15 Jan, 2018

Trabalhadores do Infarmed assinalam aniversário vestidos de luto contra a ida para o Porto

Dezenas de trabalhadores do Infarmed assistiram hoje às cerimónias do 25.º aniversário deste instituto vestidos de negro, em protesto contra a anunciada deslocalização para o Porto, manifestando-se dispostos a provar que a medida é um erro.

No final da cerimónia, os trabalhadores juntaram-se em frente ao auditório do Infarmed e através do seu porta-voz, Rui Spínola, criticaram a ausência do ministro da Saúde nos festejos deste aniversário. O presidente da Comissão de Trabalhadores considerou que a ausência de Adalberto Campos Fernandes tem um significado para a instituição e para o país.

Sobre o facto de terem assistido à cerimónia vestido de negro, Rui Spínola disse que o objetivo foi mostrar “firme e responsavelmente” o sentimento dos trabalhadores.

Os trabalhadores do Infarmed sentem um “enorme orgulho” nos 25 anos que a instituição está a comemorar, mas não escondem um “sentimento de angustia pela incerteza de um futuro duvidoso provocado por uma intenção/decisão irrefletida, errada e que acarreta sérios riscos para o desempenho eficaz da missão do Infarmed”.

Segundo Rui Spínola, os trabalhadores mantêm a esperança de que o Governo volte atrás nesta medida e estão disponíveis a demonstrar que se trata de uma decisão errada.

“Vamos demonstrar que não existem vantagens na deslocação do Infarmed para o Porto”, prosseguiu.

Questionado sobre as desvantagens desta mudança, Rui Spínola esclareceu que um Infarmed no Porto não contará com os atuais trabalhadores, com a sua formação e experiência.

Durante a cerimónia de celebração dos 25 anos do Infarmed, a presidente do conselho de administração sublinhou precisamente a formação dos trabalhadores deste organismo.

Segundo Maria do Céu