26 Jan, 2018

Prestadores privados rejeitam preçário da ADSE previsto para vigorar a partir de março

A APHP assinala que "a ADSE não apresenta qualquer justificação económica ou clínica para os cortes que pretende fazer. O único argumento invocado é o da necessidade de evitar um saldo orçamental negativo em 2018 sem, contudo, explicar os pressupostos por detrás desta previsão

A Associação Portuguesa da Hospitalização Privada (APHP) recusa as novas tabelas, que deveriam entrar em vigor em março e solicita à ADSE que retire a proposta.

Na proposta que a Direção da ADSE apresentou ao seu Conselho Geral e de Supervisão, há revisões em baixa dos preços (encargos da ADSE) pagos à rede de médicos, hospitais e laboratórios com acordo com este subsistema de saúde dos funcionários públicos. Em simultâneo, há produtos/serviços que passam a ter um valor fixo.

No total, a nova tabela deverá resultar numa poupança da ordem dos 29,7 milhões de euros nos custos a cargo da ADSE. Os beneficiários do subsistema irão também pagar menos em várias situações, estando previsto que poupem mais de 12 milhões de euros, noticiou o JN/Dinheiro Vivo.

O objetivo é manter a rede da qualidade dos prestadores e, ao mesmo tempo, combater o desperdício, mas a proposta (que consta de um extenso documento de cerca de 400 páginas), foi mal recebida pelo lado dos prestadores privados, acrescenta o jornal.

Na tomada de posição pública agora divulgada, a APHP assinala que “a ADSE não apresenta qualquer justificação económica ou clínica para os cortes que pretende fazer. O único argumento invocado é o da necessidade de evitar um saldo orçamental negativo em 2018 sem, contudo, explicar os pressupostos por detrás desta previsão”.

O comunicado acrescenta que “esta posição da ADSE não é aceitável”, porque um corte de cerca de 10% nos valores pagos aos prestadores privados “é incompatível com a manutenção de padrões de qualidade elevados que se pretendem para os beneficiários”. •

FONTE: JN/DInheiro Vivo

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