22 Fev, 2017

Santo Tirso disponibiliza vacinas gratuitas para crianças com menos de dois anos

O Plano Municipal de Saúde de Santo Tirso abrange todas as faixas etárias, tendo como pilares de ação a saúde oral, visual, mental, física e ambiental

A Câmara de Santo Tirso, distrito do Porto, vai disponibilizar vacinas gratuitas a todas as crianças do concelho com menos de dois anos, anunciou o presidente da autarquia, Joaquim Couto.

As vacinas Rotarix e Rotateq já estavam disponíveis gratuitamente para os filhos de casais com baixos rendimentos e agora a autarquia decidiu generalizar a medida. Deste modo, o número de crianças abrangidas passará de 100 para 500, estima-se.

As vacinas em causa têm um custo aproximado de 300 euros, indicou o presidente da câmara, ontem, durante a apresentação do Plano de Saúde Municipal, onde estiveram presentes 85 instituições públicas e privadas.

São parceiros estratégicos deste plano o Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA) e o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Santo Tirso/Trofa, somando-se as escolas, juntas de freguesia, corporações de bombeiros, Santa Casa de Misericórdia, delegação da Cruz Vermelha, dezenas de instituições particulares de solidariedade social, bem como clínicas e óticas do concelho.

Ao abrigo deste plano, Santo Tirso irá “em breve”, segundo o autarca, estabelecer um protocolo com o CHMA que visa a comparticipação de consultas de saúde oral.

Joaquim Couto destacou também a “grande abertura” das óticas do concelho para o estabelecimento de uma parceria que atualmente se traduz na realização de rastreios gratuitos e que no futuro incluirá a comparticipação de óculos para crianças.

“O objetivo deste plano é otimizar recursos. A câmara propõe-se a coordenar as várias ofertas, ações e iniciativas e junta todos os parceiros de saúde, sociais, ambientais e não só. A saúde não depende só dos hospitais e centros de saúde, mas é o ar que respiramos, aquilo que comemos, o meio ambiente onde vivemos, o exercício que fazemos, daí o envolvimento de todos, incluindo escolas e instituições”, descreveu Joaquim Couto.

Em ação estão já as consultas de psicologia para famílias e doentes oncológicos ou os rastreios de daltonismo, assim como sensibilizações sobre escovagem de dentes, consumo diário de fruta e foi generalizado a todas as freguesias o programa de envelhecimento ativo.

“Este plano é de todos e para todos”, foi o lema repetido por Joaquim Couto, uma ideia partilhada quer pela diretora do ACES, Ana Tato, quer pelo presidente do conselho de administração do CHMA, António Barbosa.

Ana Tato valorizou o “trabalho articulado com as instituições e com a comunidade”, enquanto António Barbosa apontou que “em Portugal os grandes ganhos na área da saúde foram conseguidos com as melhorias dos cuidados primários e hospitalares, mas também graças ao melhor saneamento, abastecimento de água”, entre outros equipamentos.

LUSA/SO

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