Obesidade - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/obesidade/ Notícias sobre saúde Mon, 07 Oct 2019 16:08:03 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Obesidade - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/obesidade/ 32 32 Hospital de Penafiel inicia consulta para tratamento cirúrgico da obesidade https://saudeonline.pt/hospital-de-penafiel-inicia-consulta-para-tratamento-cirurgico-da-obesidade/ https://saudeonline.pt/hospital-de-penafiel-inicia-consulta-para-tratamento-cirurgico-da-obesidade/#respond Wed, 18 Sep 2019 09:02:16 +0000 https://saudeonline.pt/?p=77546 O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), com sede em Penafiel, já tem uma consulta multidisciplinar para determinar o tratamento cirúrgico da obesidade.

O conteúdo Hospital de Penafiel inicia consulta para tratamento cirúrgico da obesidade aparece primeiro em Saúde Online.

]]>

Segundo a fonte, “os doentes referenciados por esta patologia vão ser admitidos, avaliados, orientados e propostos para tratamento cirúrgico da obesidade”.

Num comunicado enviado à Lusa, assinala-se que a consulta “envolve a avaliação, por quatro quatro especialidades, nomeadamente psiquiatria, nutrição, endocrinologia e cirurgia geral, contando também com o apoio de gastroenterologia e imagiologia.

O CHTS acrescenta que se aguarda por parte da tutela a atribuição das credenciais para Centro de Tratamento Cirúrgico da Obesidade.

Assinala-se, a propósito, que será celebrado um protocolo de colaboração na área do tratamento cirúrgico da obesidade com o Centro Hospitalar e Universitário de São João, no Porto, indicado no comunicado como um “um dos reconhecidos centros cirúrgicos nacionais para tratamento desta patologia”.

O protocolo, lê-se na informação, visa “assegurar o desenvolvimento da capacidade dos profissionais do CHTS para assegurar o funcionamento gradualmente autónomo de uma Unidade de Tratamento Cirúrgico da Obesidade e Doenças Metabólicas”.

Pretende-se, ainda, “promover a melhoria da qualidade e diferenciação dos serviços prestados aos doentes abrangidos e assegurar resposta às necessidades dos utentes, no que respeita ao acompanhamento desta valência”.

O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa compreende os hospitais de Penafiel e Amarante, servindo cerca de 550 mil habitantes, de 12 municípios.

SO/LUSA

O conteúdo Hospital de Penafiel inicia consulta para tratamento cirúrgico da obesidade aparece primeiro em Saúde Online.

]]>
https://saudeonline.pt/hospital-de-penafiel-inicia-consulta-para-tratamento-cirurgico-da-obesidade/feed/ 0
Excesso de peso e obesidade infantil caíram mais de 20% numa década https://saudeonline.pt/excesso-de-peso-e-obesidade-infantil-cairam-mais-de-20-numa-decada/ https://saudeonline.pt/excesso-de-peso-e-obesidade-infantil-cairam-mais-de-20-numa-decada/#respond Wed, 10 Jul 2019 10:16:33 +0000 https://saudeonline.pt/?p=74581 Os Açores são a região com maior prevalência de excesso de peso infantil, com uma em cada três crianças com peso a mais.

O conteúdo Excesso de peso e obesidade infantil caíram mais de 20% numa década aparece primeiro em Saúde Online.

]]>

De acordo com o COSI Portugal 2019, o sistema de vigilância nutricional das crianças em idade escolar (dos seis aos oito anos), coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, a prevalência da obesidade infantil aumentou com a idade, com 15,3% das crianças de oito anos obesas, incluindo 5,4% com obesidade severa, um valor que é de 10,8% nas crianças de seis anos (2,7% obesidade severa).

Os dados indicam que na última década em Portugal tem baixado a prevalência de excesso de peso e de obesidade infantil. Entre 2008 e 2019, caiu de 37,9% para 29,6% a prevalência de excesso peso infantil e de 15,3% para 12,0% a de obesidade nas crianças, o que representa, nos dois indicadores, reduções de mais de 20%.

Todas as regiões portuguesas mostraram ao longo dos anos de funcionamento do COSI uma redução na prevalência de excesso de peso, incluindo obesidade. A queda foi mais acentuada nos Açores (de 46% para 35,9%) e na região Centro (de 38,1% para 28,9%).

Os dados preliminares do COSI Portugal 2019 indicam que a Região do Algarve foi a que apresentou menor prevalência de excesso de peso infantil (21,8%) e os Açores a maior (35,9%). Já a Região do Alentejo foi a que mostrou menor prevalência de obesidade infantil (9,7%).

Segundo a informação recolhida, são os rapazes os que mais se desviam do peso normal. O excesso de peso atinge 29,6% dos meninos (contra 29,5% das meninas), dos quais 13,4% são obesos e, destes, 4,1% têm obesidade severa.

Coordenado por Ana Rito, investigadora do Departamento de Alimentação e Nutrição do Instituto Ricardo Jorge, o COSI Portugal 2019 revela também que a prevalência de baixo peso foi igualmente maior nos rapazes (1,6%) comparativamente com as raparigas (0,9%).

Na 5.ª ronda COSI Portugal, realizada durante o ano letivo 2018/2019, foram convidadas a participar 8.844 crianças das escolas do 1.º ciclo do ensino básico, das quais 7.210 foram avaliadas (48,9% raparigas e 51,1% rapazes).

A amostra deste ano, com 228 estabelecimentos de ensino participantes, foi a maior de todas as fases do COSI até ao momento.

O COSI Portugal está integrado no sistema europeu de vigilância nutricional infantil, no qual participam 43 países da Região Europeia da OMS, e constitui por excelência o estudo principal que disponibiliza dados de prevalência de baixo peso, excesso de peso e obesidade de crianças portuguesas dos seis aos oito anos de idade.

Os dados do COSI Portugal 2019, que integra o ‘Childhood Obesity Surveillance Initiative’ da OMS/Europa, são hoje apresentados em Lisboa, num encontro sobre obesidade infantil que decorre no auditório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

LUSA/SO

O conteúdo Excesso de peso e obesidade infantil caíram mais de 20% numa década aparece primeiro em Saúde Online.

]]>
https://saudeonline.pt/excesso-de-peso-e-obesidade-infantil-cairam-mais-de-20-numa-decada/feed/ 0
Obesidade em adolescentes aumenta risco de cardiomiopatia na idade adulta https://saudeonline.pt/obesidade-em-adolescentes-aumenta-risco-de-cardiomiopatia-na-idade-adulta/ https://saudeonline.pt/obesidade-em-adolescentes-aumenta-risco-de-cardiomiopatia-na-idade-adulta/#respond Fri, 31 May 2019 15:45:59 +0000 https://saudeonline.pt/?p=73408 Um estudo sueco concluiu que os homens adultos que tinham sobrepeso durante o período da adolescência tinham maiores probabilidades de desenvolver cardiomiopatia do que aqueles que tinham um peso saudável no período homólogo.

O conteúdo Obesidade em adolescentes aumenta risco de cardiomiopatia na idade adulta aparece primeiro em Saúde Online.

]]>

Os investigadores examinaram um banco de dados, incidindo a sua investigação na altura, peso e quantidade de exercício de mais de 1.6 milhões de homens que estiveram alistados no serviço militar da Suécia entre 1969 e 2005, com idades compreendidas entre os 18 e os 19. No início, cerca de 10% pesava mais do que o adequado para a sua estatura e cerca de 2% eram obesos. O estudo envolveu o acompanhamento de 27 anos, em média, e apurou que cerca de 4.500 homens desenvolveram cardiomiopatia.

Comparativamente aos indivíduos cujo peso se situa num intervalo positivo (valor de Índice de Massa Corporal – IMC – adequado à idade, peso e estatura), aqueles que estavam no limiar Saudável do IMC tinham 38% mais probabilidade de desenvolver cardiomiopatia. Já os homens acima do peso tinham duas vezes mais hipóteses de desenvolver a doença (dano no músculo no músculo cardíaco) e, por fim, os obesos viam essa probabilidade aumentada em cinco vezes.

“Acreditamos que o aumento nas taxas de insuficiência cardíaca nos jovens possam acontecer devido ao aumento das taxas de sobrepeso e obesidade”, declara a autora sénior do estudo, Annika Rosengren, da Academia Sahlgrenska e da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.

“Conseguimos demonstrar que havia uma correlação entre o peso e doenças relacionadas com problemas cardíacos numa idade precoce”, afirmou a autora à Reuters.

Sobre a doença

A cardiomiopatia é uma doença rara, tendo sido, neste estudo, apenas 0.27% dos homens diagnosticados com uma das várias desordens associadas a essa doença.

As pessoas com um índice de massa corporal abaixo de 20 são normalmente pessoas magras, mas ainda assim com um peso saudável, e, por conseguinte, com baixo risco de ter cardiomiopatia.

No entanto, à medida que o IMC aumenta, também o risco aumenta, mesmo que esteja no limite do peso saudável, entre os 22.5 e 25 de IMC.

Os homens muito obesos, cujo IMC estava acima dos 35 no período da adolescência são 8 vezes mais propensos a desenvolver cardiomiopatia, quando comparados com os homens saudáveis nessa altura da sua vida.

O estudo não foi realizado com o objetivo de provar que a obesidade causa cardiomiopatia. Aliás, de acordo com a equipa de investigação, não é possível determinar se os resultados obtidos com a população de estudo são aplicáveis a outros grupos étnicos e raciais.

De acordo com o médico da Harvard Medical School e Boston Children’s Hospital, Dr. David Ludwig, as hormonas e mudanças metabólicas alteram-se quando se está perante um caso de obesidade, incluindo o elevado número das hormonas insulina e leptina, podem fazer parte da equação que leva ao aparecimento da cardiomiopatia.

“A exposição a altos níveis destas hormonas durante anos ou décadas podem afetar a estrutura do músculo [cardíaco] e da sua função.

É ainda possível que outras alterações corporais devido à obesidade, como os altos níveis de pressão arterial e elevados níveis de glicémia [açúcar no sangue], estejam envolvidos no desenvolvimento desta doença” degenerativa do órgão vital de todos os seres humanos, explica.

Ter sobrepeso ou obesidade na adolescência e no início da vida adulta aumenta as probabilidades de terem mais problemas de saúde no decorrer da sua vida, incluindo problemas de coração.
“Existem algumas complicações de saúde, como cardiomiopatia, cujas evidências científicas sugerem, há já muito tempo, que algumas pessoas são simplesmente mais pré-dispostas para ter esta doença, devido aos seus genes. No entanto, esta pesquisa sugere que o relacionamento é mais complexo”, afirmou June Tester da University of California San Francisco Benioff Children’s Hospital Oakland.Tester, que não estava envolvido no estudo.

Erica Quaresma

O conteúdo Obesidade em adolescentes aumenta risco de cardiomiopatia na idade adulta aparece primeiro em Saúde Online.

]]>
https://saudeonline.pt/obesidade-em-adolescentes-aumenta-risco-de-cardiomiopatia-na-idade-adulta/feed/ 0
Centro Hospitalar de Leiria lança livro digital para combater obesidade https://saudeonline.pt/centro-hospitalar-de-leiria-lanca-livro-digital-para-combater-obesidade/ https://saudeonline.pt/centro-hospitalar-de-leiria-lanca-livro-digital-para-combater-obesidade/#respond Thu, 05 Jul 2018 15:53:14 +0000 https://saudeonline.pt/?p=57146 O Centro Hospitalar de Leiria (CHL) lançou o livro digital “Na luta contra a obesidade”, com conselhos e estratégias para prevenir e combater a obesidade, podendo ser descarregado gratuitamente no seu ‘site’ e página do Facebook, foi hoje anunciado.

O conteúdo Centro Hospitalar de Leiria lança livro digital para combater obesidade aparece primeiro em Saúde Online.

]]>
enfermeiros

Numa nota de imprensa, o CHL informa que o ‘e-book’ foi concebido pela Unidade de Nutrição e Dietética e “pretende clarificar algumas dúvidas, nomeadamente as relacionadas com as chamadas ‘dietas da moda’”.

Apresenta também recomendações para manter o peso saudável, com sugestões de “Marmitas 5S”, conceito criado pelas nutricionistas e dietistas do CHL, que “são ementas Saudáveis, Simples, Saborosas, Sazonais e Sustentáveis”.

“É necessário contribuir ativamente para combater a obesidade, uma consequência negativa dos tempos atuais, em que se passa muito tempo ‘parado’ e há uma oferta enorme de alimentos altamente processados, com altos valores de açúcares e com valores nutricionais desadequados”, refere a nota de imprensa, adiantando que a Unidade de Nutrição e Dietética do CHL quer “dar ferramentas aos utentes para que possam contribuir diária e ativamente para a sua saúde”.

Citada na nota de imprensa, a nutricionista Tânia Jorge explica que “a obesidade é ganha no terreno, mas, havendo uma panóplia enorme de dietas e estilos alimentares, que podem confundir as pessoas, importa clarificar sobre o que é saudável e que comportamentos são considerados adequados para manter um estilo de vida saudável, dando assim a possibilidade de fazer escolhas de forma consciente e informada e, se possível, acompanhadas por profissionais”.

O livro digital inclui as “cinco recomendações essenciais de alimentação e hidratação, e os sete passos usados a nível mundial nas sessões de educação para a alimentação saudável e exercício físico”.

O ‘e-book’ indica também “alguns dos comportamentos que podem ser desadequados e dietas que trazem alguns riscos e que por isso devem ser analisadas, selecionadas e adaptadas a cada pessoa, como a toma desregrada de suplementos ou a eliminação de alimentos ou grupos alimentares da dieta sem orientação por profissional especializado na área da nutrição”.

Segundo a mesma nota, as “Marmitas 5S” “podem integrar um plano alimentar variado, saudável e saboroso”, pois “respeitam a sazonalidade, a economia local, a facilidade de organização e a saúde”.

No livro são partilhados quatro exemplos de ementas “5S”, sendo uma vegan e uma sem glúten para os estilos alimentares mais restritivos, elaboradas pela nutricionista Ângela Carvalho, também daquela unidade do CHL.

“Sendo o excesso de peso e a obesidade fatores de risco para diversas doenças, como problemas cardiovasculares, patologias musculoesqueléticas, respiratórias, gastrointestinais, metabólicas, entre outras, é necessário fomentar a reeducação alimentar, e uma redefinição dos estilos de vida atuais, dando informação correta às pessoas, para que sejam saudáveis e sustentáveis a longo prazo”, adiantam aquelas profissionais.

A nota acrescenta que seis em cada dez portugueses são pré-obesos ou obesos.

LUSA

O conteúdo Centro Hospitalar de Leiria lança livro digital para combater obesidade aparece primeiro em Saúde Online.

]]>
https://saudeonline.pt/centro-hospitalar-de-leiria-lanca-livro-digital-para-combater-obesidade/feed/ 0
Universidade da Beira Interior estuda relação entre obesidade e cancro da próstata https://saudeonline.pt/universidade-da-beira-interior-estuda-relacao-entre-obesidade-e-cancro-da-prostata/ https://saudeonline.pt/universidade-da-beira-interior-estuda-relacao-entre-obesidade-e-cancro-da-prostata/#respond Mon, 25 Jun 2018 14:59:04 +0000 https://saudeonline.pt/?p=56758 - A relação entre a obesidade e o cancro da próstata, bem como a prevenção e tratamento desta doença, vão ser objeto de estudo num projeto que vai ser desenvolvido pela Universidade da Beira Interior (UBI), foi hoje anunciado.

O conteúdo Universidade da Beira Interior estuda relação entre obesidade e cancro da próstata aparece primeiro em Saúde Online.

]]>

“A investigação tem início oficial em julho e será desenvolvida no âmbito do projeto ProMETAB, que procurará clarificar de que forma a alimentação e os estilos de vida, nomeadamente a exposição a desreguladores endócrinos, contribuem para a alteração do metabolismo das células afetadas”, aponta esta instituição de ensino superior sediada na Covilhã, distrito de Castelo Branco, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Com o nome “ProMETAB – Fatores extrínsecos na modulação do metabolismo da próstata: aplicações na prevenção, diagnóstico e tratamento do cancro”, o projeto será realizado no Centro de Investigação em Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior (CICS-UBI) e vai centrar-se nas causas da doença e formas de prevenção.

Segundo a informação, na prevenção “serão estudados alguns fatores que podem atuar como agentes protetores, averiguando qual o efeito da dieta mediterrânica, considerada uma das mais saudáveis do mundo, na manutenção do ‘metabolismo saudável’ das células da próstata”.

Desenvolvida na Cova da Beira, esta investigação também terá particular atenção ao eventual impacto que a fruta produzida na região pode ter para contrariar o desenvolvimento da doença.

“Iremos clarificar de que modo alguns componentes da dieta mediterrânica, nomeadamente frutos da região da Cova da Beira e plantas aromáticas usadas como condimentos, poderão ter um impacto decisivo, contrariando os efeitos da obesidade e da disrupção endócrina no desenvolvimento do cancro da próstata”, explica a investigadora responsável pelo ProMETAB, Sílvia Socorro, que é citada na nota de imprensa.

De acordo com a investigadora, “o projeto produzirá igualmente informação consubstancial para a sua exploração como alimentos saudáveis e com impacto na definição das estratégias de educação para a saúde, visando a promoção de uma alimentação saudável, contribuindo igualmente para a valorização de recursos naturais endógenos da Cova da Beira na economia regional e nacional”. Outro dos objetivos será identificar um conjunto de moléculas que se espera poderem vir a ser exploradas como novos medicamentos.

“Prevê-se a síntese de novas moléculas com capacidade de inibir o metabolismo das células do cancro da próstata em pontos-chave para a progressão dos tumores, assim como o teste funcional da sua ação terapêutica em modelo animal. Com esta estratégia, reunir-se-á um conjunto de informação pré-clínica que, posteriormente, poderá ser aplicada em redes de investigação translacional”, acrescenta Sílvia Socorro.

A UBI frisa ainda que o “ProMETAB” reforça o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no CICS-UBI em torno do cancro da próstata, nomeadamente em investigações anteriores lideradas pela mesma investigadora, e tem em consideração que o cancro é cada vez mais visto como uma doença que pode ser evitada pela adoção de estilos de vida saudáveis e pela minimização da exposição a fatores de risco. “No caso da próstata, um trabalho publicado em 2016 na Revista Nature estima que corresponda a mais de 90% dos casos”, destaca a coordenadora do projeto.

Os trabalhos serão levados a cabo nos laboratórios do CICS-UBI, com um financiamento superior a 235 mil euros pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, pelos investigadores do CICS-UBI e da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS). Além de Sílvia Socorro, conta com o contributo de Ana Paula Duarte (co-investigadora responsável), Cátia Vaz, Cláudio Maia, José Eduardo Cavaco, Paulo Almeida, Samuel Silvestre e Sara Correia.

O projeto tem ainda a colaboração de Bruno Pereira, médico urologista do Centro Hospitalar Cova da Beira, e que também é docente da FCS, “para assim se aumentar o impacto translacional, ou seja, de aplicação prática dos resultados obtidos”, conclui a responsável pelo ProMETAB.

LUSA

O conteúdo Universidade da Beira Interior estuda relação entre obesidade e cancro da próstata aparece primeiro em Saúde Online.

]]>
https://saudeonline.pt/universidade-da-beira-interior-estuda-relacao-entre-obesidade-e-cancro-da-prostata/feed/ 0
Doentes obesos acusam hospitais de limitarem primeiras consultas para encobrirem listas de espera https://saudeonline.pt/doentes-obesos-acusam-hospitais-de-limitarem-primeiras-consultas-para-encobrirem-listas-de-espera/ https://saudeonline.pt/doentes-obesos-acusam-hospitais-de-limitarem-primeiras-consultas-para-encobrirem-listas-de-espera/#respond Mon, 21 May 2018 09:48:47 +0000 https://saudeonline.pt/?p=55058 Para a Associação de Doentes Obesos de Portugal, apenas com consulta aberta se pode apurar quantas pessoas estão à espera para tratamento. “Ao controlarem as entradas, a lista não é uma lista real”. Perante a denúncia, o Ministério assegura que o tempo de espera para a realização da primeira consulta hospitalar de obesidade é inferior a outras especialidades.

O conteúdo Doentes obesos acusam hospitais de limitarem primeiras consultas para encobrirem listas de espera aparece primeiro em Saúde Online.

]]>

O presidente da Associação de Doentes Obesos e Ex-obesos de Portugal (Adexo), Carlos Oliveira, acusou os hospitais de controlarem as entradas nas primeiras consultas para a obesidade para não terem grandes listas de espera. Na resposta, o Ministério da Saúde assegura que o tempo de espera para a realização da primeira consulta hospitalar de obesidade é inferior a outras especialidades.

“O Hospital de Évora é talvez o hospital que teve sempre a consulta aberta e mostra o panorama real do país, porque nos outros hospitais, com a primeira consulta fechada, os números que têm nas listagens não são reais”, disse Carlos Oliveira que falava à agência Lusa a propósito do Dia Nacional e Europeu da Obesidade, que se assinalou no sábado.

Para Carlos Oliveira, apenas com consulta aberta se pode apurar quantas pessoas estão à espera para tratamento da obesidade. “Ao controlarem as entradas, a lista não é uma lista real”, frisou.

Segundo dados publicados no Portal da Saúde, os doentes do Hospital Espírito Santo de Évora tinham de esperar, em novembro de 2017, mais de dois anos (783 dias) pela primeira consulta de obesidade, quando o tempo máximo de resposta garantido (TMRG) para uma consulta normal é de 150 dias, e 44 dias para a primeira consulta prioritária (o TMRG é de 60 dias).

No Hospital Amadora-Sintra o tempo de espera para a primeira consulta é de 612 dias, no Hospital Egas Moniz, em Lisboa, é de 213 dias, no Hospital da Senhora da Oliveira Guimarães é de 197 dias, e nos Hospitais da Universidade de Coimbra é de 172 dias.

Os tempos máximo de resposta garantidos são cumpridos no Hospital Santa Maria (68 dias para a primeira consulta e 18 dias para a prioritária), no Hospital Curry Cabral (130 dias/31 dias), ambos em Lisboa, e no Hospital São Bernardo, em Setúbal (52 dias).

Carlos Oliveira adiantou que as consultas estão a ser feitas, mas “o problema é que só deixam entrar em função das [pessoas] que saem em cirurgia”.

“Um hospital este ano fez por exemplo 60 cirurgias, o ano passado tinha uma lista de espera, este ano tem a mesma lista de espera, alguma coisa não está bem”, observou, salientando que, “se deixassem entrar todas as pessoas que se querem inscrever, as listas eram substancialmente superiores”.

O presidente da Adexo Contou ainda que está a acompanhar a situação de uma utente da Nazaré que foi submetida a uma cirurgia há 14 anos e que precisa de ser avaliada no hospital onde foi operada.

O que se passa é que “o hospital pura e simplesmente não marca consulta” devido “ao controlo de entrada que está a ser feito pelos hospitais para não terem grandes números de listas de espera”, sublinhou.

Contactado pela Lusa, o bastonário da Ordem dos Médicos disse não ter “conhecimento direto” desta situação, mas observou que há problemas na gestão das listas de espera para primeira consulta hospitalar e para cirurgia programada, no que respeita ao cumprimento dos TMRG definidos pelo Governo, que podem também envolver a obesidade.

Mas, aconselhou Miguel Guimarães, se existem “suspeitas fundamentadas” de que “doentes estão a ser atrasados propositadamente a nível de primeiras consultas da especialidade da área da obesidade ou a nível das cirurgias, a situação deve ser auditada pelas entidades inspetivas”.

Esta situação é motivo para que “se faça uma auditoria, porque a obesidade é uma questão importante”, disse.

Também os doentes que sentem que “a sua posição está a ser colocada em risco devem denunciar a situação” à Ordem dos Médicos, ao Ministério da Saúde, para tentar perceber o que está a acontecer.

“Eu acredito que haja falhas, porque falhas existem e nós sabemos que neste momento a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde está reduzida”, frisou Miguel Guimarães.

O presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH) disse, por seu turno, não ter conhecimento desta situação, salientando que as normas de inscrição para o programa do tratamento cirúrgico da obesidade são “muito claras”, obedecendo a critérios “bastante exigentes”, para que “não exista quaisquer situações anómalas” durante os tratamentos.

“Temos a noção que os tempos de espera estão longe de ser os mais adequados para a patologia em causa e naturalmente tem de ser feito um esforço para encurtar esses prazos de forma a que o tratamento da obesidade possa ser garantido em tempo útil”, defendeu Alexandre Lourenço.

Mas “não é só para o tratamento cirúrgico que existem várias limitações”, mas para “o tratamento da obesidade como um todo”, em que é necessário fazer um trabalho extenso e de consideração de áreas não médicas, com a contratação de nutricionistas e outros técnicos de saúde.

Perante a denúncia de longos tempos de espera nos hospitais para as consultas de obesidade, o Ministério da Saúde assegura que o tempo de espera para a realização da primeira consulta hospitalar de obesidade é inferior a outras especialidades e recomenda à associação de doentes para denunciar situações de incumprimento que tenha conhecimento.

O Ministério da Saúde (MS) refutou estas acusações afirmando que o tempo máximo de resposta garantido para a consulta de obesidade é inferior a outras especialidades. “Se a ADEXO tem conhecimento de alguma situação desta natureza em algum hospital, deverá informar a ACSS [Administração Central do Sistema de Saúde] para a situação ser averiguada junto do hospital”, defendeu.

LUSA

O conteúdo Doentes obesos acusam hospitais de limitarem primeiras consultas para encobrirem listas de espera aparece primeiro em Saúde Online.

]]>
https://saudeonline.pt/doentes-obesos-acusam-hospitais-de-limitarem-primeiras-consultas-para-encobrirem-listas-de-espera/feed/ 0