Recomendações - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/recomendacoes/ Notícias sobre saúde Fri, 29 Mar 2019 10:44:44 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Recomendações - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/recomendacoes/ 32 32 APIC recomenda tratamento percutâneo a válvula aórtica em todos os doentes com estenose grave https://saudeonline.pt/apic-recomenda-tratamento-percutaneo-a-valvula-aortica-em-todos-os-doentes-com-estenose-grave/ https://saudeonline.pt/apic-recomenda-tratamento-percutaneo-a-valvula-aortica-em-todos-os-doentes-com-estenose-grave/#respond Fri, 29 Mar 2019 10:44:44 +0000 https://saudeonline.pt/?p=70357 Todos os doentes com estenose aórtica grave e sintomática podem ser tratados com recurso aos procedimentos minimamente invasivos, Desfende a APIC

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A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) divulga que, de acordo com os estudos de válvula aórtica percutânea apresentados na 68ª Sessão Científica Anual do Colégio Americano de Cardiologia, em março de 2019, todos os doentes com estenose aórtica grave e sintomática podem ser tratados com recurso aos procedimentos minimamente invasivos. Estima-se que existam cerca de 25.000 portugueses com indicação para este tratamento.

“Depois de, há uma década, ter sido lançado o tratamento da estenose aórtica por cateter para os doentes mais graves, o desenvolvimento médico e tecnológico sustentado permite, agora, alastrar a técnica a todos os doentes, especialmente aos de menor risco. Até ao momento, o uso das válvulas aórticas percutâneas tem sido restrito a doentes com estenose aórtica grave com risco cirúrgico aumentado, usualmente com mais de 80 anos, o que corresponde a cerca de 5000 portugueses”, explica João Brum Silveira, presidente da APIC.

E acrescenta: “Os estudos agora apresentados constituem a derradeira revolução na cardiologia e um marco histórico pela melhoria vertiginosa proporcionada pelos tratamentos minimamente invasivos da cardiologia de intervenção, comprovada por evidência científica de elevada qualidade”.
O estudo Partner 3 envolveu cerca de 900 doentes com uma idade média de 73 anos e com baixo risco cirúrgico. Os resultados aos 30 dias mostram que a válvula aórtica percutânea (VAP) é substancialmente mais segura que a substituição da válvula aórtica cirúrgica (SAVR). Após um ano, morte, acidente vascular cerebral ou reinternamento, ocorreram em 8,5% (42/496) no grupo das VAPs, significativamente menos que os 15,1% (68/754) do braço da SAVR. Em concreto, os doentes do grupo VAPs tiveram menos 5 mortes, 8 acidentes vasculares cerebrais e 13 rehospitalizações em apenas um ano.

O outro estudo, o CoreValve Evolut Baixo Risco, avaliou cerca de 1400 doentes com uma idade média de 74 anos e baixo risco para SAVR seguidos pelo dobro do tempo (2 anos). Neste estudo, a taxa de morte ou acidente vascular cerebral incapacitante foi de 5.3% no grupo VAP e 6.7% na SAVR.

“Os Serviços de Cardiologia e de Cirurgia Cardíaca têm pela sua frente o desafio de dar resposta a esta nova era do tratamento valvular percutâneo proporcionado pela cardiologia de intervenção e toda a equipa multidisciplinar altamente treinada nesta área”, conclui João Brum Silveira.

A aorta é a principal artéria do nosso corpo que transporta sangue para fora do coração. Quando o sangue sai do coração flui da válvula aórtica para a artéria aorta. A válvula aórtica tem como função evitar que o sangue bombeado pelo coração não volte para trás. Na presença de estenose, a válvula aórtica não abre completamente, vai ficando cada vez mais estreita e isso diminui o fluxo sanguíneo do coração.

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), uma entidade sem fins lucrativos, tem por finalidade o estudo, investigação e promoção de atividades científicas no âmbito dos aspetos médicos, cirúrgicos, tecnológicos e organizacionais da Intervenção Cardiovascular. Para mais informações consulte: www.apic.pt

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10 recomendações dos especialistas para manter as costas saudáveis https://saudeonline.pt/10-recomendacoes-dos-especialistas-para-manter-as-costas-saudaveis/ https://saudeonline.pt/10-recomendacoes-dos-especialistas-para-manter-as-costas-saudaveis/#respond Wed, 25 Jul 2018 09:13:17 +0000 https://saudeonline.pt/?p=57887 A campanha “Olhe pelas suas Costas”, promovida pela Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral, em parceria com outras sociedades científicas, pretende alertar os portugueses para os cuidados que devem ter com as costas nos meses de verão.

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lombalgia aguda

“Em Portugal sete em cada dez pessoas sofrem de dores de costas, que muitas vezes se agravam durante o verão, sem razão aparente”, lê-se em comunicado. Nesse sentido, a campanha, lançada em 2009, deixa 10 recomendações:

  1. Não leve para a praia coisas desnecessárias para evitar o peso em excesso

A maioria dos sacos de praia não estão preparados para levar muito peso. Trocar um saco de praia por uma mochila de alça dupla pode fazer a diferença, uma vez que o peso será distribuído de igual forma, garantindo um bom apoio nas costas. A forma como são organizados os objetos também é relevante:  coloque primeiro os objetos mais pesados, ocupando a parte central da mochila. Se se tratar de uma mochila com várias bolsas, o peso deve ser dividido. No caso de transportar cadeiras para a praia, as ideais são as que podem ser transportadas com alças. É importante relembrar que o peso da carga não deve ser superior a 10% do peso corporal.

  1. Evite posições que exijam muito esforço da sua coluna

 O gesto comum de deitar na toalha de praia na areia é um dos mais prejudiciais para as costas. É importante perceber que a areia não se molda em função da estrutura ergonómica do corpo e as covas e relevos que a areia possui não são bons para o bem-estar da coluna vertebral. Evite ficar mais de 30 minutos na mesma posição na toalha e evite deitar-se de barriga para baixo, pois esta posição força o pescoço a estar num ângulo total para a esquerda ou para a direita, o que acaba por levar à acumulação de tensão nessa zona e também nas costas. O ideal será ter sempre uma almofada para apoiar a cabeça ou estar deitado numa espreguiçadeira.

  1. Sente-se confortavelmente

 Mesmo estando na praia, as pessoas devem sentar-se de forma de confortável, mas correta. Sentar-se com as costas direitas e com uma postura correta é fundamental para eliminar as dores nas costas e no pescoço, uma vez que a circulação sanguínea passa a ser completa e os músculos perdem a tensão acumulada, responsável por incómodo e dor. A postura das costas deve ser reta, de forma a manter a curvatura normal da coluna, e os ombros devem encontrar-se levemente para trás.

  1. Não fique muito tempo na mesma posição

Deve evitar estar muito tempo na mesma posição, nomeadamente passar demasiado tempo em pé. Ficar na mesma posição durante muito tempo pode tornar a coluna vertebral mais rígida, aumentando a tensão muscular e as dores nas costas. Devemos exercitar os vários músculos do corpo, por exemplo, ao trocar o pé de apoio ou esticar os braços para alongar os músculos.

  1. Faça caminhadas, mantenha-se em movimento

Aproveite o bom tempo para caminhar na praia ou no campo e manter-se em movimento. Nas caminhadas evite calçar chinelos e sandálias rasas, pois este tipo de calçado reto não fornece apoio suficiente à coluna. Prefira sapatos com até 2 cm de altura na sola.

  1. Aproveite para fazer desporto

 O verão é a altura ideal para praticar mais desporto, em especial, ao ar livre. Assim, pode aproveitar para andar de bicicleta, praticar pilates ou qualquer outra atividade física no mínimo 3 vezes por semana. A prática de atividade física moderada ajuda a prevenir as dores, sendo importante manter ou aumentar a flexibilidade muscular, tanto das costas como do resto do corpo.

  1. Tenha cuidado com os mergulhos, podem ser fatais

Os mergulhos podem ser perigosos e provocar lesões irreversíveis na coluna vertebral, tendo um impacto significativo na qualidade de vida. Tenha atenção à posição adotada durante o  mergulho, mas também ao local onde o realiza, devido à profundidade e potencial existência de rochas. Os mergulhos, apesar de desvalorizados, são hoje a terceira causa de lesões na espinal medula (depois dos acidentes viação e das quedas de grandes alturas, como no caso de acidentes de trabalho).

  1. Apanhe sol (moderadamente) e aumente a vitamina D, essencial para a absorção de cálcio

Apanhar sol, moderadamente, é uma componente fundamental para a saúde e funcionamento do nosso corpo. É através dos raios do tipo ultravioleta B, que o nosso organismo obtém a vitamina D, que por sua vez facilita a absorção de cálcio e fortalece os ossos, evitando lesões na coluna.

  1. Cuidado com as quedas e brincadeiras perigosas

À semelhança dos mergulhos, também é preciso ter atenção às brincadeiras que acontecem na praia, em particular no caso das crianças. Os saltos e “andar às cavalitas”, por serem movimentos repentinos e inesperados, podem criar lesões. Tenha especial atenção também às quedas em piso escorregadio junto às piscinas.

  1. Evite viagens longas

 Viagens que impliquem deslocações maiores podem ser reflexo de mais bagagem, logo, mais peso. Divida o peso por mais do que uma mala e prefira malas com rodas para poupar as suas costas e ombros. Se tiver de fazer uma viagem longa de carro faça pausas a cada duas horas e aproveite para caminhar um pouco. Numa viagem de avião se dormir durante a viagem opte por uma almofada de apoio para o pescoço e para aliviar a tensão provocada por estar muito tempo sentado, posicione uma almofada na lombar e levante-se para exercitar as pernas quando possível.

“Durante as férias é importante aproveitar o tempo em família e com amigos, mas não devemos descurar a saúde das nossas costas. Estes 10 conselhos devem ser tidos em consideração para uma melhor qualidade de vida”, sublinhou o neurocirurgião Bruno Santiago, novo coordenador da campanha.

“Olhe pelas suas Costas” é uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral, em parceria com a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação, Sociedade Portuguesa de Neurocirurgia e Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia.

COMUNICADO/SO

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