Joana Delgado Silva - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/joana-delgado-silva/ Notícias sobre saúde Wed, 11 Mar 2026 16:10:45 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Joana Delgado Silva - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/joana-delgado-silva/ 32 32 Quando os medicamentos não chegam: o papel da desnervação renal no controlo da hipertensão https://saudeonline.pt/quando-os-medicamentos-nao-chegam-o-papel-da-desnervacao-renal-no-controlo-da-hipertensao/ https://saudeonline.pt/quando-os-medicamentos-nao-chegam-o-papel-da-desnervacao-renal-no-controlo-da-hipertensao/#respond Tue, 10 Mar 2026 09:11:52 +0000 https://saudeonline.pt/?p=184314 Presidente da APIC - Associação portuguesa de Intervenção Cardiovascular

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A hipertensão arterial é um dos maiores desafios de saúde pública da atualidade. Afeta milhões de pessoas e continua a ser uma das principais causas de enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e doença renal. Apesar da existência de tratamentos eficazes, muitos doentes continuam com valores de tensão arterial acima do recomendado.

Entre estes, existe um grupo particularmente desafiante: os doentes com hipertensão resistente. Mesmo tomando vários medicamentos e adotando medidas de estilo de vida adequadas, a tensão arterial permanece elevada. Estes doentes apresentam um risco cardiovascular significativamente maior e representam um desafio clínico importante. Embora esta continue a ser a situação mais clássica, existem também doentes com hipertensão difícil de controlar por intolerância a múltiplos fármacos ou dificuldade em tomar vários medicamentos de forma regular.

Nos últimos anos, a desnervação renal tem emergido como uma opção terapêutica adicional nestes casos. Trata-se de um procedimento minimamente invasivo realizado através de um cateter introduzido numa artéria, semelhante a outros procedimentos de cardiologia de intervenção. Durante o procedimento, é aplicada energia nas artérias renais para reduzir a atividade dos nervos que contribuem para o aumento da pressão arterial.

A evidência científica mais recente, incluindo ensaios clínicos randomizados com controlo por sham-procedure, demonstrou que esta abordagem pode reduzir de forma consistente os valores de tensão arterial, com um perfil de segurança favorável. Para alguns doentes, pode representar uma ajuda importante no controlo de uma doença que, de outra forma, permanece difícil de tratar.

Perante esta evolução do conhecimento, a Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) e a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) desenvolveram um documento de consenso nacional que procura clarificar em que situações esta técnica pode ser considerada e como pode ser integrada na prática clínica em Portugal. O objetivo é integrar esta opção terapêutica de forma responsável e baseada na melhor evidência científica disponível.

O documento sublinha a importância de identificar corretamente os doentes que podem beneficiar deste procedimento. Antes de considerar a desnervação renal, é essencial confirmar que a hipertensão está verdadeiramente descontrolada, otimizar a terapêutica médica e excluir outras causas que possam justificar a sua elevação. A decisão deve ser tomada por equipas multidisciplinares com experiência na abordagem da hipertensão.

Num contexto em que o controlo da tensão arterial continua aquém do desejável, a desnervação renal representa um avanço relevante. Quando utilizada em doentes selecionados e por equipas experientes, pode tornar-se uma ferramenta importante para melhorar o controlo da hipertensão e reduzir o risco de complicações cardiovasculares a longo prazo.

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“Um dos objetivos prioritários da APIC é trabalhar para uniformizar o acesso a procedimentos” https://saudeonline.pt/um-dos-objetivos-prioritarios-da-apic-e-trabalhar-para-uniformizar-o-acesso-a-procedimentos-2/ https://saudeonline.pt/um-dos-objetivos-prioritarios-da-apic-e-trabalhar-para-uniformizar-o-acesso-a-procedimentos-2/#respond Fri, 02 May 2025 09:30:44 +0000 https://saudeonline.pt/?p=174650 Joana Delgado Silva é a nova presidente da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular - APIC para o biénio 2025-2027. Em entrevista, fala sobre os objetivos do mandato, nomeadamente a uniformização do acesso a procedimentos de Cardiologia de Intervenção, a nível nacional.

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Quais os principais objetivos do seu mandato na APIC?

Durante este mandato, pretendemos reforçar cinco grandes pilares: a formação contínua dos profissionais, a formação e sensibilização dos doentes, o apoio ao desenvolvimento de carreira dos jovens cardiologistas de intervenção, o incentivo à investigação científica e a promoção da colaboração nacional e internacional. Um dos nossos grandes objetivos é também fortalecer o papel da APIC como representante da Cardiologia de Intervenção junto das entidades reguladoras e decisoras, defendendo os interesses dos profissionais e dos doentes.

Como avalia, atualmente, a realidade portuguesa da Cardiologia de Intervenção?

Portugal tem uma prática de excelência na Cardiologia de Intervenção, reconhecida internacionalmente, e conta com profissionais altamente qualificados. No entanto, persistem desafios significativos, particularmente no acesso equitativo aos procedimentos que modificam o prognóstico dos doentes, como a intervenção percutânea da válvula aórtica. Verificam-se ainda diferenças geográficas relevantes, com algumas regiões a enfrentarem listas de espera longas.

Um dos objetivos prioritários do nosso mandato é trabalhar para uniformizar o acesso a estes procedimentos em todo o território nacional, promovendo a criação e divulgação pública de listas de espera para procedimentos específicos, garantindo transparência, equidade e permitindo uma melhor gestão dos recursos disponíveis. Acreditamos que a visibilidade destes dados será um passo essencial para sensibilizar decisores políticos e melhorar os cuidados prestados aos doentes.

“…a Cardiologia de Intervenção continua a ser uma área bastante atrativa para os internos. Trata-se de uma especialidade que alia conhecimento técnico avançado, inovação constante e impacto direto na vida dos doentes”

Quais são os principais desafios?

Entre os principais desafios, destaco: garantir o acesso uniforme ao tratamento percutâneo das doenças cardiovasculares em todo o território nacional, assegurar a formação de novos especialistas num contexto de evolução tecnológica muito rápida, reforçar a capacidade de investigação clínica e representar eficazmente a Cardiologia de Intervenção nas decisões políticas sobre saúde. É igualmente importante a sustentabilidade dos programas de intervenção, num contexto de pressão orçamental crescente.

É uma área de interesse para os internos?

Sim, a Cardiologia de Intervenção continua a ser uma área bastante atrativa para os internos. Trata-se de uma especialidade que alia conhecimento técnico avançado, inovação constante e impacto direto na vida dos doentes. No entanto, também reconhecemos que a formação é desafiante e é fisicamente exigente, com longas horas de trabalho em sala de intervenção e com exposição a radiação ionizante. Um dos nossos compromissos é precisamente investir em programas de formação e mentoria e promover boas práticas de proteção radiológica, de forma a apoiar os internos e jovens especialistas no seu desenvolvimento profissional e pessoal.

Que iniciativas pretendem organizar nos próximos tempos?

Estamos a preparar várias iniciativas para reforçar a formação, a atualização científica e a ligação entre os profissionais da área. Em junho, realizaremos o Focus Meeting da APIC, que será dedicado à Desnervação Renal, Encerramento do Apêndice Auricular Esquerdo e Encerramento de Foramen Oval Patente. Em novembro, teremos a Reunião Anual da APIC, um dos momentos altos do calendário científico nacional.

Paralelamente, dinamizaremos webinares temáticos e o Day at the Cath Lab (D@CL), que oferece uma visão prática e envolvente da atividade diária em Cardiologia de Intervenção. Estamos também a organizar cursos de simulação, para treino técnico e tomada de decisão em cenários complexos e programas de preparação para publicação científica, que apoiarão a formação em investigação dos jovens cardiologistas de intervenção. Adicionalmente, estamos a reformular o Club@APIC, criando um espaço renovado de interação e formação.

 

Maria João Garcia

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Quais os principais objetivos do seu mandato na APIC?

Durante este mandato, pretendemos reforçar cinco grandes pilares: a formação contínua dos profissionais, a formação e sensibilização dos doentes, o apoio ao desenvolvimento de carreira dos jovens cardiologistas de intervenção, o incentivo à investigação científica e a promoção da colaboração nacional e internacional. Um dos nossos grandes objetivos é também fortalecer o papel da APIC como representante da Cardiologia de Intervenção junto das entidades reguladoras e decisoras, defendendo os interesses dos profissionais e dos doentes.

Como avalia, atualmente, a realidade portuguesa da Cardiologia de Intervenção?

Portugal tem uma prática de excelência na Cardiologia de Intervenção, reconhecida internacionalmente, e conta com profissionais altamente qualificados. No entanto, persistem desafios significativos, particularmente no acesso equitativo aos procedimentos que modificam o prognóstico dos doentes, como a intervenção percutânea da válvula aórtica. Verificam-se ainda diferenças geográficas relevantes, com algumas regiões a enfrentarem listas de espera longas.

Um dos objetivos prioritários do nosso mandato é trabalhar para uniformizar o acesso a estes procedimentos em todo o território nacional, promovendo a criação e divulgação pública de listas de espera para procedimentos específicos, garantindo transparência, equidade e permitindo uma melhor gestão dos recursos disponíveis. Acreditamos que a visibilidade destes dados será um passo essencial para sensibilizar decisores políticos e melhorar os cuidados prestados aos doentes.

“…a Cardiologia de Intervenção continua a ser uma área bastante atrativa para os internos. Trata-se de uma especialidade que alia conhecimento técnico avançado, inovação constante e impacto direto na vida dos doentes”

Quais são os principais desafios?

Entre os principais desafios, destaco: garantir o acesso uniforme ao tratamento percutâneo das doenças cardiovasculares em todo o território nacional, assegurar a formação de novos especialistas num contexto de evolução tecnológica muito rápida, reforçar a capacidade de investigação clínica e representar eficazmente a Cardiologia de Intervenção nas decisões políticas sobre saúde. É igualmente importante a sustentabilidade dos programas de intervenção, num contexto de pressão orçamental crescente.

É uma área de interesse para os internos?

Sim, a Cardiologia de Intervenção continua a ser uma área bastante atrativa para os internos. Trata-se de uma especialidade que alia conhecimento técnico avançado, inovação constante e impacto direto na vida dos doentes. No entanto, também reconhecemos que a formação é desafiante e é fisicamente exigente, com longas horas de trabalho em sala de intervenção e com exposição a radiação ionizante. Um dos nossos compromissos é precisamente investir em programas de formação e mentoria e promover boas práticas de proteção radiológica, de forma a apoiar os internos e jovens especialistas no seu desenvolvimento profissional e pessoal.

Que iniciativas pretendem organizar nos próximos tempos?

Estamos a preparar várias iniciativas para reforçar a formação, a atualização científica e a ligação entre os profissionais da área. Em junho, realizaremos o Focus Meeting da APIC, que será dedicado à Desnervação Renal, Encerramento do Apêndice Auricular Esquerdo e Encerramento de Foramen Oval Patente. Em novembro, teremos a Reunião Anual da APIC, um dos momentos altos do calendário científico nacional.

Paralelamente, dinamizaremos webinares temáticos e o Day at the Cath Lab (D@CL), que oferece uma visão prática e envolvente da atividade diária em Cardiologia de Intervenção. Estamos também a organizar cursos de simulação, para treino técnico e tomada de decisão em cenários complexos e programas de preparação para publicação científica, que apoiarão a formação em investigação dos jovens cardiologistas de intervenção. Adicionalmente, estamos a reformular o Club@APIC, criando um espaço renovado de interação e formação.

 

Maria João Garcia

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Joana Delgado Silva é a nova presidente da APIC https://saudeonline.pt/joana-delgado-silva-e-a-nova-presidente-da-apic/ https://saudeonline.pt/joana-delgado-silva-e-a-nova-presidente-da-apic/#respond Mon, 14 Apr 2025 09:32:07 +0000 https://saudeonline.pt/?p=174278 A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular - APIC - elegeu a cardiologista Joana Delgado Silva como presidente da direção para o biénio 2025-2027.

O conteúdo Joana Delgado Silva é a nova presidente da APIC aparece primeiro em Saúde Online.

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Joana Delgado Silva é cardiologista de Intervenção na ULS de Coimbra e fez parte dos órgãos sociais da APIC no biénio 2023-2025  como vogal da mesa da Assembleia-geral. O principal objetivo da nova direção é consolidar os projetos em curso, reforçar o papel da APIC no cenário internacional e investir no futuro, através de iniciativas que promovam a formação contínua, a igualdade, a transparência e a investigação científica de ponta. “Assumir a responsabilidade de liderar a APIC é um compromisso com a nossa comunidade, com a inovação e com o legado desta instituição, sempre com foco no futuro da Cardiologia de Intervenção em Portugal”, diz Joana Delgado Silva, em comunicado.

A nova Direção quer manter o seu papel ativo na formação e consciencialização da população para melhorar os resultados na saúde cardiovascular em Portugal”. Outra prioridade é a  formação contínua dos profissionais de saúde, com cursos e programas especializados que promovam a partilha de conhecimentos e experiências interpares. “Acreditamos que a APIC deve ser uma voz ativa na definição de políticas de saúde, defendendo os interesses dos profissionais e dos doentes. Pretendemos estabelecer um diálogo regular com o Ministério da Saúde, e outras entidades relevantes, para assegurar que as especificidades da Cardiologia de Intervenção sejam reconhecidas e integradas nas estratégias de saúde nacionais”, salienta a responsável.

“Este esforço incluirá a promoção de políticas que valorizem o acesso equitativo a tecnologias e procedimentos inovadores, bem como a criação de condições que beneficiem toda a comunidade cardiovascular”, reforça.

A restante Direção é constituída por João Silva Marques (Secretário-Geral) e João Brito (Tesoureiro). A Assembleia-Geral é composta por Jorge Guardado (Presidente), Catarina Quina (Vogal) e Cláudio Guerreiro (Vogal).

MJG/COMUNICADO

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