Sesta deve ser facilitada e promovida nas crianças até aos 5/6 anos de idade

Na data em que se assinala o Dia Mundial da Criança, a Secção de Pediatria Social (SPS) da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) divulga recomendações para a prática da sesta da criança

As recomendações foram elaboradas por um painel nacional de reconhecidas peritas dedicadas ao estudo do sono ou ao desenvolvimento em idade pediátrica, nomeadamente, Alexandra Vasconcelos, Catarina Prior, Helena Estevão, Helena Cristina Loureiro, Rosário Ferreira e Teresa Paiva.

Estas recomendações são subscritas pela Associação Portuguesa do Sono (APS) e têm como objetivo uniformizar e promover a melhor prática para o sono diurno ou sesta da criança, desde os 3 meses aos 36 meses de idade [creche] e dos 3 até aos 6 anos de idade [pré-escolar], em estabelecimento público ou privado.

 A SPS e o grupo de trabalho já apresentaram estas recomendações ao Ministério da Educação e à Direção Geral da Saúde-Saúde (DGS) Escolar que estão a analisar a operacionalização destas recomendações nos estabelecimentos pré-escolares.

Em Portugal, as crianças, principalmente as que frequentam os estabelecimentos públicos, em norma, não realizam a sesta após os 3 anos de idade.

De acordo com os estudos e atendendo à enorme variabilidade interindividual em necessidades de sono e não sendo possível estabelecer uma regra apenas baseada na idade, é importante sublinhar que a sesta não deverá ter carácter obrigatório.

Perante um balanço dos benefícios e deletérias consequências que a privação da sesta pode ter numa criança, a possibilidade de a fazer deve ser implementada até à idade escolar, devendo as necessidades de sono das crianças ser tidas em conta, individualmente.

É atualmente prioritário assegurar a todas as crianças