José Presa, autor em Saúde Online https://saudeonline.pt/author/jose-presa/ Notícias sobre saúde Fri, 10 Feb 2023 11:51:38 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png José Presa, autor em Saúde Online https://saudeonline.pt/author/jose-presa/ 32 32 Encefalopatia Hepática: a perigosa ligação entre o fígado e cérebro https://saudeonline.pt/encefalopatia-hepatica-a-perigosa-ligacao-entre-o-figado-e-cerebro/ https://saudeonline.pt/encefalopatia-hepatica-a-perigosa-ligacao-entre-o-figado-e-cerebro/#respond Fri, 10 Feb 2023 08:49:24 +0000 https://saudeonline.pt/?p=140553 Hepatologista e presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado

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A cirrose hepática é a fase final de agressões continuadas ao fígado, como por exemplo no consumo regular e continuado de álcool. Contudo, o impacto desta condição é bastante mais abrangente do que parece à primeira vista. Uma das complicações frequentes da doença hepática crónica (cirrose) é conhecida por encefalopatia hepática, que leva à perturbação do funcionamento do cérebro e pode chegar a afetar até 50% destes doentes.

A encefalopatia hepática está relacionada com a inflamação e a lesão do fígado, que por sua vez leva a alterações no sistema nervoso, principalmente pela acumulação de substâncias tóxicas que o fígado não conseguiu eliminar do sangue, pelo seu funcionamento estar comprometido. Esta consequência pode surgir de forma silenciosa e progredir para uma sintomatologia debilitante, que vai impactar a personalidade e comportamento do doente no dia a dia. É possível manifestar-se através de:

  • Desorientação mental;
  • Raciocínio lento;
  • Esquecimentos constantes;
  • Sonolência;
  • Tremores;
  • Problemas na coordenação motora;
  • Perturbações no sono;
  • Coma (nos quadros clínicos mais graves e com prognóstico reservado).

É essencial que seja feito um exame clínico que despiste a causa das alterações neurológicas e se avalie a gravidade da perturbação. Deve haver uma mobilização de esforços por parte do cuidador e profissional de saúde, especialmente nos casos graves em que a fragilidade mental é substancial e muitas vezes negligenciada pelo portador.

Apesar de passarem despercebidos, os sinais de alerta como apatia no discurso, irritabilidade, agressividade e condução de forma perigosa, por parte de doentes hepáticos, devem constituir um motivo para procurar ajuda médica. Os sintomas não devem ser em nenhuma instância ignorados, uma vez que a probabilidade de reversão rápida e definitiva diminui em atuações tardias.

No que diz respeito ao tratamento da encefalopatia hepática, este não é isolado, uma vez que está intimamente interligado com a própria terapêutica das doenças hepáticas. Portanto, o processo que trave a progressão deste tipo de patologias deve ser delineado pelo hepatologista e adaptado às características de cada caso. Os estádios mais avançados normalmente necessitam de medicação.

Ainda assim, é de reforçar que os comportamentos alimentares, nomeadamente a eliminação dos hábitos nocivos, através da adoção de uma dieta equilibrada que reduza o consumo de comida processada, gorduras e bebidas alcoólicas, é uma das recomendações principais, tanto na fase de tratamento, como na prevenção das doenças hepáticas e da sua sintomatologia.

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Diabetes e fígado: uma relação perigosa para a saúde https://saudeonline.pt/diabetes-e-figado-uma-relacao-perigosa-para-a-saude/ https://saudeonline.pt/diabetes-e-figado-uma-relacao-perigosa-para-a-saude/#respond Tue, 15 Nov 2022 08:38:39 +0000 https://saudeonline.pt/?p=137559 Presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado

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A diabetes é uma doença com uma prevalência considerável na população mundial. De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde, 422 milhões de pessoas apresentam esta patologia, que resulta em 1,5 milhões de mortes todos os anos. Só em Portugal, é estimado que existam um milhão de portugueses que sofram com esta condição e o número tem vindo a aumentar de forma significativa nas últimas décadas.

Nesta patologia existe um aumento dos níveis da glicose no sangue, ou seja, do açúcar. Existem vários tipos de diabetes, sendo os mais comuns: a diabetes tipo 1, a diabetes tipo 2 e a diabetes gestacional. A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, em que o sistema imunitário destrói as células do pâncreas, onde existe produção de insulina. Já a diabetes tipo 2 é a forma mais frequente e é a consequência direta de estilos de vida e uma alimentação pouco saudável. Por sua vez, a diabetes gestacional refere-se aos problemas que se desenvolvem apenas no período de gravidez e que, normalmente, se resolvem após o parto.

Verifica-se ainda que existe uma relação desta comorbidade com outras doenças, como é o caso das doenças hepáticas, e os números comprovam-no: estima-se que entre 65 e 70 por cento das pessoas com diabetes tenham também doença hepática. Este tipo de ligação pode estabelecer-se de duas formas:

  • Diabetes como complicação da doença hepática crónica;
  • Diabetes do tipo 2 como fator de risco no desenvolvimento e na progressão das doenças hepáticas.

A resistência à insulina enquanto complicação costuma verificar-se em estados precoces da doença hepática crónica, uma vez que os problemas no fígado levam à regulação alterada da glicose no sangue e podem vir a causar diabetes. A presença da diabetes contribuiu ainda para a resistência aos tratamentos antivirais, pior prognóstico e maior morbimortalidade nos pacientes com cirrose. Esta anomalia do metabolismo da glicose pode manifestar-se em várias doenças deste tipo, como a hemocromatose, doença hepática alcoólica e o carcinoma hepático (cancro do fígado).

Já a diabetes enquanto fator de risco das doenças do fígado acontece por esta patologia estar associada a fatores como a obesidade, tensão arterial alta e a elevação das gorduras dos sangue. Assim, a resistência à insulina leva a que sejam libertados ácidos gordos que se vão acumular nas células do fígado e gerar esteatose hepática (denominado comummente por fígado gordo), e induzir inflamação crónica. Todos os espectros das doenças do fígado podem aparecer em diabéticos tipo 2, desde a esteatose hepática não alcoólica (a doença hepática crónica mais frequente) até à cirrose e ao carcinoma hepático.

O tratamento da diabetes, conjuntamente com a presença da doença hepática, necessita de uma abordagem multidisciplinar, que envolta tanto o profissional de saúde da área da Hepatologia como da Diabetologia. Uma vez que estas doenças estão associadas a questões como a obesidade, a prevenção é o melhor caminho para evitar o seu desenvolvimento. A adoção de uma dieta saudável e a prática regular de atividade física, pode fazer a diferença a longo prazo.

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Fígado Gordo: a prevenção passa por uma alimentação saudável https://saudeonline.pt/figado-gordo-a-prevencao-passa-por-uma-alimentacao-saudavel/ https://saudeonline.pt/figado-gordo-a-prevencao-passa-por-uma-alimentacao-saudavel/#respond Fri, 20 May 2022 15:18:28 +0000 https://saudeonline.pt/?p=131956 Presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF)

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fígado

A alimentação saudável tem uma grande importância no que respeita à prevenção e ao tratamento da esteatose hepática, doença habitualmente conhecida como Fígado Gordo. Esta é uma patologia prevenível e reversível nas suas fases iniciais, passando em grande parte pela alimentação adequada, a par do exercício físico e do consumo reduzido ou idealmente ausente de bebidas alcoólicas.

É estimado que mais de um terço da população adulta em Portugal tenha esteatose hepática, ou seja, mais de três milhões de portugueses. Esta doença consiste na acumulação de gordura nas células do fígado, resultante da sua ingestão em excesso, de maneira que o organismo não a consiga processar. É considerado Fígado Gordo quando a gordura corresponde entre cinco a 10% da massa do fígado. Pode ser uma situação simples, que não cause lesão do fígado, ou, pelo contrário, pode evoluir para inflamação deste órgão, e levar ao comprometimento da sua função e a doenças graves, como cirrose hepática ou cancro hepático.

É de destacar a relação direta entre esta doença, o tipo de alimentação, estilo de vida sedentário, fatores associados ao excesso de peso. A prevenção passa essencialmente pela adoção de uma alimentação saudável, com menor consumo de gorduras e hidratos de carbono, menor quantidade de alimentos processados e ultraprocessados, maior ingestão de vegetais e um consumo reduzido ou ausente de bebidas alcoólicas. Além disso, a prática regular de exercício físico também contribui bastante para a prevenção.

Apesar de ser uma doença silenciosa, sobretudo inicialmente, em alguns casos pode provocar cansaço, perda de apetite, náuseas e vómitos, icterícia e ascite, isto é, a distensão do abdómen por acumulação de líquido, numa fase mais avançada da doença. Por esse motivo, é muito importante que as pessoas consultem o seu médico regularmente e façam exames de rotina.

Relativamente ao tratamento, a alimentação tem um papel fundamental. Não existe nenhuma terapêutica específica nem medicamentos eficazes para o tratamento da esteatose hepática, pelo que uma dieta equilibrada, tendo em vista a perda de peso e o controlo das doenças associadas, como a diabetes e as alterações do colesterol e dos triglicéridos. Apenas a perda de sete a 10% do peso corporal, tem um efeito benéfico sobre a esteatose e a inflamação.

A alimentação saudável é essencial na prevenção e no tratamento do fígado gordo. Alimente-se corretamente e cuide do seu fígado.

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Correr pelo seu fígado https://saudeonline.pt/correr-pelo-seu-figado/ https://saudeonline.pt/correr-pelo-seu-figado/#respond Mon, 11 Apr 2022 13:33:32 +0000 https://saudeonline.pt/?p=130464 Presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF)

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fígado

A prática regular do exercício físico tem um grande impacto na prevenção e tratamento da esteatose hepática, doença mais conhecida por fígado gordo. Esta patologia é prevenível e pode ser reversível, inicialmente. Para isso, é necessário que haja um cuidado com a alimentação, redução do consumo de bebidas alcoólicas, e, fundamentalmente, uma regularidade da atividade desportiva.

Estima-se que a esteatose hepática afete mais de um terço da população adulta em Portugal. Uma vez que esta doença consiste na acumulação de gordura nas células do fígado, resultante da sua ingestão em excesso, é imperativo que essa acumulação seja evitada, daí a obrigatoriedade na prática de exercício.

Considera-se fígado gordo quando a gordura corresponde entre cinco a 10% da massa do fígado. Pode ser uma situação simples, que não cause lesão do fígado, ou, pelo contrário, pode evoluir para inflamação deste órgão, e levar ao comprometimento da sua função e a doenças graves, como cirrose hepática ou cancro hepático.

O estilo de vida, sedentário ou ativo, está diretamente relacionado com a prevenção ou tratamento da doença do fígado gordo. A prevenção passa pela adoção de um estilo de vida saudável, alimentação variada e equilibrada, menor ingestão de bebidas alcoólicas e uma grande aposta na atividade física.

As pessoas que são fisicamente ativas têm uma menor probabilidade de desenvolver acumulação de gordura no fígado, comparativamente com aquelas que permanecem fisicamente inativas. Mesmo os indivíduos que já apresentam um fígado gordo, caso melhorem os seus hábitos de vida e adotem um estilo mais ativo a nível físico, veem alterado de forma benéfica o status da gordura no fígado. Não existindo uma terapêutica específica nem medicamentos eficazes para o tratamento da esteatose hepática, os indivíduos devem adotar uma postura preventiva, apostando na dieta equilibrada e prática de exercício, uma vez que apenas a perda de sete a 10% do peso corporal, tem um efeito benéfico sobre a esteatose e a inflamação.

Apesar de ser uma doença silenciosa, sobretudo inicialmente, em alguns casos pode provocar cansaço, perda de apetite, náuseas e vómitos, icterícia, febre e ascite, isto é, a distensão do abdómen por acumulação de líquido, numa fase mais avançada da doença. Por esse motivo, é muito importante que as pessoas consultem o seu médico de forma periódica e façam exames de rotina.

Aposte na prevenção do seu fígado. Faça exercício físico regularmente!

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A relação entre o fígado gordo e a diabetes https://saudeonline.pt/a-relacao-entre-o-figado-gordo-e-a-diabetes/ https://saudeonline.pt/a-relacao-entre-o-figado-gordo-e-a-diabetes/#respond Thu, 04 Nov 2021 14:05:08 +0000 https://saudeonline.pt/?p=123532 Presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF)

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hepatites, fígado, colangite biliar primária

A esteatose hepática, mais conhecida por fígado gordo, e a diabetes mellitus são doenças com uma frequência elevada e crescente, que, quando não controladas, podem trazer consequências graves para a saúde. Mas qual é a relação entre estas duas patologias?

De acordo com um estudo realizado pela Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), de 2018, dois terços das pessoas com diabetes tipo 2, em Portugal, têm fígado gordo.

A esteatose hepática é uma condição frequente, que se caracteriza pela acumulação de gordura nas células do fígado, que resulta da sua ingestão em excesso, de modo que o organismo não a consiga processar.

Considera-se que o fígado é gordo quando a gordura corresponde entre 5 a 10 por cento da massa do fígado. Pode ser uma situação simples, que não cause lesão, ou, pelo contrário, evoluir com inflamação deste órgão, podendo levar ao comprometimento da sua função e a formas de doença graves, como cirrose hepática ou cancro hepático.

Para o aparecimento de esteatose hepática é de destacar a sua relação direta com os excessos da alimentação moderna e o estilo de vida sedentário, que conduzem a excessos de peso.

A diabetes mellitus é uma doença metabólica que acompanha a pessoa para toda a vida, que pode ter várias causas e que resulta de alterações fisiopatológicas que conduzem à elevação da glicemia, isto é, à quantidade de açúcar no sangue.

O número de pessoas com diabetes é também crescente, sendo que esta doença atinge já cerca de 13 por cento da população adulta portuguesa. A diabetes, que frequentemente cursa com resistência à insulina aumentam o risco de desenvolver fígado gordo.

Na realidade, trata-se de uma relação bidirecional, uma vez que tanto a diabetes pode ter como complicação a doença hepática, como o contrário, visto que as doenças do fígado podem influenciar o metabolismo da glicose (açúcares).

O fígado é um regulador dos níveis da insulina, uma hormona essencial para promover a captação da glicose para dentro das células. Em pessoas saudáveis estes mecanismos fisiológicos funcionam de forma equilibrada e harmoniosa.

Contudo, nas que têm fígado gordo e diabetes este equilíbrio está comprometido, originando níveis elevados de açúcar e um aumento das gorduras no sangue (colesterol e triglicerídeos). Estas alterações promovem maior risco de doença hepática avançada, fibrose, cirrose ou cancro hepático, bem como doenças cardiovasculares.

Mais importante do que se falar em tratamento farmacológico para estas doenças é falar da sua prevenção, uma vez que a forma de as evitar é simples e prende-se com a adoção de estilos de vida saudáveis.

Mantenha um peso adequado, uma dieta pobre em gorduras, reduza os açúcares e pratique exercício físico com frequência. No caso de já ter diabetes, adote ou mantenha os conselhos para um estilo de vida saudável e tome corretamente a medicação prescrita pelo seu médico. Manter um bom controlo glicémico e a doença controlada é essencial para evitar ou atrasar o aparecimento de complicações, incluindo as doenças de fígado.

Na maioria dos casos, o fígado gordo não apresenta sintomas. Por vezes, pode surgir cansaço e dor ou desconforto na parte superior direita do abdómen. Na diabetes mellitus, os sintomas são causados pela quantidade de açúcar no sangue, quer associados ao aumento do seu nível (hiperglicemia), quer à sua diminuição (hipoglicemia). Estas condições podem causar visão turva, sensação de boca seca, transpiração excessiva e cansaço.

Opte por adotar um estilo de vida saudável e por consultar o seu médico e fazer exames diagnósticos com regularidade, a fim de prevenir o aparecimento destas doenças ou de as diagnosticar, ainda, em fases precoces, evitando as suas consequências.

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Colangite biliar primária é uma doença silenciosa, mas com consequências graves https://saudeonline.pt/colangite-biliar-primaria-e-uma-doenca-silenciosa-mas-com-consequencias-graves/ https://saudeonline.pt/colangite-biliar-primaria-e-uma-doenca-silenciosa-mas-com-consequencias-graves/#respond Tue, 07 Sep 2021 10:15:33 +0000 https://saudeonline.pt/?p=120592 Presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF)

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hepatites, fígado, colangite biliar primária

A colangite biliar primária (CBP) é uma doença do fígado que vai acompanhar a pessoa durante toda a vida. Se não for tratada, esta doença é progressiva, e pode evoluir para doença hepática terminal.

É sabido que a CBP atinge maioritariamente as pessoas do sexo feminino, mais precisamente, nove mulheres por cada homem. As idades mais comuns de diagnóstico situam-se entre os 40 e os 60 anos, em ambos os sexos.

A frequência da CBP é maior em pessoas do norte da Europa e menor nas populações de origem africana. Em Portugal, estima-se que existam entre 500 a mil casos de CBP, o que a torna uma doença rara e pouco conhecida.

A realidade é que ainda não se sabe, ao certo, a causa da CBP, mas presume-se que esteja relacionada com o sistema imunitário, isto é, que seja de causa autoimune.

Sem cura, a CBP pode progredir lentamente e muitas pessoas não apresentam sintomas, principalmente nas fases iniciais da doença. Os sintomas iniciais mais comuns são fadiga e comichão na pele (prurido). Porém, embora menos frequentes, existem também outras manifestações a ter em conta, como dor abdominal; escurecimento da pele; pequenas manchas amarelas ou brancas sob a pele, ou ao redor dos olhos.

Algumas pessoas apresentam também queixas de boca e olhos secos e dores nos ossos, músculos e articulações.

De acordo com a progressão da doença, podem surgir sintomas associados à cirrose: amarelecimento da pele (icterícia); inchaço das pernas e dos pés (edema); barriga inchada devido à acumulação de líquido (ascite); sangramento interno na parte superior do estômago e do esófago, devido à dilatação das veias (varizes).

O enfraquecimento dos ossos, conhecido por osteoporose, que leva a fraturas, é outra das complicações da CBP. Embora seja mais comum em fases finais da doença, também pode ocorrer inicialmente. Além disso, as pessoas com cirrose apresentam risco aumentado de cancro do fígado (carcinoma hepatocelular).

Ainda assim, em 25 por cento dos casos não existe qualquer sintoma e a doença é, incidentalmente, detetada durante uma avaliação de rotina, pela elevação das análises do fígado, em especial da Fosfatase Alcalina.

Apesar de, à partida, ser uma doença de causa autoimune, já foram identificados alguns fatores de risco, além dos genéticos. São fatores ambientais, como os componentes do fumo de cigarro; e as infeções urinárias frequentes.

Em muitos casos, a doença mantém-se ligeira ou moderada, sem perturbações do funcionamento do fígado. Contudo, em outros evolui para cirrose e falência hepática.

Os objetivos do tratamento são impedir ou retardar a progressão da doença e aliviar os sintomas. Tal como na maioria das doenças, é importante que o diagnóstico seja feito tão precocemente quanto possível, por forma a iniciar o tratamento atempadamente, evitando consequências mais graves da doença, e a necessidade de transplante hepático.

Esteja atento aos sinais e sintomas do seu corpo e consulte o seu médico assistente com regularidade, a fim de diagnosticar esta ou outras doenças, e de as tratar, evitando a sua progressão e prevenindo situações mais graves para a sua saúde.

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