Premiar iniciativas centradas na pessoa com doença oncológica

Os Prémios Celgene de Incentivo às Iniciativas Centradas na Pessoa com Doença destinam-se a projetos em desenvolvimento ou recentemente concluídos na área dos tumores sólidos ou hematológicos. 

As candidaturas terminam a 30 de novembro e podem ser submetidas por instituições portuguesas como associações de doentes, instituições científicas e outras entidades.

“Com este prémio não vamos apoiar iniciativas de investigação biológica, de mecanismos de doenças, nem de medicamentos. Aquilo que está em causa são iniciativas que nos permitam entender melhor o que é a doença, como é que a pessoa com doença se comporta no ambiente social. Até que ponto a experiência de vida, crenças, expetativas influenciam o bem-estar do doente, a otimização dos recursos para a saúde”, pormenoriza Isabel Boaventura, diretora médica da Celgene Portugal.

Literacia em saúde que ajude os doentes, por exemplo, a perceber como é que podem participar de forma informada em ensaios clínicos, de que forma algumas plataformas informáticas que já existem podem ser úteis para o doente são projetos potencialmente candidatos ao Prémio Celgene 2017.

O doente deve ser o centro dos projetos candidatados a esta iniciativa que se enquadra no programa internacional de responsabilidade social ChangeMakers implementado pela Celgene em 2017.

Isabel Boaventura, diretora médica da Celgene Portugal

Isabel Boaventura detalha ainda “em 2017 vamos atribuir um pequeno prémio, um valor financeiro [de 5.000 euros] para iniciativas que estejam concluídas, que tenham sido recentemente concluídas ou, se não estiverem terminadas, que já tenham métricas que traduzam o impacto desse projeto. Em 2018, daremos continuidade a esta iniciativa atribuindo uma bolsa que se destina a distinguir projetos que estejam a ser planeados para o futuro, atividades que as entidades queiram desenvolver. O júri independente irá selecionar o projeto que tenha mais viabilidade”.

A bolsa, em 2018, será também atribuída a ideias que tenham o doente no centro, com a diferença de que no próximo ano os projetos podem ser em torno de outras patologias além da oncológica. “O foco da bolsa de 2018 será alargado a outro tipo de doenças que têm também um impacto muito grande na sociedade, nos doentes, nos seus cuidadores, ou seja, doenças que não sendo oncológicas também têm um impacto grande em termos de saúde pública”, esclarece a diretora médica da Celgene Portugal.

Isabel Boaventura deixa ainda uma recomendação aos candidatos: “ler o formulário de candidatura ao prémio porque orienta os candidatos para identificarem aquilo que vão ser os critérios para o júri aferir sobre a qualidade do projeto”.

SO/SP

 

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