Miguel Barbosa - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/miguel-barbosa/ Notícias sobre saúde Wed, 15 Apr 2026 08:07:57 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Miguel Barbosa - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/miguel-barbosa/ 32 32 “O futuro será cada vez melhor em termos de controlo da doença oncológica” https://saudeonline.pt/o-futuro-sera-cada-vez-melhor-em-termos-de-controlo-da-doenca-oncologica/ https://saudeonline.pt/o-futuro-sera-cada-vez-melhor-em-termos-de-controlo-da-doenca-oncologica/#respond Tue, 14 Apr 2026 14:46:07 +0000 https://saudeonline.pt/?p=185761 Miguel Barbosa, membro do steering committee do Encontros da Primavera, acredita que o futuro da Oncologia vai ser positivo. Os avanços farmacológicos e uma aposta na prevenção, sobretudo em casos de síndromes hereditárias, são um caminho a consolidar. O oncologista falou ao SaúdeOnline no âmbito do evento que decorre entre 15 e 18 de abril, em Évora.

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Encontros da Primavera é uma reunião interdisciplinar. Quais as mais-valias deste formato na prática clínica elativa ao tratamento da doença oncológica?

O tratamento do doente oncológico é muito complexo, por causa da inovação e da diferenciação. Cada área médica tem assistido a um desenvolvimento significativo, daí que precisemos de saber o que os colegas de outras especialidades conseguem oferecer aos outros doentes. Este tipo de iniciativas permite-nos contactar com outras experiências.

Atualmente, quais são os cancros mais preocupantes?

É sempre muito difícil responder a essa questão…Tendo em conta a incidência, em Portugal, destacam-se o cancro colorretal, o cancro da mama, o cancro da próstata e o cancro do pulmão, cuja mortalidade é elevada. Olhando para as diferentes regiões do país, por exemplo, no Norte existe uma incidência particular de cancro gástrico. Mas, no fundo, o mais preocupante para um oncologista, na sua prática clínica, é sempre obviamente o do doente que temos na consulta.

O cancro é cada vez mais uma doença crónica. Que desafios implica esta realidade?

À medida que se consegue controlar melhor as doenças oncológicas com tratamentos sucessivos é possível, nalguns cancros, essa cronicidade ou até o seu desaparecimento.

“A IA poderá permitir ao médico ter mais tempo de qualidade com o doente. As vantagens da IA são várias: por exemplo na ULS de São João temos um grupo de desenvolvimento de IA que nos permite fazer consulta sem estar a teclar no computador”

Entre os principais avanços farmacológicos, qual ou quais têm sido mais significativos para que seja uma doença crónica?

A mensagem que se transmite à sociedade é que dado tratamento vai ser definitivo para o cancro. Mas, na prática, a realidade é outra. Obviamente, há casos em que se trata de terapêuticas muito específicas para certa patologia, mas o que se verifica no dia a dia é que o sucesso está relacionado com a conjugação de tratamentos. Naturalmente, há um antes e depois da imunoterapia, mas os bons resultados surgem quando este tratamento é conjugado com a quimioterapia. Um bom exemplo é o cancro gástrico. Não diria que haja um tratamento único, mas formas cada vez mais completas para tratar o doente. A partir dessa premissa, atinge-se mais sucesso.

Mas a inovação também implica alguns riscos, como o cardiovascular. Como se gere esta situação?

Sim, afeta vários órgãos e sistemas. Quando fazemos uma intervenção, acabamos por alterar o equilíbrio do organismo, podendo potencialmente induzir-se algum tipo de toxicidade. O nosso objetivo é diminuir a carga de doença e aumentar o tempo e qualidade de vida. O tipo de toxicidade pode ser muito variável, mas de facto o risco cardiovascular destaca-se de alguma forma, apesar de também se poder afetar o sistema respiratório, digestivo ou endócrino. O oncologista tem de estar cada vez mais bem preparado para saber gerir as toxicidades. O lado positivo é que, felizmente, estamos muito bem preparados para as identificar e ter sucesso na sua gestão. Isso permite que os doentes possam continuar o seu tratamento.

“Todos queremos terapêuticas mais eficazes, para que se consiga tratar numa fase mais precoce e com menos toxicidade, por isso os próximos tempos deverão ser marcados pela migração para tratamentos ditos adjuvantes, curativos”

Essa questão remete-nos para a intensificação e descalagem terapêutica. A inteligência artificial (IA) poderá ser um apoio importante na tomada de decisão?

A IA poderá permitir ao médico ter mais tempo de qualidade com o doente. As vantagens da IA são várias: por exemplo na ULS de São João temos um grupo de desenvolvimento de IA que nos permite fazer consulta sem estar a teclar no computador. Apenas se fala com o doente, sendo gerado pela IA um diário clínico estruturado. Isto pode parecer um pormenor, mas não é: elimina a barreira do teclado e do monitor, resultando na melhoria da qualidade, do diagnóstico, da atenção aos sinais e sintomas do doente. Ao contrário do que se poderia pensar, a IA pode contribuir para uma maior humanização dos cuidados de saúde e isso é fundamental.

Os avanços terapêuticos poderão de alguma forma contribuir para a persistência terapêutica e adiar a referenciação para Cuidados Paliativos?

Existe sempre uma certa tensão… Por um lado, o doente e até a família, fruto de uma sociedade que privilegia muito a cura, não quer sequer ouvir falar em Cuidados Paliativos. Por outro, queremos caminhar para melhores cuidados de saúde, o que inclui a integração mais precoce da equipa de Cuidados Paliativos. É um caminho bastante difícil de trilhar. Não podemos esquecer que estes doentes podem ter a patologia controlada durante muito tempo, ou seja, a referenciação para Cuidados Paliativos – com poucos profissionais – não faz sentido neste caso. Precisamos mais do seu apoio para quem está numa situação mais complicada.

De futuro, o que se pode esperar da Oncologia?

O futuro da Oncologia está intrinsecamente ligado aos dos nossos doentes. Todos queremos terapêuticas mais eficazes, para que se consiga tratar numa fase mais precoce e com menos toxicidade, por isso os próximos tempos deverão ser marcados pela migração para tratamentos ditos adjuvantes, curativos.

E a prevenção é essencial também; os oncologistas devem ter uma palavra nesta área. Por exemplo, hoje, há cada vez mais registo de síndromes hereditárias, que potenciam o risco de desenvolvimento de cancro. Este conhecimento assenta na democratização dos testes genéticos e a Oncologia poderá ter um papel na prevenção e no seguimento junto de uma população ainda não doente. O futuro será cada vez melhor em termos de controlo da patologia oncológica e teremos com certeza tratamentos caros, já que a investigação é demorada e dispendiosa. A maneira de controlar os custos e permitir o acesso a cuidados implica envolver esta vertente mais preventiva. Na prática, já se nota este tipo de movimento, mas deve ser consolidado.

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Cancer-Associated Thrombosis and Immune Checkpoint Inhibitors: Update https://saudeonline.pt/cancer-associated-thrombosis-and-immune-checkpoint-inhibitors-update/ Tue, 04 Nov 2025 10:53:41 +0000 https://saudeonline.pt/?p=180193 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Cancer-Associated Thrombosis and Immune Checkpoint Inhibitors: Update aparece primeiro em Saúde Online.

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No doente com cancro, na dúvida anticoagula-se https://saudeonline.pt/no-doente-com-cancro-na-duvida-anticoagula-se/ Tue, 14 Nov 2023 16:11:40 +0000 https://saudeonline.pt/?p=151155 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> No doente com cancro, na dúvida anticoagula-se aparece primeiro em Saúde Online.

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doente com cancro

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Oncologia. “Estamos constantemente a procurar melhorar as nossas práticas” https://saudeonline.pt/oncologia-estamos-constantemente-a-procurar-melhorar-as-nossas-praticas/ https://saudeonline.pt/oncologia-estamos-constantemente-a-procurar-melhorar-as-nossas-praticas/#respond Thu, 22 Jun 2023 10:26:24 +0000 https://saudeonline.pt/?p=145209 Coordenador da Unidade de Oncologia Médica Hospital Lusíadas Porto, Miguel Barbosa, enaltece a interligação entre grupos profissionais e a aposta na inovação.

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Que importância tem o Summit na prática clínica?

O Lusíadas Oncology Summit é um evento de grande importância na prática clínica, pois contribui para a formação e atualização dos profissionais de saúde nas diferentes áreas de especialidade.A visão holística do doente oncológico, englobando a prevenção, o diagnóstico, tratamento e a reabilitação nas suas várias vertentes, bem como a inclusão do próprio, familiares e cuidadores no processo de decisão clínica, é uma preocupação crescente da comunidade científica e da sociedade em geral. Este evento permite a discussão e partilha de conhecimentos sobre estes temas, promovendo a inovação e a criação de valor.

 

Dos temas abordados, quais os que mais preocupam os oncologistas hoje em dia?

Os temas abordados no Lusíadas Oncology Summit que mais preocupam os oncologistas, hoje em dia, incluem o acesso e inovação, tromboembolismo, Cardioncologia, cancro do cólon e reto, tumores hematológicos, cancro da mama, cancro do pulmão e cancro do urotélio. Estes temas são apresentados num formato interdisciplinar, com o objetivo de fomentar o saber e impulsionar a inovação.

“A participação de enfermeiros e técnicos é fundamental para a interligação entre os diferentes grupos profissionais”

O evento conta com a participação de enfermeiros e técnicos. Como avalia a interligação entre os diferentes grupos profissionais?

A participação de enfermeiros e técnicos é fundamental para a interligação entre os diferentes grupos profissionais. Esta interligação é essencial para uma abordagem integrada e holística do doente oncológico, permitindo uma melhor coordenação e eficácia no tratamento e acompanhamento do doente.

 

Na Unidade do Porto, o que gostaria de destacar em termos de trabalho/boas práticas?

Na Unidade de Oncologia do Hospital Lusíadas Porto gostaria de destacar o nosso compromisso com a excelência no cuidado ao doente, a inovação nos tratamentos e a formação contínua dos nossos profissionais. Estamos constantemente a procurar melhorar as nossas práticas e a implementar novas abordagens que beneficiem os nossos doentes.

 

O que se pode esperar do futuro nesta unidade do Porto?

Em relação ao futuro, podemos esperar um contínuo compromisso com a inovação e a excelência. Inaugurámos recentemente novas instalações para o tratamento do doente oncológico, que foram projetadas com uma visão voltada para o futuro, reforçando o nosso compromisso com a melhoria contínua do cuidado ao doente.

Texto: Maria João Garcia

 

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