15 Dez, 2016

PE insta Alemanha a pagar indemnizações a todas as vítimas da talidomida

OS eurodeputados querem que a Comissão Europeia crie um protocolo a nível comunitário que estabeleça que todos os sobreviventes da talidomida têm direito a receber compensações financeiras, independentemente da sua nacionalidade.

O Parlamento Europeu (UE) instou hoje a Alemanha a indemnizar todas as vítimas europeias da talidomida, um medicamento alemão vendido às mulheres grávidas nas décadas de 1950 e 1960 que causou deformações a milhares de recém-nascidos.

Os eurodeputados aprovaram hoje, no hemiciclo de Estrasburgo, uma resolução (sem poder vinculativo) na qual sugerem às autoridades de Berlim que, aproveitando a alteração à lei sobre a talidomida que se preparam para adotar em 2017, incluam no quadro das compensações não apenas as vítimas alemãs, mas de todos os países da UE.

O texto reclama também que a Comissão Europeia crie um protocolo a nível comunitário que estabeleça que todos os sobreviventes da talidomida têm direito a receber compensações financeiras, independentemente da sua nacionalidade.

Apenas em 2012, cerca de meio século após os factos, a empresa farmacêutica alemã produtora de talidomida, Grunenthal, pediu pela primeira vez desculpas aos milhares de pessoas vítimas do medicamente, vendido às mulheres grávidas para tratar os enjoos matinais nos anos 1950 e início dos anos 1960.

Estima-se que cerca de 20 mil bebés tenham nascido com deformações – incluindo ausência de alguns membros – depois de as mães terem tomado talidomida, medicamento vendido em quase 50 países antes de ser retirado do mercado em 1962.

LUSA/SO

 

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