Lino Patrício - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/lino-patricio/ Notícias sobre saúde Fri, 16 Sep 2022 12:01:53 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Lino Patrício - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/lino-patricio/ 32 32 Doença Valvular Cardíaca. “A avaliação médica regular é fundamental” https://saudeonline.pt/doenca-valvular-cardiaca-a-avaliacao-medica-regular-e-fundamental/ https://saudeonline.pt/doenca-valvular-cardiaca-a-avaliacao-medica-regular-e-fundamental/#respond Thu, 15 Sep 2022 08:38:56 +0000 https://saudeonline.pt/?p=134929 Em entrevista, o diretor do Departamento Cérebro-cardiovascular do Hospital de Évora, Lino Patrício, aborda a importância do diagnóstico precoce da doença da válvula cardíaca e pede aos colega que "não deixem de tratar os mais idosos".

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Doença Valvular Cardíaca

Termina esta sexta-feira, 16 de setembro, a Semana Europeia da Sensibilização para a Doença Valvular Cardíaca que se centra na campanha #OuçaOSeuCoração. Organizada pela Global Heart Hub, une-se à iniciativa Valve For Life e à campanha “Corações de Amanhã” da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC). 

 

A doença valvular cardíaca é descrita como a próxima epidemia cardíaca. Porquê?

Porque afeta uma em cada oito pessoas com mais de 75 anos. Estima-se mesmo que este número duplique até 2040 e triplique até 2060. A degenerescência das válvulas e o envelhecimento da população vão levar a um aumento desta condição.

Como se caracteriza a doença da válvula cardíaca?

Os seres humanos têm quatro válvulas no coração que podem começar a funcionar mal, quer por insuficiência, não fecham bem, quer  por estenose, aperto. As patologias mais comuns são a estenose aórtica e a insuficiência mitral, que afetam  o fluxo sanguíneo para todo o corpo. Os sintomas mais comuns são, essencialmente, aperto ou dor no peito, falta de ar, fadiga, desmaios e atividade física reduzida.

Mas a causa da patologia valvular é somente o envelhecimento?

Na maioria das situações, sim. Quando a doença era reumática e inflamatória, afetava, sobretudo, jovens adultos, mas atualmente as alterações são principalmente degenerativas.

 

“… o grande problema é achar-se que alguns dos sintomas, como a fadiga, são próprias da idade.”

 

 A doença da válvula cardíaca está subdiagnosticada e subtratada?

Sim, sem dúvida! Por um lado, o grande problema é achar-se que alguns dos sintomas, como a fadiga, são próprias da idade. Por outro, nem sempre se usa o estetoscópio, na observação dos doentes. É sempre importante, mas nomeadamente a partir dos 50 anos é fundamental auscultar os doentes. A avaliação médica regular, através da auscultação  do coração com um estetoscópio, é fundamental na doença das válvulas cardíacas. Todos os médicos, sobretudo os de família, devem fazê-lo para detetarem o quanto antes esta patologia. Há quem esteja anos sem qualquer sintoma; o diagnóstico e a referenciação atempada para o cardiologista fazem toda a diferença.

 

“Hábitos de vida saudáveis são sempre importantes, mas não existe forma de  evitar a degenerescência das válvulas.”

 

Qual o tratamento?

Depende da doença, mas existem situações clínicas que, quando diagnosticadas atempadamente, podem ser tratadas  de forma simples.  Os medicamentos diminuem os sintomas: nos casos mais graves, consoante  a patologia, pode ser também necessário recorrer a intervenção cirúrgica para reparar ou substituir a válvula ou a intervenção percutânea.

Quando este problema de saúde surge por causa da idade avançada, há alguma forma de a prevenir?

Hábitos de vida saudáveis são sempre importantes, mas não existe forma de  evitar a degenerescência das válvulas. No entanto, a substituição valvular sem intervenção cirúrgica é uma forma simples de tratamento e tem excelentes resultados.

Que mensagem gostaria de deixar aos médicos?

Não deixem de tratar os mais idosos. No meu hospital já intervi em  muitas pessoas com mais de 90 anos e hoje têm uma vida com mais qualidade e bem-estar. Não se podem colocar limites etários… Todos têm direito ao tratamento e à qualidade de vida.

SO

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Estenose aórtica. A ‘doença dos avós’, que pode ser fatal e está subdiagnosticada https://saudeonline.pt/estenose-aortica-a-doenca-dos-avos-que-pode-ser-fatal-e-esta-subdiagnosticada-2/ https://saudeonline.pt/estenose-aortica-a-doenca-dos-avos-que-pode-ser-fatal-e-esta-subdiagnosticada-2/#respond Fri, 03 Sep 2021 12:55:52 +0000 https://saudeonline.pt/?p=120482 O diretor do Centro de Responsabilidade Integrado Cérebro-Cardiovascular, do Hospital de Évora, alerta para a importância de reconhecer esta patologia, que se estima afetar 5% dos idosos.

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estenose aórtica - lino patrício

Quais são os sintomas mais comuns associados à estenose aórtica?

Os sintomas mais frequentes são o cansaço, a falta de ar, dor no peito e síncope ou desmaio. Estes resultam da alteração que está na base da estenose aórtica, a qual significa que há um aperto da válvula aórtica e a redução da quantidade de sangue que sai do coração cada vez que este faz uma contração (sístole). Portanto, quando há menos sangue a irrigar o coração, poderá haver dor no peito. Se há menos sangue a chegar ao cérebro, dá-se a síncope. Se há menos sangue a chegar aos músculos, a consequência é o aumento do cansaço.

Qual é a sua incidência em Portugal?

A incidência desta patologia é de 5% da população acima dos 65 anos. Esta doença, uma das mais comuns das válvulas do coração, é, por isso, considerada uma “doença de avós”.

Quais são os tratamentos disponíveis para esta condição e de que forma podem impactar o prognóstico dos doentes?

O tratamento da estenose aórtica é realizado através da substituição valvular, seja por cirurgia, seja por intervenção percutânea. De momento, a intervenção percutânea está indicada para doentes inoperáveis, de risco intermédio e alto risco cirúrgico. Mas a tendência e a exigência dos doentes, é a de que a indicação será de acordo com a idade, independentemente do risco cirúrgico.

É crucial reforçar que, tal como se juntaram todos para proteger os avós durante a pandemia, é necessário manter esta atitude em relação à estenose aórtica e aos tratamentos minimamente invasivos. Devemos olhar para os avós como cidadãos de pleno direito de serem tratados e não deixar que fiquem a aguardar em listas de espera de cirurgia ou de intervenção minimamente invasiva por incapacidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Esta é uma patologia subdiagnosticada?

É uma patologia dos idosos e, portanto, alguns dos sintomas, como o cansaço, podem não ser valorizados como patológicos, sendo associados à idade. Além disso, o facto de estes terem concomitantemente outras patologias – como a diabetes e insuficiência respiratória ou renal – poderá dificultar também a valorização desta condição e a respetiva indicação para a substituição cirúrgica da válvula.

Se esta for considerada a única opção de tratamento, pode consequentemente levar ao atraso na indicação para técnicas percutâneas e estas devem ser realizadas o mais precocemente possível, pois a estenose aórtica é uma doença fatal caso não seja devidamente detetada e tratada.

SO

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Os sintomas mais frequentes são o cansaço, a falta de ar, dor no peito e síncope ou desmaio. Estes resultam da alteração que está na base da estenose aórtica, a qual significa que há um aperto da válvula aórtica e a redução da quantidade de sangue que sai do coração cada vez que este faz uma contração (sístole). Portanto, quando há menos sangue a irrigar o coração, poderá haver dor no peito. Se há menos sangue a chegar ao cérebro, dá-se a síncope. Se há menos sangue a chegar aos músculos, a consequência é o aumento do cansaço.

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O tratamento da estenose aórtica é realizado através da substituição valvular, seja por cirurgia, seja por intervenção percutânea. De momento, a intervenção percutânea está indicada para doentes inoperáveis, de risco intermédio e alto risco cirúrgico. Mas a tendência e a exigência dos doentes, é a de que a indicação será de acordo com a idade, independentemente do risco cirúrgico.

É crucial reforçar que, tal como se juntaram todos para proteger os avós durante a pandemia, é necessário manter esta atitude em relação à estenose aórtica e aos tratamentos minimamente invasivos. Devemos olhar para os avós como cidadãos de pleno direito de serem tratados e não deixar que fiquem a aguardar em listas de espera de cirurgia ou de intervenção minimamente invasiva por incapacidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Esta é uma patologia subdiagnosticada?

É uma patologia dos idosos e, portanto, alguns dos sintomas, como o cansaço, podem não ser valorizados como patológicos, sendo associados à idade. Além disso, o facto de estes terem concomitantemente outras patologias – como a diabetes e insuficiência respiratória ou renal – poderá dificultar também a valorização desta condição e a respetiva indicação para a substituição cirúrgica da válvula.

Se esta for considerada a única opção de tratamento, pode consequentemente levar ao atraso na indicação para técnicas percutâneas e estas devem ser realizadas o mais precocemente possível, pois a estenose aórtica é uma doença fatal caso não seja devidamente detetada e tratada.

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