MGFonline - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/mgfonline/ Notícias sobre saúde Mon, 08 Jun 2026 11:34:45 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png MGFonline - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/mgfonline/ 32 32 FAES FARMA organiza mais um podcast sobre gota ou artrite gotosa para alertar para doença crónica e sistémica https://faesfarma.pt/podcast/conversas-gota-a-gota/?utm_source=saudeonline&utm_medium=saudeonline&utm_campaign=saudeonline#new_tab https://faesfarma.pt/podcast/conversas-gota-a-gota/?utm_source=saudeonline&utm_medium=saudeonline&utm_campaign=saudeonline#new_tab#respond Tue, 09 Jun 2026 09:32:16 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187516 A FAES FARMA está a organizar podcasts para abordar a temática "A Gota e a Hiperuricemia na prática clínica". A iniciativa destina-se exclusivamente a profissionais de saúde e tem como objetivo alertar para a artrite gotosa que costuma ser tratada como doença aguda, apesar de ser crónica e sistémica.

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A gota ou artrite gotosa afeta cerca de 2% da população portuguesa, mas continua a ser frequentemente abordada como uma doença aguda quando é, na verdade, uma doença crónica e sistémica. O Conversas Gota a Gota é um podcast dirigido a profissionais de saúde que reúne quatro especialidades — Medicina Geral e Familiar, Medicina Interna, Reumatologia e Cardiologia — para discutir a gota e a hiperuricemia a partir da prática clínica de cada uma.

Ao longo dos episódios, a moderadora Fernanda Freitas conversa com especialistas sobre os pontos onde o acompanhamento da doença mais falha: a identificação precoce da hiperuricemia, a inércia terapêutica na titulação, o alvo de uricemia <6 mg/dL que raramente se atinge, e a articulação entre especialidades ao longo do percurso do doente.

A inscrição pode ser feita AQUI.

SO/COMUNICADO

 

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Consulta para Utentes Migrantes sem Critérios de Inscrição reforça resposta dos CSP da ULS Póvoa de Varzim/Vila do Conde https://saudeonline.pt/consulta-para-utentes-migrantes-sem-criterios-de-inscricao-reforca-resposta-dos-csp-da-uls-povoa-de-varzim-vila-do-conde/ https://saudeonline.pt/consulta-para-utentes-migrantes-sem-criterios-de-inscricao-reforca-resposta-dos-csp-da-uls-povoa-de-varzim-vila-do-conde/#respond Wed, 03 Jun 2026 08:16:24 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187523 Departamento de Saúde Familiar e Comunitária: Assunção Magalhães, Enfermeira Gestora, Helena Almeida, Gestora de Departamento, Vera Pires, Médica Assistente Graduada de MGF

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Em março de 2025, na sequência de uma proposta apresentada pelo Departamento de Saúde Familiar e Comunitária e aprovada pelo Conselho de Administração da ULS Póvoa de Varzim/Vila do Conde, foi implementada, no âmbito dos Cuidados de Saúde Primários (CSP), uma resposta assistencial especificamente dirigida a utentes migrantes sem critérios de inscrição em equipa de saúde familiar residentes na área de abrangência da ULS.

A criação desta consulta resultou da identificação de necessidades concretas no acesso aos CSP por parte de populações migrantes particularmente vulneráveis, frequentemente sem enquadramento nos mecanismos habituais de atribuição de equipa de saúde familiar e confrontadas com dificuldades acrescidas no acesso, continuidade e acompanhamento em saúde.

Desde a sua implementação e decorridos 14 meses de atividade, foram referenciados a esta consulta 427 utentes, 164 no âmbito da saúde materna, 263 no âmbito da saúde infantil, provenientes de 34 países distintos. Esta consulta permitiu a realização de cerca de 1.564 consultas, por médico e enfermeiro, distribuídas entre 829 consultas na área da saúde materna e 735 consultas na área de saúde infantil e juvenil. Estes números evidenciam não apenas a procura crescente desta resposta assistencial, mas também a importância de estruturas organizadas e diferenciadas capazes de assegurar cuidados adequados a populações em situação de maior vulnerabilidade social e administrativa.

A consulta foi estruturada com particular atenção à proteção da saúde materna e infantil, reconhecendo que a gravidez, o período pós-parto, a infância e a juventude constituem etapas particularmente sensíveis do ciclo de vida, nas quais o acesso atempado, o acompanhamento adequado e continuado aos cuidados de saúde, assumem um impacto determinante na promoção da saúde e prevenção da doença e podem influenciar de forma decisiva os resultados em saúde ao longo da vida.

No âmbito da saúde materna, esta resposta tem permitido assegurar a vigilância da gravidez, o acompanhamento clínico regular, a referenciação para cuidados hospitalares sempre que necessário, o apoio na compreensão dos diferentes momentos do seguimento pré-natal e a atualização do Plano Nacional de Vacinação (PNV). Em muitos casos, as mulheres/casais grávidos, em acompanhamento nesta consulta, apresentam dificuldades no conhecimento dos circuitos de acesso ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), barreiras linguísticas ou ausência de acompanhamento prévio estruturado, o que reforça a importância de uma resposta especificamente organizada para esta população migrante.

Na área da saúde infantil e juvenil, o acompanhamento realizado tem permitido a vigilância do crescimento e desenvolvimento, o cumprimento do Plano Nacional de Vacinação, a deteção precoce de situações de risco e o apoio às famílias na integração nos cuidados de saúde. Para muitas destas crianças e jovens, esta consulta constitui o primeiro contacto regular e estruturado com os CSP, assumindo um papel relevante na promoção da saúde e na redução de desigualdades no acesso aos cuidados.

Para além do acompanhamento clínico, a capacitação dos utentes migrantes para uma utilização mais informada e autónoma do SNS tem sido fundamental. Ao longo do percurso assistencial, os profissionais esclarecem os utentes sobre os procedimentos necessários à sua integração nos cuidados de saúde, nomeadamente na obtenção da documentação necessária para a inscrição numa equipa de saúde familiar, sempre que reúnam os requisitos previstos para o efeito.

Esta orientação e capacitação têm permitido que muitos utentes beneficiem de um acompanhamento de proximidade e de continuidade de cuidados numa equipa de saúde familiar.

Paralelamente, a equipa tem assegurado a articulação e o encaminhamento para as diferentes respostas assistenciais existentes na ULS Póvoa de Varzim/Vila do Conde e na comunidade, promovendo o acesso aos cuidados ajustados às necessidades identificadas. Esta intervenção integrada tem contribuído para uma resposta clínica, social e preventiva mais eficaz, reforçando a coordenação dos cuidados e a utilização adequada dos recursos disponíveis.

Contudo, a relevância desta consulta ultrapassa largamente os números da atividade realizada, sendo caracterizada por uma forte componente humana, social e cultural. A diversidade de origens, idiomas, culturas e percursos de vida das pessoas acompanhadas exige dos profissionais de saúde um esforço permanente de adaptação das estratégias de comunicação e intervenção. A barreira linguística constitui frequentemente um dos principais desafios identificados, tornando necessária a utilização de diferentes abordagens que permitam assegurar uma correta compreensão das orientações transmitidas e uma efetiva participação dos utentes nas decisões relacionadas com a sua saúde.

Também as diferenças culturais relacionadas com a gravidez, a parentalidade, a vacinação, a alimentação, a prevenção da doença ou a utilização dos serviços de saúde exigem uma abordagem baseada no respeito, na escuta ativa e na compreensão das especificidades de cada pessoa e família. Esta adaptação cultural tem sido essencial para a construção de relações de confiança e para a promoção da adesão aos cuidados de saúde recomendados.

A implementação e manutenção desta resposta têm exigido um significativo esforço organizacional e assistencial por parte das equipas dos CSP da ULS Póvoa de Varzim/Vila do Conde. Médicos, enfermeiros, assistentes técnicos e outros profissionais envolvidos têm contribuído para a construção de uma resposta integrada, inclusiva e centrada nas necessidades dos utentes, procurando assegurar que nenhuma grávida, criança ou jovem fica privado do acompanhamento de saúde recomendado por ausência de enquadramento numa equipa de saúde familiar.

Ao longo deste primeiro ano de atividade, esta consulta tem vindo a afirmar-se como uma resposta relevante no âmbito da promoção da equidade em saúde, reforçando o papel dos CSP enquanto estrutura de proximidade, inclusão e acesso universal aos cuidados de saúde.

A experiência desenvolvida demonstra que a criação de respostas flexíveis e adaptadas às realidades demográficas e sociais atuais constitui um instrumento fundamental para garantir que os cuidados de saúde chegam efetivamente a quem deles necessita, permitindo responder de forma mais próxima, humanizada e integrada.

Os resultados alcançados evidenciam o impacto positivo desta iniciativa, não apenas pelo número de consultas realizadas, mas sobretudo pela capacidade de assegurar o acompanhamento clínico adequado, promover a integração dos utentes nos serviços de saúde e criar melhores oportunidades de saúde para grávidas, crianças e jovens migrantes sem equipa de saúde familiar atribuída. Desta forma, reforça-se o compromisso dos CSP da ULS Póvoa de Varzim/Vila do Conde com a equidade, a inclusão e o acesso universal aos cuidados de saúde.

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Manual de boas práticas quer ajudar profissionais de saúde a lidar com imigrantes

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FAES FARMA organiza podcasts sobre gota ou artrite gotosa para alertar para doença crónica e sistémica https://faesfarma.pt/podcast/conversas-gota-a-gota/?utm_source=saudeonline&utm_medium=saudeonline&utm_campaign=saudeonline#new_tab https://faesfarma.pt/podcast/conversas-gota-a-gota/?utm_source=saudeonline&utm_medium=saudeonline&utm_campaign=saudeonline#new_tab#respond Tue, 02 Jun 2026 15:26:42 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187507 A FAES FARMA está a organizar podcasts para abordar a temática "A Gota e a Hiperuricemia na prática clínica". A iniciativa destina-se exclusivamente a profissionais de saúde e tem como objetivo alertar para a artrite gotosa que costuma ser tratada como doença aguda, apesar de ser crónica e sistémica.

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A gota ou artrite gotosa afeta cerca de 2% da população portuguesa, mas continua a ser frequentemente abordada como uma doença aguda quando é, na verdade, uma doença crónica e sistémica. O Conversas Gota a Gota é um podcast dirigido a profissionais de saúde que reúne quatro especialidades — Medicina Geral e Familiar, Medicina Interna, Reumatologia e Cardiologia — para discutir a gota e a hiperuricemia a partir da prática clínica de cada uma.

Ao longo dos episódios, a moderadora Fernanda Freitas conversa com especialistas sobre os pontos onde o acompanhamento da doença mais falha: a identificação precoce da hiperuricemia, a inércia terapêutica na titulação, o alvo de uricemia <6 mg/dL que raramente se atinge, e a articulação entre especialidades ao longo do percurso do doente.

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Infeções sexualmente transmissíveis. “Temos de aumentar a acessibilidade ao rastreio em consultas e de forma anónima e confidencial” https://saudeonline.pt/infecoes-sexualmente-transmissiveis-temos-de-aumentar-a-acessibilidade-ao-rastreio-em-consultas-e-de-forma-anonima-e-confidencial/ https://saudeonline.pt/infecoes-sexualmente-transmissiveis-temos-de-aumentar-a-acessibilidade-ao-rastreio-em-consultas-e-de-forma-anonima-e-confidencial/#respond Tue, 02 Jun 2026 08:19:09 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187467 De acordo com o estudo português “Perceção da população portuguesa sobre as infeções sexualmente transmissíveis”, apresentado no ID Symposium 2026, 45% dos portugueses não realizam exames de rastreio e 59% têm vergonha de os fazer. Para Rita Maciel Barbosa, assistente Graduada em Medicina Geral e Familiar e coordenadora do Centro Integrado de Saúde Sexual do Porto, é preciso falar mais do assunto e desmistificar ideias como sexo oral é mais seguro mesmo sem preservativo.

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Atualmente, quais são as infeções sexualmente transmissíveis (IST) mais preocupantes?

O Centro de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) lançou recentemente um novo documento onde chama a atenção para o número crescente de casos de gonorreia e de sífilis que, neste momento, são consideradas talvez as IST mais preocupantes. Não podemos esquecer a infeção por clamídia – uma das infeções bacterianas também bastante prevalente.

Quem é mais afetado? Os mais jovens ou também existe um risco acrescido nos mais velhos?

No que diz respeito às três IST acima referidas, a população mais afetada tem sido a população jovem. Estamos a falar da população entre os 20 -24 anos nas mulheres e dos 25 aos 34 na população masculina. Por outro lado, quanto às diferenças entre géneros, no caso da gonorreia e da sífilis destaca-se o sexo masculino, e no caso da clamídia, em grande parte dos países da Europa continua a destacar-se o sexo feminino.

Mas se estivermos, por exemplo, a falar de VIH, é importante relembrar os dados do Relatório Nacional, onde se chama a atenção para o facto de que a maioria dos casos de diagnóstico de VIH, por transmissão heterossexual, ser em pessoas mais velhas, com idade igual ou superior a 50 anos.

“… ter uma IST não quer dizer nada sobre o número de parceiros sexuais ou as práticas sexuais da pessoa, muito menos sobre o tipo de pessoa que é. Basta ter uma relação sexual desprotegida para ser infetado por uma IST”

De acordo com o estudo, 45% dos portugueses não realizam exames de rastreio a IST. Porquê?

O próprio estudo dá, em si mesmo, algumas pistas sobre os motivos. Parece-me que existem vários fatores. Estamos a falar da população geral, que ainda não está muito sensibilizada para o tema, porque se falarmos de grupos de população vulnerável, provavelmente teremos taxas de rastreio muito superiores, uma vez que estas pessoas estão mais sensibilizadas para esta questão.

Cada vez se fala mais sobre o tema na comunicação social; têm saído mais notícias, nomeadamente durante os últimos dois anos, mas continua a não ser um tema sobre o qual se fala com profundidade entre as pessoas, nem com os profissionais de saúde. E os estudos demonstram isso.

Existe talvez uma desvalorização do assunto, sob ideias como aquela “só acontece aos outros e a pessoas com determinados comportamentos sexuais, mais promíscuos”. Ou seja, existem, ainda, preconceitos e mitos – as IST só atingem determinado tipo de população – o que não é verdade. Em boa verdade, ter uma IST não quer dizer nada sobre o número de parceiros sexuais ou as práticas sexuais da pessoa, muito menos sobre o tipo de pessoa que é. Basta ter uma relação sexual desprotegida para ser infetado por uma IST.

De acordo com o estudo, poderia indicar-me exemplos de desinformação/desconhecimento sobre diferentes IST?

Percebemos que existe desconhecimento sobre as diferentes IST. As pessoas ainda associam muito a palavra IST à infeção por VIH e desconhecem a epidemiologia atual, nomeadamente quanto às infeções por gonorreia, sífilis ou clamídia. Por outro lado, as IST são associadas a práticas sexuais penetrativas e a prática de sexo oral continua a ser muito desvalorizada, como sendo igualmente de risco, em caso de não ser protegida. Claro que os mitos e preconceitos, ou as barreiras identificadas no acesso a cuidados de saúde sexual por parte da população, também vão contribuir para essa desinformação. Os próprios profissionais de saúde descrevem sentir dificuldades nesta área, quer na abordagem comunicacional, quer no conhecimento técnico.

“E é urgente recuperarmos uma campanha preventiva, nomeadamente sobre o uso do preservativo, associado ao prazer sexual, tal como se trabalhou tão bem nos anos 90. Observa-se um abandono deste comportamento seguro, nomeadamente entre a população jovem”

O que mais contribui para estes resultados?

São estes vários fatores, é o desconhecimento, os mitos, as barreiras comunicacionais, e também temos aqui outra barreira, que é o facto de, por vezes, o acesso aos rastreios ainda não estar facilitado. Temos de trabalhar mais para aumentar a acessibilidade ao rastreio, quer em consultas, mas também de forma anónima e confidencial, para ultrapassar algumas barreiras.

O estudo deixa algumas recomendações, nomeadamente para os profissionais de saúde?

Acima de tudo, o estudo levanta aqui uma questão: existem necessidades identificadas, estudadas, é preciso priorizar este assunto, normalizar a sua abordagem numa consulta médica. É preciso falar-se por rotina sobre sexualidade, respeitando, naturalmente, os princípios do respeito e ausência de juízo de valor. É preciso normalizar a questão das IST e o acesso aos rastreios. Se eu tenho atividade sexual (desprotegida), é importante fazer rastreios, ponto final.

E é urgente recuperarmos uma campanha preventiva, nomeadamente sobre o uso do preservativo, associado ao prazer sexual, tal como se trabalhou tão bem nos anos 90. Observa-se um abandono deste comportamento seguro, nomeadamente entre a população jovem.

Maria João Garcia

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Infeções sexualmente transmissíveis atingem níveis recorde na Europa e ECDC alerta para falhas na prevenção

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Sindicato critica ULS do Alto Ave por proibir férias acordadas a médicos de família https://saudeonline.pt/sindicato-critica-uls-do-alto-ave-por-proibir-ferias-acordadas-a-medicos-de-familia/ Tue, 02 Jun 2026 08:18:35 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187485 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Sindicato critica ULS do Alto Ave por proibir férias acordadas a médicos de família aparece primeiro em Saúde Online.

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Universidade do Porto testa modelo de prescrição cultural para melhorar a saúde da população https://saudeonline.pt/universidade-do-porto-testa-modelo-de-prescricao-cultural-para-melhorar-a-saude-da-populacao/ https://saudeonline.pt/universidade-do-porto-testa-modelo-de-prescricao-cultural-para-melhorar-a-saude-da-populacao/#respond Tue, 02 Jun 2026 08:10:24 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187483 A partir do momento da prescrição cultural, o processo passa a ser gerido por um link worker, que pode ser um assistente social, responsável pelo acompanhamento do doente e a elaboração de um relatório.

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A Universidade do Porto (U.Porto) está a desenvolver um modelo para integrar a prescrição cultural nas políticas de saúde, permitindo aos médicos receitar atividades culturais a doentes com ansiedade ou depressão ligeira na região Norte a partir de 2027.

“Estamos a falar de um médico ou um psicólogo prescreverem a um paciente com ansiedade, depressão ligeira, stress ou pré-burnout a participação, por 10 semanas, em atividades em grupo que implicam sempre alguma criatividade, desenvolvidas por artistas ou mediadores culturais certificados, nos museus que integram o consórcio”, explicou hoje à Lusa a vice-reitora da U.Porto, Fátima Vieira.

A responsável revelou que o modelo está a ser “desenvolvido e testado” na própria universidade, com dois grupos de estudantes, e aguarda o financiamento da CCDR-N, pelo que “2027 poderá começar já com este projeto em marcha”.

Prescrição Cultural é o nome do projeto e do consórcio que a U.Porto lidera e que integra também a Universidade do Minho, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Mouro, seis museus, a Direção-Geral da Saúde, a Ordem dos Médicos e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N). Questionada sobre se, a médio prazo, este modelo pode fazer parte do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a vice-reitora da U.Porto disse acreditar que sim.

A responsável sustenta que, “em termos económicos, há um impacto muito visível” desta estratégia, porque “se as pessoas estiverem mais felizes escusam de tomar tantos ansiolíticos”. “São mais produtivas também [as pessoas]. E, portanto, essa parte das vantagens, dos benefícios e do impacto que tem na própria economia também está muito bem estudada e será certamente um fator a ter em conta também pelo nosso Governo”.

Os doentes têm de ser referenciados pelas Unidades Locais de Saúde. “Esse é também um dos passos que estamos a tomar: oferecer formação, ou pelo menos informação. Temos um curso de formação de 25 horas para médicos e psicólogos, inteiramente gratuito. Se não tiverem disponibilidade para isso, pelo menos temos uma tarde de formação para que todos percebam quais são os princípios”, garantiu Fátima Vieira.

Os facilitadores da atividade “são sempre artistas ou mediadores culturais que não querem ser psicólogos nem terapeutas mas têm um curso de formação de 52 horas que os prepara a trabalhar com grupos e a gerir também situações de ansiedade que possam surgir”.

A partir do momento da prescrição, o processo passa a ser gerido por um link worker, que pode ser um assistente social, responsável pelo acompanhamento do doente e a elaboração de um relatório. Esse documento vai servir para que, “o médico no Serviço Nacional de Saúde possa ter todos os elementos e decidir aquilo que pode fazer”, acrescenta a vice-reitora.

A prescrição cultural já é usada noutros países, mas foi um projeto dinamarquês e sueco chamado Vitamina Cultural que inspirou a U.Porto. “Essa ideia da vitamina cultural parece muito interessante. Porque também dá uma ideia exata daquilo que é feito ou daquilo que se pode permitir fazer. Se estivermos doentes, quando tomamos uma vitamina, ficamos mais fortes, mas não ficamos necessariamente curados. O paciente poderá ficar mais forte, mas tem que continuar com a medicação e com os tratamentos que tenham sido prescritos”, explica Fátima Vieira.

Na terça-feira, no 3.º Encontro Internacional de Prescrição Cultural, a U.Porto vai falar sobre o modelo em desenvolvimento desde há três anos, a partir de inspirações do Norte da Europa, tendo em vista integrar a cultura nas políticas de saúde e bem-estar em Portugal, contribuindo para a “Estratégia Nacional de Saúde e Cultura” em preparação pela Direção-Geral da Saúde. Para além da formação e do desenvolvimento do projeto, a U.Porto está também a “produzir evidência científica” sobre o tema.

SO/LUSA

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