NefroOnline - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/nefroonline/ Notícias sobre saúde Tue, 03 Mar 2026 10:06:10 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png NefroOnline - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/nefroonline/ 32 32 Inteligência artificial reconstrói informação espacial de células imunitárias mesmo após remoção https://saudeonline.pt/inteligencia-artificial-reconstroi-informacao-espacial-de-celulas-imunitarias-mesmo-apos-remocao/ Mon, 02 Mar 2026 14:52:44 +0000 https://saudeonline.pt/?p=184053 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Inteligência artificial reconstrói informação espacial de células imunitárias mesmo após remoção aparece primeiro em Saúde Online.

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Estudo espanhol mostra que personalização da hemodiálise reduz mortalidade em doentes renais https://saudeonline.pt/estudo-espanhol-mostra-que-personalizacao-da-hemodialise-reduz-mortalidade-em-doentes-renais/ Mon, 02 Feb 2026 10:56:10 +0000 https://saudeonline.pt/?p=182684 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Estudo espanhol mostra que personalização da hemodiálise reduz mortalidade em doentes renais aparece primeiro em Saúde Online.

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Hospital Curry Cabral realiza primeiro transplante renal totalmente robótico em Portugal https://saudeonline.pt/hospital-curry-cabral-realiza-primeiro-transplante-renal-totalmente-robotico-em-portugal/ https://saudeonline.pt/hospital-curry-cabral-realiza-primeiro-transplante-renal-totalmente-robotico-em-portugal/#respond Tue, 16 Dec 2025 10:10:54 +0000 https://saudeonline.pt/?p=181638 O Hospital Curry Cabral, em Lisboa, realizou o primeiro transplante renal integralmente por cirurgia robótica em Portugal, numa intervenção em que um pai doou um rim à filha, estando ambos a recuperar bem, anunciou a ULS São José.

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O Hospital Curry Cabral tornou-se o primeiro hospital em Portugal a realizar um transplante renal totalmente por cirurgia robótica. A intervenção, efetuada a 13 de novembro no Centro Hepato-Bilio-Pancreático e de Transplantação da ULS São José, envolveu a doação de um rim por um homem de 63 anos à filha, de 38, diagnosticada com nefropatia em 2024 e em diálise peritoneal desde então. Ambos os doentes estão a recuperar favoravelmente.

De acordo com a ULS São José, embora a nefrectomia do dador por via robótica já fosse realizada há mais de um ano na instituição, esta foi a primeira vez que também o implante do rim foi efetuado integralmente através desta tecnologia. O órgão foi implantado na fossa ilíaca direita da recetora.

Segundo a instituição, a cirurgia robótica permite uma recuperação mais rápida, menor tempo de internamento e uma redução das complicações. A plataforma robótica Da Vinci possibilita uma maior precisão cirúrgica, nomeadamente na realização das anastomoses vasculares e do ureter.

“O nível de ampliação e a destreza de movimentos do robô permitem executar todas as suturas com uma qualidade quase impossível de igualar na cirurgia convencional, traduzindo-se em maior segurança e melhor função e longevidade do rim transplantado”, explica o cirurgião João Santos Coelho, que comandou o robô.

Também citado no comunicado, o diretor do Centro Hepato-Bilio-Pancreático e de Transplantação, Hugo Pinto Marques, sublinha que este transplante robótico de dador vivo “é mais um exemplo das vantagens da cirurgia robótica”, destacando a menor agressão cirúrgica e a recuperação mais rápida dos doentes.

A presidente da ULS São José, Rosa Valente de Matos, considera que esta intervenção pioneira posiciona novamente a instituição “na vanguarda da inovação”, contribuindo para a melhoria da qualidade dos cuidados prestados e para a atração e retenção de talento.

Nas duas cirurgias participaram cirurgiões, anestesistas e enfermeiros da ULS São José, tendo estado também presente, como supervisor, Philippe Abreu, da Universidade do Colorado.

LUSA/SO

Notícia realizada 

Banco de córneas do Santo António duplica média anual de transplantes

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Doença renal crónica. “O objetivo final é criar um modelo de risco genético adaptado à população portuguesa” https://saudeonline.pt/doenca-renal-cronica-o-objetivo-final-e-criar-um-modelo-de-risco-genetico-adaptado-a-populacao-portuguesa/ https://saudeonline.pt/doenca-renal-cronica-o-objetivo-final-e-criar-um-modelo-de-risco-genetico-adaptado-a-populacao-portuguesa/#respond Wed, 10 Dec 2025 14:52:44 +0000 https://saudeonline.pt/?p=181402 Investigadores da Universidade de Coimbra foram distinguidos com o prémio “ANADIAL-Sociedade Portuguesa de Nefrologia” para criarem um modelo de risco genético de doença renal crónica, adaptado à população portuguesa.

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Elementos de trás (direita para a esquerda) – Ilda Ribeiro, Bárbara Oliveiros e Filipe Mira (esq.ª para a dt.ª – de pé); Isabel Carreira e Rui Alves (à frente)

Qual o impacto da doença renal crónica em Portugal e quem é mais afetado?

A doença renal crónica é hoje um dos grandes desafios de saúde pública. Afeta silenciosamente milhares de pessoas e, quando evolui para fases avançadas, altera por completo o dia a dia dos doentes — desde consultas e análises frequentes, até tratamentos exigentes como a hemodiálise.

Portugal destaca-se pela negativa ao apresentar uma das prevalências mais altas da Europa de doentes em terapêutica de substituição da função renal. Isto significa não só maior carga de doença, mas também maior impacto económico e social, já que a hemodiálise implica custos elevados e limitações importantes na vida dos doentes.

Os mais afetados continuam a ser sobretudo pessoas com hipertensão e diabetes, que são as causas mais frequentes de falência renal. No entanto, há um dado que preocupa particularmente: cerca de um quinto dos casos avança para insuficiência renal terminal sem causa identificada. É precisamente essa incerteza que nos leva a querer estudar melhor o papel da genética na progressão da doença.

 “Análise de fatores genéticos de progressão de doença renal na população portuguesa” é o título do vosso trabalho. Quais são os objetivos e a metodologia?

O nosso trabalho pretende perceber por que razão alguns doentes portugueses progridem mais rapidamente para doença renal crónica avançada, especialmente nos casos em que não se encontra uma causa identificável. Sabemos que fatores como hipertensão e diabetes têm um peso importante, mas a verdade é que, em cerca de 20% dos doentes, não há explicação clara para a falência renal — e é aqui que os fatores genéticos podem desempenhar um papel decisivo.

Para isso, o projeto segue uma abordagem em várias etapas: começámos por reunir toda a evidência científica existente sobre variantes genéticas ligadas à progressão da doença; de seguida, estamos a estudar doentes portugueses para identificar quais desses fatores estão presentes na nossa população; e por fim vamos acompanhar doentes ao longo do tempo para perceber se essas variantes podem realmente prever uma evolução mais rápida.

O objetivo final é criar um modelo de risco genético adaptado à população portuguesa, que permita identificar mais cedo os doentes em maior risco e melhorar a forma como os seguimos e tratamos.

“No fundo, este projeto tem potencial para melhorar a qualidade de vida dos doentes e tornar o acompanhamento mais eficiente e sustentável”

No final, que mais-valias poderão conseguir-se com os resultados deste trabalho?

Se conseguirmos identificar variantes genéticas que influenciam a progressão da doença, teremos uma ferramenta que pode transformar a forma como acompanhamos estes doentes.

Isso traduz-se em várias vantagens concretas:

  • Diagnóstico e vigilância mais precoces: identificar doentes em risco antes de perderem função renal de forma significativa.
  • Medicina personalizada: ajustar consultas, exames e terapêuticas ao perfil de risco de cada pessoa.
  • Maior eficácia dos tratamentos: intervir mais cedo tende a atrasar a progressão para hemodiálise.
  • Impacto económico relevante: atrasar o início da hemodiálise mesmo por alguns meses pode representar poupanças significativas para o sistema de saúde.
  • Contribuição científica para Portugal: atualmente não existe qualquer estudo que explore de forma estruturada os fatores genéticos da progressão da DRC na nossa população.

No fundo, este projeto tem potencial para melhorar a qualidade de vida dos doentes e tornar o acompanhamento mais eficiente e sustentável.

O que significa para a equipa o Prémio ANADIAL/Sociedade Portuguesa de Nefrologia?

Este prémio tem um significado muito especial. Em primeiro lugar, é um reconhecimento científico de que estamos a trabalhar numa área relevante e ainda pouco explorada em Portugal. Depois, representa também um impulso fundamental para o avanço do projeto, já que o financiamento recebido permite concretizar a fase laboratorial da investigação, que é particularmente exigente em termos de custos.

Para a equipa, é sobretudo uma motivação adicional: demonstra que existe interesse real em aprofundar o conhecimento sobre a doença renal crónica e reforça a responsabilidade de desenvolver um trabalho que possa vir a ter impacto na vida dos doentes portugueses.

Maria João Garcia

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Sociedades alertam que restrições na comparticipação colocam em risco doentes renais e transplantados https://saudeonline.pt/sociedades-alertam-que-restricoes-na-comparticipacao-colocam-em-risco-doentes-renais-e-transplantados/ https://saudeonline.pt/sociedades-alertam-que-restricoes-na-comparticipacao-colocam-em-risco-doentes-renais-e-transplantados/#respond Mon, 18 Aug 2025 09:49:45 +0000 https://saudeonline.pt/?p=178063 As sociedades portuguesas de Nefrologia e Transplantação pediram a revisão urgente de uma portaria que limita a comparticipação de medicamentos e dispositivos usados no controlo da diabetes, alegando que a medida pode comprometer o tratamento de milhares de doentes renais e transplantados.

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As sociedades portuguesas de Nefrologia (SPN) e de Transplantação (SPT) apelaram ao Ministério da Saúde para rever a Portaria n.º 170/2025/1, em vigor desde 8 de agosto, que restringe a comparticipação de determinados medicamentos e dispositivos apenas a prescrições feitas por algumas especialidades médicas.

Num comunicado conjunto, as duas associações alertam que a medida ignora a realidade de doentes crónicos e complexos, como os renais e os transplantados, colocando em causa o acesso a terapêuticas consideradas essenciais.

Em causa estão os análogos GLP-1, usados sobretudo no tratamento da diabetes tipo 2, e os dispositivos de monitorização da glicemia, fundamentais para ajustar o tratamento e garantir o controlo da doença. A portaria define que a comparticipação só se aplica a prescrições feitas por médicos de endocrinologia, nutrição, medicina interna, pediatria e medicina geral e familiar.

“O nefrologista, muitas vezes o especialista que acompanha mais de perto estes doentes, fica excluído, assim como os médicos das equipas de transplantação”, criticam as sociedades, lembrando que o controlo glicémico é determinante em todas as fases da doença renal, incluindo no pós-transplante.

Segundo a SPN e a SPT, a exclusão dos nefrologistas e transplantadores compromete a continuidade dos cuidados e pode afetar a adesão terapêutica, já que, para muitos doentes, a ausência de comparticipação inviabiliza o acesso ao tratamento.

“Esta restrição pode prejudicar milhares de doentes renais e transplantados, levando à interrupção ou ao não início da terapêutica”, sublinham, apelando à revisão urgente da portaria.

As duas sociedades defendem que a comparticipação dos análogos GLP-1 e dos dispositivos de monitorização da glicose seja alargada aos nefrologistas e às equipas de transplantação, permitindo um tratamento integrado e eficaz de todos os doentes que necessitam destas soluções.

LUSA

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Hemodiálise noturna: benefícios, desafios e impacto na vida dos doentes renais

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SNS gastou mais de mais de 236ME com tratamentos de hemodiálise no ano passado https://saudeonline.pt/sns-gastou-mais-de-mais-de-236me-com-tratamentos-de-hemodialise-no-ano-passado/ https://saudeonline.pt/sns-gastou-mais-de-mais-de-236me-com-tratamentos-de-hemodialise-no-ano-passado/#respond Tue, 12 Aug 2025 08:20:29 +0000 https://saudeonline.pt/?p=177982 A hemodiálise é a área convencionada que exige maior despesa ao Serviço Nacional de Saúde, de acordo com um relatório da Entidade Reguladora da Saúde.

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O Serviço Nacional de Saúde (SNS) financiou com mais de 236 milhões de euros a quase totalidade dos 907 utentes que fizeram tratamento de hemodiálise no ano passado, segundo os dados divulgados.

De acordo com a Entidade Reguladora da Saúde (ERS), dos 907 utentes que fizeram, em 2024, tratamentos de hemodiálise, 9% realizaram-nos em hospitais públicos e 91% em unidades privadas e sociais, sendo que o SNS financiou 98,6% (263.126.604 euros).

De acordo com a análise da ERS, esta é a área convencionada com maior despesa, tendo registado um aumento de 0,23% face a 2023. A hemodiálise representa, deste modo, 27,8% da despesa total do Estado com o setor convencionado, seguida pela área das análises clínicas, com 25,9%.

No final de 2024, existiam 106 unidades de hemodiálise privadas e sociais, maioritariamente nas áreas do Porto e Lisboa.

Na análise da distribuição por região, a ERS concluiu que as regiões da Área Metropolitana do Porto e Grande Lisboa são as que apresentam o maior número de unidades e que na NUTS III (nomenclatura de unidade territorial para fins estatísticos) do Alto Tâmega e Barroso não existe qualquer unidade privada, sendo o acesso garantido pelo setor público.

A 31 de dezembro de 2024 estavam 12.907 utentes inscritos em tratamentos de hemodiálise, dos quais 1.167 (9%) o recebiam em unidades hospitalares públicas. Os restantes 11.738 (91,0%) estavam a ser tratados em 106 unidades de diálise dos setores privado e social, quase todos (11.577, ou seja, 98,6%) financiados pelo SNS.

Face a 2023, o mercado manteve-se concentrado, com dois grupos a deter 72,5% da quota e com a ERS a apontar preocupações ao nível concorrencial em quatro regiões (Alentejo Litoral, Algarve, Beira Baixa, Terras de Trás-os-Montes), onde há “índices próximos do monopólio”.

“À semelhança dos anos anteriores, o grau de concentração do mercado dos cuidados de saúde de hemodiálise em Portugal continental é elevado, suscitando preocupações em matéria concorrencial, de acordo com as orientações da Comissão Europeia”, escreve o regulador.

Quanto ao tempo médio de deslocação, este elevou-se para 16 minutos e 31 segundos, embora 70% dos utentes sejam tratados na unidade mais próxima. Dos 11 indicadores de qualidade clínica, nove superaram os resultados de 2023 e apenas um não atingiu os objetivos da Direção-Geral da Saúde.

“Dado que continuam a observar-se as mesmas tendências potencialmente problemáticas, particularmente no que se refere ao financiamento, ao acesso e a fatores concorrenciais, a ERS continuará a acompanhar, de forma regular, a área dos cuidados de hemodiálise”, conclui o regulador.

SO/LUSA

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Faz sentido repensar o financiamento da hemodiálise em Portugal?

 

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