Pedro Xavier - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/pedro-xavier/ Notícias sobre saúde Mon, 29 Apr 2024 14:27:24 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Pedro Xavier - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/pedro-xavier/ 32 32 Medicina da Reprodução. “Vamos abordar temas da maior relevância científica, pela sua atualidade e importância clínica” https://saudeonline.pt/medicina-da-reproducao-vamos-abordar-temas-da-maior-relevancia-cientifica-pela-sua-atualidade-e-importancia-clinica/ https://saudeonline.pt/medicina-da-reproducao-vamos-abordar-temas-da-maior-relevancia-cientifica-pela-sua-atualidade-e-importancia-clinica/#respond Mon, 29 Apr 2024 11:31:10 +0000 https://saudeonline.pt/?p=158715 O 9.º Congresso Português de Medicina da Reprodução vai decorrer entre 9 e 11 de maio, em Albufeira. Pedro Xavier, presidente da Sociedade Portuguesa de medicina da Reprodução, destaca, entre outros, a sessão conjunta entre as sociedades portuguesa e espanhola.

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Medicina da Reprodução

O que gostaria de destacar do Congresso deste ano?

O 9.º Congresso Português de Medicina da Reprodução vai ser um evento com grande impacto na comunidade nacional que se dedica a esta área dos cuidados de saúde. Vamos abordar temas da maior relevância científica, pela sua atualidade e importância clínica. Destaco a abordagem das diferentes estratégias para a transferência de embriões criopreservados, os avanços na cirurgia da reprodução e as novas tecnologias aplicadas à procriação medicamente assistida. Contaremos com vários palestrantes nacionais e internacionais de elevado prestígio mundial. Realço ainda a realização de uma sessão conjunta entre a Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução e a Sociedade Espanhola de Fertilidade.

Esperam quantos participantes?

Contamos ter cerca de 250 congressistas, destacando-se a participação de médicos, embriologistas, psicólogos e enfermeiros. Trata-se de um número muito significativo de participantes atendendo ao facto de a área da medicina da reprodução ser muito específica.

“A legislação a aplicar a esta modalidade de tratamento está ainda por regulamentar e comporta uma série de desafios, nomeadamente os que se referem à possibilidade de arrependimento”

Uma das sessões é sobre “A gestação de substituição em Portugal. Aspetos éticos e legais”. O que é mais preocupante nesta área?

Este é um tema de grande relevância, não apenas científica, mas também social. A legislação a aplicar a esta modalidade de tratamento está ainda por regulamentar e comporta uma série de desafios, nomeadamente os que se referem à possibilidade de arrependimento que foi atribuída à gestante por imposição do Tribunal Constitucional.

Vai falar-se sobre a realidade espanhola. É muito diferente da portuguesa?

Do ponto de vista clínico, tecnológico e científico não há grandes diferenças, uma vez que o conhecimento científico atualmente não tem fronteiras e todos temos acesso aos avanços que vão surgindo permanentemente. No entanto, a realidade espanhola e a portuguesa diferem no enquadramento legal da procriação medicamente assistida, nomeadamente no que diz respeito ao anonimato nas doações de gâmetas e embriões (só permitido em Espanha) e na gestação de substituição (só permitida em Portugal, embora ainda sem luz verde para se iniciarem os tratamentos).

Nos próximos tempos, o que se pode esperar em termos de inovação nesta área da PMA? Muitos avanços ou a consolidação do que já é prática clínica?

Os avanços acontecem ininterruptamente, embora alguns deles não se consolidem com o tempo e acabam mesmo por ser abandonados. Atualmente o que se observa é uma consolidação das técnicas de criopreservação de gâmetas e embriões, que abriram as portas aos tratamentos de preservação do potencial reprodutivo, sobretudo através da congelação de ovócitos. Também permitiram criar novas estratégias de tratamento na procriação medicamente assistida, com melhoria da eficácia e segurança.

MJG

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Nova plataforma informa as mulheres sobre como preservar a fertilidade https://saudeonline.pt/nova-plataforma-informa-as-mulheres-sobre-como-preservar-a-fertilidade/ https://saudeonline.pt/nova-plataforma-informa-as-mulheres-sobre-como-preservar-a-fertilidade/#respond Tue, 28 Sep 2021 09:43:59 +0000 https://saudeonline.pt/?p=121794 "A fertilidade não é infinita", começando a diminuir entre os 25 e os 28 anos, sublinha o o presidente da Sociedade de Medicina Reprodutiva.

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PMA

Sensibilizar as mulheres para o facto de que podem ter problemas reprodutivos se adiarem a maternidade e informá-las sobre a preservação da fertilidade, como através da congelação de ovócitos, são os objetivos de uma plataforma ‘online’ hoje lançada.

A plataforma “Quando estiveres pronta” surgiu da constatação de “uma grande desinformação das mulheres” relativamente à sua capacidade reprodutiva e à fisiologia normal do aparelho reprodutor, disse à agência Lusa o presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Reprodutiva (SPMR), Pedro Xavier.

Quando falamos hoje em dia a jovens de 25, 28 anos que podem em pouco tempo ter alguma diminuição da sua capacidade reprodutiva ficam um pouco admiradas, porque se sentem jovens”, também porque a perspetiva da idade hoje é diferente do que era há 40 ou 50 anos.

O problema, apontou Pedro Xavier, é que as mulheres vão perdendo a sua capacidade fértil ao longo da vida e aos 34, 35 anos essa quebra começa a ser “muito acentuada”.

“Fertilidade não é infinita”

 

“A primeira ideia desta plataforma [disponível em https://quandoestiverespronta.pt/] foi alertar as mulheres que a fertilidade não é infinita, tem um limite de idade que muitas vezes é mais cedo do que a mulher pode imaginar”, sendo, por isso, o seu “grande objetivo” informar as mulheres das alternativas que existem para prevenir essa perda da fertilidade.

Umas das alternativas pode ser simplesmente a mulher ter filhos mais cedo, uma vez que já tem as condições para os ter e só estava a adiar o projeto porque achava que tinha tempo.

Já para as mulheres que têm “muita vontade de ser mães”, mas não têm projeto parental, uma das hipóteses é congelar os ovócitos em idades mais novas que, apesar de não garantirem uma gravidez, aumentam as chances de isso acontecer.

Segundo Pedro Xavier, esta é uma prática com resultados, mas que deve ser feita idealmente por volta dos 35 anos ou um pouco antes porque há “um limite de idade a partir do qual nem mesmo os centros mais diferenciados do mundo conseguem ajudar”.

Por isso, os especialistas têm de ser “muito claros e muito honestos com as mulheres” e explicar-lhes que congelar ovócitos depois dos 40 anos a probabilidade de eles resultarem no nascimento de uma criança saudável é muito baixa.

“O ideal é as mulheres receberem esta informação quanto mais cedo melhor para pensarem no seu planeamento familiar com outra perspetiva, e não com uma perspetiva apenas de quando tiver de ser e alguém me há de ajudar, porque só se consegue ajudar se a qualidade dos óvulos for boa e essa qualidade perde-se com a idade limite”, alertou.

Por outro lado, o especialista explicou que se os óvulos forem usados numa mulher com perto de 50 anos, a gravidez pode ter maior risco porque a mulher pode ter alguma patologia que aumenta esse risco.

“Curiosamente, o risco de malformações ou risco de implicações para o bebé pelo facto de mãe ter 48 ou 49 anos já não se coloca nessas condições”, porque a idade do ovócito é que determina o risco.

Segundo Pedro Xavier, tem vindo a aumentar o número de mulheres que recorrem a este procedimento, mas que está “claramente abaixo” da necessidade, tendo em conta “a transformação social” que se está a verificar em Portugal das mulheres adiarem a maternidade e a idade média para ter o primeiro filho já ultrapassar os 30 anos.

Em Portugal, ainda não nasceu nenhuma criança resultante deste procedimento, que está “em plena aplicação” no país “há quatro, cinco anos”.

“Acredito que estejamos neste momento a chegar à altura de as mulheres começarem a utilizar esses ovócitos”, mas já há crianças nascidas em países como Espanha ou nos Estados Unidos “com bons resultados em termos de complicações para os bebés que não parecem ser superiores às das técnicas convencionais de fertilização in vitro”.

LUSA

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