Drª. Maria José Rebocho - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/dra-maria-jose-rebocho/ Notícias sobre saúde Thu, 28 Sep 2023 14:55:41 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Drª. Maria José Rebocho - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/dra-maria-jose-rebocho/ 32 32 Dia Mundial do Coração. Sente-se cansado, com falta de ar e com os pés inchados? Procure um Médico! https://saudeonline.pt/dia-mundial-do-coracao-sente-se-cansado-com-falta-de-ar-e-com-os-pes-inchados-procure-um-medico/ https://saudeonline.pt/dia-mundial-do-coracao-sente-se-cansado-com-falta-de-ar-e-com-os-pes-inchados-procure-um-medico/#respond Fri, 29 Sep 2023 11:00:27 +0000 https://saudeonline.pt/?p=148966 No âmbito do Dia Mundial do Coração, e de modo a consciencializar para possíveis sinais de insuficiência cardíaca, Maria José Rebocho, Cardiologista e membro do Conselho Técnico-Científico da AADIC escreve um artigo de opinião sobre o tema.

O conteúdo Dia Mundial do Coração. Sente-se cansado, com falta de ar e com os pés inchados? Procure um Médico! aparece primeiro em Saúde Online.

]]>

A insuficiência cardíaca é uma síndrome, um conjunto de sinais e sintomas que nos devem fazer suspeitar de que o coração não está a bombear o sangue necessário para os órgãos-alvo, como os rins, o fígado e o cérebro, e para os músculos, de acordo com a necessidade do esforço. Acredita-se que no nosso país afete cerca de 4% da população e que possa aumentar entre 50 a 70% até 2030.

Uma fadiga que surge de forma gradual para um esforço que fazia habitualmente e que antes não existia, a sensação de que não consegue encher completamente os pulmões de ar e o aparecimento de inchaço nas pernas e tornozelos são sinais que devem alertá-lo para uma eventual insuficiência cardíaca. Esta doença, que ainda é pouco conhecida da população portuguesa, é muito comum, embora muitas vezes se confunda com os sinais que assumimos como normais do envelhecimento.

Conhecer os sinais de alerta é por isso fundamental para detetar precocemente esta doença que é a principal causa de internamento hospitalar em pessoas com mais de 65 anos. No total dos internamentos em Portugal (dados de 2018), a insuficiência cardíaca corresponde a 5%, sendo que as doenças cardiovasculares correspondem a 18% do total dos internamentos. Estes doentes têm mais reinternamentos se não cumprirem a terapêutica e os conselhos médicos. A insuficiência cardíaca tem uma elevada prevalência, morbilidade e mortalidade, que representa uma sobrecarga económica e social de grande magnitude para o nosso país.

Como os sintomas surgem de forma muito gradual, e sobretudo nas pessoas com mais de 80 anos, o cansaço é muitas vezes encarado como uma consequência normal do envelhecimento ou do aumento de peso e não é valorizado. Também o edema (inchaço) dos pés e tornozelos não é muitas vezes tido como um sinal de alarme.

O diagnóstico da insuficiência cardíaca é basicamente clínico, feito através dos sinais e sintomas. O médico, após fazer a história clínica e o exame físico (pesquisa de edemas, auscultação cardíaca e pulmonar), requisita exames complementares de diagnóstico. Normalmente a sequência é: raio-x ao tórax, eletrocardiograma, análises sangue (inclui o doseamento do NT-proBNP) e um ecocardiograma completo (com doppler). É este exame que vem confirmar o diagnóstico e indicar qual é o tipo de insuficiência cardíaca, de forma a definir o tratamento mais adequado.

Se pensarmos que as duas causas principais da insuficiência cardíaca são a doença coronária e a hipertensão arterial, a prevenção implica prevenir ou tratar estas duas doenças. Existem fatores de risco que não se podem prevenir que são a hereditariedade e o envelhecimento, portanto deve evitar acrescentar outros fatores de risco, adotando um estilo de vida saudável (alimentação saudável e exercício), controlo da tensão arterial, cessação tabágica, controlo do colesterol e da ingestão de álcool.

Em Portugal existe uma Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca (AADIC), de âmbito nacional que tem como principal objetivo divulgar e sensibilizar para esta doença, respetivos sinais e sintomas e apoiar os doentes e seus familiares, sem qualquer fim lucrativo.

No âmbito do Dia Mundial do Coração, que se assinala a 29 de setembro, a Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca (AADIC), a Sociedade Portuguesa de Cardiologia e a AstraZeneca promovem uma campanha de alerta com o mote “Coração Saudável. Coração Feliz”.

Esta campanha, que pretende sensibilizar e divulgar o conhecimento da Insuficiência Cardíaca junto da população, chama a atenção para os sinais de alerta para a promoção de um diagnóstico precoce e início imediato da medicação adequada que contribuem para uma melhor qualidade de vida e uma maior esperança de vida.

 

Notícia relacionada

“É necessário investir nos serviços de Cardiologia, fornecendo mais recursos para a intervenção estrutural”

O conteúdo Dia Mundial do Coração. Sente-se cansado, com falta de ar e com os pés inchados? Procure um Médico! aparece primeiro em Saúde Online.

]]>
https://saudeonline.pt/dia-mundial-do-coracao-sente-se-cansado-com-falta-de-ar-e-com-os-pes-inchados-procure-um-medico/feed/ 0
IC em tempos de Covid-19: Doentes enfrentaram “algumas dificuldades” https://saudeonline.pt/insuficiencia-cardiaca-em-tempos-de-covid-19-doentes-enfrentaram-algumas-dificuldades/ https://saudeonline.pt/insuficiencia-cardiaca-em-tempos-de-covid-19-doentes-enfrentaram-algumas-dificuldades/#respond Fri, 19 Jun 2020 10:25:16 +0000 https://saudeonline.pt/?p=92877 Em entrevista ao SaúdeOnline, a médica cardiologista refere o impacto que a pandemia da Covid-19 teve no tratamento e acompanhamento dos doentes com Insuficiência Cardíaca, referindo ainda certos cuidados que estes devem ter agora, durante o período de desconfinamento.

O conteúdo IC em tempos de Covid-19: Doentes enfrentaram “algumas dificuldades” aparece primeiro em Saúde Online.

]]>
IC

Qual é a prevalência da insuficiência cardíaca em Portugal?

A prevalência de IC crónica, baseia-se no estudo EPICA (1998-2000) em que a prevalência global foi estimada em 4,36%, variando entre 1,36% na faixa etária dos 25-49 anos e 16,14% nos indivíduos com mais de 80 anos (Candida Fonseca et al). De acordo com os dados de prevalência por faixa etária do EPICA e o envelhecimento da população portuguesa nos últimos anos, calcula-se que existam actualmente cerca de 380 mil doentes com IC em Portugal. Tornando-se essencial ter números actualizados, o Grupo de Estudos de Insuficiência Cardíaca da SPC e o Núcleo de Estudo de Insuficiência Cardíaca da SPMI estão em conjunto a trabalhar num Registo Português de IC, que irá englobar os doentes internados nos Serviços de Cardiologia e nos de Medicina Interna, que adiram a esta.

De que forma é que os doentes com IC têm vindo a ser acompanhados durante o período de pandemia?

Os doentes que eram seguidos em Unidades de Insuficiência Cardíaca, com Consultas/Hospital de dia, continuaram a ter o acesso via telefónica habitual para qualquer dúvida e aconselhamento. Em substituição das Consultas presenciais foram contactados via telefónica por Médicos e Enfermeiros, nalguns casos e de acordo com as disponibilidades da parte dos doentes, por telemedicina. Nalguns hospitais foi possível manter os Hospitais de dia em funcionamento, para os doentes que necessitaram de terapêutica endovenosa de fármacos. Os exames marcados electivamente, foram desmarcados, sendo apenas realizados os urgentes.

Quais as maiores dificuldades que estes doentes enfrentaram durante este período?

Os doentes não seguidos em Unidades de Insuficiência Cardíaca e que não tinham habitualmente um contacto directo via telefónica, tiveram algumas dificuldades no acesso directo para esclarecer dúvidas e aconselhamento. Apesar da informação divulgada pelos meios de comunicação social, os doentes continuaram a ter algumas dúvidas. A AADIC tentou minimizar esse problema junto dos seus sócios pedindo-lhes que nos enviassem as perguntas as suas dúvidas. Fizemos três monofolhas com perguntas e respostas sobre a Insuficiência Cardíaca e COVID-19. Também utilizando o Facebook, o Site da AADIC e a organização de um Webinar “Workshop virtual sobre a Insuficiência Cardíaca em tempos de Covid-19”, tentámos informar e esclarecer os doentes sobre este.

Que cuidados acrescentados devem agora ter os doentes com IC, uma vez que estamos em fase de desconfinamento?

Os doentes com IC, incluídos no grupo de risco para maiores complicações no caso de infeção com COVID-19 e apesar de estarmos em fase de desconfiadamente (mas ainda estamos em Estado de Calamidade até 28 junho), devem manter alguns cuidados como:

  • Evitar locais públicos;
  • Utilização de máscara comunitária, principalmente se em contacto com várias pessoas. Não esquecer a lavagem de mãos, antes de a colocarem e depois de a retirarem;
  • Manter a distância física aconselhada (2 metros);
  • Lavagem de mãos com sabão durante 20 segundos, sempre que entrem em casa e sempre antes de comer. No caso de impossibilidade da lavagem de mãos pode ser utilizado o Álcool gel, desde que tenha uma percentagem de álcool de no mínimo 60% e durante 20-30 segundos;
  • Evitar tocar na boca, nariz e olhos com as mãos, antes de uma lavagem correcta.

E os seus cuidadores, que cuidados devem ter?

Sempre que estiverem em contacto com os doentes IC, e principalmente quando regressarem a casa, devem mudar de roupa e lavar as mãos como recomendado. Se tiverem algum sintoma sugestivo de infeção ou tenham estado em contacto com algum doente infectado com o COVID-19, não devem cuidar de doentes.

AR/SO

O conteúdo IC em tempos de Covid-19: Doentes enfrentaram “algumas dificuldades” aparece primeiro em Saúde Online.

]]>
https://saudeonline.pt/insuficiencia-cardiaca-em-tempos-de-covid-19-doentes-enfrentaram-algumas-dificuldades/feed/ 0