24 Jan, 2018

Portugal regista cerca de 1.000 novos casos de HPV por ano

Na Semana Europeia do Cancro do Colo do Útero, fala-se na importância de prevenir o Papilomavírus Humano (HPV), a infeção sexual mais frequente do mundo e a principal causa deste tipo de cancro.

O Papilomavírus Humano não escolhe idades, nem género e é o principal responsável pelo Cancro do Colo do Útero. Na maioria das vezes, a infeção pelo vírus não apresenta qualquer sintoma e, mesmo quando a doença já está instalada, pode permanecer assintomática. Na Europa, surgem todos os anos 60 mil casos de cancro do colo do útero e 30 mil destes casos são fatais. Em Portugal, surgem todos os anos cerca de 1.000 novos casos, pelo que a prevenção contra o HPV continua a ser forma mais eficaz de combater os números.

Existem mais de 120 tipos de HPV, dos quais 40 afetam preferencialmente os órgãos genitais – vulva, vagina, colo do útero, pénis e ânus. Dividem-se em tipos de alto e baixo risco, em função das doenças que causam. Nos HPV de alto risco, incluem-se os tipos 16 e 18, que são responsáveis por 75% das lesões mais graves – carcinomas. Nos HPV de baixo risco, estão incluídos os tipos 6 e 11, responsáveis pela maioria das doenças benignas provocas pelo HPV, sendo as mais frequentes os condilomas ou verrugas genitais. Importa, por isso, reforçar que o vírus afeta tanto homens como mulheres, pelo que se estima que cerca de 80% da população sexualmente ativa tenha contacto com o vírus em alguma altura da vida. Na maioria dos casos, a infeção pelo HPV desaparece espontaneamente ao fim de 1 a 2 anos. Nos casos em que não é eliminado, a infeção pode progredir e não é possível prever quem irá desenvolver a doença e como.

Na semana em que assinala, a nível europeu, o Cancro do Cólo do Útero, a palavra de ordem é prevenção. A forma mais eficaz de proteção é associar a vacinação ao rastreio. Em Portugal, a vacina nonavalente tem potencial para prevenir 97% dos casos de cancro do colo do útero. Ao fazerem, ainda,  rastreios regulares para despiste ou diagnóstico, as mulheres vão estar seguramente mais alerta. O uso do preservativo também previne a transmissão do vírus, mas apenas em 70% dos casos, uma vez que não alcança todas as áreas de contacto sexual.

SO/SF

 

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