Prof. Dra. Paula Freitas - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/prof-dra-paula-freitas/ Notícias sobre saúde Tue, 18 May 2021 13:41:16 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Prof. Dra. Paula Freitas - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/prof-dra-paula-freitas/ 32 32 Obesidade. “É incompreensível. Estamos a negar o tratamento” https://saudeonline.pt/obesidade-e-incompreensivel-estamos-a-negar-o-tratamento/ https://saudeonline.pt/obesidade-e-incompreensivel-estamos-a-negar-o-tratamento/#respond Wed, 04 Mar 2020 09:48:57 +0000 https://saudeonline.pt/?p=84904 A presidente da SPEO critica a falta de comparticipação dos fármacos para combater a obesidade e defende o aumento do número de consultas

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“Sabemos que o Ministério da Saúde fez um esforço para aumentar o número das consultas e cirurgias de obesidade. Apesar de meritório, não é suficiente”, explica Paula Freitas, presidente da SPEO. “É urgente prevenir e estabelecer uma estratégia de combate à obesidade que dê frutos até ao final desta década que agora iniciamos”.

Paula Freitas deixa exemplos concretos: “ainda há muito espaço para se melhorar no acompanhamento destes doentes. É preciso um diagnóstico mais atempado e reencaminhamento dentro do sistema de saúde, apostar na promoção de uma melhor educação para a saúde e promoção correta da perda de peso. Existe também a necessidade de uma reestruturação dos programas de tratamento existentes no nosso país. Há que dotar os profissionais de saúde dos Cuidados de Saúde Primários de conhecimentos sobre o tratamento global da obesidade, mas também de meios físicos e económicos”.

 

“É preciso aumentar número de consultas”

 

“Nos cuidados hospitalares é preciso aumentar o número de consultas para doentes com obesidade sem critérios para cirurgia de obesidade. E para que estas consultas tenham maior sucesso é necessário comparticipar os fármacos para o tratamento médico da obesidade, já que atualmente existe uma muito baixa acessibilidade, nomeadamente nas populações economicamente mais desfavorecidas, que são aquelas que têm uma maior prevalência de obesidade”, reforça a especialista.

A SPEO defende ainda a necessidade de a obesidade passar a ser tratada como a doença que é. Paula Freitas, questiona: “se as outras doenças metabólicas, cardiovasculares e até neoplásicas associadas à obesidade são tratadas no sistema nacional de saúde, sendo os fármacos para o seu tratamento comparticipados, porque é que o os fármacos para a obesidade não o são? É incompreensível. Estamos a negar o tratamento de uma doença numa fase precoce, mas, posteriormente comparticipa-se o tratamento das múltiplas doenças associadas? Até do ponto de vista meramente económico consideramos que faz sentido apostar no tratamento numa fase inicial quando as complicações ainda não se instalaram”.

“Dado que, em Portugal a prevalência de obesidade na população adulta tem vindo a aumentar e uma vez que o nosso país foi um dos primeiros a reconhecer a obesidade como uma doença, a SPEO gostaria de ver a obesidade a ser tratada como a patologia grave que é”, reforça a presidente da SPEO.

 

Excesso de peso reduz em 3 anos a esperança de vida

 

Entre 2020 e 2050 o excesso de peso e as doenças associadas vão reduzir a esperança de vida em cerca de 3 anos na média dos países da OCDE e da União Europeia a 28. Em Portugal, a estimativa aponta para uma redução de 2,2 anos nesse período, segundo o relatório The Heavy Burden of Obesity: The Economics of Prevention, que a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgou recentemente.

A obesidade tem um enorme impacto na saúde, estando associada a mais de 200 outras doenças, como diabetes, dislipidemia, hipertensão arterial, apneia do sono, síndrome metabólica, doenças cardiovasculares, incontinência urinária, e cerca de 13 tipos de cancros, sendo ainda responsável por alterações musculoesqueléticas, infertilidade, depressão, diminuição da qualidade de vida e mortalidade aumentada, o que faz com que represente também um grande “fardo” do ponto de vista económico, pelos seus custos diretos e indiretos.

Esta doença complexa e multifatorial é um dos principais problemas do século XXI, tendo já atingido proporções epidémicas.

O Dia Mundial da Obesidade passa a partir de 2020 a comemorar-se no dia 4 de março e tem este ano como mote “As Raízes da Obesidade são Profundas”. A Sociedade Portuguesa Para o Estudo da Obesidade (SPEO) subscreve o alerta e reforça: “em Portugal as raízes da obesidade tendem a aprofundar-se e é urgente cortá-las”.

Os números confirmam a preocupação dos especialistas: segundo um estudo do Instituto Ricardo Jorge divulgado no início deste mês, mais de metade (62%) dos portugueses são obesos ou pré-obesos. E segundo a SPEO estes números tendem a aumentar de ano para a ano.

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Obesidade: “É incompreensível. Estamos a negar o tratamento” https://saudeonline.pt/speo-alerta-para-a-importancia-do-diagnostico-precoce-e-solicita-comparticipacao-dos-tratamentos/ https://saudeonline.pt/speo-alerta-para-a-importancia-do-diagnostico-precoce-e-solicita-comparticipacao-dos-tratamentos/#respond Thu, 21 Nov 2019 10:25:47 +0000 https://saudeonline.pt/?p=81071 A presidente da SPEO, questiona porque motivo a obesidade não tem os mesmos benefícios que outras patologias, como é o caso das doenças metabólicas, cardiovasculares e neoplásicas, em termos de comparticipação de fármacos.

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No  âmbito do 23.º Congresso Português da Obesidade, a Sociedade Portuguesa Para o Estudo da Obesidade (SPEO) alerta para a necessidade de a obesidade ser tratada precoce e urgentemente, contemplando ainda a comparticipação terapêutica.

Paula Freitas, presidente da SPEO, questiona porque motivo a obesidade não tem os mesmos benefícios que outras patologias, como é o caso das doenças metabólicas, cardiovasculares e neoplásicas, em termos de comparticipação de fármacos. “É incompreensível. Estamos a negar o tratamento de uma doença numa fase precoce”, declara indignada. Acrescenta, no entanto, que “se comparticipa o tratamento das múltiplas doenças associadas”, deveria também a obesidade ser comparticipada. “Até do ponto de vista meramente económico consideramos que faz sentido apostar no tratamento numa fase inicial quando as complicações ainda não se instalaram”, continua.

Paula Freitas explica que Portugal tem ainda um longo caminho a percorrer no tratamento da obesidade, apontando para medidas concretas:

“É preciso um diagnóstico mais atempado e reencaminhamento dentro do SNS, apostar na promoção de uma melhor educação para a saúde e promoção correta da perda de peso. Existe também a necessidade de uma reestruturação dos programas de tratamento existentes no nosso país. Há que dotar os profissionais de saúde dos Cuidados de Saúde Primários de conhecimentos sobre o tratamento global da obesidade, mas também de meios físicos e económicos”.

Além disso, “nos cuidados hospitalares é preciso aumentar o número de consultas para doentes com obesidade sem critérios para cirurgia de obesidade. E para que estas consultas tenham maior sucesso é necessário comparticipar os fármacos para o tratamento médico da obesidade, já que atualmente existe uma muito baixa acessibilidade, nomeadamente por parte das populações economicamente mais desfavorecidas, que são aquelas que têm uma maior prevalência de obesidade”, conclui a especialista.

3 anos de vida perdidos devido a excesso de peso

Estima-se que entre 2020 e 2050 o excesso de peso e as doenças associadas à obesidade irão reduzir em cerca de 3 anos a esperança média de vida dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) e da União Europeia. Em Portugal, a estimativa aponta para uma redução de 2,2 anos nesse período, segundo o relatório The Heavy Burden of Obesity: The Economics of Prevention, que OCDE divulgou recentemente.

Estes são dados que preocupam a SPEO. É precisamente por esse motivo que o seu congresso anual este ano se debruça sob o mote “Todos Juntos por uma Causa”. A realizar-se entre 22 e 24 de novembro em Braga, vários especialistas de diferentes especialidades irão marcar presença e dar o seu contributo. “Todos Juntos por uma Causa” e com um objetivo comum: encontrar soluções multidisciplinares para aquela que é já considerada a epidemia dos países desenvolvidos.

Esta doença complexa e multifatorial é um dos principais problemas do século XXI, tendo já atingido proporções epidémicas. No contexto nacional, o estudo mais recente revela que 22% dos portugueses têm obesidade e 34% pré-obesidade (estado em que um indivíduo já se encontra em risco de desenvolver obesidade), ou seja, cerca de 60% da população nacional tem obesidade ou vive em risco de desenvolver esta condição.

A obesidade está associada a mais de 200 outras doenças, como diabetes, dislipidemia, hipertensão arterial, apneia do sono, síndrome metabólica, doenças cardiovasculares, incontinência urinária, e cerca de 13 tipos de cancros, sendo ainda responsável por alterações musculoesqueléticas, infertilidade, depressão, diminuição da qualidade de vida e mortalidade aumentada, o que faz com que represente também um grande “fardo” do ponto de vista económico, pelos seus custos diretos e indiretos.

EQ/SO

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Obesidade: Falta de comparticipação dificulta acesso a medicamentos https://saudeonline.pt/obesidade-medicamentos-nao-comparticipados-dificultam-acesso-ao-tratamento/ https://saudeonline.pt/obesidade-medicamentos-nao-comparticipados-dificultam-acesso-ao-tratamento/#respond Wed, 02 Oct 2019 09:07:11 +0000 https://saudeonline.pt/?p=78152 Especialistas e doentes uniram-se para alertar para o “investimento desigual” no tratamento da obesidade. Fármacos não são comparticipados e custam entre 80 e 257 euros.

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A Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO) e a ADEXO – Associação de Doentes Obesos e Ex-obesos de Portugal alertam ainda para as dificuldades de acesso ao tratamento farmacológicos, defendendo que poderia beneficiar tantos os casos menos graves como os que que têm obesidade mórbida que estão em lista de espera para a cirurgia bariátrica.

As duas entidades têm vindo a alertar para este problema, mas como pouco tem sido feito decidiram reiterar este apelo no mês em que se assinala o Dia Mundial da Obesidade, 11 de outubro.

“Achámos que o Dia Mundial da Obesidade seria uma boa altura para voltar a falar no problema” porque “muitas vezes é nesses dias que as pessoas tomam consciência dos problemas, mas eles existem todos os dias”, disse hoje à agência Lusa a presidente da SPEO, Paula Freitas.

 

Fármacos são importantes, alerta a médica Paula Freitas

 

A endocrinologista observou que a obesidade tem vindo a aumentar em Portugal, como em todos os países, existindo estratégias implementadas para “as grandes obesidades” que requerem intervenção cirúrgica, mas as pessoas que ainda não necessitam deste tipo de intervenção “muitas vezes não têm acessibilidade aos medicamentos”.

“O tratamento assenta sempre na dieta e na modificação do estilo de vida, mas os fármacos também são importantes”. Contudo, uma “grande percentagem de pessoas” não tem acesso aos medicamentos, nomeadamente as classes desfavorecidas, onde a prevalência da obesidade é maior.

Para estas pessoas, é “praticamente impossível” aceder aos três fármacos aprovados para a obesidade na Europa, que não são comparticipados e custam entre os 80 e os 257 euros.

“O investimento no tratamento da obesidade ainda é muito desigual, pois quem tem indicação para cirurgia tem a ajuda do Estado para se tratar, mas as pessoas com obesidade sem indicação para a cirurgia têm de pagar do seu bolso 100% do valor do tratamento farmacológico”, sublinhou Paula Freitas.

 

Obesidade está associada a mais de 200 doenças

 

A especialista adiantou que a obesidade está associada a mais de 200 doenças, como diabetes, dislipidemia, doenças cardiovasculares, e a 13 tipos de cancro, o que tem um grande impacto económico na sociedade, com custos diretos e indiretos, como “o absentismo laboral, as baixas por depressão, que fazem com que as pessoas sejam muito menos produtivas e tenham muito menor qualidade de vida”.

“Neste momento, andamos como que a correr atrás do prejuízo. Ou seja, eu não trato os doentes com obesidade, mas daqui a uns anos vou tratar” as outras doenças, disse, defendendo que se houvesse uma “intervenção mais precoce” provavelmente muitas pessoas não iriam desenvolver estas doenças e iria poupar-se a longo prazo, disse, anunciando que a SPEO pretende realizar nos próximos três anos um estudo para avaliar o impacto económico da obesidade.

O presidente da Adexo, Carlos Oliveira, também considerou que “ainda há muito que pode ser feito pelas mais de 2000 pessoas com obesidade a aguardar pela cirurgia de obesidade”.

“Além de aumentar o número de cirurgias realizadas por hospital, de forma a reduzir os tempos de espera, que atualmente rondam os oito meses, também o acesso ao tratamento farmacológico antes da cirurgia poderia beneficiar não só a saúde, como a motivação dos doentes, que devem iniciar o seu processo de tratamento o quanto antes”, defendeu Carlos Oliveira

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, há 1,4 milhões de pessoas obesas em Portugal.

SO/LUSA

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