Jornadas Multidisciplinares de MGF 2025 - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/especial/jornadas-multidisciplinares-de-mgf-2025/ Notícias sobre saúde Fri, 21 Mar 2025 16:19:29 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Jornadas Multidisciplinares de MGF 2025 - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/especial/jornadas-multidisciplinares-de-mgf-2025/ 32 32 “Valeu a pena este projeto educacional” https://saudeonline.pt/valeu-a-pena-este-projeto-educacional/ https://saudeonline.pt/valeu-a-pena-este-projeto-educacional/#respond Fri, 21 Mar 2025 16:19:29 +0000 https://saudeonline.pt/?p=173464 Com mais de 3 mil inscritos, Rui Costa, copresidente das Jornadas Multidisciplinares de MGF, e um dos mentores da iniciativa, acredita que valeu a pena avançar com o projeto. "É um verdadeiro sucesso. (...) Salas, com mais de mil lugares, estão sempre cheias", afirma.  

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Com mais de 3 mil inscritos, Rui Costa, copresidente das Jornadas Multidisciplinares de MGF, e um dos mentores da iniciativa, acredita que valeu a pena avançar com o projeto. “É um verdadeiro sucesso. (…) Salas, com mais de mil lugares, estão sempre cheias”, afirma.

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Obesidade: doença crónica com novas perspetivas de tratamento https://saudeonline.pt/obesidade-doenca-cronica-com-novas-perspetivas-de-tratamento/ https://saudeonline.pt/obesidade-doenca-cronica-com-novas-perspetivas-de-tratamento/#respond Fri, 21 Mar 2025 12:54:51 +0000 https://saudeonline.pt/?p=173498 Na sessão "Casos Clínicos Flash: Obesidade – o que há de novo?" foram debatidos temas fundamentais que desafiam a visão tradicional sobre a obesidade.

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Manuel Viana, médico de família e um dos moderadores, abriu a sessão com uma mensagem clara: “A obesidade é uma doença crónica, centrada no cérebro. Não é uma opção do doente, não é culpa do doente.” Esta afirmação destaca a importância de tratar a obesidade com o mesmo rigor que outras doenças crónicas, numa abordagem que ultrapassa o estigma e a simplificação do problema a uma mera questão de estilo de vida.

Durante a apresentação de um caso clínico, o orador João Sérgio Neves, endocrinologista, reforçou esta ideia, afirmando que “a obesidade se trata de uma doença e não de uma opção do doente. Não é uma questão de estilo de vida ou de falta de primeiro passo.” O médico salientou ainda que os recentes avanços terapêuticos oferecem novas opções para um tratamento mais eficaz, contribuindo para uma melhoria significativa na qualidade de vida dos doentes.

O caso clínico apresentado referiu uma mulher de 56 anos, professora primária, que vive com obesidade desde os 20 anos, com uma aceleração do ganho de peso a partir dos 45, quando entrou na menopausa. Apesar de ter conseguido, em múltiplas intervenções nutricionais, perder mais de 10 kg em cada tentativa, acabou sempre por ter reganho de peso. “A obesidade é uma doença de natureza crónica, complexa e recidivante, caracterizada por uma adiposidade anormal ou excessiva”, salientou João Sérgio Neves.

O orador deixou bem patente que a obesidade é uma condição multifatorial – desde fatores genéticos e epigenéticos a influências ambientais e socioculturais. “É fundamental que os profissionais de saúde adotem uma abordagem que envolva a compreensão da sua fisiopatologia e que reconheça a necessidade de um tratamento contínuo, tal como se procede com a dislipidemia, a hipertensão e a diabetes”, lembrou.

Enquanto falava do caso clínico, o endocrinologista contou que, em consulta, num momento de interação com a doente, após perda de peso, a mesma lhe colocou a seguinte questão: “Dr. sinto-me muito melhor com este peso, quando posso parar a medicação?”

De acordo com o orador, a resposta, ainda que simples, exigia uma abordagem sensível, explicando que, apesar da possibilidade de interrupção do fármaco – que não causa habituação –, há um risco real de reganho de peso, pelo que o tratamento contínuo é essencial.

No final, a sessão foi dinamicamente conduzida por Rica Costa, médica de família, que moderou as questões da audiência e que garantiu um debate enriquecedor e esclarecedor para todos os presentes.

Com estas novas perspetivas e tratamentos emergentes, a comunidade médica reforça a ideia de que a obesidade deve ser encarada com a seriedade de uma doença crónica, necessitando de uma abordagem multidisciplinar e contínua para melhorar a vida dos seus doentes.

Sílvia Malheiro

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Osteoporose. Uma doença “esquecida e desvalorizada, mas que pode ser prevenida” https://saudeonline.pt/osteoporose-uma-doenca-esquecida-e-desvalorizada-mas-que-pode-ser-prevenida/ Fri, 21 Mar 2025 10:31:59 +0000 https://saudeonline.pt/?p=173470 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Osteoporose. Uma doença “esquecida e desvalorizada, mas que pode ser prevenida” aparece primeiro em Saúde Online.

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O balanço do primeiro dia da 7.ª edição das Jornadas Multidisciplinares de MGF não podia ser melhor. “Acima das expectativas”, admite Paulo Pessanha, copresidente do evento. Os mais de 3 mil inscritos e os palestrantes de todo o país contribuem para o sucesso da iniciativa, segundo Ana Santos, membro da comissão organizadora. A responsável diz, ainda, que amanhã também haverá “temas fortes”, que vão ao encontro das necessidades dos médicos de família.

 

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As cervicalgias e as lombalgias são duas patologias muito frequentes nos cuidados de saúde primários e nos serviços de urgência. Raul Marques Pereira, coordenador do Grupo de Estudos da Dor da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, alerta para a importância da analgesia multimodal em doentes agudos, para que se previna a cronificação destas condições clínicas. O médico diz, ainda, que se deve dar especial atenção a doentes mais frágeis. 

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“A Medicina Geral e Familiar deve ser o coração do SNS” https://saudeonline.pt/a-medicina-geral-e-familiar-deve-ser-o-coracao-do-sns/ https://saudeonline.pt/a-medicina-geral-e-familiar-deve-ser-o-coracao-do-sns/#respond Thu, 20 Mar 2025 15:17:21 +0000 https://saudeonline.pt/?p=173434 O Bastonário da Ordem dos Médicos mostrou-se preocupado com o impacto das unidades locais de saúde (ULS) na Medicina Geral e Familiar, assim como de possíveis parcerias público-privadas. O responsável falou na sessão de abertura da 7.ª edição das Jornadas Multidisciplinares de MGF, que decorrem no Porto.

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Carlos Cortes, bastonário da Ordem dos Médicos (OM), começou a sua intervenção realçando a importância do legado da Medicina Geral e Familiar (MGF). Para o responsável, “a MGF é o coração do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, que permite uma aposta na prevenção da doença e na promoção da saúde. Uma estratégia que, na sua opinião, permite ter melhor saúde.

Mas, face aos desafios atuais do SNS, Carlos Cortes apelou aos mais de 3 mil internos e especialistas em MGF, que participam nas Jornadas, que não deixem desaparecer esse mesmo legado. “Preservem o que têm conquistado ao longo dos anos na MGF, dentro do SNS.”

Um pedido que, como acrescentou, se deve à preocupação com que vê as mudanças no setor, nomeadamente a expansão das unidades locais de saúde (ULS). “É um legado que pode estar em risco, porque a integração que se pretendia entre CSP e cuidados hospitalares não está verdadeiramente a funcionar”, sublinhou.

Relativamente ao recente anúncio, por parte da ministra da Saúde, de se avançar, com cinco parcerias público-privadas, Carlos Cortes lembrou que não se pode perder o foco na medicina preventiva, caso os CSP venham a ter gestão privada. “Não sou contra as PPP”, fez questão de dizer, mas, como acrescentou, “a gestão privada tende a apostar mais na doença“ e não tanto na prevenção.

O responsável enalteceu, ainda, o papel da MGF ao contribuir para uma medicina holística e de proximidade.

Um evento organizado “por e para a MGF”

Da parte da organização doe evento, coube a Paulo Pessanha, copresidente das Jornadas, dar as boas-vindas a uma iniciativa organizada “por e para a MGF”. Na sua intervenção lembrou que “a MGF é a pedra basilar em qualquer sistema de saúde” e que “sem uma MGF forte, com profissionais atualizados e diferenciados, não é de todo possível ter um sistema de saúde de qualidade”.

Na sua perspetiva, “só uma MGF eficaz, poderá assegurar uma política de saúde concertada, orientada para o doente, permitindo uma prestação de cuidados de excelência”. Face à relevância desta especialidade, Paulo Pessanha advertiu para a importância de “os médicos de família [serem] devidamente reconhecidos e acarinhados”.

Relativamente às Jornadas Multidisciplinares de MGF, que vão na 7.ª edição, congratulou-se com o facto de se ter tornado “no maior congresso médico”, realizado em Portugal. “As Jornadas nasceram, cresceram, frutificaram e afirmaram-se; passaram de umas jornadas de âmbito regional para nacional”. Lembrou, ainda, que a iniciativa, desde o primeiro ano, pretende ser “uma formação médica diversificada e interativa dirigida às reais necessidades formativas” da MGF.

Na sessão de abertura estiveram presentes, ainda, os copresidentes do evento Rui Costa e Manuel Viana, mas também Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto. As Jornadas começaram hoje e terminam no sábado, no Porto.

MJG

 

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“Queremos que as Jornadas tenham implicações na prática clínica dos médicos de família”

 

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