Presidente da República insiste que é preciso crescer mais

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "são uma boa notícia o crescimento no final do ano de 2% e a noção de que continua este ano, nos dois primeiros meses deste ano", e "o desemprego em 10,2% é um número positivo também"

Marcelo Rebelo de Sousa considera que o ano de 2016, apesar de ter começado mal, terminou bem, com um crescimento económico de 2% no último trimestre. Contudo, insistiu que o desafio para este ano é crescer ainda mais.

“O ano de 2016, que começou mal, com dois trimestres muito fracos, acabou bem. E agora o grande desafio é termos este ano acima disso. Como eu tenho dito, precisamos de um crescimento claramente acima de 2%, para aguentar a economia, para promover a justiça, e para tornar possível o controlo défice”, declarou o chefe de Estado.

O Presidente falava, ontem, aos jornalistas durante uma visita a um centro da associação Raríssimas, no concelho da Moita. Em causa estava a divulgação dos dados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Marcelo salientou “a ideia de que o investimento está a crescer, embora lentamente, e de que as exportações cresceram, embora lentamente”.

Quando questionado se o crescimento no final de 2016 corresponde ao que tem pedido, respondeu que o objetivo, controlar o défice, foi cumprido. Enquanto que o desafio deste ano e dos próximos é crescer.

A Raríssimas – Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras foi fundada em 2002 por um grupo de pais que queriam dar dignidade e qualidade de vida aos seus filhos, com a missão de apoiar pessoas portadoras de doenças raras e os seus familiares e amigos.

Marcelo Rebelo de Sousa esteve perto de duas horas na Casa dos Marcos, um dos centros da associação, na Moita. Durante a visita, o Presidente da República conviveu com os residentes da Casa dos Marcos e com aqueles que estavam a participar em atividades ocupacionais ou a receber cuidados médicos. Marcelo recebeu ainda vários presentes, entre os quais uma t-shirt onde se podia ler “Para um Presidente raro”.

“Esta é uma casa excecional, com prestígio, não só cá dentro, mas por todo o mundo. É um exemplo em todo o mundo. Eu dei o caso concreto da rainha de Espanha, que não esconde o que a impressionou ter visto aqui o que nunca tinha visto antes”, declarou.

O chefe de Estado elogiou o cuidado prestado “àqueles que são muitas vezes esquecidos porque têm situações raríssimas”, e considerou que “o ideal seria que mais tarde houvesse, não uma Casa dos Marcos, mas muitas casas dos Marcos”.

LUSA/SO

 

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