessoas assintomáticas com covid-19. Na ausência de outras medidas para contenção da progressão do coronavírus, as pessoas assintomáticas foram sujeitas às mesmas medidas que os que consideramos como doentes. Neste momento, estamos a detetar muito mais casos de infeção assintomática, que não progridem para doença. Com a vacinação atual, e consequente menor risco de progressão para uma situação de doença, é importante salientar esta característica da covid-19: a existência de um importante número de pessoas covid positivas e assintomáticas, principalmente jovens, que vão desenvolvendo a sua imunidade por exposição ao vírus e que não são necessariamente doentes.

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