22 Mar, 2017

Projeto piloto leva centros de saúde do Alto Minho a realizar 5.000 espirometrias

Um projeto-piloto iniciado em 2014 nos centros de Saúde do Alto Minho vai atingir, no próximo dia 27, as cinco mil espirometrias realizadas a utentes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC)

Segundo adiantou a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) em comunicado, “o utente número 5.000 vai realizar aquele exame, no dia 27, às 18:00, na Unidade de Saúde Familiar (USF) Gil Eanes, em Viana do Castelo.

O projeto-piloto chama-se “Respirar bem, Viver Melhor” e foi iniciado em fevereiro de 2014, integrando o programa das Boas Práticas de Governação, com o objetivo de “aproximar os cuidados primários e hospitalares dos utentes”.

A DPOC é uma doença respiratória crónica, “subdiagnosticada e subtratada e uma das principais causas de mortalidade”, que se estima afete cerca de 5,3% população portuguesa, sendo o tabagismo a maior causa.

A ULSAM integra os hospitais de Santa Luzia, em Viana do Castelo e Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima, 13 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, servindo uma população residente superior a 250 mil pessoas dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.

Em todas aquelas estruturas trabalham mais de 2.500 profissionais, entre eles, 501 médicos e 892 enfermeiros.

A necessidade de facilitar o acesso dos doentes à espirometria, que “estuda a função respiratória e é fundamental no diagnóstico da doença” esteve na origem da criação daquele programa.

“A descentralização da realização de espirometrias, permitindo que os doentes em risco tivessem acesso ao exame, no seu centro de saúde, é fundamental para o diagnóstico e para a estratificação do risco”, sustentou a ULSAM.

O projeto incluiu a constituição de “um grupo de trabalho constituído por elementos dos cuidados de saúde primários e Hospitalares, que elaborou um fluxograma para a identificação dos doentes com suspeita de DPOC, com 40 anos ou mais, sintomáticos e com fatores de risco”.

O “sucesso” do projeto ficou ainda a dever-se “à aquisição de um espirómetro e à contratação de uma técnica de cardiopneumologia” permitiu “reforçar o envolvimento dos profissionais de saúde e da comunidade na sensibilização para o problema da DPOC”.

A integração “do exame na rede dos cuidados de saúde primários e hospitalares e a capacitação dos vários intervenientes do projeto através de um plano de formação interna destinado aos profissionais e externa destinado à comunidade, sustentado numa partilha de informação e do conhecimento”, é outro dos objetivos do projeto.

Além daquele projeto, o serviço de pneumologia do hospital de Viana do Castelo “personalizou” uma aplicação para ‘smartphones’ que permite monitorizar os doentes com insuficiência respiratória crónica, “à distância, em tempo real”, reduzindo “drasticamente” as deslocações à urgência.

Trata-se de um projeto de telemedicina, a decorrer há mais de um ano na ULSAM, que acompanha 15 pacientes com DPOC.

Com aquela aplicação “o doente coloca o dedo no oxímetro, e os parâmetros do seu estado de saúde são transmitidos para o sistema, sediado na unidade de cuidados intensivos do hospital, permitindo, em tempo real, a avaliação dos dados”.

Atualmente o projeto envolve quatro médicos e 22 enfermeiros dos cuidados intensivos.

LUSA/SO

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