Rui Guimarães - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/rui-guimaraes/ Notícias sobre saúde Thu, 14 Mar 2024 11:15:17 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Rui Guimarães - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/rui-guimaraes/ 32 32 Ética. Acesso a registos clínicos para investigação devia ser certificado https://saudeonline.pt/etica-acesso-a-registos-clinicos-para-investigacao-devia-ser-certificado-2/ https://saudeonline.pt/etica-acesso-a-registos-clinicos-para-investigacao-devia-ser-certificado-2/#respond Sun, 17 Mar 2024 14:00:00 +0000 https://saudeonline.pt/?p=156274 “Ética na Investigação e na vida universitária” foi a temática das 2.as Jornadas de Ética da CESPU. Em entrevista ao SaúdeOnline, Rui Guimarães, o responsável pelo evento, falou de um tema que considera ser “inacabado” e cada vez mais importante.

O conteúdo Ética. Acesso a registos clínicos para investigação devia ser certificado aparece primeiro em Saúde Online.

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ética

“A Ética é, por natureza, um tema inacabado. Nunca será demais refletir”, começa por dizer Rui Guimarães. No seu entender, é “muitíssimo importante elevar cada vez mais os padrões éticos na vida universitária e na investigação”, daí a realização das jornadas. Como administrador responsável pelo acesso à informação na ULS de São João e investigador em sistemas de informação e registos de saúde eletrónico, sabe bem que a Ética não pode ser descurada quando se trata de fazer investigação. Defende assim que deveria existir a certificação da idoneidade das fontes. “É uma questão fundamental se queremos transparência, reprodutibilidade e auditar”, afirma.

Habitualmente, quando se faz investigação começa-se por ter um parecer da Comissão Ética da instituição em causa, mas falta, “referência a qual foi o direito que consentiu que aquele investigador, médico ou não, tivesse acesso a registos clínicos para fazer esse mesmo trabalho”, acrescenta.

Questionado se existe acesso indevido ou ilegítimo a registos clínicos nos hospitais para fins de investigação, Rui Guimarães lembra que existem duas leis: a da proteção de dados e a lei do acesso. Mas, reconhece, não é habitual ter-se autorização do responsável pelo acesso a informação. “No São João é prática comum há muitos anos.” Este tipo de medida teria “vantagens” para os investigadores, para os ‘donos’ dos dados clínicos, que são os doentes, e para as próprias instituições.

Rui Guimarães foi autor do projeto DARE – Data Reuse Certificate for Research –, que foi implementado, numa fase piloto, no Hospital de São João. O DARE acabou por não ter o apoio necessário, mas o responsável espera avançar com este tipo de sistema, nos próximos tempos, na CESPU. “O sistema garantia a proteção dos dados e reduzia o risco de a informação de saúde ser usada de forma fraudulenta, quando reutilizada no âmbito da investigação científica.”

O investigador explicou ainda que a DARE permitia atribuir um selo de qualidade que “certificava, de forma expressa e inequívoca, o enquadramento jurídico que consente o acesso do investigador aos registos clínicos, tornando a investigação transparente, reprodutível e auditável”.

As jornadas foram organizadas pela Comissão de Ética para a Saúde da CESPU, Comissão de Ética do Instituto Universitário de Ciências da Saúde (IUCS), Comissão de Ética do Instituto Politécnico de Saúde do Norte e da Associação de Estudantes do IUCS.

MJG

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Ética. Acesso a registos clínicos para investigação devia ser certificado https://saudeonline.pt/etica-acesso-a-registos-clinicos-para-investigacao-devia-ser-certificado/ https://saudeonline.pt/etica-acesso-a-registos-clinicos-para-investigacao-devia-ser-certificado/#respond Wed, 13 Mar 2024 10:17:27 +0000 https://saudeonline.pt/?p=156248 “Ética na Investigação e na vida universitária” foi a temática das 2.as Jornadas de Ética da CESPU. Em entrevista ao SaúdeOnline, Rui Guimarães, o responsável pelo evento, falou de um tema que considera ser “inacabado” e cada vez mais importante.

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ética

“A Ética é, por natureza, um tema inacabado. Nunca será demais refletir”, começa por dizer Rui Guimarães. No seu entender, é “muitíssimo importante elevar cada vez mais os padrões éticos na vida universitária e na investigação”, daí a realização das jornadas. Como administrador responsável pelo acesso à informação na ULS de São João e investigador em sistemas de informação e registos de saúde eletrónico, sabe bem que a Ética não pode ser descurada quando se trata de fazer investigação. Defende assim que deveria existir a certificação da idoneidade das fontes. “É uma questão fundamental se queremos transparência, reprodutibilidade e auditar”, afirma.

Habitualmente, quando se faz investigação começa-se por ter um parecer da Comissão Ética da instituição em causa, mas falta, “referência a qual foi o direito que consentiu que aquele investigador, médico ou não, tivesse acesso a registos clínicos para fazer esse mesmo trabalho”, acrescenta.

Questionado se existe acesso indevido ou ilegítimo a registos clínicos nos hospitais para fins de investigação, Rui Guimarães lembra que existem duas leis: a da proteção de dados e a lei do acesso. Mas, reconhece, não é habitual ter-se autorização do responsável pelo acesso a informação. “No São João é prática comum há muitos anos.” Este tipo de medida teria “vantagens” para os investigadores, para os ‘donos’ dos dados clínicos, que são os doentes, e para as próprias instituições.

Rui Guimarães foi autor do projeto DARE – Data Reuse Certificate for Research –, que foi implementado, numa fase piloto, no Hospital de São João. O DARE acabou por não ter o apoio necessário, mas o responsável espera avançar com este tipo de sistema, nos próximos tempos, na CESPU. “O sistema garantia a proteção dos dados e reduzia o risco de a informação de saúde ser usada de forma fraudulenta, quando reutilizada no âmbito da investigação científica.”

O investigador explicou ainda que a DARE permitia atribuir um selo de qualidade que “certificava, de forma expressa e inequívoca, o enquadramento jurídico que consente o acesso do investigador aos registos clínicos, tornando a investigação transparente, reprodutível e auditável”.

As jornadas foram organizadas pela Comissão de Ética para a Saúde da CESPU, Comissão de Ética do Instituto Universitário de Ciências da Saúde (IUCS), Comissão de Ética do Instituto Politécnico de Saúde do Norte e da Associação de Estudantes do IUCS.

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