24 Out, 2016

Recurso a serviços de urgência continua a aumentar

Nos primeiros oito meses deste ano, fizeram-se perto de 4,3 milhões de atendimentos nestes serviços, mais 195 mil do que no mesmo período do ano passado

Os portugueses recorrem cada vez mais aos serviços de urgência hospitalares, frustrando os objetivos do Ministério da Saúde de canalizar para os cuidados de saúde primários as situações não emergentes, noticia hoje o “Público”.

Nos primeiros oito meses deste ano, fizeram-se perto de 4,3 milhões de atendimentos nestes serviços, mais 195 mil do que no mesmo período do ano passado. Um aumento de 4,8%, que vem agravar uma tendência que o ministro da saúde tem procurado contrariar. Em janeiro, Adalberto Campos Fernandes anunciou que estava prevista uma redução em 3,7% (menos 225 mil) dos episódios de urgência até ao final do ano.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), nos primeiros oito meses deste ano, quase metade dos doentes (46,6%) não foram triados como casos urgentes, segundo os mais recentes dados da ACSS.

No resto do país, a percentagem de casos não urgentes ou pouco urgentes é inferior a 40%, à exceção do Alentejo, mas representa, ainda assim, mais de um terço do total.

O aumento da procura dos SU já tinha sido assinalado em agosto passado, quando foram conhecidos os dados do primeiro semestre.

O ministro da Saúde sublinhou então que era necessário deixar passar mais tempo para se poder sentir o impacto da contratação, em curso, de novos médicos para os centros de saúde. Mas a situação agravou-se entretanto. Julho e agosto foram os meses em que o crescimento da procura foi mais acentuado.

SO/Público

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