Newsletter CardioOnline - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/newsletters/newsletter-cardioonline/ Notícias sobre saúde Tue, 23 Apr 2024 11:28:47 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Newsletter CardioOnline - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/newsletters/newsletter-cardioonline/ 32 32 Sociedade de Cardiologia pede mais equipamentos pesados para diagnóstico https://saudeonline.pt/sociedade-de-cardiologia-pede-mais-equipamentos-pesados-para-diagnostico/ https://saudeonline.pt/sociedade-de-cardiologia-pede-mais-equipamentos-pesados-para-diagnostico/#respond Thu, 18 Apr 2024 09:09:24 +0000 https://saudeonline.pt/?p=158254 O presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia apelou hoje à tutela que aumente o investimento em equipamentos pesados para diagnóstico das doenças cardiovasculares, lembrando que há uma grande desigualdade na resposta, sobretudo no interior do país.

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“Para o diagnóstico da angina de peito, a nível do ambulatório, praticamente não há meios modernos de diagnóstico. Mesmo a nível hospitalar, por exemplo, para TAC [Tomografia Axial Computorizada] e Ressonância Magnética, que são instrumentos essenciais para cardiologia moderna, Portugal dispõe de poucos equipamentos, explicou Helder Pereira, que falava à Lusa a propósito do Congresso Português de Cardiologia, organizado pela SPC e que arranca na sexta-feira, em Vilamoura.

Mesmo os equipamentos que existem estão muito pouco disponíveis para cardiologia”, acrescentou o responsável, exemplificando que no hospital onde trabalha o serviço de cardiologia só dispõe da máquina durante “parte de uma tarde”.

O especialista, diretor do Serviço de Cardiologia no Hospital Garcia de Orta, defendeu a necessidade de trazer as doenças cardiovasculares – as que mais matam em Portugal – para o “topo da agenda”, sublinhando que, especialmente no interior do país, “as pessoas têm uma dificuldade enorme em ter acesso ao diagnóstico e tratamento”.

“As doenças cardiovasculares têm um peso muito grande na mobilidade e na mortalidade – 20 por cento das mortes prematuras antes dos 65 anos na Europa são por doença cardiovascular. Isso acontece por vários motivos, entre eles a ideia de que conseguimos tratar as pessoas”, disse o presidente da SPC.

A este respeito, contou que o Parlamento Europeu está a preparar um plano estratégico para a saúde cardiovascular, que visa “trazer para o topo da agenda as doenças cardiovasculares”.

“Nós fazemos, de facto, cardiologia de topo. Comparando com os países europeus, e até mesmo com os Estados Unidos, fazemos praticamente tudo o que se lá faz. Só que em Portugal existe, mas é para poucos”, disse.

Segundo o especialista, “Portugal tem serviço de cardiologia de topo em Lisboa, Porto e Coimbra. Mas, depois, no interior do país, a maior parte dos hospitais nem sequer serviço de cardiologia tem, o que representa uma iniquidade de cuidados territorial gritante”.

Mesmo na comunicação social, “o espaço dado às doenças cardiovasculares é muito menor do que, por exemplo, ao cancro, talvez porque se passa a ideia de que conseguimos tratar as pessoas”, considerou.

Helder Pereira lembrou ainda a importância da literacia e da prevenção nas doenças cardiovasculares.

A este respeito, disse que os médicos de Medicina Geral e Familiar “não têm ao seu dispor instrumentos básicos de diagnóstico das doenças que são mais prevalentes, como a angina de peito ou a insuficiência cardíaca”, o que atrasa o diagnóstico.

“Existe uma análise de sangue para diagnóstico da insuficiência cardíaca, mas é um exame dispendioso”, reconheceu.

No final do ano passado, um estudo revelou que um em cada seis portugueses com mais de 50 anos tem insuficiência cardíaca, um número que quase duplicou face às estimativas de há duas décadas, e cerca de 90% nem sequer sabe que tem.

Além da falta de diagnóstico, o presidente da SPC recorda que Portugal é dos países com menor número de doentes a quem se oferece reabilitação cardíaca.

“Tratamos os doentes agudos às vezes muito bem, mas depois eles não seguem programas de reabilitação e está mais do que demonstrado que reduzem a mortalidade e aumentam a qualidade de vida”.

No âmbito do Congresso Português de Cardiologia serão promovidas duas iniciativas relacionadas com a literacia em saúde: uma sessão de suporte básico de vida com alunos e professores de uma escola de Quarteira e o lançamento de um livro infantil que conta a história de um menino e dos primos que, através de manobras simples de suporte básico de vida, conseguem salvar o avô.

 

LUSA

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HTA

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“Portugal tem acesso a todas as tecnologias e tratamentos de ponta para as arritmias” https://saudeonline.pt/portugal-tem-acesso-a-todas-as-tecnologias-e-tratamentos-de-ponta-para-as-arritmias/ https://saudeonline.pt/portugal-tem-acesso-a-todas-as-tecnologias-e-tratamentos-de-ponta-para-as-arritmias/#respond Wed, 14 Feb 2024 11:59:56 +0000 https://saudeonline.pt/?p=155179 Arritmias, “a reunião mais importante da arritmologia nacional”, como afirma Diogo Cavaco, presidente da Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Eletrofisiologia da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, vai realizar-se a 16 e 17 de fevereiro, em Cascais.
De acordo com o cardiologista, o evento tem como objetivo fazer a atualização de grandes temas. Diogo Cavaco mostra-se orgulho com a “boa saúde” do tratamento de arritmias em Portugal.

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Vai realizar-se o Arritmias 2024. Quais os principais objetivos?
“Arritmias” é a reunião mais importante da arritmologia nacional. Na versão de 2024, temos como objetivo a atualização em grandes temas, como a prevenção da morte súbita cardíaca, dispositivos cardíacos (com especial enfoque no pacing fisiológico, na ressincronização e nos pacemakers “leadless”) e ablação de fibrilhação auricular e de taquicardia ventricular. Espera-se que os congressistas fiquem a par dos avanços na arritmologia e de que forma eles podem ajudar os seus doentes.

 

A que especialistas médicos se destina?  Não é apenas a arritmologistas, correto?
O público-alvo do “Arritmias 2024” é bastante alargado e inclui especialistas na área, assim como cardiologistas especializados noutras valências (clínica, insuficiência cardíaca, imagem), cirurgiões cardíacos, internistas e internos de Cardiologia, Cardiologia Pediátrica e Cirurgia Cardíaca. Esta participação multidisciplinar enriquece muito a discussão e partilha de conhecimentos.

 

Este evento tem também sessões dedicadas a enfermeiros e cardiopneumologistas. Qual a importância destes profissionais no que respeita ao tratamento e seguimento dos doentes com arritmias?
Os enfermeiros e cardiopneumologistas são parte essencial das nossas equipas – têm funções específicas muito importantes, tanto nos procedimentos (ablações, implantações de dispositivos), como no seguimento de doentes a longo prazo (como por exemplo, na avaliação de dispositivos, na educação dos doentes portadores de dispositivos, no garante da toma de medicação, na avaliação da qualidade de vida dos doentes). Esta reunião serve também para a partilha de experiências entre estes vários tipos de profissionais.

 

Qual o critério de construção do programa científico? Quer destacar alguma temática?
O programa científico tem vindo a ser construído nos últimos meses por elementos da Direção da Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Eletrofisiologia (APAPE) e do Instituto Português do Ritmo Cardíaco (IPRC). O objetivo é ter um programa abrangente, em que se incluam todas as áreas da Arritmologia. Uma vez que o público-alvo é mais alargado, temos também o cuidado de ter sessões que sejam de interesse para todos. Há também empenho na educação dos mais jovens – este ano, haverá uma mesa de casos-clínicos cuja organização é da responsabilidade de uma comissão de jovens eletrofisiologistas (“Young EPs”), assim como um mini-curso de Anatomia cardíaca para eletrofisiologistas e uma sessão de discussão de traçados eletrocardiográficos.

 

Vão ter sessões conjuntas com a sociedade brasileira e com a sociedade a europeia. Qual a importância deste tipo de networking com sociedades congéneres?
A partilha de saber com sociedades congéneres tem uma grande tradição nas reuniões organizadas pela APAPE. Estes momentos prestigiam o programa científico e contribuem para aproximar a nossa comunidade médica dos seus pares internacionais. O simpósio luso-brasileiro com a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC) já existe há mais de 20 anos e é sempre uma excelente oportunidade para troca de conhecimentos entre especialistas dos dois países. Temos o privilégio, este ano, de ter connosco o presidente e o coordenador científico da SOBRAC. A reunião conjunta com a European Heart Rhythm Association (EHRA), a associação científica da Sociedade Europeia de Cardiologia, que se dedica ao estudo das arritmias, é também sempre uma importante ocasião de troca de experiência. Este ano vai ser dedicada a documentos de consenso publicados pela EHRA e teremos entre nós autores dos mesmos.

 

Considera que Portugal está a nível dos outros países no que respeita ao tratamento das arritmias?
O tratamento das arritmias inclui áreas clínicas, farmacológicas e de intervenção. Temos em Portugal acesso a todas as tecnologias e tratamentos de ponta para as arritmias cardíacas. Os nossos registos de intervenção em Arritmias, de dispositivos cardíacos e de ablação incluem todos os centros nacionais e são uma boa “janela” de observação do que se faz em Portugal. O número de ablações tem vindo a crescer consistentemente ao longo dos anos, assim como da implantação de dispositivos cardíacos (pacemakers e desfirilhadores). São números que nos colocam na média dos outros países da União Europeia e que atestam a boa saúde do tratamento de arritmias em Portugal.

 

Quais as suas expectativas para esta reunião?
O programa científico está bastante equilibrado e interessante para um número alargado de profissionais médicos e não médicos. O interesse na reunião é elevado e, pelo número de inscritos até agora, temos noção de que se irá ultrapassar o número de congressistas dos anos anteriores. As expectativas são por isso elevadas – seguramente que será uma reunião em que a discussão e a aprendizagem de temas relacionados com as arritmias cardíacas será muito profícua.

 

SM

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“Os temas principais para esta Direção são a morte súbita cardíaca e a fibrilhação auricular”

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