20 Set, 2016

Sociais democratas alertam para falta de enfermeiros no hospital de Évora

Num requerimento enviado à tutela, os deputados sociais democratas exigem o fim da redução do número de enfermeiros por turno e a admissão de novos elementos para a equipa de enfermagem

O deputado do PSD António Costa da Silva manifestou-se hoje preocupado com a falta de enfermeiros no Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), sobretudo no serviço de obstetrícia e ginecologia, e com a sobrecarga horária.

“Os problemas são muitos, mas a questão central passa pela falta de enfermeiros”, afirmou à agência Lusa o parlamentar social-democrata eleito pelo círculo de Évora, a propósito de uma pergunta dirigida pelo PSD ao ministro da Saúde.

Costa da Silva explicou que a pergunta ao Governo, subscrita por 12 deputados sociais-democratas, resultou de preocupações e reivindicações manifestadas por um grupo de enfermeiros da unidade hospitalar alentejana.

Segundo o deputado, os profissionais relataram a existência de “sobrecarga de horas de cuidados diretos, sobrecarga de trabalho administrativo e horas de trabalho largamente superior ao previsto por lei”, que “é uma situação muito grave”.

“Referiram que cada elemento em funções faz em média 160 a 180 horas mensais quando o que está previsto na lei são 140 horas. Excedem claramente em 20 a 40 horas mensais aquilo que está na lei”, disse.

A sobrecarga horária, advertiu, “tem implicações na exaustão física e psicológica da equipa de enfermagem e implicações muito evidentes num serviço tão sensível como o de obstetrícia e ginecologia”.

Outra das situações relatadas é “o reduzido número de elementos que é distribuído para a enfermaria, nomeadamente no turno da manhã, que limita muito o trabalho dos profissionais”, adiantou Costa da Silva.

O deputado explicou que o PSD apresenta na pergunta dirigida ao Governo um conjunto de reivindicação, que inclui “a recusa da manutenção da redução do número de enfermeiros por turno e a admissão de novos elementos para a equipa de enfermagem”.

De acordo com o parlamentar, outra das exigências é “a concretização dos direitos previstos na lei, nomeadamente a flexibilidade de horário para profissionais com idade superior a 50 anos e a lei da parentalidade”.

“O que é que o Governo vai fazer”, questionou, frisando que a pergunta tem “uma exigência por detrás”.

LUSA

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