Obras do Hospital de Todos-os-Santos devem arrancar na atual legislatura

A nova unidade vai substituir os hospitais de D. Estefânia, Santa Marta, são José e Santo António dos Capuchos, que hoje integram o Centro Hospitalar de Lisboa Central

O Secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, afirmou ontem, em Setúbal, que a construção do novo hospital de Todos-os-Santos, que vai substituir os hospitais civis de Lisboa, deverá arrancar durante a atual legislatura.

“O Hospital mais emblemático e mais necessário é o Hospital de Todos-os-Santos, em Lisboa, que vai substituir os velhos hospitais civis de Lisboa, desde a Estefânia, a Santa Marta, são José e Capuchos. O objetivo é concentrar numa única unidade esta dispersão geográfica, que atira os custos dos hospitais civis de Lisboa – o chamado Centro Hospitalar de Lisboa Central – para 25% acima do que devia ser possível em termos de custos”, disse Manuel Delgado.

“Penso que as obras poderão arrancar na atual legislatura e terminar na legislatura seguinte”, disse Manuel Delgado, que falava aos jornalistas depois de presidir à cerimónia de assinatura de um contrato-programa de camas de Cuidados Continuados Integrados, entre a ARSLVT (Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo) e o Hospital Nossa Senhora da Arrábida, em Azeitão, no concelho de Setúbal.

Segundo Manuel Delgado, outra prioridade do governo é a construção de um novo hospital de Évora, que considerou não oferecer boas condições apesar de se tratar de um hospital âncora para aquela região alentejana, bem como o futuro hospital do Seixal, em que a ideia não é fazer um hospital para todas as valências, mas um hospital tampão, fundamentalmente na área do ambulatório, para evitar a procura excessiva nos hospitais da região, principalmente em Almada [Hospital Garcia de Orta].

“Não quero arriscar, mas num horizonte temporal de cinco/seis anos, penso que poderemos ter os três hospitais a funcionar”, disse Manuel Delgado, acrescentando que já existe terreno e um programa funcional, mas que ainda falta definir o modelo de financiamento e de construção para o futuro Hospital de Todos-os-Santos.

Durante a cerimónia de assinatura do contrato-programa que ontem foi assinado com o Hospital Nossa Senhora da Arrábida, Manuel Delgado disse que os Cuidados Continuados são uma prioridade para o país, até porque permitem uma diminuição da procura da rede hospitalar.

O contrato-programa celebrado entre a ARSLVT e o Hospital Nossa Senhora da Arrábida prevê a disponibilização de mais 17 novas camas de `convalescença´ e seis de `média duração e reabilitação´ daquela unidade hospitalar, que passa a ter um total de 65 camas integradas na Rede Nacional de Cuidados Continuados.

A Região de Lisboa e Vale do Tejo dispõe, a partir de agora, de 2063 camas em Unidades de Internamento de Cuidados Continuados Integrados e Paliativos, designadamente 184 camas para `Convalescença´, 139 para `Cuidados Paliativos´, 691 para tratamentos de `Média Duração e Reabilitação´ e 1049 para tratamentos de `Longa Duração e Manutenção.

O Hospital Nossa Senhora da Arrábida, integrado no Complexo de Saúde e Bem-estar Porto Salus, em Azeitão, que incluiu a unidade hospitalar e residências assistidas, resulta de uma parceria entre o Grupo Visabeira e a Santa Casa da Misericórdia de Azeitão.

LUSA

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