2 Nov, 2016

Três doentes com ‘legionella’ continuam internados no hospital de Gaia

Segundo a instituição, tendo em consideração a informação disponível até ao momento, a situação “não se enquadra num surto, correspondendo à distribuição sazonal da doença”

Em comunicado emitido segunda-feira, o centro hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho adianta que dois dos doentes encontram-se “clinicamente bem e que o terceiro, internado no dia 30 de outubro, encontra-se estável”.

Segundo a instituição, tendo em consideração a informação disponível até ao momento, a situação “não se enquadra num surto, correspondendo à distribuição sazonal da doença”.

O comunicado refere ainda que, “como é habitual neste tipo de situações, a equipa da Unidade de Saúde Pública local está a avaliar a situação, estando em curso a respetiva investigação epidemiológica”.

“Até ao momento, para além do facto de os casos estarem concentrados no tempo e residirem no mesmo concelho, não foi encontrado mais nenhum fator em comum, nomeadamente exposição a fonte de infeção”, assegura, acrescentando que “no entanto, a investigação ambiental prosseguirá”.

O Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia indica ainda que “a Autoridade de Saúde Regional e a Autoridade de Saúde Local estão a acompanhar a investigação epidemiológica que está a ser realizada localmente e, de acordo com a evolução da situação e a informação que entretanto venha a ser colhida, serão tomadas as medidas de prevenção e controlo consideradas necessárias”.

“A doença dos Legionários apresenta-se habitualmente sob a forma de pneumonia, provocando um quadro clínico caracterizado por cansaço, febre, dores de cabeça, dores musculares e tosse”, explica o hospital.

E acrescenta: “trata-se de uma doença rara que atinge preferencialmente pessoas idosas, fumadores, imunodeprimidos e pessoas com doenças crónicas”.

Refere também tratar-se de uma “doença que pode ocorrer sob a forma de casos esporádicos ou surto, registando um maior número de casos habitualmente entre o fim do verão e o outono”.

A doença do legionário, provocada pela bactéria ‘legionella pneumophila’, contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

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