Saúde Online https://saudeonline.pt/ Notícias sobre saúde Fri, 18 Sep 2026 13:24:20 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Saúde Online https://saudeonline.pt/ 32 32 ANEM alerta para risco de vagas de formação especializada ficarem por preencher https://saudeonline.pt/anem-alerta-para-risco-de-vagas-de-formacao-especializada-ficarem-por-preencher/ https://saudeonline.pt/anem-alerta-para-risco-de-vagas-de-formacao-especializada-ficarem-por-preencher/#respond Fri, 18 Sep 2026 13:24:20 +0000 https://saudeonline.pt/?p=189920 A Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) manifesta preocupação com o novo modelo online de escolha de vagas para a formação especializada, considerando que poderá levar candidatos a desistir das vagas em que ficam colocados e deixar lugares de formação por preencher.

O conteúdo ANEM alerta para risco de vagas de formação especializada ficarem por preencher aparece primeiro em Saúde Online.

]]>

A inscrição na formação especializada passa este ano a ser feita online, num novo modelo de escolha de vagas recentemente anunciado pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS). A ANEM reconhece vantagens na digitalização do processo, mas alerta para possíveis consequências para os candidatos e para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Ao contrário do modelo presencial, em que cada candidato escolhe uma vaga entre as que estão disponíveis no momento da escolha, o novo sistema prevê que os candidatos sejam organizados por grupos e indiquem previamente as suas preferências. Dependendo do número de candidatos em cada grupo, poderá ser necessário ordenar dezenas ou mesmo centenas de vagas.

Segundo a ANEM, esta alteração poderá levar alguns candidatos a incluir vagas sem que exista uma preferência efetiva, apenas para garantir uma colocação. Nesses casos, existe o risco de ocorrerem rescisões posteriores, sendo que, quando tal acontece, a vaga deixa de voltar a estar disponível para outros candidatos.

“A digitalização é positiva, mas uma alteração desta dimensão não pode criar o risco de termos vagas de formação especializada que poderiam ser preenchidas e que acabam por ficar inutilizadas. Isso tem consequências para os candidatos, para os serviços e, obviamente, para o próprio SNS”, afirma Maria Fontão, presidente da ANEM.

A associação considera, por outro lado, que a realização do processo online permite aos candidatos fazer a escolha a partir de qualquer localização e dispor de mais tempo para organizar as suas preferências.

Ainda assim, a ANEM aponta como preocupações a ausência de um teste-piloto, a pouca antecedência com que a mudança foi comunicada e a indefinição quanto à dimensão dos lotes e ao período disponível para a seriação das vagas.

Face a estas questões, a associação defende uma reavaliação da aplicação do novo modelo e que a alteração seja devidamente testada antes da sua implementação.

A ANEM refere ainda que tem mantido contacto com a Ordem dos Médicos para acompanhar a evolução da situação e avaliar os desenvolvimentos relacionados com a implementação do novo modelo.

 

Sílvia Malheiro

Notícia relacionada 

Congresso de Estudantes de Medicina debate desafios e futuro da Saúde em Portugal

O conteúdo ANEM alerta para risco de vagas de formação especializada ficarem por preencher aparece primeiro em Saúde Online.

]]>
https://saudeonline.pt/anem-alerta-para-risco-de-vagas-de-formacao-especializada-ficarem-por-preencher/feed/ 0
Cancro da cabeça e do pescoço. Lesões com mais de 3 semanas exigem ajuda médica imediata https://saudeonline.pt/cancro-da-cabeca-e-do-pescoco-lesoes-com-mais-de-3-semanas-exigem-ajuda-medica-imediata/ https://saudeonline.pt/cancro-da-cabeca-e-do-pescoco-lesoes-com-mais-de-3-semanas-exigem-ajuda-medica-imediata/#respond Fri, 18 Sep 2026 08:54:29 +0000 https://saudeonline.pt/?p=189918 Feridas na boca com mais de 3 semanas são um dos sintomas de cancro da cabeça e pescoço. Cláudia Vieira, presidente do Grupo de Estudos de Cancro da Cabeça e Pescoço, alerta para a importância do diagnóstico precoce no âmbito da campanha Make Sense. Além de apelar ao reforço da educação para a saúde, destaca o papel do dentista e do médico de família na luta contra este tumor e alerta para a escassez de cirurgiões e radiologistas diferenciados no setor público.

O conteúdo Cancro da cabeça e do pescoço. Lesões com mais de 3 semanas exigem ajuda médica imediata aparece primeiro em Saúde Online.

]]>

O cancro da cabeça e pescoço é 7.º mais prevalente na Europa, mas ainda existe um grande desconhecimento dos sintomas, o que contribui para uma taxa de mortalidade mais elevada.

Esta realidade poderia ser diferente se as pessoas estivessem mais alerta para alguns sinais e sintomas como feridas na boca, rouquidão persistente – sobretudo se se for fumador e se se consumir álcool com regularidade -, obstrução nasal e ou sangramento apenas numa das narinas ou problemas apenas num ouvido. “Se a duração desta sintomatologia for superior a 3 semanas, é preciso ajuda médica imediata”, alerta Cláudia Vieira.

Acrescem, ainda dificuldades em engolir, manchas vermelhas e brancas na boca que não desaparecem com a higiene oral e tumefações no pescoço.

Como especifica: “Em 60% dos casos, as pessoas chegam à consulta já com um cancro em estadios 3 e 4, ou seja, em estado avançado e com metástases. Mesmo com cirurgia, quimioterapia e radioterapia, o risco de morte e de recaída é elevado. Até com novos medicamentos, em estado avançado, a sobrevida média é de cerca de 14 meses.”

Um cenário que seria muito diferente se o diagnóstico ocorresse nos estadios 1 e 2, quando a taxa de cura ronda os 80-90% com cirurgia.

Pouca acessibilidade a Medicina Dentária e a médico de família

Informar e sensibilizar a população são palavras de ordem, mas também é essencial dotar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) de médicos dentistas e melhorar o acesso ao médico de família. “Estes profissionais são muito importantes para que o diagnóstico seja mais precoce, porque o espaço de tempo entre a lesão e o cancro é de apenas 3 semanas. Resta-nos diagnosticar numa fase inicial, para se ter um melhor prognóstico”, sublinha Cláudia Vieira.

Apesar dos constrangimentos existentes, como o acesso quase exclusivo a médico dentista no privado e a falta de médicos de família nalgumas regiões, a oncologista afirma que têm sido dados alguns passos importantes. Exemplo disso, foi o reconhecimento, há poucas semanas, da carreira de Medicina Dentária no SNS. “No norte já existem centros de saúde com dentistas.”

Destaca, ainda, a implementação do PIPCO – Projeto/Programa de Intervenção Precoce no Cancro Oral, que permite aos dentistas e médicos de família referenciarem os doentes com suspeita para os três institutos de Oncologia do país. “No IPO do Porto, por exemplo, recebemos doentes sem biópsia e apenas com fotos da lesão. Este tipo de iniciativas é muito importante por causa da agressividade deste tipo de cancro.”

A Liga Portuguesa Contra o Cancro também tem um programa de rastreio para este tipo de cancro nalgumas regiões do país. “Apesar das dificuldades que ainda se sentem no acesso a dentista e médico de família, se as pessoas conhecerem os sintomas irão procurar forma de ter ajuda.”

Cláudia Vieira chama a atenção para os fumadores e consumidores regulares de álcool, na medida que apresentam um risco mais elevado de vir a desenvolver este tipo de tumor. “Autoexame, a palpação do pescoço, deixar de fumar são passos essenciais. Procurem ajuda, nem que seja na farmácia, no enfermeiro de família ou através da Linha SNS24, sobretudo perante lesões e sintomas que não melhoram em 3 semanas”, reforça.

Setor público deve ser mais atrativo para cirurgiões e radiologistas

Outro ponto que também deve ser alvo de melhorias para que se combater o atraso no diagnóstico do cancro da cabeça e pescoço é criar condições atrativas para que haja mais cirurgiões com diferenciação em cirurgia oncológica da cabeça e pescoço, assim como em Cirurgia Plástica e Reconstrutiva. “Prefere-se trabalhar no setor privado, onde os benefícios financeiros são maiores. No caso específico da cirurgia da base do crânio, não temos quase ninguém para o fazer no SNS.”

O Grupo de Estudos de Cancro da Cabeça e Pescoço (GECCP) tem estado em contacto com a Ordem dos Médicos e os colégios da especialidade, no sentido se conseguir ter outras medidas atrativas, por exemplo, no âmbito da diferenciação e da carreira médica – para que haja mais recursos no setor público. O mesmo se aplica aos médicos radiologistas, por se tratar de exames muito complexos, e à Oncogeriatria, na medida que há mais casos a partir dos 80 anos, nomeadamente em pessoas com próteses mal-adaptadas e com multipatologia.

A campanha europeia Make Sense decorre entre 21 e 26 de setembro e tem como mote “Right care at the right time” (“Os cuidados certos no momento certo”.) Promovida pela European Head and Neck Society (EHNS) e coordenada em Portugal pelo GECCP, a Make Sense conta também com o apoio do ator Rui Santos, que dá a cara pela campanha e partilha o seu testemunho enquanto pessoa que viveu um diagnóstico de cancro na língua.

Maria João Garcia

Notícia relacionada

Cancro da cabeça e pescoço. Diagnóstico precoce permite taxas de cura de 90%

O conteúdo Cancro da cabeça e do pescoço. Lesões com mais de 3 semanas exigem ajuda médica imediata aparece primeiro em Saúde Online.

]]>
https://saudeonline.pt/cancro-da-cabeca-e-do-pescoco-lesoes-com-mais-de-3-semanas-exigem-ajuda-medica-imediata/feed/ 0
Privados com dificuldades na compra de vacinas contra a gripe https://saudeonline.pt/privados-com-dificuldades-na-compra-de-vacinas-contra-a-gripe/ https://saudeonline.pt/privados-com-dificuldades-na-compra-de-vacinas-contra-a-gripe/#respond Fri, 18 Sep 2026 08:29:39 +0000 https://saudeonline.pt/?p=189914 A Associação Nacional de Farmácias adiantou que a informação preliminar de que dispõe indica que o contingente de vacinas da gripe destinado ao mercado privado, em Portugal, poderá ser inferior ao dos anos anteriores.

O conteúdo Privados com dificuldades na compra de vacinas contra a gripe aparece primeiro em Saúde Online.

]]>

A Direção-Geral da Saúde (DGS) reconheceu constrangimentos no fornecimento de vacinas contra a gripe destinadas ao mercado privado, salientando que não intervém nesse processo, que decorre entre as farmácias e a indústria farmacêutica.

“A DGS teve conhecimento de constrangimentos no fornecimento de vacinas de dose normal destinadas ao mercado privado, processo que a DGS não coordena e onde não intervém, nem ao nível da aquisição, nem no que se refere à distribuição”, adiantou a direção-geral à agência Lusa.

Segundo a DGS, trata-se de uma relação entre os operadores privados e a indústria farmacêutica, que pode variar em função das previsões de procura, da oferta disponibilizada pelos fabricantes e de outros fatores de mercado.

Contactada pela Lusa, a Associação Nacional de Farmácias adiantou que a informação preliminar de que dispõe indica que o contingente de vacinas destinado ao mercado privado em Portugal poderá ser inferior ao dos anos anteriores, sem quantificar.

Esta situação, que afeta vários países europeus, decorre da necessidade de atualização simultânea das três estirpes que integram a composição da vacina contra a gripe para a próxima campanha”, avançou a associação.

Para fazer face às dificuldades reportadas pelo setor privado na aquisição de vacinas, a DGS optou por incluir na norma sobre a próxima campanha contra a gripe, que arranca no dia 30 deste mês, a vacinação dos profissionais que prestam diretamente cuidados nos setores social e privado em unidades com internamento, de cirurgia de ambulatório, de obstetrícia e neonatologia e de diálise, assim como estabelecimentos com atendimento permanente.

Salientou que esta alteração permite assegurar a proteção destes profissionais, alegando que isso é “importante para a prestação de cuidados de saúde em segurança”, evitando que os constrangimentos de aquisição existentes no setor privado constituam um obstáculo à sua vacinação.

Em relação à campanha de outono e inverno que vai decorrer até 31 de março – que inclui os vários grupos elegíveis para a vacinação gratuita – o Serviço Nacional de Saúde (SNS) adquiriu cerca de 2,3 milhões doses de vacinas contra a gripe de dose normal e outras 369 mil de dose elevada.

Em relação à campanha anterior, este volume representa um aumento de 187 mil vacinas de dose normal e de 12 mil de dose elevada, o que garante “vacinas para a gripe para todos os que se queiram vacinar” nos termos da norma agora publicada, assegurou a DGS.

No âmbito destas aquisições do SNS, um dos lotes do procedimento de aquisição ficou sem proposta, reconheceu ainda a DGS, mas garantiu que essa situação “não teve impacto na estratégia de vacinação” definida para a campanha que arranca no final deste mês.

A DGS, que decidiu na próxima campanha alargar a vacinação a crianças entre os dois e os quatro anos, mantém o objetivo de alcançar uma cobertura vacinal semelhante à registada na campanha anterior.

As dificuldades na aquisição de vacinas para o contingente privado já se verificaram no final de 2025, o que levou mesmo a Associação Nacional de Farmácias a admitir dificuldades na vacinação contra a gripe de pessoas que não integravam os grupos elegíveis. “Existem constrangimentos na aquisição de vacinas junto dos distribuidores para pessoas que pretendem vacinar-se, mediante receita médica, fora dos grupos com direito à vacinação gratuita”, reconheceu a ANF na altura.

SO/LUSA

Notícia relacionada

Vacinação da gripe arranca a 30 de setembro e é alargada a crianças dos 2 aos 4 anos

O conteúdo Privados com dificuldades na compra de vacinas contra a gripe aparece primeiro em Saúde Online.

]]>
https://saudeonline.pt/privados-com-dificuldades-na-compra-de-vacinas-contra-a-gripe/feed/ 0
Vacinação da gripe arranca a 30 de setembro e é alargada a crianças dos 2 aos 4 anos https://saudeonline.pt/vacinacao-da-gripe-arranca-a-30-de-setembro-e-e-alargada-a-criancas-dos-2-aos-4-anos/ https://saudeonline.pt/vacinacao-da-gripe-arranca-a-30-de-setembro-e-e-alargada-a-criancas-dos-2-aos-4-anos/#respond Fri, 18 Sep 2026 08:22:38 +0000 https://saudeonline.pt/?p=189912 A Direção-Geral da Saúde recomenda, para os casos de primovacinação, a administração de duas doses da vacina contra a gripe às crianças dos seis aos 23 meses de idade.

O conteúdo Vacinação da gripe arranca a 30 de setembro e é alargada a crianças dos 2 aos 4 anos aparece primeiro em Saúde Online.

]]>

A vacinação sazonal contra a gripe vai decorrer entre 30 de setembro e 31 de março de 2027, prevendo como principal novidade o seu alargamento gratuito às crianças entre os dois e quatro anos.

A estratégia da campanha de vacinação sazonal de outono e inverno consta de uma norma publicada, com a Direção-Geral da Saúde (DGS) a adiantar que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) adquiriu cerca de 2,3 milhões doses de vacinas contra a gripe de dose normal e outras 369 mil de dose elevada.

Em relação à campanha anterior, este volume representa um aumento de 187 mil vacinas de dose normal e de 12 mil de dose elevada, o que garante “vacinas para a gripe para todos os que se queiram vacinar” nos termos da norma agora publicada.

Segundo a DGS, uma das novidades da próxima campanha será o alargamento da vacinação gratuita das crianças entre os dois e os quatro anos com a vacina trivalente inativada de dose padrão. A DGS recomenda ainda, para os casos de primovacinação [sem histórico de vacinação prévia], a administração de duas doses às crianças dos seis aos 23 meses de idade, salientando que esta medida reforça a sua proteção e contribui também para a redução da transmissão da doença na comunidade.

As crianças abrangidas pela vacinação gratuita serão vacinadas nas unidades do SNS e em hospitais e clínicas dos setores privado e social que sejam pontos de vacinação autorizados. Em relação aos locais de vacinação, será alargada a administração das vacinas contra a gripe em farmácias às pessoas entre os 18 e os 59 anos com patologias de risco elegíveis, como forma de reforçar a acessibilidade e conveniência à vacinação.

De acordo com a DGS, nos grupos elegíveis estão também incluídos os profissionais que prestam diretamente cuidados nos setores social e privado em unidades com internamento, de cirurgia de ambulatório, de obstetrícia e neonatologia e de diálise, assim como estabelecimentos com atendimento permanente.

Entre os grupos elegíveis para a vacinação constam também as grávidas, profissionais do SNS, bombeiros com contacto direto com pessoas de alto risco de doença grave, reclusos e pessoas em situação de sem-abrigo, entre outros.

Para os idosos com 85 ou mais anos, está prevista a vacinação de dose elevada, assim como para residentes com 60 ou mais anos em lares de apoio e residenciais, centros de acolhimento temporário e que estejam na rede de cuidados continuados integrados.

A DGS salienta que a vacinação sazonal pretende diminuir o risco de doença grave e de hospitalização em pessoas de grupos de risco específicos, assim como reduzir a transmissão comunitária do vírus e a pressão sobre os serviços de saúde, que habitualmente ficam sobrecarregados durante o inverno, devido às infeções respiratórias.

Em relação à campanha contra a covid-19, que vai decorrer também entre 30 de setembro e 31 de março, o limiar etário para recomendação da vacina passa dos 60 para os 70 anos, mantendo-se a vacinação de pessoas com condições ou patologias associadas a maior risco de doença grave, bem como de residentes em estruturas e contextos particularmente vulneráveis, refere a DGS.

De acordo com a direção-geral, a estratégia da próxima campanha reforça uma “abordagem mais direcionada” aos profissionais de saúde que apresentam fatores de risco individuais associados a maior risco de doença grave ou que prestam cuidados diretos e regulares a pessoas vulneráveis.

No âmbito da vacinação contra a covid-19, também é alargada a vacinação nas farmácias às pessoas entre os 18 e os 69 anos com patologias de risco, mantendo-se a vacinação das pessoas entre os 70 e os 84 anos, independentemente da existência dessas doenças.

Estudo aponta recuo na vacinação infantil na UE

A vacinação infantil mostra sinais de recuo em vários países europeus desde a pandemia da covid-19, com risco de ressurgirem doenças infecciosas, conclui a revista The Lancet Regional Health, que aponta que Portugal mantém uma cobertura elevada.

De acordo com o estudo, os níveis de sete vacinas infantis (difteria-tétano-tosse convulsa, hepatite B, meningite B, poliomielite, pneumococo, sarampo e rubéola) nos 27 países da UE foram analisados ao longo de mais de 40 anos, entre 1980 e 2024, com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O resultado aponta para “um panorama complexo”, de acordo com os autores desta análise abrangente, publicada na The Lancet Regional Health.

Por um lado, a UE atingiu taxas de vacinação infantil “historicamente elevadas” contra estas doenças, com um aumento substancial ao longo de cerca de quarenta anos, mas heterogéneo consoante os países.

Em 2024, o Luxemburgo e Portugal destacaram-se ao registar coberturas vacinais iguais ou superiores a 97% nas sete vacinas avaliadas, contrastando fortemente com a Roménia, que se situava abaixo dos 80%.

No entanto, “uma deterioração recente, preocupante e generalizada” tem-se vindo a delinear nos últimos anos, desde o início da era da covid-19, revela o estudo.

Dezasseis países da UE registaram uma descida nas taxas de vacinação para, pelo menos, quatro vacinas. Na Bulgária, no Chipre, na Irlanda, nos Países Baixos, na Roménia e na Suécia, as sete vacinas analisadas registaram todas uma descida nos últimos anos.

Os dados da Alemanha e de Espanha também revelaram um recuo em cinco das sete vacinas infantis, enquanto em França e Itália a cobertura vacinal aumentou para quatro vacinas e diminuiu para outras três.

As quedas mais acentuadas observadas recentemente registaram-se nas vacinas infantis contra a meningite B e contra a poliomielite — em declínio em 20 países —, seguidas das vacinas contra a hepatite B — em declínio em 18 países — e contra a difteria, o tétano e a poliomielite — em declínio em 17 países.

As tendências parecem relativamente menos desfavoráveis no que diz respeito ao sarampo e à rubéola.

Embora os investigadores considerem que a crise sanitária decorrente da pandemia possa ter contribuído para esta situação, salientam também que o estudo não tinha como objetivo esclarecer as razões por trás destas evoluções na vacinação.

Insistem sobretudo na urgência de garantir uma cobertura vacinal elevada e sustentável, “a fim de prevenir o ressurgimento de doenças infecciosas”.

Nos últimos 50 anos, a vacinação reduziu o impacto de doenças como o tétano, a tosse convulsa, a pneumonia, o sarampo, a gripe e a difteria, evitando mais de 154 milhões de mortes em todo o mundo, sobretudo entre as crianças, recorda o estudo.

A crise provocada pela covid-19 causou perturbações no sistema de saúde e alimentou a desconfiança e a desinformação.

SO/LUSA

Notícia relacionada

Cientistas produzem vacina que protegeu ratos contra três estirpes do vírus da gripe

O conteúdo Vacinação da gripe arranca a 30 de setembro e é alargada a crianças dos 2 aos 4 anos aparece primeiro em Saúde Online.

]]>
https://saudeonline.pt/vacinacao-da-gripe-arranca-a-30-de-setembro-e-e-alargada-a-criancas-dos-2-aos-4-anos/feed/ 0
Associação Nacional das Unidades de Gastrenterologia alertam para urgência de atualizar tabela de preços do setor convencionado https://saudeonline.pt/associacao-nacional-das-unidades-de-gastrenterologia-alertam-para-urgencia-de-atualizar-tabela-de-precos-do-setor-convencionado/ https://saudeonline.pt/associacao-nacional-das-unidades-de-gastrenterologia-alertam-para-urgencia-de-atualizar-tabela-de-precos-do-setor-convencionado/#respond Thu, 17 Sep 2026 14:28:36 +0000 https://saudeonline.pt/?p=189907 Segundo a ANUG, muitas unidades têm tido dificuldade para mobilizar as equipas necessárias para realizar os procedimentos ao abrigo das convenções do SNS, incluindo gastroenterologistas, anestesiologistas e enfermeiros

O conteúdo Associação Nacional das Unidades de Gastrenterologia alertam para urgência de atualizar tabela de preços do setor convencionado aparece primeiro em Saúde Online.

]]>

As unidades do setor convencionado de Gastrenterologia alertaram para a urgência de atualizar a tabela de preços, avisando que a perda de capacidade de resposta reduz o acesso dos utentes.

Em declarações à Lusa, o presidente da Associação Nacional das Unidades de Gastrenterologia (ANUG), Pedro Carrilho, explicou que a tabela foi definida há mais de 10 anos e, daí par cá, os custos subiram, tanto em termos de material como de recursos humanos, e há unidades que correm o risco de fechar.

“A tabela está completamente deteriorada. Não só pelo índice de preços ao consumidor e pela inflação, mas, pior ainda, na saúde os custos têm sido galopantes e os custos com recursos humanos também. Basta pensar quanto era o salário em 2014 e quanto é em 2026”, exemplificou.

O responsável avisou que muitas unidades não estão a conseguir acompanhar o aumento dos custos e, para tentarem manter-se em funcionamento, concorrem diretamente com as outras unidades privadas, ou com os hospitais privados, que pagam mais do que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) pelos exames.

“Há unidades que estão a começar a ter prejuízo e correm o risco de fechar”, admitiu, lembrando que isso afunila a resposta em termos de exames médicos para os utentes.

Segundo a ANUG, muitas unidades têm tido dificuldade para mobilizar as equipas necessárias para realizar os procedimentos ao abrigo das convenções do SNS, incluindo gastroenterologistas, anestesiologistas e enfermeiros, e a manutenção desta situação pode traduzir-se numa redução efetiva da capacidade assistencial, aumentando a dificuldade para os utentes conseguirem fazer alguns exames.

Algumas vão fechar, outras vão-se transformar e vão dar resposta fora do Serviço Nacional de Saúde. No final, quem vai ser prejudicado será sempre o doente, que vai ter de pagar para fazer o seu exame”, lembrou Pedro Carrilho, acrescentando: “Quem tiver essa possibilidade, porque quem não tiver obviamente não paga e fica com o problema por resolver”.

O responsável alertou ainda para a importância dos exames nesta área, recordando que, em 2025, a rede convencionada realizou 1.708.051 procedimentos de Endoscopia Gastrenterológica, correspondentes a 646.165 requisições, através de 156 entidades, o que equivale a 4.680 atos por dia.

Esta rede constitui uma parte integrante da resposta assistencial pública, recebendo utentes referenciados pelo SNS, prestando cuidados segundo regras públicas e sendo remunerada em valores definidos pelo Estado.

Pedro Carrilho sublinhou ainda a “lógica preventiva” dos exames na área da Gastrenterologia: “Retiram-se lesões, retiram-se pólipos que podem degenerar ou então encontram-se situações oncológicas numa fase em que ainda é possível corrigir”. “São detetados 10.500 casos de cancro do cólon por ano”, acrescentou o responsável, alertando que se não houvesse esta resposta haveria um problema de saúde pública.

Além dos exames que os utentes marcam diretamente nas unidades, estas também recebem pedidos dos hospitais públicos, que têm dificuldade em gerir as suas listas de espera. “Os hospitais públicos são ajudados por estas unidades, que fazem os seus exames e ajudam a limpar as listas de espera (…). Por isso, não se percebe como é que isto não é tratado com a emergência que merece”, lamenta.

A desatualização verifica-se também na nomenclatura dos atos. Segundo a ANUG, a tabela do SNS para 2026 contempla 118 atos na área da Gastrenterologia, enquanto apenas 12 encontram correspondência na tabela convencionada, o que representa uma cobertura de apenas 10,2%, um valor que, para a associação, evidencia a discrepância entre a atual realidade da especialidade e a estrutura administrativa disponível aos prestadores convencionados.

SO/LUSA

Notícia relacionada

Setor privado assegura 150 milhões de exames por ano e reforça papel complementar ao SNS

O conteúdo Associação Nacional das Unidades de Gastrenterologia alertam para urgência de atualizar tabela de preços do setor convencionado aparece primeiro em Saúde Online.

]]>
https://saudeonline.pt/associacao-nacional-das-unidades-de-gastrenterologia-alertam-para-urgencia-de-atualizar-tabela-de-precos-do-setor-convencionado/feed/ 0
Universidade de Coimbra estuda terapêutica para traumatismo cranioencefálico https://saudeonline.pt/universidade-de-coimbra-estuda-terapeutica-para-traumatismo-cranioencefalico/ Thu, 17 Sep 2026 14:16:05 +0000 https://saudeonline.pt/?p=189905 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Universidade de Coimbra estuda terapêutica para traumatismo cranioencefálico aparece primeiro em Saúde Online.

]]>

Esta Notícia é de acesso exclusivo a profissionais de saúde.
Se é profissional de saúde inscreva-se aqui gratuitamente.

Se já está inscrito faça Login:

O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Universidade de Coimbra estuda terapêutica para traumatismo cranioencefálico aparece primeiro em Saúde Online.

]]>