Infectonline - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/infectonline/ Notícias sobre saúde Thu, 18 Jun 2026 10:05:52 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Infectonline - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/infectonline/ 32 32 Gilead, GeSIDA e APECS desenvolvem primeiros algoritmos clínicos para melhorar cuidados em VIH na população migrante e em quem pratica chemsex https://saudeonline.pt/gilead-gesida-e-apecs-desenvolvem-primeiros-algoritmos-clinicos-para-melhorar-cuidados-em-vih-na-populacao-migrante-e-em-quem-pratica-chemsex/ https://saudeonline.pt/gilead-gesida-e-apecs-desenvolvem-primeiros-algoritmos-clinicos-para-melhorar-cuidados-em-vih-na-populacao-migrante-e-em-quem-pratica-chemsex/#respond Wed, 17 Jun 2026 10:17:42 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187700 Estes algoritmos procuram dar resposta às necessidades de duas populações com necessidades médicas ainda não satisfeitas na área de VIH, para os quais continuam a não existir protocolos homogéneos de abordagem em Espanha e Portugal.

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O Grupo de Estudo da SIDA (GeSIDA) e a Associação Portuguesa para o Estudo Clínico da SIDA (APECS), com a colaboração da Gilead Sciences, impulsionaram o desenvolvimento dos primeiros algoritmos para otimizar a identificação e a abordagem clínica de pessoas migrantes com VIH e de pessoas com VIH que praticam chemsex, promovendo uma resposta multidisciplinar e adaptada às necessidades específicas destas populações em Espanha e Portugal.

Esses algoritmos foram criados para dar uma resposta prática e abrangente a desafios assistenciais para os quais ainda não existem protocolos homogéneos nos dois países, traduzindo para a prática clínica recomendações concretas e implementáveis a diferentes níveis, orientadas para melhorar o acesso aos cuidados de saúde, a continuidade assistencial, a adesão ao tratamento e a saúde a longo prazo.

Estas linhas estratégicas inscrevem-se no âmbito do MOVIHMENTO AHORA, uma iniciativa da GeSIDA e da Gilead, que conta com o apoio da Associação RIS, CESIDA e SEISIDA, que promove uma evolução na abordagem da infeção por VIH, colocando o foco na forma de acompanhar as pessoas com o vírus ao longo da sua vida e na importância de escolher estratégias terapêuticas capazes de manter a sua cobertura de forma sustentada1.

Nas palavras de Marisa Álvarez, Medical Affairs Director da Gilead Sciences para Espanha e Portugal, “na Gilead, acreditamos que a abordagem ao VIH deve integrar uma visão global e centrada na pessoa, que enquadre a sua saúde sob diferentes perspetivas e ao longo das várias fases da sua vida. Com o MOVIHMENTO AHORA, damos mais um passo nesse compromisso, apoiando as estratégias de cuidados que tenham em conta a complexidade real da vida das pessoas com VIH, especialmente aquelas com necessidades médicas importantes não atendidas, e que contribuam para proteger a sua saúde hoje e a longo prazo. Porque a vida é TUDO, menos simples.”

Sobre esta iniciativa, a GeSIDA destacou a importância da colaboração multidisciplinar entre as equipas de Espanha e Portugal para o desenvolvimento de soluções adaptadas aos desafios atuais do tratamento da infeção por VIH. “Na GeSIDA, acreditamos que partilhar perspetivas diversas face a desafios comuns é fundamental para enriquecer as abordagens e avançar no sentido de respostas mais eficazes e centradas nas pessoas”, refere a María Velasco, infeciologista do Hospital de Alcorcón e Presidente da GeSIDA.

Por seu lado, Fernando Maltez, presidente da APECS e infeciologista na Unidade Local de Saúde São José, em Lisboa, apoia esta visão e destaca o valor de estratégias colaborativas para uma prestação de cuidados mais eficaz. “A colaboração entre as nossas sociedades é fundamental para promover uma intervenção mais uniforme, eficaz e produtiva, especialmente em áreas como a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da infeção por VIH nas nossas populações”, destaca.

Um primeiro passo para avançar rumo a cuidados mais personalizados

Os algoritmos resultam do trabalho conjunto de equipas multidisciplinares de Espanha e Portugal, coordenadas por María Velasco, infeciologista no Hospital de Alcorcón e presidente da GeSIDA, e María Martínez, infeciologista no Hospital Clínic de Barcelona. Com base no consenso e na integração das perspetivas de profissionais de infeciologia, psiquiatria, enfermagem, psicologia e representantes da comunidade, estes algoritmos pretendem transferir para a prática clínica recomendações concretas e aplicáveis, de acordo com os recursos disponíveis em cada contexto.

No caso da população migrante, o algoritmo aborda áreas-chave, como o acesso ao sistema, a avaliação inicial e a retenção nos cuidados, dando prioridade à eliminação de barreiras, à flexibilidade organizacional e à adaptação à heterogeneidade e vulnerabilidade destas pessoas. Os cuidados clínicos da infeção por VIH e outras infeções centram–se numa história clínica completa, no início ou reinício rápido do tratamento antirretroviral, no controlo virológico precoce e na prevenção de coinfeções, como as da hepatite B e C, e de patologias importadas. Além disso, a abordagem prevê uma avaliação proativa e contínua da saúde mental, do impacto da jornada migratória e do estatuto de migrante, bem como do estigma, facilitando o acesso a recursos comunitários, sociais e jurídicos. Tudo isto, através de uma comunicação eficaz e culturalmente sensível, apoiada por mediadores-intérpretes, materiais adaptados e um ambiente seguro que promova a confiança e, consequentemente, a continuidade dos cuidados.

Por seu lado, as recomendações do algoritmo centrado nas pessoas que praticam chemsex estruturam-se em quatro eixos complementares: uma identificação proativa e sensível do chemsex, incorporando perguntas de rastreio e uma linguagem acessível que facilite a deteção precoce; um tratamento clínico adequado do VIH e das IST, orientado para reforçar a adesão ao tratamento antirretroviral, manter o controlo da carga viral e prevenir o aparecimento de resistências, considerando possíveis interações com as substâncias recreativas utilizadas no chemsex e as dificuldades associadas a estas práticas; uma abordagem integral das comorbidades e dos aspetos psicossociais, que contemple de forma sistemática a saúde mental e sexual, com o objetivo de oferecer uma atenção mais global e coordenada; e um apoio inicial e acompanhamento contínuo, centrado na pessoa, isento de julgamentos e baseado numa entrevista motivacional, que facilite a ligação sustentada aos recursos de saúde, comunitários e psicossociais disponíveis.

Este trabalho concretizou-se em dois trípticos que servirão de base para a divulgação inicial das recomendações através de diversos canais científicos e profissionais. Esses materiais incluem também um repositório digital de recursos e ferramentas de interesse tanto para os profissionais de saúde como para as pessoas com VIH e estão disponíveis nos sites de cada uma das sociedades.

Com eles, o projeto MOVIHMENTO AHORA continua a dar passos para consolidar um modelo de cuidados mais equitativo e sensível à complexidade real da vida das pessoas com VIH, com o objetivo comum de proteger o seu bem-estar hoje e no futuro.

COMUNICADO

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Hantavírus. União Europeia recebe antiviral experimental doado pelo Japão https://saudeonline.pt/hantavirus-uniao-europeia-recebe-antiviral-experimental-doado-pelo-japao/ Fri, 29 May 2026 08:29:15 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187402 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Hantavírus. União Europeia recebe antiviral experimental doado pelo Japão aparece primeiro em Saúde Online.

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DGS alerta que desconfiança nas vacinas está a levar ao ressurgimento de doenças no mundo https://saudeonline.pt/dgs-alerta-que-desconfianca-nas-vacinas-esta-a-levar-ao-ressurgimento-de-doencas-no-mundo/ https://saudeonline.pt/dgs-alerta-que-desconfianca-nas-vacinas-esta-a-levar-ao-ressurgimento-de-doencas-no-mundo/#respond Wed, 27 May 2026 09:58:46 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187348 Rita Sá Machado salientou que os portugueses e os residentes no país podem confiar que “é seguro se vacinarem”, alegando que, se assim não fosse, as vacinas contra as várias doenças não estariam disponíveis e não seriam recomendadas pelas autoridades de saúde.

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 A diretora-geral da Saúde alertou que a desconfiança nas vacinas em determinadas partes do mundo está a originar o ressurgimento de doenças como o sarampo, assegurando aos portugueses que é seguro vacinarem-se. “Todos nós estamos a ver claramente o que é que a desconfiança nas vacinas provoca noutros locais do mundo. Neste momento, já temos ressurgimento de sarampo em muitos dos estados dos EUA”, referiu Rita Sá Machado aos deputados da comissão parlamentar de Saúde.

A responsável da Direção-Geral da Saúde (DGS), que assumiu o cargo após a pandemia, em novembro de 2023, falava numa audição pedida pela bancada do Chega sobre a transparência contratual, comunicação pública do risco, farmacovigilância e eventual responsabilidade do Estado no âmbito da vacinação contra a covid-19.

Rita Sá Machado salientou que os portugueses e os residentes no país podem confiar que “é seguro se vacinarem”, alegando que, se assim não fosse, as vacinas contra as várias doenças não estariam disponíveis e não seriam recomendadas pelas autoridades de saúde. Referiu ainda que a desconfiança que se verifica na vacinação em alguns locais do mundo “já não é um pormenor”, mas sim “algo bastante importante” que está a levar ao reaparecimento de doenças que se consideravam erradicadas, como é o caso do sarampo.

Sobre a covid-19, Rita Sá Machado recorreu a um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estima que a vacinação contra o coronavírus tenha evitado cerca de 1,6 milhões de mortes na Europa. “É importante olharmos para quaisquer que sejam os potenciais efeitos adversos de vacina ou medicamentos, mas é igualmente importante olhar para todas as vidas que foram salvas”, salientou a diretor-geral da Saúde.

Reiterou também que as vacinas contra a covid-19 administradas em Portugal cumpriram todos os requisitos legais e regulamentares, tendo “demonstrado elevados padrões de qualidade, segurança e eficácia”. “Se há uma lição aprendida da pandemia, é que realmente os portugueses e as pessoas que vivem em Portugal podem confiar na DGS e noutras instituições do Ministério da Saúde e também nos seus profissionais de saúde”, realçou Rita Sá Machado aos deputados.

Também ouvida na sequência do requerimento do Chega, a ex-ministra da Saúde Marta Temido disse que o desenvolvimento das vacinas contra a covid-19 e a sua aprovação constituiu um processo específico, mas assegurou que a forma acelerada como foi conduzido “não quer dizer que tenha sido desenvolvido com menor cautela”. “Face à premência do que estava em causa, era urgente dispor de uma vacina contra a covid-19 e, portanto, houve uma mobilização geral no mundo no sentido de tentar dispor de uma vacina”, referiu a ex-governante.

Adiantou ainda que estes processos foram conduzidos com o apoio de instituições europeias “sempre com essa enorme preocupação de garantir a disponibilização de vacinas seguras” para a covid-19. “Toda a gente de boa-fé compreende o que foi este processo, que foi guiado pela ciência e pelos critérios de bom uso dos dinheiros públicos e pelas mais variadas instâncias comunitárias e por agências reputadas”, considerou Marta Temido.

Um relatório da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) especificamente sobre a segurança das vacinas contra a covid-19, publicado em 2023, indicou que foram registadas mais de 39 mil suspeitas de reações adversas (RAM) até final de 2022, o que correspondeu a 1,4 casos por cada 1.000 doses administradas. Do total de RAM registadas no Sistema Nacional de Farmacovigilância, 8.518 foram consideradas suspeitas de casos graves, o equivalente a 0,3 casos por cada 1.000 vacinas administradas, adiantou o Infarmed na altura, referindo que, entre o início da vacinação – no final de 2020 – e 31 de dezembro de 2022, foram administradas quase 28 milhões de doses em Portugal.

SO/LUSA

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Cientistas descobrem vulnerabilidade em bactéria resistente a antibióticos https://saudeonline.pt/cientistas-descobrem-vulnerabilidade-em-bacteria-resistente-a-antibioticos/ Mon, 25 May 2026 08:58:07 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187285 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Cientistas descobrem vulnerabilidade em bactéria resistente a antibióticos aparece primeiro em Saúde Online.

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Cientistas descobrem vulnerabilidade em bactéria resistente a antibióticos

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Portugal registou sete casos confirmados de sarampo este ano https://saudeonline.pt/portugal-registou-sete-casos-confirmados-de-sarampo-este-ano/ https://saudeonline.pt/portugal-registou-sete-casos-confirmados-de-sarampo-este-ano/#respond Fri, 22 May 2026 09:12:48 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187251 Portugal confirmou sete casos de sarampo desde o início do ano, seis deles em pessoas não vacinadas, segundo a Direção-Geral da Saúde, que reforça o apelo à vacinação e à vigilância de sintomas suspeitos.

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Portugal registou sete casos confirmados de sarampo desde o início de 2026, seis dos quais em pessoas não vacinadas, anunciou esta quinta-feira a Direção-Geral da Saúde (DGS), garantindo que todos os doentes tiveram evolução clínica favorável.

Segundo a autoridade de saúde, os casos foram identificados nas regiões Norte, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, envolvendo pessoas com idades até aos 59 anos.

Três dos casos foram importados e não originaram cadeias de transmissão associadas, refere a DGS num comunicado sobre a situação epidemiológica do sarampo em Portugal.

A direção-geral adiantou ainda que foi detetada uma cadeia de transmissão limitada, relacionada com um caso de origem desconhecida, que deu origem a dois casos secundários em contexto hospitalar.

Existe ainda um caso adicional sob investigação epidemiológica, sem evidência de transmissão associada.

A DGS assegura que continua a monitorizar permanentemente a situação epidemiológica na Europa e no mundo, mantendo também comunicação regular com os profissionais de saúde em Portugal.

Entre as orientações emitidas está o reforço da vigilância clínica e da notificação de casos suspeitos, bem como o aproveitamento de todas as oportunidades de vacinação.

“A vacinação contra o sarampo sempre teve uma adesão elevada em Portugal, sendo um dos principais fatores para a eliminação da doença e para a prevenção de surtos”, sublinha a autoridade de saúde.

A DGS recorda ainda que a proteção dos grupos mais vulneráveis, como bebés com menos de 12 meses e pessoas imunossuprimidas, depende da manutenção de coberturas vacinais elevadas e da chamada imunidade de grupo.

A autoridade de saúde aconselha os cidadãos a verificarem o seu estado vacinal através do boletim de vacinas ou da aplicação SNS 24 e, se necessário, a atualizarem a vacinação prevista no Programa Nacional de Vacinação.

Já as pessoas com sintomas sugestivos de sarampo, como febre alta, tosse, rinite, conjuntivite e erupção cutânea, devem evitar contactos com outras pessoas e contactar o SNS 24.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa transmitida por via aérea através de gotículas respiratórias e, apesar de geralmente benigna, pode provocar complicações graves e, em alguns casos, ser fatal.

No início desta semana, a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo anunciou ter identificado três casos de sarampo e cerca de 500 contactos de risco no concelho de Beja desde abril.

Segundo a autoridade local de saúde, os casos registados em Beja apresentam ligação epidemiológica entre si e envolveram adultos entre os 30 e os 55 anos.

LUSA/SO

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