Pneumo-online - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/pneumo-online/ Notícias sobre saúde Tue, 07 Apr 2026 14:20:21 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Pneumo-online - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/pneumo-online/ 32 32 ISPUP lança guia para promover linguagem inclusiva na comunicação sobre tuberculose https://saudeonline.pt/ispup-lanca-guia-para-promover-linguagem-inclusiva-na-comunicacao-sobre-tuberculose/ https://saudeonline.pt/ispup-lanca-guia-para-promover-linguagem-inclusiva-na-comunicacao-sobre-tuberculose/#respond Tue, 07 Apr 2026 14:20:21 +0000 https://saudeonline.pt/?p=185518 O guia sobre tuberculose aconselha, por exemplo, prudência na utilização de termos como “caso”, “suspeito” ou “contagioso”, que, fora de contextos técnicos, podem contribuir para a estigmatização.

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O Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) lançou um guia com o objetivo de promover uma linguagem mais neutra e inclusiva na comunicação sobre a tuberculose, contribuindo para reduzir o estigma associado à doença. Intitulada “As palavras importam – Guia prático para uma linguagem mais neutra e inclusiva em tuberculose”, a publicação está disponível online e pretende transformar a forma como a doença é comunicada em Portugal, incentivando uma abordagem mais respeitosa, centrada na pessoa e alinhada com os princípios da saúde pública e dos direitos humanos.

Em comunicado, o ISPUP sublinha que a adoção de uma linguagem mais inclusiva pode melhorar a relação entre as pessoas afetadas e os serviços de saúde, ao mesmo tempo que combate preconceitos e discriminação. O guia foi desenvolvido por uma equipa de investigadores do laboratório de Epidemiologia das doenças respiratórias e infeciosas, coordenada pela médica pneumologista Raquel Duarte, num contexto em que a tuberculose continua a representar não só um desafio clínico, mas também social.

Apesar da redução da incidência nas últimas décadas, a doença permanece associada a estigma e desigualdades, fatores que podem prejudicar o bem-estar dos doentes, dificultar o acesso aos cuidados de saúde e atrasar o diagnóstico e o tratamento.

Segundo o instituto, a linguagem desempenha um papel determinante na forma como a tuberculose é percecionada e vivida, sendo que termos frequentemente utilizados em contextos clínicos ou mediáticos podem, involuntariamente, reforçar estereótipos, sentimentos de culpa e isolamento social.

O documento propõe, por isso, uma reflexão crítica sobre o uso das palavras e apresenta alternativas mais adequadas. Entre as recomendações, destaca-se a substituição de expressões que reduzem a pessoa à doença, como “doente” ou “tuberculoso”, por formulações como “pessoa com tuberculose”, promovendo uma abordagem mais humanizada. O guia aconselha ainda prudência na utilização de termos como “caso”, “suspeito” ou “contagioso”, que, fora de contextos técnicos, podem contribuir para a estigmatização.

Estas orientações destinam-se a profissionais de saúde, investigadores, jornalistas e decisores políticos, com o objetivo de fomentar práticas de comunicação mais conscientes, inclusivas e ajustadas ao contexto social da doença.

SO/LUSA

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Portugal regista mínimo histórico de casos de tuberculose, mas persistem desafios

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Nova terapêutica tripla extrafina chega a Portugal para asma e DPOC https://saudeonline.pt/nova-terapeutica-tripla-extrafina-chega-a-portugal-para-asma-e-dpoc/ Fri, 27 Mar 2026 14:48:36 +0000 https://saudeonline.pt/?p=185151 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Nova terapêutica tripla extrafina chega a Portugal para asma e DPOC aparece primeiro em Saúde Online.

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Nova terapêutica tripla extrafina chega a Portugal para asma e DPOC

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Portugal regista mínimo histórico de casos de tuberculose, mas persistem desafios https://saudeonline.pt/portugal-regista-minimo-historico-de-casos-de-tuberculose-mas-persistem-desafios/ https://saudeonline.pt/portugal-regista-minimo-historico-de-casos-de-tuberculose-mas-persistem-desafios/#respond Tue, 24 Mar 2026 10:32:18 +0000 https://saudeonline.pt/?p=184976 Em 2024, foram ainda notificados 36 casos de tuberculose multirresistente, mais 63,6% do que em 2023, concentrados sobretudo na região de Lisboa e Vale do Tejo.

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Portugal registou 1.536 casos de tuberculose em 2024, o número mais baixo de sempre, confirmando a tendência de descida da doença no país, segundo o Relatório de Vigilância e Monitorização divulgado pela Direção-Geral da Saúde no âmbito do Dia Mundial da Tuberculose. De acordo com o documento, a taxa de notificação fixou-se nos 14,3 casos por 100 mil habitantes, representando uma redução de 31,8% face a 2015. Ainda assim, Portugal continua aquém das metas definidas pela Organização Mundial da Saúde, que apontam para uma diminuição de 90% da incidência até 2035. A evolução foi também positiva ao nível da mortalidade, com 50 mortes registadas em 2024, menos cerca de 70% em comparação com 2015, aproximando o país dos objetivos internacionais.

As regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Norte continuam a concentrar a maior incidência da doença, com 17,1 e 16,4 casos por 100 mil habitantes, respetivamente. Esta realidade é explicada pela maior densidade populacional, pela presença de grupos vulneráveis e por fatores urbanos como a sobrelotação. Do total de casos registados, 1.418 correspondem a novos diagnósticos e 118 a retratamentos. Os homens continuam a ser os mais afetados, representando 64,4% dos casos, enquanto as crianças e jovens até aos 15 anos correspondem a 2,4%.

O relatório destaca ainda a maior vulnerabilidade da população migrante, cuja taxa de notificação é 2,7 vezes superior à média nacional. Em 2024, este grupo representou 39,1% dos casos, um aumento face aos 35,7% registados no ano anterior.

Apesar dos progressos, persistem desafios significativos. O tempo médio entre o início dos sintomas e o tratamento manteve-se nos 81 dias, um intervalo considerado elevado pelas autoridades de saúde. A demora na procura de cuidados continua a ser um dos principais obstáculos, o que reforça a necessidade de melhorar a literacia em saúde e a proximidade dos serviços. Em 2024, foram ainda notificados 36 casos de tuberculose multirresistente, mais 63,6% do que em 2023, concentrados sobretudo na região de Lisboa e Vale do Tejo. A maioria dos casos ocorreu em homens e em pessoas migrantes, principalmente oriundas de Angola, Brasil e Guiné-Bissau.

A taxa de sucesso do tratamento atingiu 82,1%, o valor mais elevado dos últimos anos, refletindo a qualidade do acompanhamento clínico em Portugal, embora ainda abaixo das metas internacionais. O relatório sublinha também o aumento do rastreio, com 4.315 casos de infeção latente tratados em 2024, o valor mais alto de sempre.

Apesar da evolução global positiva, a Direção-Geral da Saúde alerta para uma desaceleração no ritmo de redução da incidência entre 2020 e 2024, associada ao aumento da tuberculose multirresistente e à concentração da doença em grupos vulneráveis.

As autoridades recordam que a tuberculose é uma doença prevenível e com cura, apelando à sensibilização para sintomas como tosse persistente e perda de peso, bem como ao combate ao estigma, considerado essencial para promover o diagnóstico precoce e o acesso atempado a cuidados de saúde.

SO/LUSA

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Algoritmos da OMS podem duplicar número de crianças diagnosticadas com tuberculose e tratadas

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Mais de 73% dos idosos vacinados contra a gripe, mas meta da OMS fica por cumprir https://saudeonline.pt/mais-de-73-dos-idosos-vacinados-contra-a-gripe-mas-meta-da-oms-fica-por-cumprir/ https://saudeonline.pt/mais-de-73-dos-idosos-vacinados-contra-a-gripe-mas-meta-da-oms-fica-por-cumprir/#respond Fri, 06 Mar 2026 09:47:19 +0000 https://saudeonline.pt/?p=184250 No caso das pessoas com doenças crónicas, a cobertura da vacina da gripe foi de 85,4%, destacando-se valores particularmente elevados entre doentes com doença respiratória (89,7%), diabetes (88,9%) e doença cardiovascular (86%).

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Mais de 73% das pessoas com 65 ou mais anos já foram vacinadas contra a gripe na campanha deste ano, uma percentagem ligeiramente abaixo da meta de 75% definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os dados constam do quarto e último relatório do Vacinómetro, divulgado esta sexta-feira, uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), que desde 2009 acompanha, através de questionários, a taxa de cobertura da vacinação contra a gripe em Portugal.

De acordo com o estudo, 73,5% das pessoas com 65 ou mais anos foram vacinadas na campanha que começou no final de setembro, um valor que, pelo segundo ano consecutivo, deixa o país próximo da meta de 75% estabelecida pela OMS para este grupo etário.

Entre os idosos com 85 ou mais anos, a taxa de vacinação atingiu 88,5%, sendo que 59,2% afirmaram ter sido informados por um profissional de saúde de que lhes estava a ser administrada a vacina de dose elevada. No caso das pessoas com doenças crónicas, a cobertura vacinal foi de 85,4%, destacando-se valores particularmente elevados entre doentes com doença respiratória (89,7%), diabetes (88,9%) e doença cardiovascular (86%).

O relatório indica ainda que 64,7% dos profissionais de saúde com contacto direto com doentes foram vacinados, um aumento de 15 pontos percentuais face à época anterior. Já entre as grávidas, a taxa foi de 60,6%, enquanto 39,8% das crianças entre os seis e os 24 meses receberam a vacina.

Os autores do estudo sublinham que a cobertura global da amostra aumentou 14,4 pontos percentuais, passando de 47,4% para 61,8%, um crescimento considerado “particularmente expressivo” entre profissionais de saúde e doentes crónicos.

Alentejo lidera vacinação entre idosos

Entre a população com 65 ou mais anos, a maior percentagem de vacinação registou-se no Alentejo (85,4%), seguido do Centro (82,3%), Norte (81,3%), Algarve (80,7%), Madeira (79,5%), Área Metropolitana de Lisboa (75,7%) e Açores (75%).

A recomendação médica foi apontada como o principal motivo para a vacinação, referida por 33,1% dos inquiridos. Esta influência foi ainda mais relevante entre doentes crónicos (39,1%) e grávidas (65,7%), sendo os médicos de família responsáveis pela maioria das recomendações no grupo com 60 ou mais anos.

Quanto ao local de vacinação, 96,4% das pessoas com 85 ou mais anos receberam a vacina num centro de saúde, espaço também preferido pela maioria dos maiores de 65 anos (65,2%). Já entre os 60 e os 64 anos, a vacinação ocorreu sobretudo nas farmácias.

Para o presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, Jorge Ferreira, estes resultados representam um “marco importante” para a saúde pública em Portugal, destacando a “extraordinária cobertura” próxima dos 90% entre pessoas com 85 ou mais anos. “Este nível de proteção traduz-se numa menor probabilidade de complicações graves e numa redução significativa da pressão sobre os serviços de saúde”, afirmou.

Apesar de a meta da OMS continuar por atingir entre os maiores de 65 anos, o responsável considera que “o aumento consistente da cobertura vacinal na maioria dos grupos demonstra que se está claramente no rumo certo”.

O inquérito do Vacinómetro decorreu entre 18 e 24 de fevereiro. Segundo o mais recente relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS), entre 23 de setembro de 2025 e 1 de março foram vacinadas 2.560.440 pessoas contra a gripe em Portugal, das quais 1.385.748 no Serviço Nacional de Saúde e 1.172.114 nas farmácias.

SO/LUSA

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Estudo identifica mecanismo do sistema imunitário que explica pneumonia bacteriana grave após gripe

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Sociedade Portuguesa de Pneumologia apela ao diagnóstico precoce de défice de alfa-1 antitripsina https://saudeonline.pt/sociedade-portuguesa-de-pneumologia-apela-ao-diagnostico-precoce-de-defice-de-alfa-1-antitripsina/ Mon, 23 Feb 2026 14:55:42 +0000 https://saudeonline.pt/?p=183685 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Sociedade Portuguesa de Pneumologia apela ao diagnóstico precoce de défice de alfa-1 antitripsina aparece primeiro em Saúde Online.

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Guidelines latino-americanas para asma já têm versão portuguesa https://saudeonline.pt/guidelines-latino-americanas-para-asma-ja-tem-versao-portuguesa/ https://saudeonline.pt/guidelines-latino-americanas-para-asma-ja-tem-versao-portuguesa/#respond Fri, 13 Feb 2026 10:26:16 +0000 https://saudeonline.pt/?p=183299 A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) desenvolveram, em conjunto, a versão em português das recomendações do GEMA (Guía Española para el Manejo del Asma).

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O projeto GEMA, um guia para a abordagem da asma, resulta do trabalho colaborativo de especialistas de 18 sociedades médicas científicas de Espanha, América Latina e Portugal (SPP e SPAIC).  O objetivo do GEMA 5.5 em versão portuguesa é disponibilizar aos profissionais de saúde “um guia prático, baseado em evidência científica, para o diagnóstico, tratamento e seguimento da asma”, avança-se em comunicado.

Para Jorge Ferreira, presidente da SPP e coordenador do GEMA em representação desta sociedade, e Ana Morête, coordenadora do GEMA em representação da SPAIC, “a tradução e adaptação desta versão para português representa um passo decisivo para tornar este instrumento acessível aos profissionais de saúde em Portugal e em toda a comunidade lusófona”.

Continuando: “Mais do que uma versão linguística, este guia pretende ser uma ponte entre comunidades científicas, promovendo a partilha de conhecimento e boas práticas clínicas. Esperamos que esta edição contribua para a melhoria da qualidade assistencial prestada aos doentes com asma nos países de língua portuguesa.”

Segundo Pedro Carreiro Martins, presidente da SPAIC, “as orientações GEMA constituem um importante instrumento para a prática clínica em Imunoalergologia, ao permitirem otimizar a abordagem da asma, à luz da evidência científica mais recente”.

Na sua opinião, a disponibilização de um manual traduzido e adaptado à realidade nacional “elimina eventuais barreiras linguísticas e facilita a utilização desta ferramenta”.

Os dados mais recentes apontam para uma prevalência da asma em 7,1% na população portuguesa, o que significa que cerca de 570.000 portugueses adultos sofrem desta patologia, tornando-a numa das doenças crónicas mais comuns na nossa população.

Maria João Garcia

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