27 Dez, 2016

Vírus da gripe aviária faz primeira vítima mortal em Hong Kong

Um homem de 75 anos morreu em Hong Kong, duas semanas após ter sido hospitalizado devido ao vírus H7N9, estirpe da gripe aviária que lhe foi diagnosticada depois duma visita ao interior da China

Um homem de 75 anos morreu em Hong Kong, duas semanas após ter sido hospitalizado devido ao vírus H7N9, estirpe da gripe aviária que lhe foi diagnosticada depois duma visita ao interior da China, anunciaram hoje as autoridades.

O idoso de Hong Kong, que se deslocou a Changping, na província chinesa de Guangdong no final de novembro, morreu no dia de Natal, segundo um comunicado divulgado hoje pelas autoridades de saúde da antiga colónia britânica, citado pelo jornal South China Morning Post.

A causa exata da morte ainda é desconhecida, mas sabe-se que o homem tinha outros problemas de saúde.

Inicialmente, quando deu entrada no hospital, no dia 09, foi diagnosticado com pneumonia, mas um teste, realizado posteriormente, deu positivo para o vírus H7N9. Na semana passada, as autoridades declararam tratar-se do primeiro caso importado de gripe aviária deste inverno.

O secretário para a Saúde de Hong Kong, Ko Wing-man, afirmou, na quarta-feira, que o idoso reconheceu ter visitado um mercado onde adquiriu galinhas, que foram abatidas no local, depois de inicialmente ter negado qualquer contacto recente com aves de capoeira ou visitas a mercados.

O paciente ficou em isolamento depois de o seu estado ter sido classificado como grave.

Pelo menos 51 pessoas que tiveram contacto próximo com o idoso, incluindo os familiares que viviam com ele e o pessoal médico, foram colocados sob vigilância médica.

Este foi o 17.º caso importado do vírus H7N9 confirmado em Hong Kong.

A vizinha Macau registou, no passado dia 14, o primeiro caso de uma infeção por gripe aviária em humanos.

O paciente, de 58 anos, que detém uma banca de venda de aves, esteve em isolamento no Centro Hospitalar Conde de São Januário.

No sábado, os Serviços de Saúde de Macau declararam que o homem já não está infetado com o vírus.

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