13 Dez, 2016

Unidade de saúde do distrito de Portalegre anuncia contratação de 30 enfermeiros

A Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) anunciou hoje ter contratado mais 30 enfermeiros, o que permitiu repor os números de 2011 referentes ao quadro destes profissionais de saúde no distrito de Portalegre.A Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) anunciou hoje ter contratado mais 30 enfermeiros, o que permitiu repor os números de 2011 referentes ao quadro destes profissionais de saúde no distrito de Portalegre.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a ULSNA, que gere os hospitais de Portalegre e Elvas e 16 centros de saúde nos 15 concelhos que compõem o distrito de Portalegre, explica que os contratos individuais de trabalho são “sem termo”.

“A ULSNA vai contratar, a partir de quinta-feira, mais 18 enfermeiros que se irão juntar aos 12 contratados há cerca de um mês, totalizando, assim, 30 contratos individuais de trabalho sem termo para pessoal de enfermagem”, lê-se no documento.

O recrutamento, segundo a ULSNA, foi feito com base do último concurso público que a unidade lançou, depois de obtida a autorização por parte do Ministério da Saúde.

No mesmo comunicado, a ULSNA adianta ainda que, “apesar da difícil fixação de médicos” no interior do país, contratou dois clínicos para desempenharem funções nos centros de saúde de Nisa e de Alter do Chão.

O anúncio da contratação de enfermeiros surge depois de, no mês de outubro, o representante local da Ordem dos Médicos (OM), Jaime Azedo, ter denunciado que os serviços cirúrgicos do hospital de Portalegre são afetados pela “falta de resposta” do bloco operatório, especialmente a ortopedia, uma vez que “faltam” anestesiologistas, enfermeiros e assistentes operacionais.

A denúncia levou os deputados do PCP João Ramos e Carla Cruz a questionarem, em novembro, o Ministério da Saúde.

“Existe elevada carência de enfermeiros. Num dos dias de maior dificuldade estariam apenas dois enfermeiros na urgência para dar resposta a este serviço e estavam com 40 doentes em observação”, denunciaram os comunistas.

Indicando que no bloco operatório “faltarão médicos, enfermeiros e assistentes operacionais”, os deputados lembraram que a “carência” de profissionais “é conhecida” nesta unidade hospitalar, tendo o Grupo Parlamentar do PCP já questionado anteriormente o Ministério da Saúde sobre o assunto.

“Na Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano e noutras do interior do país, o que é preciso são medidas políticas porque percebemos que muitas vezes são abertos os concursos [para colocação de profissionais] e ficam desertos. Medidas administrativas de abertura de concursos não são suficiente”, defenderam João Ramos e Carla Cruz.

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