Dr. Rui Nogueira - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/dr-rui-nogueira/ Notícias sobre saúde Mon, 25 Jan 2021 16:21:39 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Dr. Rui Nogueira - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/dr-rui-nogueira/ 32 32 Eleições APMGF. “Temos mais sócios, uma revista melhor, mais grupos de estudo” https://saudeonline.pt/eleicoes-apmgf-temos-mais-socios-uma-revista-melhor-mais-grupos-de-estudo/ https://saudeonline.pt/eleicoes-apmgf-temos-mais-socios-uma-revista-melhor-mais-grupos-de-estudo/#respond Tue, 03 Nov 2020 10:30:17 +0000 https://saudeonline.pt/?p=99934 Em entrevista, o presidente da APMGF, que se candidata a um terceiro mandato, defende o legado e sublinha as propostas que apresenta a eleições e os desafios da MGF nos próximos anos.

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A candidatura que encabeça chama-se “Nova APMGF”. Quais as principais propostas que destaca no programa da sua lista?

Estamos a construir um novo “edifício” com um novo projeto. O apoio à investigação com criação de bolsa específica com concurso anal, apoio à publicação científica, inclusão de colegas em projetos nacionais e internacionais, apoio à inovação com criação de incubadora de projetos, apoio aos médicos internos de MGF, formação médica contínua e de proximidade, provedoria de apoio aos médicos de família, redimensionamento de listas de utentes, projetos com outras sociedades científicas, estudo e discussão da nova carreira médica, entre muitos outros projetos envolventes e com uma nova visão.

Este novo projeto tem uma especial preocupação com a valorização da especialidade e dos seus especialistas. Para consumar os projetos que estamos a desenvolver contamos com uma vasta equipa de mais de 100 colegas. Contamos com as delegações regionais e distritais e com núcleos locais e ainda com quatro Conselhos Nacionais: Consultivo, Científico, de Ética, e de Internos e Jovens Médicos de família.

Alguns sócios alegam que é preciso descentralizar a APMGF. A criação da figura dos delegados regionais é um passo nesse sentido?

Sim delegados regionais e locais mesmo dentro de uma região. Os médicos de família estão distribuídos por unidades de saúde públicas, privadas e do setor social. Interessa apoiar e manter proximidade com todos os colegas e por todos os meios. Interessa pôr a APMGF e os seus meios ao dispor dos colegas mas também recolher opiniões e ideias inovadoras e apoiar o desenvolvimento de projetos locais. A meta é ter núcleos locais ou delegações em todos os ACES antes do fim do nosso mandato.

Outra das críticas que tem a ver com a falta de aposta na investigação. O que se propõe fazer no próximo mandato (se for eleito) neste âmbito?

A aposta na investigação é inequívoca. É fundamental apoiar a investigação não apenas com bolsas mas também com apoio na projeção de trabalhos e na sua publicação. É necessário canalizar recursos para a investigação, mas também é necessário estrutura e apoio. A aproximação à academia é estratégica e de grande alcance porque é onde está mais e melhor competência nesta área, mas também onde poderemos encontrar mais motivo para apoiar projetos bem fundamentados e robustos. Por outro lado, a investigação vai ser uma área de emprego a desenvolver nos próximos anos.

Dentro de poucos anos teremos um grande número de colegas com dificuldade de encontrar emprego nas unidades de saúde tradicionais de prestação de cuidados de saúde.

A pandemia veio criar desafios “extra” ao SNS e também aos médicos de família. Que medidas a sua candidatura defende e vai exigir junto da tutela para defender os especialistas em MGF?

São muitos desafios. Desde logo com o reforço de investimento nos centros de saúde quer a nível de recursos humanos quer de equipamentos. É necessário procurar uma nova estratégia para dignificar o imenso trabalho já realizado mas que carece de valorização e reconhecimento.

Os médicos de família e médicos internos de MGF seguem mais de 95% dos casos COVID mas os políticos e a comunicação social fala mais de ventiladores e de hospitais. Porquê?! Temos que inverter esta tendência e valorizar os centros de saúde e o trabalho dos médicos de família e dos nossos colegas internos. Temos que proteger os médicos de família e promover o investimento nos centros de saúde.

Como olha para a questão a formação e para a questão dos doentes a descoberto (mais de um milhão). O que precisa a tutela fazer para resolver este problema?

Este é um problema gigantesco e que nos envolve a todos. Não é legítimo continuarmos a ter as mesmas soluções de há anos, quando sabemos que os resultados não são os desejados.

Não é razoável perdermos 20 a 30% dos jovens médicos de família que se formam a cada ano porque o Ministério da Saúde não é capaz de criar condições dignas de exercício profissional. Não é possível ter listas de utentes gigantescas para jovens colegas que chegam a uma unidade de saúde.

Não é aceitável ter médicos de família sem doentes e doentes sem médico de família. Há necessidade de encontrar soluções específicas para problemas específicos, começando por perguntar aos jovens colegas que fazem concursos o que pensam e o que desejam para o seu futuro profissional. O que pensam os colegas da carreira médica que temos? Como é possível evoluir na carreira médica? Que mecanismos terão que ser criados de novo para revitalizar a carreira médica? É necessário debater e criar de novo.

Como vê o aparecimento de uma lista concorrente à sua? O que considera ter corrido mal nos últimos anos na APMGF sob a sua presidência?

Vejo com naturalidade e como motivação e valorização do debate de ideias. A disponibilidade de colegas para envolvimento em dois projetos fará crescer a APMGF. Os colegas disponíveis, com competências de liderança e capacidade de execução, serão bem-vindos no nosso projeto. Nada correu mal, apenas maneiras de ver o futuro e disponibilidades diferentes.

O seu opositor nestas eleições, o Dr. Nuno Jacinto, considera que a APMGF perdeu peso nestes anos. Que comentário lhe merece?

É uma opinião mas discordo. Temos mais sócios a cada ano que passa. Temos uma Revista melhor, com mais editores e mais revisores, mais pontual, mais indexada. Temos mais relação e mais protocolos celebrados com sociedades científicas. Somos mais procurados pelas outras sociedades científicas. Temos mais grupos de estudo. Temos mais contactos de jornalistas. Mantemos as boas relações internacionais. E mesmo do ponto de vista financeiro não temos problemas apesar das alterações ocorridas nos patrocínios e apoios da indústria farmacêutica ocorridos nos últimos anos. Claro que não fiquei satisfeito e não subscrevi a proposta de diminuição de atividade da APMGF.

Com que desafios terá de lidar a MGF nos próximos anos?

Estamos a iniciar uma nova era no desenvolvimento da MGF em Portugal. Estamos a atravessar uma renovação geracional de médicos de família com aposentações de perto de 1500 médicos de família em apenas três anos e o ingresso de outros tantos novos colegas, com um número crescente de médicos internos em cada ano.

Novas tecnologias, novos tratamentos para velhas doenças, novas doenças sem tratamento, mais envelhecimento e menor natalidade, mais doentes crónicos complexos. Novo Livro Azul. Novas unidades de saúde e uma nova rede de cuidados de saúde integrados. Novos profissionais de saúde nos centros de saúde novos. Novos polos de desenvolvimento da especialidade. Nova e mais pujante academia. Nova carreira médica. Nova reforma dos Cuidados de Saúde Primários. Por tudo isso e o mais que há por descobrir, também desejamos e estamos a construir uma Nova APMGF.

TC/SO

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Hepatite C: “Temos que aumentar o diagnóstico de casos assintomáticos” https://saudeonline.pt/hepatite-c-temos-que-aumentar-o-diagnostico-de-casos-assintomaticos/ https://saudeonline.pt/hepatite-c-temos-que-aumentar-o-diagnostico-de-casos-assintomaticos/#respond Tue, 28 Jul 2020 11:45:37 +0000 https://saudeonline.pt/?p=95751 "Todas as oportunidades são elegíveis para o diagnóstico oportuno", sublinha o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, num apelo ao teste dirigido a médicos e utentes.

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INQUIETUDE | Nova fase da pandemia exige novas medidas

Portugal comprometeu-se a atingir o objetivo de eliminação da hepatite C até 2030, conforme determinado pela OMS. Qual tem sido o papel da MGF neste contexto?

Os doentes com hapatite C continuam a ser um problema tendo em conta as complicações possíveis e previsíveis da doença e o atraso no diagnostico. Os médicos de família continuam atentos a esta circunstância, mas temos a noção que ainda não foi feito tudo o que poderá ser possível e admissível fazer para resolvermos o problema. Muito tem sido feito de facto para minimizarmos o problema e tendo em conta o sucesso do tratamento possível. Ainda temos um longo caminho a percorrer.

A maior parte dos doentes não está diagnosticado e não sabe que está infetado. Em que medida seria importante efetuar um rastreio mais alargado à população geral com base em fatores de risco (idade, elevação de enzimas hepáticas, etc.)?

Sim os casos assintomáticos são um problema uma vez que não será possível fazer tratamento se não fizermos o diagnóstico. O rastreio oportunístico tem sido possível, mas creio que haverá necessidade de outras medidas para conseguirmos orientar melhor o problema e nomeadamente aumentarmos o número de pessoas diagnosticadas e orientadas para tratamento.

Na sua opinião, o que falta fazer para implementar esta ou outras medidas?

Provavelmente faltará sentar à mesma mesa o conjunto de peritos que reúnem competências nesta matéria. Será necessário consensualizar um conjunto de medidas de saúde publica de modo a evoluirmos de forma sustentada. Por vezes parece estranho que ainda não se tenha tentado evoluir com a definição de uma estratégia de saúde, que seja sustentável, tendo em conta o sucesso do tratamento de uma doença vírica conhecida.

Que mensagem pretende deixar aos seus colegas de MGF e aos utentes no âmbito do Dia Mundial das Hepatites?

Temos que aumentar o diagnóstico de casos assintomáticos para conseguirmos fazer o tratamento de uma doença que sabemos que evolui mal e tem complicações severas. Todas as oportunidades são elegíveis para o diagnóstico oportuno. As pessoas têm que saber que esta doença é silenciosa, tem complicações severas, mas o tratamento está disponível e tem sucesso.

TC/SO

 

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“Esforço incrível” dos cuidados de saúde primários evitaram hospitais no limite https://saudeonline.pt/esforco-incrivel-dos-cuidados-de-saude-primarios-evitaram-hospitais-no-limite/ https://saudeonline.pt/esforco-incrivel-dos-cuidados-de-saude-primarios-evitaram-hospitais-no-limite/#respond Wed, 01 Jul 2020 09:59:40 +0000 https://saudeonline.pt/?p=93972 A Associação de Medicina Geral e Familiar enaltece o esforço feito pelos médicos de família e de saúde pública, que controlaram mais de 90% dos casos covid-19 em casa.

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INQUIETUDE | Nova fase da pandemia exige novas medidas

O presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), Rui Nogueira, afirmou que entre 90% e 95% dos doentes infetados com o coronavírus SARS-Cov-2 foram vigiados nos cuidados de saúde primários pelos médicos de família e de saúde pública.

Apenas 5% a 7% dos casos foram socorridos no hospital, metade daquilo que era a expectativa, daí que os nossos hospitais não tivessem sido submetidos à posição extrema de dar resposta porque conseguimos a montante controlar os casos”, afirmou o médico de Medicina Geral e Familiar.

Segundo Rui Nogueira, a pandemia de covid-19 continua a exigir “um esforço” incrível por parte destes profissionais: “Há cerca de 400 doentes internados, mas nós temos 10 mil em casa a ter que os seguir, a telefonar diariamente para ver o que está a acontecer”.

Tem sido “um esforço incrivelmente grande, valioso”, porque os médicos dos cuidados de saúde primários controlaram as situações benignas sem necessidade de as pessoas recorrerem ao hospital.

Traçando o retrato da pandemia de covid-19 em Portugal, o médico afirmou que, apesar de ser um “país pequeno, com cerca de 10 milhões de habitantes”, há situações muito diferentes nas sete regiões, defendendo que “qualquer medida tem de contar com esta realidade”

“Nas quatro regiões mais pequenas, com cerca de meio milhão de habitantes cada uma, a situação neste momento está resolvida e podemos até dizer que nem sequer teve uma grande expressão, o que corresponde àquilo que é a realidade desta pandemia que afeta principalmente os grandes aglomerados populacionais”, declarou.

Nas regiões Centro e Norte, adiantou, a “situação está praticamente resolvida” e depois existe “outra realidade” em Lisboa e Vale do Tejo, onde o número de casos tem vindo a aumentar diariamente.

Mas, ressalvou Rui Nogueira, “em nenhum destes casos podemos estar descansados porque temos a dúvida de poder haver uma segunda vaga” e no casso de acontecer “não devemos deixar que sejam pior do que a primeira” e, para isso, o país tem de se preparar para a combater.

“Devemos preparar-nos com realismo e muito rigor para uma eventual segundo vaga. Primeiro com as lições retirada da primeiro vaga e depois com medidas urgentes e rigorosas que têm que ser adotadas”, defendeu.

E, segundo o médico, já foram aprendidas “várias lições” com a pandemia, uma delas é “a rapidez” com que o coronavírus se propaga e a sua agressividade.

“É altamente contagioso e, portanto, temos de ser muito rigorosos logo no início para evitar a rápida propagação do vírus”, disse, considerando que, apesar de Portugal se ter preparado, é dos “países com mais casos ‘per capita’”, mas tem resolvido bem os casos.

Para isso, foi essencial a “atitude dos serviços de saúde”, nomeadamente dos médicos de saúde pública”, que fizeram de “uma forma primorosa as ligações de todos os casos”.

SO/LUSA

 

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Médicos de família preocupados com paragem da atividade nos doentes crónicos https://saudeonline.pt/medicos-de-familia-preocupados-com-paragem-da-atividade-nos-doentes-cronicos/ https://saudeonline.pt/medicos-de-familia-preocupados-com-paragem-da-atividade-nos-doentes-cronicos/#respond Tue, 30 Jun 2020 09:25:14 +0000 https://saudeonline.pt/?p=93951 A maior preocupação é para com os doentes crónicos, uma vez que estes carecem de um “acompanhamento permanente e cuidadoso”

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INQUIETUDE | Nova fase da pandemia exige novas medidas

“Ainda estamos a descobrir o que é que vai acontecer com três meses de abstenção quase total” da atividade assistencial não urgente na saúde da população, afirmou o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), Rui Nogueira, em entrevista à agência Lusa.

Mas os doentes crónicos são a principal preocupação: “Não sabemos ainda quais são as consequências cardiovasculares de enfartes que estão a acontecer ou aconteceram, como é que estão a evoluir os doentes com insuficiência cardíaca, insuficiência renal, os diabéticos, os hipertensos”, salientou.

“Nós chegámos a ter 20 mil doentes com covid ativos (…) mas temos um milhão dos outros doentes”, advertiu o médico, manifestando uma preocupação particular com a doença oncológica que “não dá grande margem de manobra”.

“Já conseguimos boas respostas para estes doentes, mas temos que ter os diagnósticos precoces, o que se calhar não estamos a conseguir”, lamentou Rui Nogueira, observando que as doenças cardiovasculares e oncológicas representam mais de dois terços das causas de morte.

 

O confinamento trouxe outras complicações como o aumento de peso e da doença mental

 

“As pessoas aumentaram de peso, já estamos a ver isso nas consultas, com ganhos de seis, sete, dez quilos”, disse, salientando que “o confinamento é o contrário de tudo” o que os médicos aconselham aos utentes, como saírem de casa e fazerem atividade física.

Quanto à saúde mental, afirmou que “é uma realidade que ainda não está devidamente estudada, avaliada”, e que, apesar de não ser “uma situação vital como as doenças cardiovasculares e oncológicas, é uma área muito vasta”.

“Nós temos muitos doentes com problemas de saúde mental, mas agora ainda aumentou mais o problema que é preciso avaliar”, defendeu.

Sobre o que é necessário melhorar depois da pandemia, o médico defendeu que “é preciso investir na área informática e nos técnicos administrativos” para que seja “mais fácil o acesso dos médicos aos doentes e vice-versa”.

“Há coisas que ainda não estão perfeitas. Digamos que 80% está, mas faltam os outros 20%. Por exemplo, um em cada cinco doentes ainda não está bem informatizado” em termos de pedidos de exame.

Por outro lado, é necessário que os números de telefones e e-mails dos utentes estejam atualizados no sistema. “Tem que haver um esforço técnico dos informáticos para tornar mais amigável a atualização destes dados, não pode ser o médico a fazer esse trabalho”.

 

Teleconsultas “facilitam em muitos aspetos”

 

Durante a pandemia, os médicos recorreram às teleconsultas para acompanhar os doentes. Contudo, afirmou, não se pode “prescindir da presença do doente em grande parte das situações, mas isso não quer dizer que não haja muitas situações que são facilmente resolúveis pelo telefone ou por e-mail”.

Uma situação que “ainda não está resolvida”, e que Rui Nogueira diz que nem sabe “como e quando se vai resolver”, é os doentes perderem o medo e regressarem aos serviços de saúde.

“Houve uma fase inicial em que ligávamos ao doente a dizer para não vir à consulta, avaliávamos pelo telefone, e só se fosse mesmo necessário para ir, mas a maior parte das consultas foram adiadas”, contou.

Agora, as consultas estão a ser remarcadas: “Temos que andar atrás deles e eles atrás de nós”, descreveu, desabafando que “é uma desorganização ainda por resolver”.

Nós vamos demorar quatro a seis meses para resolver isso”, adiantou, alertando ainda para o aumento dos tempos de espera principalmente na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde há 700 mil utentes sem médico de família.

SO/LUSA

 

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Da tecnologia aos cuidados domiciliários: os desafios da medicina geral e familiar https://saudeonline.pt/da-tecnologia-aos-cuidados-domiciliarios-os-desafios-da-medicina-geral-e-familiar/ Tue, 19 May 2020 10:17:39 +0000 https://saudeonline.pt/?p=89730 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Da tecnologia aos cuidados domiciliários: os desafios da medicina geral e familiar aparece primeiro em Saúde Online.

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APMGF pede avaliações ao telefone em vez de consultas https://saudeonline.pt/apmgf-pede-avaliacoes-ao-telefone-em-vez-de-consultas/ https://saudeonline.pt/apmgf-pede-avaliacoes-ao-telefone-em-vez-de-consultas/#respond Tue, 31 Mar 2020 09:16:03 +0000 https://saudeonline.pt/?p=85829 A Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar defende que os centros de saúde devem atender as pessoas de porta fechada.

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“Apenas os doentes previamente contactados pelo seu médico e com situação clínica inadiável deveriam ser atendidos presencialmente”, recomenda o presidente da APMGF, Rui Nogueira, num documento sobre a pandemia da covid-19 enviado à agência Lusa.

No texto, intitulado “Pede-se rigor rapidez e radicalismo em medidas corajosas”, o médico de Coimbra sublinha que os centros de saúde “deveriam rapidamente começar a atender com a porta fechada”.

“O conhecimento da história do doente pode ajudar-nos. A possibilidade de emissão de receituário em formato digital é um recurso incrivelmente útil e todos os meios de comunicação que temos hoje à nossa disposição são ajudas preciosas”, refere.

Na sua opinião, “todas as pessoas deveriam permanecer em casa nos próximos dias ou semanas”, para ajudarem a conter a propagação do novo coronavírus.

“Ainda não temos equipamentos de proteção individual e é perigoso para nós e para os doentes assumirmos o contacto direto numa consulta presencial”, alerta Rui Nogueira.

Para o também coordenador de Internato em Medicina Geral e Familiar na Região Centro, “o contacto direto com doentes com suspeita ou já com diagnóstico de covid-19 – e ainda assim com as devidas precauções e proteções – apenas deveria ser possível nas áreas dedicadas a este atendimento”.

“Todos os outros doentes beneficiam mais e correm menos riscos se forem contactados por telefone pelo seu médico”, preconiza.

Por outro lado, os transportes públicos “deveriam circular exclusivamente para pessoas credenciadas e com justificação para trabalhos essenciais e indispensáveis”.

“Apenas se compreende a manutenção dos serviços essenciais e ainda assim com condicionamento e adaptação”, acentua o presidente da APMGF.

Ressalvando que acredita “na robustez do Serviço Nacional de Saúde e de todo o sistema de saúde”, Rui Nogueira considera “inevitável haver força política e determinação na aplicação das medidas preconizadas pelas autoridades”.

SO/LUSA

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