Luísa Barros - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/luisa-barros/ Notícias sobre saúde Fri, 08 Nov 2024 11:29:14 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Luísa Barros - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/luisa-barros/ 32 32 Curso de diabetes mellitus nas JEDC https://saudeonline.pt/curso-de-diabetes-mellitus-nas-jedc/ https://saudeonline.pt/curso-de-diabetes-mellitus-nas-jedc/#respond Thu, 07 Nov 2024 16:33:02 +0000 https://saudeonline.pt/?p=164181 Luísa Barros, endocrinologista do Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo da ULS de Coimbra e moderadora do Curso de diabetes mellitus nas JEDC, em conjunto com Luísa Ruas, Carolina Moreno, Daniela Guelho, fala sobre o mesmo.

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Qual a importância de se realizar, anualmente, um curso sobre diabetes mellitus, com avaliação?
O médico endocrinologista é o especialista em diabetes. O seu conhecimento e experiência no tratamento da doença deve ser partilhado com os colegas de outras especialidades, particularmente com os especialistas em Medicina Geral e Familiar, com a finalidade de, unindo esforços, se atingirem melhores resultados no diagnóstico, seguimento e tratamento desta doença tão prevalente e causadora de elevada morbilidade e mortalidade. O Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo da ULS Coimbra, realiza, desde 1979, as suas Jornadas com intuito formativo. O curso anual de diabetes, que esgota sempre o número de vagas, é prova de que existe interesse da comunidade médica envolvida no tratamento da diabetes. Os temas a tratar são escolhidos anualmente de acordo com as dificuldades de que nos apercebemos ou nos são transmitidas pelos colegas de outras especialidades. A avaliação é o culminar do processo formativo, servindo para testar formadores e formandos e sobre a exposição e aquisição de conhecimentos, respetivamente.

 

Quais os principais objetivos do curso deste ano?
Este ano marca o início da ULS de Coimbra, tornando-se ainda mais importante a ligação entre os cuidados de saúde hospitalares e os cuidados de saúde primários. Assim pretendemos fornecer orientações sobre quando referenciar a pessoa com diabetes tipo 2 ao hospital, instruir sobre quando e como se deve iniciar o tratamento com insulina, chamar a atenção para as comorbilidades associadas à diabetes e como tratá-las e ainda transmitir o essencial sobre o tratamento da diabetes mellitus do tipo 1 com sistemas de perfusão subcutânea contínua de insulina.

 

Quais as principais necessidades formativas nesta área?
Em primeiro lugar é necessário alertar para a necessidade de diagnosticar mais precocemente, preferencialmente ainda na fase de pré-diabetes, conhecendo e transmitindo ao doente as medidas de estilo de vida, crucias para lentificar a evolução da doença.

É extremamente importante reconhecer os casos em que se deve iniciar o tratamento com insulina. Existem hoje imensos fármacos para a diabetes mellitus tipo 2 mas, sendo uma doença heterogénea, que engloba múltiplos subtipos, diferentes formas de apresentação e evolutiva, deparamo-nos, frequentemente, com doentes descompensados, muitas vezes no Serviço de Urgência, por não terem sido submetidos a insulinoterapia.

Outro dos grandes objetivos é colocar o foco nas comorbilidades que se associam à diabetes, nomeadamente obesidade, dislipidemia e hipertensão arterial, relembrando que são, também, fatores de risco para as complicações crónicas da diabetes e que como tal, o seu tratamento é extremamente importante e reveste-se de algumas especificidades neste grupo populacional.

Por último, numa época em que o tratamento da diabetes mellitus do tipo 1 passa cada vez mais pela perfusão subcutânea contínua de insulina, é nosso objetivo dar a conhecer esta forma de tratamento para que os colegas de Medicina Geral e Familiar se inteirem do essencial desta forma de tratamento, e assim possam complementar os cuidados de saúde hospitalares.

 

Sílvia Malheiro

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Diabetes MODY. “Muitos doentes poderiam estar medicados com comprimidos em vez de insulina” https://saudeonline.pt/diabetes-mody-muitos-doentes-poderiam-estar-medicados-com-comprimidos-em-vez-de-insulina-2/ Mon, 13 Nov 2023 15:52:22 +0000 https://saudeonline.pt/?p=151077 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Diabetes MODY. “Muitos doentes poderiam estar medicados com comprimidos em vez de insulina” aparece primeiro em Saúde Online.

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bombas de insulina

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Diabetes Monogénica demora, em média, 14 anos a diagnosticar em Portugal https://saudeonline.pt/diabetes-monogenica-demora-em-media-14-anos-a-diagnosticar-em-portugal/ https://saudeonline.pt/diabetes-monogenica-demora-em-media-14-anos-a-diagnosticar-em-portugal/#respond Fri, 07 Oct 2022 08:14:44 +0000 https://saudeonline.pt/?p=135896 Apenas cerca de 150 pessoas estão diagnosticadas com este tipo raro de diabetes. "Os médicos não estão alertados para o diagnóstico, os pacientes são tratados como se tivessem diabetes tipo 1 ou 2", sublinha Luísa Barros, coordenadora do grupo de estudos de Diabetes Mellitus da SPEDM.

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O diagnóstico da Diabetes Monogénica em Portugal demora cerca de 14 anos. Este é um tipo de diabetes raro, hereditário e que está subdiagnosticado no país, avança um estudo casuístico apresentado esta sexta-feira, 7 de outubro, na reunião Horizontes da Diabetes, organizada pelo grupo de estudos de Diabetes Mellitus da SPEDM – Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, em Aveiro.

Os dados coligidos indicam que foram, até agora, diagnosticadas 149 pessoas com Diabetes Monogénica (ou MODY – Maturity-onset diabetes of the young) nos 14 serviços ou unidades de Endocrinologia (de um total de 28 no Continente e Ilhas) que disponibilizaram informação para o estudo. Cerca de 60% são mulheres.

Luísa Barros, a coordenadora do grupo de estudos de Diabetes Mellitus da SPEDM, sublinha que há um subdiagnóstico deste tipo raro de diabetes e com consequências na abordagem clínica: “Como os médicos não estão alertados para o diagnóstico, os pacientes são tratados como se tivessem diabetes tipo 1 ou 2.” Contudo, continua a endocrinologista, “conhecem-se atualmente mais de uma dezena de variantes genéticas de MODY que condicionam diferentes alterações metabólicas com tratamento específico adequado a cada caso. Sem isso, há pacientes a serem tratados com insulina quando poderiam tomar comprimidos.”

E outros que estando a fazer medicação, não necessitam dela, acrescenta a endocrinologista Sofia Teixeira, secretária do grupo de estudos de Diabetes Mellitus da SPEDM: “As duas mutações mais frequentes nesta amostra são HNF1A e glucocinase (GCK), encontradas em 38% e 36% das pessoas identificadas neste levantamento. À luz do conhecimento atual, as pessoas com GCK não precisam de fazer qualquer tipo de tratamento para controlar a glicemia, nem de fazer qualquer tipo de vigilância, porque não desenvolvem complicações tipicamente associadas à diabetes.”

A idade média destas pessoas à data do diagnóstico de diabetes foi de 24 anos, mas o diagnóstico da diabetes MODY ocorreu, em média, 14 anos depois. “O que significa que observamos um atraso médio no diagnóstico de aproximadamente 14 anos”, refere a endocrinologista Sofia Teixeira que, com Luísa Barros e Catarina Saraiva, está a desenvolver este estudo casuístico.

O objetivo agora será criar um registo nacional de diabetes monogénica.

SO/COMUNICADO

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