Cancro da Cabeça e Pescoço - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/cancro-da-cabeca-e-pescoco/ Notícias sobre saúde Tue, 18 May 2021 13:51:24 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Cancro da Cabeça e Pescoço - Saúde Online https://saudeonline.pt/tag/cancro-da-cabeca-e-pescoco/ 32 32 Cancro da Cabeça e Pescoço mata três pessoas por dia https://saudeonline.pt/cancro-da-cabeca-e-pescoco-mata-tres-pessoas-por-dia/ https://saudeonline.pt/cancro-da-cabeca-e-pescoco-mata-tres-pessoas-por-dia/#respond Tue, 17 Sep 2019 09:03:52 +0000 https://saudeonline.pt/?p=77478 Ontem assinalou-se o arranque da 7ª edição da Semana Europeia de Luta Contra o Cancro da Cabeça e Pescoço. Os números desta patologia impressionam: surgem cerca de 3000 novos casos todos os anos.

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Ontem, dia 16 de setembro, arrancou a 7ª Edição da Semana Europeia de Luta Contra o Cancro da Cabeça e Pescoço. Para assinalar o primeiro dia de um variado conjunto de iniciativas irá decorrer uma sessão de rastreios orais no Cais do Sodré, em Lisboa.

A iniciativa, organizado pelo Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço (GECCP) e pela Associação dos Amigos dos Doentes com Cancro Oral (ASADOCORAL), contou com a presença da Ministra da Saúde, Marta Temido, a presidente do GECCP e oncologista do Centro Hospitalar do Porto, Dra. Ana Castro e o Dr. Filipe Freitas, membro da Mesa da Assembleia Geral da Ordem dos Médicos Dentistas e Vice-Presidente da Academia Portuguesa de Medicina Oral.

“O objetivo [da campanha de sensibilização] é sobretudo dar a conhecer a doença. As pessoas têm de conhecer os sinais, os sintomas aos quais devem estar alerta”, começou por explicar a oncologista Ana Castro. “Quanto mais pessoas tiverem [est]a informação, mais facilmente conseguem pedir ajuda”.

O Cancro da Cabeça e Pescoço “é, infelizmente, uma doença que ainda mata muito em Portugal – morrem 3 portugueses por dia”, motivo pelo qual deseja que a população de risco seja identificada e “seja diagnosticada mais cedo”. Quanto mais cedo for o seu diagnóstico, maiores são as probabilidades de cura, explicou.

Numa fase inicial, cerca de 90% dos doentes conseguem entrar em remissão. No entanto, se for diagnosticado tardiamente, a probabilidade desce drasticamente para os 20%.

“É muito importante [as pessoas] saberem os fatores de risco. O tabaco, o consumo de álcool, uma má higiene oral, as próteses dentárias mal adaptadas e a infeção por HPV são alguns deles”, disse. Na sua opinião, a entrada dos médicos dentistas no SNS é um acontecimento bastante positivo, porque permite à população “ter [mais facilmente] acesso a cuidados de saúde oral”. Considera este como o primeiro passo para, numa primeira fase, “atuar nas causas [destas patologias] e depois diagnosticar mais precocemente, junto dos colegas de Medicina Geral e Familiar (MGF)”.

De volta à sintomatologia, a médica Ana Castro volta a frisar que “aftas, feridas, lesões brancas ou vermelhas na boca que não passam com tratamento ao fim de três semanas devem ser observadas por um médico”, o que “não quer dizer que qualquer pessoa que tenha estes sintomas tenha (este) cancro”, esclareceu.

A ministra da saúde, Marta Temido, explicou que “este tipo de campanhas é absolutamente fundamental”, porque o que “o que se está a sublinhar é a importância do autocuidado, do autoexame, do rastreio e da prevenção, na tentativa de sensibilizar a população para a necessidade de estarmos atentos às manifestações e evoluções”, ou seja, “às alterações do nosso organismo, mais concretamente daquilo que se possa passar ao nível da cavidade oral e a queixa aos profissionais de saúde”.

Se esta patologia não for detetada precocemente e devidamente acompanhada e tratada, como sublinhou Ana Castro, esta enfermidade pode “afetar de forma irreversível a vida do doente”. Foi por esse motivo que foi realizado um “esforço significativo ao nível da saúde oral no Serviço Nacional de Saúde com a colocação de médicos dentistas nos Centros de Saúde, para além daquilo que já era a intervenção tradicional – os cheques-dentista”, declarou a ministra.

Ainda relativamente à atual cobertura de dentistas nos cuidados de saúde primários, a ministra da Saúde afirmou, perante os jornalistas presentes, que metade dos Centros de Saúde já têm a cobertura de saúde oral disponível ao utente. Contudo, esclarece que existem “áreas como Lisboa em que o progresso foi muito rápido”, mas “outras em que tem de se acelerar a velocidade [de implementação desta medida]”.

Já no final da sua intervenção, Marta Temido apelou à população que está de passagem pelo local onde está a ser efetuado o rastreio (entre a estação de metro e a estação fluvial do Cais do Sodré) para que dispensem um pouco do seu tempo e façam o rastreio, porque, como voltou a frisar: “A saúde tem muitas vezes manifestações que podem ser relativamente silenciosas, mas às quais todos temos de estar atentos”.

Enquanto dentista, Filipe Freitas, fez questão de destacar o papel do dentista nestas situações:

“Do nosso contacto regular com os doentes, estamos numa posição privilegiada para, idealmente a cada seis meses, poder identificar lesões numa fase inicial. E, como todos sabemos, o diagnóstico precoce é o fator mais importante para melhorar o prognóstico da doença.”

O dentista e Vice-Presidente da Academia Portuguesa de Medicina Oral aproveitou a ocasião para relembrar um projeto pioneiro em Portugal, o Projeto de Intervenção Precoce do Cancro Oral (PIPCO).

O projeto “foi desenvolvido em 2014 pela Direção-Geral de Saúde em parceria com a Ordem dos Médicos Dentistas e permite facilitar o acesso dos doentes a cuidados de saúde, aproveitando a capacidade instalada dos serviços públicos e privados”.

Continuou, sintetizando, de uma forma bastante elucidativa, no que consiste:

“Sempre que o médico de família identifica uma lesão suspeita, emite um cheque-diagnóstico que permite a referenciação do paciente para um médico dentista aderente ao projeto, que permite, por sua vez, agendar uma consulta sem custos. Caso se verifique a necessidade de confirmar a natureza da lesão, o médico dentista emite um cheque-biópsia, que permite realizar a biópsia (ato cirúrgico para obter confirmação do diagnóstico), também sem custos [para o doente]. Se, por ventura, se confirmar o diagnóstico de cancro o IPO é notificado, contacta a pessoa e dá o devido acompanhamento”.

Ou seja, esta acaba por ser mais uma ferramenta que permite um mais fácil acesso aos cuidados de saúde oral e, por sua vez, efetuar um diagnóstico precoce e o rápido tratamento do cancro oral, um dos maiores cancros dentro da categoria de Cancro da Cabeça e Pescoço.

Ainda no âmbito da 7ª Semana Europeia de Luta Contra o Cancro da Cabeça e Pescoço existem outras iniciativas a decorrer. A presidente do GECCP disse que hoje, dia 17 de setembro, irá haver o lançamento do livro “Sonhos que Ajudam” escrito por Sara Neves, uma doente de Cancro da Cavidade Oral juntamente com Simone Fernandes, nutricionista, no qual estão presentes as receitas que a escritora que a ajudaram a combater a falta de fome e a fragilidade do sistema imunitário causados pelos tratamentos inerentes a uma doença oncológica, nomeadamente a quimioterapia. Para além disso, irá haver “sessões mais vocacionadas para as crianças”, na qual se irá abordar a saúde oral, mais concretamente a forma correta de ser realizada a higienização da boca. Para além destas, irão decorrer sessões específicas para os especialistas em MGF e uma outra ação de rastreio no Porto, perto do final do mês.

Durante o resto do ano, irá decorrer uma campanha que, contando com o apoio de várias entidades, “visa receber os doentes com cancro depois de estarem curados nos seus locais de trabalho, ou seja, a sua reintegração no local de trabalho”.

EQ/SO

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Cancro da Cabeça e Pescoço. Histórias de quem sobreviveu à doença [vídeo] https://saudeonline.pt/cancro-da-cabeca-e-pescoco-historias-de-quem-sobreviveu-a-doenca-video/ https://saudeonline.pt/cancro-da-cabeca-e-pescoco-historias-de-quem-sobreviveu-a-doenca-video/#respond Fri, 21 Sep 2018 15:17:07 +0000 https://saudeonline.pt/?p=60067 Na Semana Europeia de Luta Contra o Cancro de Cabeça e Pescoço é inaugurada a exposição de fotografia “Depois do Cancro, A Vida”, na Assembleia da República.

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12 caras, 12 histórias e 12 sobreviventes. Abriu ontem ao público a exposição que procura sensibilizar a comunidade e decisores para a importância de apoiar aqueles que vencem a mais dura batalha de cancro de cabeça e pescoço no âmbito da 6ª Semana Internacional de Luta Contra o Cancro de Cabeça e Pescoço que vai estar patente na Assembleia da República (piso 0) entre os dias 20 de setembro e 05 de outubro e pretende imortalizar a esperança de quem sobrevive e quer retomar a sua vida.

O cancro é uma dura batalha à qual cada vez mais as pessoas sobrevivem, especialmente se existir um diagnóstico precoce, e é crucial ajudar estas pessoas a retomarem as suas vidas. É necessário sensibilizar a população, os media e órgãos decisores para as necessidades dos sobreviventes. E, desta forma, é importante encontrar formas de chegar ao doente oncológico, perceber as suas necessidades e dar-lhes oportunidades para reaverem a sua vida de volta.

COMUNICADO

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Pembrolizumab em monoterapia atingiu o objetivo primário no tratamento de doentes com cancro da cabeça e pescoço https://saudeonline.pt/pembrolizumab-em-monoterapia-atingiu-o-primario-no-tratamento-de-doentes-com-cancro-da-cabeca-e-pescoco/ Mon, 13 Aug 2018 11:48:39 +0000 https://saudeonline.pt/?p=58780 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Pembrolizumab em monoterapia atingiu o objetivo primário no tratamento de doentes com cancro da cabeça e pescoço aparece primeiro em Saúde Online.

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Existe verba e uma portaria mas reabilitação oral dos doentes continua a ser feita no privado https://saudeonline.pt/existe-verba-e-uma-portaria-mas-reabilitacao-oral-dos-doentes-com-cancro-da-cabeca-e-pescoco-continua-a-ser-feita-no-privado/ https://saudeonline.pt/existe-verba-e-uma-portaria-mas-reabilitacao-oral-dos-doentes-com-cancro-da-cabeca-e-pescoco-continua-a-ser-feita-no-privado/#respond Fri, 27 Jul 2018 11:37:32 +0000 https://saudeonline.pt/?p=58031 Em entrevista ao Saúde Online, no Dia Mundial do Cancro da Cabeça e Pescoço (que se assinala esta sexta-feira), a médica oncologista Ana Castro critica a falta de articulação entre os hospitais e a Administração Central dos Sistemas de Saúde, o que ainda não permite que os doentes recebam próteses do SNS.

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Há registo de 3000 novos casos de cancro da cabeça e pescoço por ano e este é um número que tem vindo a aumentar. Como é que se explica este aumento?

Essa evolução está relacionada com hábitos tabágicos, hábitos alcoólicos. E agora também com uma nova realidade, que são os doentes que têm infeção por HPV [Vírus do Papiloma Humano]: são doentes jovens e sem fatores de risco que contraem a infeção por via sexual. Esperamos que a vacinação possa ajudar a diminuir este fenómeno, embora neste momento apenas haja vacina gratuita para as raparigas.

Cerca de 85% dos casos surgem em fumadores ou ex-fumadores. Este é o principal fator de risco?

Sim, em conjunto com os hábitos alcoólicos. Os dois juntos potenciam-se. Há ainda um outro fator que pode ter alguma influência, que é a má higiene oral. A população portuguesa ainda tem poucos hábitos de saúde oral.

Como é que se manifesta este tipo de cancro? A que sinais devem as pessoas estar atentas?

Devem estar atentas a feridas, lesões brancas ou vermelhas na boca, aftas que não cicatrizem no período de três semanas. Também uma rouquidão ou uma dor de garganta que se prolongue por mais de três semanas, mesmo depois de a pessoa já ter feito tratamento, deve chamar à atenção. Depois, o nariz entupido só de um dos lados ou o ouvido entupido só de um lado são sinais de alerta.

Sabe-se que cerca de 50% dos casos são detetados já num estadio avançado, o que resulta numa taxa de sobrevivência relativamente baixa a cinco anos (ronda os 20%). O que se pode fazer para inverter este cenário?

O que se pode fazer é alertar as pessoas para os sinais e sintomas, para que elas possam recorrer ao médico mais cedo, fazer o diagnóstico mais cedo e podermos fazer o tratamento curativo. Não podemos fazer mais nada, não podemos obrigar os doentes a irem ao médico. A verdade é que grande parte da nossa população pertence a um estrato socioeconómico baixo e recorre pouco ao médico, o que não ajuda. Muitos casos são detetados numa fase avançada e não conseguimos ter a taxa de sucesso que desejaríamos.

Dentro do cancro da cabeça e pescoço, qual é subtipo de cancro mais e menos comum?

O mais comum é o da laringe e o mais raro é o das glândulas salivares.

Qual é a terapêutica utilizada atualmente para tratar este cancro?

Em estádios iniciais, os doentes são operados e podem-se ficar apenas pela cirurgia. Em estádios mais avançados, podem ter de fazer radioterapia, radio e quimioterapia ou até quimioterapia com anticorpos. Depois, numa outra fase, com a doença metastizada, podem fazer imunoterapia.

Este é um tipo de cancro muito agressivo e que pode criar defeitos faciais que têm implicações a nível estético e na qualidade de vida do doente. Como é se processa, depois, a reabilitação das pessoas que conseguem ultrapassar a doença?

A reabilitação, quando o doente é submetido a cirurgia, é feita de imediato, quando é possível. Obviamente, é reabilitado mas não fica totalmente recuperado logo. Quanto à reabilitação oral, conseguimos, junto do governo, há cerca de ano e meio, que fossem atribuídas verbas aos hospitais que tratam estes doentes para reabilitação oral no SNS com próteses dentárias. Existe uma portaria que a regulamenta mas ainda não está implementada por falta de articulação entre a ACSS (Administração Central dos Sistemas de Saúde) e os hospitais. Portanto, a parte de os doentes poderem voltar a ter dentes ainda não é possível. E depois há a questão da reabilitação em termos da terapia da fala. Agora, há doentes que nunca mais voltam a comer e alguns ficam com muita dificuldade em falar.

Mas a reabilitação oral é necessária em todos os casos?

É necessária na grande maioria dos casos. Porque os doentes que apresentem peças dentárias [dentes] em mau estado têm de as retirar para que se comece a fazer o tratamento – que só pode ser iniciado com a boca perfeitamente sã. E, como o tratamento tem de ser iniciado o quanto antes, não é possível preservar os dentes. E depois precisará de reabilitação quando estiver curado.

Qual é a solução para a reabilitação destes doentes, uma vez que ainda não está ‘no terreno’ o financiamento público? Têm de recorrer ao privado?

Sim, têm mesmo de fazer no privado, porque ainda não há no público. O problema é que os hospitais não podem comprar as próteses. Nós habitualmente lutamos porque não há dinheiro mas, neste caso, há dinheiro mas não há articulação nem normalização dos procedimentos. Neste caso, a culpa é da ACSS, que não diz aos hospitais como é que podem adquirir as próteses. Como sabe, as compras dos hospitais dependem de concurso público. E não se pode estar a fazer um concurso público para cada uma das próteses ou até para um grupo de próteses. A ACSS tem de dar uma autorização de isenção de concurso público mas tem de dizer aos hospitais que fornecedores é que podem ser consultados e como é que se pode fazer.

Saúde Online

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