15 Dez, 2016

Sociedade de Medicina Interna defende criação do “Internista de Referência” nos hospitais

A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) defendeu hoje a criação da figura do internista de referência no hospital, à semelhança do que acontece com o médico de família nos centros de saúde

A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) defendeu hoje a criação da figura do internista de referência no hospital, à semelhança do que acontece com o médico de família nos centros de saúde.

A propósito das comemorações do 65º aniversário da SPMI, que se assinala na sexta-feira, esta organização alertou para os desafios que se colocam a esta especialidade, tendo em conta “o aumento da esperança média de vida”, que “tem como consequência o aumento dos doentes crónicos e particularmente dos doentes idosos frágeis e com muita morbilidade”.

“Vivemos um tempo onde a conjugação de vários fatores é, claramente, favorável à afirmação e crescimento da Medicina Interna”, afirmou o presidente da SPMI, Luís Campos.

De acordo com esta organização, “a crise económica e a pressão da introdução de medicamentos e tecnologias inovadoras acentuam a necessidade de um sistema mais eficiente, o que constitui um trunfo para a medicina interna, pois tem na história clínica, no exame objetivo e numa abordagem racional do doente as suas principais ferramentas”.

A SPMR defende, contudo, a mudança do modelo organizacional de modo a adaptar-se à mudança demográfica” dos doentes que recorrem ao sistema de saúde.

“É preciso evoluir de serviços monoespecializados para grandes departamentos médicos, onde os internistas tomem conta de todos os doentes médicos com doença aguda, coordenando a intervenção das outras especialidades”, defende Luís Campos.

Outra mudança deve passar, na sua opinião, pela alteração do modelo de apoio aos serviços cirúrgicos, onde os internistas só são chamados, muitas das vezes, quando surgem complicações.

“É fundamental que estes doentes sejam acompanhados desde início pela medicina interna para otimizar a condição pré-cirúrgica e prevenir complicações”.

A SPMI defende que cada cidadão, para além de um médico de família, tenha um internista de referência no hospital e considera que a Rede de Cuidados Continuados Integrados também beneficiaria com a presença de internistas.

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