5 Jan, 2017

Universidade da Beira Interior cria biobanco de amostras humanas e de ambiente

A Universidade da Beira Interior (UBI) vai implementar um biobanco, que visa "criar um repositório de amostras humanas e de ambiente" e que estará ao dispor de todo o país, anunciou hoje a instituição.

“Com esta valência, é dado um contributo para melhorar os meios à disposição da investigação na área da saúde, não só dentro da UBI, mas também ao nível regional e nacional”, está referido na nota de imprensa publicada na página da internet desta instituição de ensino superior sediada na Covilhã, distrito de Castelo Branco.

A nova valência ficará na Faculdade de Ciências da Saúde e a inauguração está marcada para dia 24.

Segundo a nota, a estrutura “está apta a receber materiais de todo o país para serem utilizados, mediante as regras internacionais de gestão de biobancos, em futuros projetos de investigação no campo da saúde, como, por exemplo, em áreas ligadas à caracterização genética de patologias, novos métodos de diagnóstico ou novas terapêuticas”.

“As coleções que vão estar reunidas podem incluir tecidos, amostras de sangue ou de ambiente, entre outras”, acrescenta a nota.

De acordo com o referido, “a inclusão de coleções ambientais justifica-se com a importância que o ambiente tem na saúde humana”.

“No atual quadro de investigação, as instituições começam a apostar na criação de biobancos – alguns de patologias específicas -, mas, com esta concretização, a UBI desenvolve um espaço onde será feito um trabalho sistematizado de catalogação”, aponta.

O espaço é composto por equipamentos de alta tecnologia, que, entre outras opções, podem armazenar os materiais a baixas temperaturas – até -180 C (criopreservação) – e gerir o armazenamento de amostras, permitindo a organização sistemática e controlada da sua localização.

“Desta forma, a estrutura assegura o cumprimento de boas práticas, garantindo qualidade e segurança”, salienta.

A informação especifica ainda que a equipa do biobanco é composta pelos docentes e investigadores Ignacio Verde, Lurdes Monteiro, Adriana Santos e Maria João Lima.

A instalação do espaço é cofinanciada pelo Programa Operacional Temático Valorização do Território (POVT), no âmbito do Eixo Prioritário de Infraestruturas e Equipamentos para a Valorização Territorial e o Desenvolvimento Urbano, tendo contado com o apoio financeiro do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

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