Paulo Santos - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/paulo-santos/ Notícias sobre saúde Wed, 21 May 2025 10:52:49 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Paulo Santos - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/paulo-santos/ 32 32 Unidades sem microequipas, académicas e interdisciplinares https://saudeonline.pt/unidades-sem-microequipas-academicas-e-interdisciplinares/ Wed, 21 May 2025 10:52:49 +0000 https://saudeonline.pt/?p=175321 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Unidades sem microequipas, académicas e interdisciplinares aparece primeiro em Saúde Online.

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Ginecologia e Medicina Geral e Familiar: cuidados integrados e centrados na mulher https://saudeonline.pt/ginecologia-e-medicina-geral-e-familiar-cuidados-integrados-e-centrados-na-mulher/ Wed, 07 May 2025 12:03:07 +0000 https://saudeonline.pt/?p=174817 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Ginecologia e Medicina Geral e Familiar: cuidados integrados e centrados na mulher aparece primeiro em Saúde Online.

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Rapazes iniciam vida sexual mais cedo do que raparigas e somam mais parceiros, indica estudo https://saudeonline.pt/rapazes-iniciam-vida-sexual-mais-cedo-do-que-raparigas-e-somam-mais-parceiros-indica-estudo/ https://saudeonline.pt/rapazes-iniciam-vida-sexual-mais-cedo-do-que-raparigas-e-somam-mais-parceiros-indica-estudo/#respond Wed, 14 Dec 2022 09:51:41 +0000 https://saudeonline.pt/?p=138608 O estudo é da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e do CINTESIS e foi liderado pelo professor Paulo Santos e pelo estudante de doutoramento Carlos Franclim Silva.

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Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), que analisa a sexualidade dos 16 aos 24 anos, indica que os rapazes iniciam a vida sexual mais cedo e somam mais parceiros do que as raparigas. “Os nossos resultados mostram que a educação sexual deve chegar aos adolescentes antes dos 14 anos, antes da sua primeira relação sexual. As estratégias preventivas devem atingir particularmente os rapazes, tendo em conta que estes começam a sua vida sexual mais precocemente [do que as raparigas] e têm mais parceiros sexuais”, lê-se nas conclusões do estudo divulgado hoje pela FMUP e no qual se entrevistou 746 jovens residentes em Paredes, distrito do Porto, com idades entre os 14 e 24 anos..

De acordo com os investigadores, 51% dos adolescentes e jovens adultos entre os 16 e os 24 anos de idade responderam que são sexualmente ativos. As raparigas revelaram que tiveram a sua primeira relação sexual aos 16,7 anos, enquanto os rapazes aos 16,2 anos, com 22% a iniciar vida sexual ativa antes dos 16 anos. A média de parceiros sexuais foi de 2,2 no período de um ano, sendo esta média mais alta nos adolescentes e jovens do sexo masculino.

Ainda segundo este estudo, os adolescentes e jovens tendem a considerar como “adequados” os seus conhecimentos sobre doenças sexualmente transmissíveis (DST), sobretudo no que respeita à infeção VIH/SIDA, HPV, bem como herpes genital. O grau de conhecimento revela-se menor em relação à clamídia, à tricomoníase e à gonorreia.

De uma forma geral, os adolescentes e os jovens sexualmente ativos estão mais bem informados sobre as DST. “A fonte de informação varia ao longo do tempo entre os pais, os amigos, os professores e os médicos, sendo importante perceber este contexto para uma educação para a saúde mais eficiente, aproveitando o melhor veículo de informação em cada momento. Não obstante, os professores e os médicos devem desempenhar um papel mais visível”, lê-se na informação remetida à Lusa pela FMUP.

Neste sentido, os investigadores apelam a que “os profissionais saiam das instituições de saúde para ir ter com os adolescentes, tirando partido do ambiente familiar e das salas de aula”. “Ajudando, por exemplo, a promover o acesso aos cuidados de saúde primários, quando necessário”, concluem.

Publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health, este estudo foi realizado por Paulo Santos, Carlos Franclim Silva, bem como pelos investigadores Luísa Sá e Daniel Beirão, numa parceria FMUP e Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS). No artigo publicado neste jornal científico lê-se que é o primeiro estudo a basear-se numa amostra de base populacional, em vez de usar as escolas ou instituições.

LUSA

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Hipertensão Arterial: Taxa de adesão à terapêutica é de apenas 54,6% em Portugal https://saudeonline.pt/hipertensao-arterial-taxa-de-adesao-a-terapeutica-e-de-apenas-546-em-portugal/ https://saudeonline.pt/hipertensao-arterial-taxa-de-adesao-a-terapeutica-e-de-apenas-546-em-portugal/#respond Mon, 25 Nov 2019 13:36:11 +0000 https://saudeonline.pt/?p=81395 Os estados que investem mais em saúde apresentam melhores taxas de adesão à terapêutica, revela um estudo que envolveu 31 países. “Não basta prescrever mais medicamentos", alerta o investigador Paulo Santos.

O conteúdo Hipertensão Arterial: Taxa de adesão à terapêutica é de apenas 54,6% em Portugal aparece primeiro em Saúde Online.

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diabeticos

“O que concluímos é que a adesão à terapêutica custa dinheiro, os países que têm maior investimento em saúde têm também uma maior taxa de adesão à terapêutica na área da hipertensão arterial”, disse hoje o coordenador da investigação, promovida pelo CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde com a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

Em declarações à Lusa, Paulo Santos lembrou que a hipertensão arterial “continua a ser o maior determinante de morte do mundo inteiro, ou seja, o maior fator de risco de mortalidade”, defendendo, por isso, a necessidade de atuar “em função dos determinantes que existem e dos problemas que são identificados”.

 

“Podemos continuar a apostar na abertura de unidade coronárias ou podemos prevenir”

 

“Podemos continuar a apostar na abertura de unidade coronárias e na abertura de unidade de acidente vascular cerebral (AVC), ou podemos apostar em prevenir, a montante, numa maior cobertura do que são os hipertensos e daquilo que é o seu tratamento, para não termos a necessidade de mandar estes doentes para os AVC ou para o enfarte agudo de miocárdio, que são as grandes doenças relacionadas com a hipertensão”, sublinhou.

Comparando o sul com o norte da Europa, “temos uma esperança média de vida com saúde à volta dos 60 anos, a Dinamarca e a Noruega têm uma esperança média de vida com saúde à volta de 70 anos. Esta diferença de 10 anos tem também muito a ver com o investimento em saúde e nos recursos humanos em saúde”, frisou.

Em seu entender, numa perspetiva de sustentabilidade, “Portugal deve decidir se quer continuar a investir na doença e a pagar o prejuízo da doença ou se quer, de facto, investir na saúde e na prevenção da doença”.

“O facto de puxar a vida com saúde para a frente 10 anos significa um investimento em toda uma população produtiva. É preciso decidir se queremos continuar a ter um ministério da doença que gere, sobretudo, a sustentabilidade dos hospitais ou se queremos começar a ter um ministério, um ministro da Saúde, que olha para os determinantes de saúde e vai melhorar o estado da população”, acrescentou.

O trabalho, intitulado “Medical Adherence in Patients with Arterial Hypertension: The Relationship with Healthcare Systems’ Organizational Factors”, avaliou a adesão ao tratamento dos doentes com hipertensão arterial em 31 países, incluindo Portugal, e concluiu que apenas 55% dos doentes toma os medicamentos conforme a prescrição do médico.

Verificou-se, contudo, que a adesão varia muito em todo o mundo, desde apenas 11% na Indonésia até 85% na Austrália.

Entre os motivos que poderiam interferir na adesão, foram estudados os determinantes relacionados com a organização dos sistemas de saúde, designadamente o número de profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e farmacêuticos), o tempo de consulta e a despesa feita na saúde. “Encontrámos como determinantes de uma maior adesão à terapêutica o número de profissionais de saúde existentes e o investimento público e total em saúde”, revela o estudo, publicado no jornal científico Patient Preference and Adherence.

O número de médicos surge, neste contexto, como o fator organizacional mais “preponderante” na adesão à terapêutica. “Pensamos que o maior número de médicos facilita o acesso aos cuidados de saúde, bem como um seguimento mais apertado, contribuindo para um maior envolvimento dos doentes no seu próprio tratamento”, explicam os investigadores.

Também o número de enfermeiros, que desempenham um papel importante no controlo da pressão arterial e na educação dos doentes, demonstrou ter uma relação positiva com o grau de adesão. Já o número de farmacêuticos não pareceu ter um papel significativo a este nível, deixando um espaço de melhoria para a sua intervenção neste problema.

Os investigadores salientam que não se comprovou a existência de relação entre a duração da consulta e o grau de adesão à terapêutica nos hipertensos. Por outro lado, a adesão aparece positivamente associada ao investimento em saúde.

“Não basta prescrever mais medicamentos. É importante perceber porque é que os doentes não aderem aos tratamentos e reduzir a não adesão, encontrando a melhor estratégia para cada indivíduo. Este estudo foca os fatores relacionados com a organização e estrutura dos serviços de saúde, chamando a atenção para a responsabilidade de promover condições que permitam maximizar o potencial de saúde das pessoas”, afirmam os autores do estudo.

A hipertensão arterial é o principal determinante de mortalidade no mundo inteiro, estimando-se que contribua para cerca de 7,5 milhões de mortes por ano. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a hipertensão com valores de pressão arterial iguais ou superiores a 140/90 milímetros de mercúrio (mmHg) e calcula que a doença atinja cerca de 22% da população adulta.

Em Portugal, um estudo recente mostra que está presente em 42% dos adultos.

SO/LUSA

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