1 Mar, 2017

Seringa mais vantajosa para saúde pública e hospitais desenvolvida em Portugal

A seringa DUO vai permitir o carregamento e a administração endovenosa sequencial do fármaco e da solução de limpeza do cateter - sem que seja necessário trocar seringas

Um consórcio nacional liderado pela empresa Muroplás – Indústria de Plásticos está a desenvolver uma seringa de múltipla câmara de libertação sequencial que pretende melhorar a prática clínica de administração endovenosa de medicamentos e soros.

A ideia partiu de estudantes e docentes da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), que forma o consórcio com a Muroplás e o Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP), e contou com o apoio de meio milhão de euros de fundos europeus para a concretização do projeto.

A seringa inovadora chama-se Seringa DUO e vai permitir o carregamento e a administração endovenosa sequencial de dois fluidos diferentes – fármaco e solução de limpeza do cateter – sem que seja necessária a troca de seringas.

Em comunicado, a ESEnfC revela o novo dispositivo médico “tem potencial para revolucionar a enfermagem hospitalar”.

Entre as vantagens para a saúde pública, o uso da Seringa DUO reduz o risco de infeção através da diminuição do número de manipulações, aumenta o conforto e o bem-estar dos pacientes e reduz a possibilidade de erro humano na administração de agentes terapêuticos.

Além disso, traz ainda benefícios económicos para as instituições de saúde uma vez que se utilizam menos seringas e se dispende menos tempo. Os custos associados ao tratamento dos doentes irá diminuir assim como o volume de resíduos hospitalares.

O desempenho da nova seringa será avaliado através da realização de ensaios de usabilidade e simulação em laboratórios especializados, seguindo-se um período destinado à validação de segurança e eficácia.

O projeto Seringa DUO é cofinanciado pelo COMPETE 2020, no âmbito do Sistema de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico, na vertente de copromoção, com um incentivo do FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) de cerca de 516 mil euros para um investimento elegível de 718 mil euros.

Além do ensino e da prestação de serviços à comunidade, a ESEnfC desenvolve investigação experimental no domínio das tecnologias dos cuidados de saúde, visando a inovação e a transferência de conhecimento para melhoria da saúde prestada às populações.

 

Comunicado de Imprensa/SO

 

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