Especial | Dia Mundial do Cancro - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/especial-dia-mundial-do-cancro/ Notícias sobre saúde Mon, 07 Oct 2019 15:52:25 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Especial | Dia Mundial do Cancro - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/especial-dia-mundial-do-cancro/ 32 32 Cientistas desvendam mecanismo que potencia crescimento do melanoma https://saudeonline.pt/cientistas-desvendam-mecanismo-que-potencia-crescimento-do-melanoma/ Mon, 04 Feb 2019 14:43:57 +0000 https://saudeonline.pt/?p=67218 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Cientistas desvendam mecanismo que potencia crescimento do melanoma aparece primeiro em Saúde Online.

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Entrevista a Daniel Pereira da Silva: vacinação contra o HPV previne 90% das infeções https://saudeonline.pt/entrevista-a-daniel-pereira-da-silva-vacinacao-contra-o-hpv-previne-90-das-infecoes/ https://saudeonline.pt/entrevista-a-daniel-pereira-da-silva-vacinacao-contra-o-hpv-previne-90-das-infecoes/#respond Mon, 04 Feb 2019 09:15:05 +0000 https://saudeonline.pt/?p=67136 Em entrevista ao Saúde Online, o médico ginecologista Daniel Pereira da Silva reforça a importância da vacinação contra o HPV, o vírus responsável pela maioria dos casos de cancro do colo do útero. Isto apesar de, em Portugal, a taxa de cobertura da vacina nas mulheres com menos de 25 anos já estar nos 90%.

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Qual é a incidência deste tipo de cancro?

Dr. Daniel Pereira da Silva | A incidência é intermédia no panorama europeu e, em Portugal, ronda os 8/9 casos por cada 100 mil mulheres. São 700 a 750 casos por ano. Morrem cerca de 300 mulheres por ano com este cancro.

É uma mortalidade de quase 50%, ainda elevada.

DPdS | Sim mas que tem vindo a diminuir, na medida em que essa mortalidade resulta do facto de o diagnóstico ter ser feito tardiamente até há alguns anos. Felizmente, e isso é muito notório aqui na região de Coimbra, o rastreio teve um impacto fundamental na redução da incidência e da mortalidade. Tanto a incidência como os casos avançados diminuíram significativamente.

Todos os casos de cancro do colo do útero são provocados pelo HPV (Vírus do Papiloma Humano)?

DPdS | São todos. Hoje em dia, temos de considerar que todos os casos têm o HPV associado. A infeção pelo HPV não é causa suficiente, na medida em que é uma infeção muito frequente em todo o mundo e também em Portugal. Na população com menos de 50 anos, cerca de 80% teve infeção em algum momento da vida.

Felizmente, a maior parte das mulheres desenvolve mecanismos de defesa contra a infeção. Mas há uma percentagem de cerca de 5% que não desenvolve essa proteção.

Quais são os sintomas a que é preciso estar atento?

DPdS | Infelizmente, estes só aparecem numa fase tardia da doença. Aí pode haver um sangramento durante as relações sexuais ou de forma espontânea, um corrimento de cheiro intenso. Nas fases iniciais, a doença é assintomática. Não há sintoma que permita suspeitar – pela história clínica ou pelas queixas da doente – da presença da doença.

Já vemos muitos poucos casos avançados em cidadãs nacionais. Ainda há dias vi, sim, uma familiar de um refugiado, que está em Portugal, e que está numa situação idêntica àquelas que eu via com alguma frequência há quinze anos atrás. Neste momento, os casos avançados afetam mais a população migrante. São pessoas que não tiveram o mínimo acesso a cuidados de saúde e que representam a população de maior risco.

Do total de casos, quantos chegam ao estado avançado?

DPdS | Do total de infeções, cerca de 5% podem desenvolver doença. A maior parte desses casos são lesões pré-cancerosas, que são detetadas no rastreio. Os casos que depois chegam a cancro invasivo representam nem 1% do total. São casos de mulheres que não foram vacinadas nem fazem rastreios. Este é um cancro prevenível.

O rastreio é feito, ou deveria ser feito, com que frequência?

DPdS | As recomendações nacionais e internacionais com citologia indicavam que devia ser feito de 3 em 3 anos. Contudo, neste momento, existem recomendações para abandonarmos a citologia como método de rastreio e para passarmos a fazer apenas o teste ao HPV como rastreio. Neste caso, basta fazê-lo de 5 em 5 anos, a partir dos 25 anos.

E depois até que idade?

DPdS | Aí já é mais discutível mas o que está definido são os 60 anos. Também há quem defenda os 65 anos.

Qual é a importância da vacina como prevenção?

DPdS | A vacina tem um papel fundamental. A taxa de cobertura vacinal em Portugal em todas as mulheres com menos de 25 anos rondou os 90%, em 2018. Isto vai ter resultados decisivos no futuro, até para nós [médicos] definirmos novas metodologias de rastreio. Estamos convictos, conforme já se verifica em países que têm programas mais avançados (o maior exemplo é o da Austrália), que a vacina é, de facto, muito eficaz. A vacina continua a confirmar os resultados que foram obtidos nos ensaios clínicos – e nem sempre isso acontece. No terreno, verifica-se que há uma redução extraordinária das lesões pré-cancerosas e das cancerosas. A vacina atual cobre 90% dos vírus que estão associados a este cancro, é uma cobertura fantástica.

Esta vacina é administrada em que idade?

DPdS | A vacina faz parte do Programa Nacional de Vacinação (PNV). É dada preferencialmente nos adolescentes, entre os 9 e os 14 anos em duas doses. Continua a ser dada, no âmbito do PNV, depois dos 15 anos mas aí já são três doses que têm de ser feitas.

Entretanto a vacina foi alargada aos rapazes por indicação do parlamento. O que pensa dessa decisão?

DPdS | A carga da doença nos rapazes é muito menor. Contudo, há cancros que também afetam os rapazes, como o cancro anal (em que 90% dos casos estão associados ao HPV), o cancro da orofaringe, do pénis. Contudo, estes são cancros raros, tal como são, no caso das raparigas, os cancros da vagina e da vulva.

Portanto, sou a favor desse alargamento, já que os rapazes vão, não só beneficiar eles próprios de proteção, como também dar uma outra proteção a todas as parceiras com quem tenham um envolvimento sexual. Não deve haver diferenciação de género aqui.

Em relação à terapêutica, nos casos em o cancro evolui até um estado avançado, quais são as opções?

DPdS | As terapêuticas são variáveis, consoante a fase em a doença estiver. Numa fase inicial, é possível fazer a cirurgia (com uma taxa de cura muito elevada, na ordem dos 95%). Na sequência da cirurgia, pode haver lugar a radioterapia.

E, nesses casos, a reabilitação da mulher é total?

DPdS | Pode ter algumas consequências na esfera sexual, já que, por exemplo, a vagina pode ficar encurtada. Mas é o melhor que se consegue e é possível dar uma qualidade de vida significativa.

Depois, nos casos mais avançados, o tratamento tem de passar por quimio e radioterapia em simultâneo. Aí já não há lugar à cirurgia.

E em relação aos fármacos já disponíveis (como o bevacizumab), qual é a eficácia conhecida?

DPdS | Existem vários mas não se demonstrou ainda que existam fármacos que tenham um valor significativamente superior em relação aos tratamentos convencionais. Vão-se procurando novas abordagens terapêuticas com maior sucesso mas não podemos dizer que já as conseguimos. Este tumor, em mulheres com menos de 50 anos de idade, é o segundo mais frequente.

O que pode ainda ser feito para diminuir o número de infeções e para tornar este cancro menos frequente?

DPdS | Acho que estamos num bom caminho. Existe uma deliberação no sentido de mudarmos o rastreio da citologia para o teste ao HPV. Assim, vamos à procura do agente etiológico e não já das consequências desse agente – estamos a antecipar a própria doença. Seria muito interessante que as mulheres que não foram vacinadas, porque tinham mais de 25 anos, ou que falharam a vacinação, que o façam. Nas mulheres sexualmente ativas, a vacina tem lugar. Ainda há dias vi uma mulher a quem propus a vacina há 10 anos atrás. Ela não a fez e hoje tem a doença.

Tiago Caeiro

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“Precisamos de encarar o tabaco como um inimigo”, afirma Diretor do Programa para as Doenças Oncológicas https://saudeonline.pt/precisamos-de-encarar-o-tabaco-como-um-inimigo-afirma-diretor-do-programa-para-as-doencas-oncologicas/ Mon, 04 Feb 2019 09:14:11 +0000 https://saudeonline.pt/?p=67169 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> “Precisamos de encarar o tabaco como um inimigo”, afirma Diretor do Programa para as Doenças Oncológicas aparece primeiro em Saúde Online.

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Centro Hospitalar de Leiria trabalha para desmistificar o cancro https://saudeonline.pt/centro-hospitalar-de-leiria-trabalha-para-desmistificar-o-cancro/ https://saudeonline.pt/centro-hospitalar-de-leiria-trabalha-para-desmistificar-o-cancro/#respond Mon, 04 Feb 2019 09:06:53 +0000 https://saudeonline.pt/?p=67185 O Centro Hospitalar de Leiria (CHL) vai dinamizar mais uma edição da iniciativa “Reagir”, que pretende desmistificar a palavra cancro, que “ainda mete medo”, diz uma enfermeira do hospital de dia do Hospital de Santo André.

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“A palavra cancro ainda incute medo. Tentamos desmistificar em cada vinda e vai-se conseguindo aliviar um pouco a pressão psicológica que a palavra em si causa. Daí a iniciativa ‘Reagir’, para tentar aliviar esse peso”, adiantou a enfermeira Fátima Rolo, que está no hospital de dia do Hospital de Santo André (HSA) há 16 anos.

Alcina Ponte, diretora do Hospital de Dia, onde, entre outros tratamentos, são realizadas sessões de quimioterapia, acrescentou à Lusa que “quanto mais se conviver com a realidade e se chamar a palavra pelo seu nome, mais fácil será enfrentar o cancro”. “Não conseguimos ultrapassar, se não lidarmos com a palavra”, reforçou.

À semelhança do que sucedeu em 2018, o Centro Hospitalar de Leiria (CHL) vai assinalar o Dia Mundial de Luta Contra o Cancro com a iniciativa “Reagir”, cuja primeira ação está agendada para segunda-feira.

Pelas 12:00, no auditório do Hospital de Santo André, o CHL organiza a conferência “Conviver com o cancro”, destinada a profissionais, doentes e as suas famílias, e que tem como oradoras a diretora do Serviço de Oncologia Médica do IPO de Coimbra, Gabriela Sousa, e a membro da direção clínica da Unidade de Cuidados Continuados da Batalha Ângela Coelho.

“Habitualmente, já assinalávamos o dia 4 de fevereiro com algumas atividades organizadas pela equipa que aqui trabalha. Procurávamos dar um dia diferente. No ano passado, surgiu a ideia de extrapolar para o exterior e mostrar à comunidade aquilo que também se faz cá dentro, com dois objetivos: sensibilizar para o tema do cancro e para a prevenção, e dizer o que fazemos, como diagnosticamos, como tratamos, como acompanhamos”, explicou Alcina Ponte.

Com o mote “As Artes de Leiria na Luta ao Cancro”, este projeto convida todos os leirienses a participar em ações de sensibilização para a prevenção e deteção precoce do cancro, informando, alertando e mostrando que há vida para além desta doença.

Além da conferência, está prevista uma caminhada no dia 10, com concentração no Largo de Papa, às 09:30, e uma corrida/caminhada, no dia 13, que integra as Brisas do Lis Night Run, pelas 21:30. A concentração é na Praça Rodrigues Lobo e o percurso tem passagem pelo Hospital de Santo André.

Já no dia 16, realiza-se a “Gala Reagir 2019”, um espetáculo solidário que decorrerá no Teatro José Lúcio da Silva, pelas 21:30, com a participação de artistas leirienses de várias áreas, como a dança, a música e o teatro. O preço dos bilhetes reverte para o hospital de dia.

No Hospital de Dia do HSA realizam-se tratamentos de quimioterapia e “outros que estejam relacionados com o cancro”, explicou Alcina Ponte.

A médica informa que, neste serviço, uma equipa de quatro oncologistas, dez enfermeiros, uma psicóloga, uma nutricionista, duas assistentes operacionais e uma assistente técnica procuram “humanizar” ao máximo o acompanhamento dos utentes.

“Procuramos que toda a equipa esteja disponível para ouvir, para que o doente saiba que está sempre aqui alguém para os escutar e que os compreende. Isso dá confiança. Toda a equipa está sensibilizada para humanizar e orgulho-me bastante desta equipa”, destacou Alcina Ponte.

O Hospital de Dia do HSA é centro referência nacional dos cancros do cólon e biliopancreático e acompanha também os tumores mais frequentes em Portugal: pulmão, próstata, mama, bexiga e aparelho digestivo.

Diariamente, passam, no Hospital de Dia, uma média “entre 40 a 50 doentes” e realizam-se “cerca de nove mil sessões por ano”, informou ainda Fátima Rolo.

LUSA

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IPO-Porto cria Provedoria do Doente para dar voz aos utentes https://saudeonline.pt/ipo-porto-cria-provedoria-do-doente-para-dar-voz-aos-utentes/ https://saudeonline.pt/ipo-porto-cria-provedoria-do-doente-para-dar-voz-aos-utentes/#respond Mon, 04 Feb 2019 09:02:59 +0000 https://saudeonline.pt/?p=67183 O IPO-Porto anunciou, este domingo, a criação da Provedoria do Doente, que será um órgão consultivo, designado por três anos, com competências para elaborar recomendações, sugestões ou pareceres dirigidos ao conselho de administração.

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IPO de Lisboa

O presidente do IPO-Porto, Laranja Pontes, explicou que a proposta, inédita na área da oncologia, quer “incluir ainda mais o doente no processo de organização e decisão dos cuidados de saúde e garantir aos mesmos uma entidade idónea e isenta a quem se possam dirigir com as suas sugestões, anseios e oportunidades de melhoria”.

Para concretizar este projeto, o IPO-Porto convida os seus doentes a apresentarem as candidaturas, com carta de motivação e elementos curriculares, a partir de segunda-feira e até dia 28.

“Embora faça parte do Plano Estratégico 2019/2021 do IPO-Porto, a criação deste órgão consultivo que manterá uma ligação direta e estruturada com o universo do doente, é mais uma etapa no caminho que temos procurado traçar para ir ao encontro das necessidades e dos anseios dos nossos doentes”, sublinhou Laranja Pontes.

Acrescentou que o lema do hospital é “As pessoas como força da mudança”, considerando que “só trabalhando como um todo se consegue mais humanização e mais qualidade nos cuidados de saúde. Pretende-se, acima de tudo, fortalecer a relação com o doente”.

A Provedoria do Doente será um órgão consultivo, designado por três anos, com uma dinâmica própria e que se pretende que tenha impacto nas decisões que impliquem alterações na organização dos cuidados de saúde ao doente no hospital.

Esta medida foi anunciada no âmbito do Dia Mundial da Luta Contra o Cancro, que se assinala esta segunda-feira, 4 de fevereiro.

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Instituto de Investigação e São João otimizam tratamento de tumores cerebrais pediátricos https://saudeonline.pt/instituto-de-investigacao-e-sao-joao-otimizam-tratamento-de-tumores-cerebrais-pediatricos/ https://saudeonline.pt/instituto-de-investigacao-e-sao-joao-otimizam-tratamento-de-tumores-cerebrais-pediatricos/#respond Mon, 04 Feb 2019 08:59:37 +0000 https://saudeonline.pt/?p=67181 O Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) e o Centro Hospitalar São João, no Porto, estão a desenvolver um projeto que visa otimizar o prognóstico e o tratamento de tumores cerebrais pediátricos através de “imunoterapias dirigidas”.

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“Esta é uma área que carece de avanços e de alternativas terapêuticas. As terapias são limitadas, e aquelas que estão agora a ser desenvolvidas e que poderão vir a ser aplicadas precisam da procura de biomarcadores moleculares [alterações específicas das células tumorais]”, explicou à Lusa Jorge Lima, investigador do i3S, a propósito do Dia Mundial da Luta Contra o Cancro, que se celebra esta segunda-feira, 4 de fevereiro.

O projeto, denominado “Implementação de biomarcadores moleculares para medicina de precisão em doentes com tumores cerebrais pediátricos”, iniciou-se há cerca de dois anos, no seguimento de uma doação por parte de um casal português que perdeu o filho devido a um cancro.

“O casal angariou dinheiro para o tratamento da criança, mas infelizmente não chegou a ser utilizado porque a criança faleceu. Mas, eles não o queriam e decidiram aplicá-lo em algo que fosse útil para outras crianças”, disse.

Assim, em colaboração com profissionais do Hospital de São João, os investigadores começaram a procurar biomarcadores moleculares que permitissem a aplicação de “imunoterapia direcionada”.

“O sucesso destas terapias dirigidas está intimamente relacionado com os biomarcadores moleculares encontrados. Portanto, temos de pesquisar no tecido tumoral a existência destas alterações de modo a dizermos que terapia pode ser aplicada a determinado biomarcador”, esclareceu Jorge Lima.

O projeto, que em julho de 2018 foi distinguido com a Bolsa de Investigação Médica Lions – Núcleo Regional do Norte da LPCC na Área do Cancro Pediátrico, envolve para já 40 crianças e adolescentes, das quais cinco já estão a ser tratadas com recurso às terapias dirigidas.

De acordo com Maria João Gil da Costa, oncologista pediátrica do Centro Hospitalar S. João e interlocutora clínica daquela unidade hospitalar no projeto, uma vez que é difícil que os “laboratórios farmacêuticos invistam em ‘drogas’ para os cancros pediátricos, dado o número escasso de doentes”, todo este processo requer “muita atenção” às alterações e fármacos encontrados para os cancros dos adultos.

“Por exemplo, o caso o melanoma. Vimos que em alguns tumores das crianças também estava presente esta mutação, portanto, estamos a utilizar a terapêutica que se utiliza nos melanomas para os adultos nas crianças que também tem essa mutação”, esclareceu a médica.

À Lusa, Maria João Gil da Costa adiantou que este é “um mundo ainda muito incerto”, apesar de ser uma aposta de tratamento que está a ser feita a nível internacional.

“Estamos longe de saber quanto tempo temos de manter o tratamento, porque é que é efetivo nuns tumores e não em outros, o que acontece quando pararmos ou como controlar os efeitos colaterais do mesmo”, acrescentou.

LUSA

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