Vida Ativa e Aprendizagem ao Longo da Vida: Um Caminho para a Inclusão e o Bem-Estar Social
Enfermeira Especialista em Enfermagem de Reabilitação; Bolseira de Doutoramento na Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem (UICISA: E), da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC).

Vida Ativa e Aprendizagem ao Longo da Vida: Um Caminho para a Inclusão e o Bem-Estar Social

A ideia de vida ativa sugere a importância dos indivíduos, independentemente da idade, poderem disfrutar da cidadania plena, sem serem alvo de qualquer tipo de exclusão social. Ou seja, partindo do pressuposto que começamos a envelhecer desde que nascemos, a promoção de uma vida ativa deve ser encarada como uma construção que é desenvolvida ao longo de toda a vida, pelo que quanto mais cedo otimizarmos oportunidades de aprendizagem sobre o envelhecimento, melhor será vivenciada esta etapa do ciclo vital.

Neste sentido, é fundamental potenciarem-se articulações significativas entre contextos de aprendizagem formais (escolas), não formais (universidades seniores) e informais (associações comunitárias), no sentido da promoção e implementação da aprendizagem para a longevidade e para a construção de uma vida ativa e saudável, envolvendo várias gerações e várias dimensões de aprendizagem, nomeadamente a dimensão pessoal e social.

Assim, poderemos afirmar que a aprendizagem ao longo da vida é importante, não somente para o ensino e empregabilidade, mas também para favorecer o bem-estar individual e comunitário, uma vez que melhora a capacidade dos indivíduos para a aquisição e atualização de conhecimentos e habilidades, mantendo uma vida ativa e saudável, na medida em que procuram e garantem a participação e a inclusão social.

De igual modo, contribuem também para a promoção da saúde, através da estimulação da função cognitiva e prevenção de sintomas de depressão e ansiedade, na capacitação para a adesão a comportamentos e estilos de vida saudável. Verificando-se, também, a preservação do desenvolvimento pessoal, através da participação ativa e da partilha de saberes, o que desencadeia a promoção da qualidade de vida. Ou seja, a aprendizagem ao longo da vida é fundamental para a promoção de uma cidadania mais inclusiva.

Sendo que, criar e dinamizar regularmente atividades sociais, educativas, culturais e de convívio, preferencialmente para e pelos maiores de 50 anos, de regime não formal e informais, para partilha de conhecimentos, favorece a participação ativa e promove a qualidade de vida dos indivíduos.

Independentemente da idade, estes momentos não formais e informais possibilitam a aquisição de novos conhecimentos e aprendizagens, fundamentais para a construção da identidade humanas e essenciais para uma cidadania ativa, bem como para o processo longevidade.

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