SPP defende maior normalização da classificação da mortalidade por doença respiratória

Tomando como exemplo os números da DPOC em Portugal, Venceslau Hespanhol, Presidente da SPP diz que "os dados revelam uma mortalidade baixa por asma e DPOC". No entanto, aponta, "há que colocar a hipótese de a morte de um doente com DPOC que sofre uma agudização grave e pneumonia associada, ser classificada como morte por pneumonia a não por DPOC

O XXXII Congresso de Pneumologia arrancou ontem com uma retrospetiva do último ano no que toca aos mais inovadores tratamentos, técnicas de diagnóstico e à revisão dos últimos dados epidemiológicos, cuja organização a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) defende que deveria obedecer a uma maior normalização dos critérios de classificação medico-administrativos.

Apesar de Portugal apresentar, em termos comparativos internacionais, um dos melhores valores de taxa de mortalidade por asma e por Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) e um dos piores a nível Europeu no que toca à mortalidade por pneumonias, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia defende ser necessário criar um sistema de “normalização classificativa”.

Tomando como exemplo os números da DPOC em Portugal, Venceslau Hespanhol, Presidente da SPP diz “os dados revelam uma mortalidade baixa por asma e DPOC”. No entanto, aponta, “há que colocar a hipótese de a morte de um doente com DPOC que sofre uma agudização grave e pneumonia associada, ser classificada como morte por pneumonia a não por DPOC. Perante este cenário poder-se-á dizer que há necessidade de criar normalização classificativa. Há que chamar as mesmas coisas aos mesmos eventos. Só assim conseguiremos fazer uma correta análise comparativa”.

Para a Sociedade Portuguesa de Pneumologia o correto registo da doença respiratória é uma prioridade, a qual se torna urgente para várias patologias, entre as quais a fibrose quística “uma doença que afeta vários sistemas e, apesar da sua grande heterogeneidade, geralmente, condiciona um quadro clinico muito sintomático, com internamentos frequentes. A criação de registos vai permitir estimar o número de doentes, planear recursos e responder às necessidades. permitindo estimar o número de doentes, planear recursos e responder às necessidades”, aponta . Pneumologista do Hospital de Santa Maria.

SO/SPP

 

 

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